No episódio #277 do AdamiCast, em 9 de janeiro de 2024 (primeiro episódio do ano), a médica ginecologista e obstetra Tassiane Stivari (@dratassianestivari), contou a história de como entrou na medicina por causa do pai (queria ser veterinária, pais do Paraná, mãe bióloga e pai engenheiro agrônomo, passou na OM da veterinária no terceirão mas o pai convenceu que era ambiente difícil pra mulher, fez cursinho 2 anos, passou em Maringá na Uningá, o tio abriu as portas da casa), e da escolha por ginecologia e obstetrícia na faculdade (entrou pensando em urgência e emergência pré-hospitalar, viu que não tinha a ver, gostou de centro cirúrgico mas queria mais vertentes, a GO apareceu porque tem pré-natal, cirúrgica, ultrassom, patologia, oncologia, área abrangente, e ela pegou obstetrícia que ninguém quer porque alguém tem que fazer), e da residência de 3 anos no HR de Presidente Prudente (formou, trabalhou 6 meses em PS, e voltou pra Dracena porque o marido Gil é funcionário público e não quis ir embora, e abriu a clínica), e do primeiro parto no primeiro final de semana de residência (a R+ falou vai lá faz o parto normal, ela tremia, a criança nasceu, ela deu o bebê pra mãe e falou toma mãe é teu filho, pediu um banquinho pra sentar), e da rotina de plantão (celular ligado sempre, obstetra traiçoeira se você não tá ali toda hora olhando pode dar alguma coisa errada, parto de madrugada porque a maioria das gestantes entra em trabalho de parto quando tá se sentindo segura e em teoria tá dormindo, a lua interfere 3 dias depois da troca, e a explicação da citocina que é o hormônio que faz estimular as contrações, e se a paciente passou 41 semanas e não quer indução a gente encaminha pra cesárea), e do parto normal x cesárea x humanizado (humanizado é o parto onde a vontade da mulher é respeitada, pode acontecer até numa cesárea, cesárea humanizada deixa o bebê pele a pele com a mãe logo após o nascimento e já coloca pra mamar, parto na cócoras ajuda, indicações de cesárea são placenta que recobre o colo, cicatriz longitudinal, 3 ou mais cesáreas anteriores, cordão umbilical não é contraindicação absoluta porque o bebê não respira pela via aérea, e ela contou que já teve paciente que queria cesárea mas o nenê nasceu normal antes de chegar no centro cirúrgico de tão rápido), e do pré-natal e do que pode e não pode (progressiva não, tinta sem amônia sem formol sem chumbo após 20 semanas, atividade física sim se já fazia, não vira marombeira, e a dica do cabelo que a mulher que tá com o cabelo bonito pode ser porque tá grávida ou porque tá gordo), e da pandemia nos exames preventivos (mulheres pararam de fazer mamografia, preventivo, agora voltando, e o índice de atividade física aumentou), e dos 10-11 meses de acompanhamento (a proximidade com a paciente, ver o bebê crescer, e o parto da Betina como assistente doula, e a receita da torta de limão do irmão que é a melhor do mundo).
De como entrou na medicina por causa do pai (queria ser veterinária, pais do Paraná, mãe bióloga e pai engenheiro agrônomo, Uningá em Maringá, tio abriu as portas da casa)
De como entrou na medicina por causa do pai, e segundo a Tassiane, a medicina nunca foi meu sonho, e o primeiro não era uma coisa que ela queria desde criança, e sempre quis veterinária, e a mãe é bióloga, o pai é engenheiro agrônomo, e a gente sempre viveu muito com bicho, e daí sempre quis fazer veterinária, e ela passou na OM da veterinária no terceirão, e tava crente que ia, e daí o pai falou não filha não é bem assim, a vida não é fácil, é um ambiente ainda muito difícil pra mulher, faz medicina, depois se você terminar a faculdade daí você vai e faz veterinária, e ele tava crente que ela ia passar em medicina no final do ano do terceirão, e ela não passou, e primeiro ano de cursinho ela passou, e ele não deixou ir pra faculdade, e ela falou pai também você não me ajuda, e ela foi passar só no segundo ano de cursinho, e acabou que foi a melhor escolha porque passou em Maringá numa particular, a Uningá, e a sorte que o tio morava lá, e eles abriram as portas da casa deles, e três meses depois o irmão passou também, e eles moraram juntos, e ela falou o tio falou se vem pra cá, vem fazer medicina, e eu falei tio eu só vou se a faculdade reabrir, e no ano que ela realmente prestou ela reabriu os vestibulares, e deu certo, e segundo ela, a faculdade foi em Maringá, e pensou em fazer urgência e emergência pré-hospitalar, e viu que não tinha nada a ver com isso, e gostou muito de centro cirúrgico, e ficou meio assim em pensar em ficar só num centro cirúrgico, e a GO apareceu porque pode dentro da obstetrícia fazer o acompanhamento de pré-natal, e tem a parte cirúrgica, e dá pra fazer outras coisas, e tem ultrassom, patologia, oncologia, e é uma área muito abrangente, e acabou se encantando, e segundo ela, eu peguei a parte que ninguém quer que eu mais gosto, que é obstetrícia, e todo mundo vai fugindo, e eu tô cada vez mais entrando, e alguém tem que fazer.
Da escolha por GO e obstetrícia na faculdade (entrou pensando em urgência, GO é área abrangente, ninguém quer mas alguém tem que fazer) e da residência de 3 anos no HR de Presidente Prudente
Da escolha por GO e da residência de 3 anos no HR de Presidente Prudente, e segundo a Tassiane, ela se formou no meio do ano na faculdade, e trabalhou seis meses em pronto socorro, e viajando, e logo no ano seguinte já iniciou na residência, e fez residência em Presidente Prudente no HR, e foram três anos de residência, anos difíceis sofridos, e segundo ela, o HR tem de tudo lá, é muita coisa, e na GO lá a gente acaba ficando um pouco mais setorizado, e é muita coisa, é um fluxo muito grande, e lá a região deles contabilizava mais ou menos 1 milhão de pessoas porque pegava de Teodoro, às vezes até Andradina, e Teodoro Sampaio e Mirante, e Regente, e é todo esse oeste paulista, e a gente tem uma região que tem um déficit muito grande na saúde, e o hospital lá acaba atendendo muito mais às vezes do que um hospital de bairro em São Paulo, e tem dois hospitais lá, o HR que abrange todas as cidades e o estadual que é mais direcionado pros pacientes da própria cidade, e o fluxo era muito intenso, e segundo ela, o marido Gil é funcionário público aqui em Dracena, e pra ele embora era muito difícil, e ela tentou convencer ele a ir embora mas ele não quis, e não gosta daqui, e o concurso também não deu certo, e hoje ela não se arrepende, e acha que Dracena evoluiu muito e tem muito potencial de evolução, e pra o que precisa tudo tem, e 5 minutos em casa 5 minutos no trabalho, e qualidade de vida que é outra, e ela falou que se tivesse um aeroporto aqui ia ficar top, e ela falou do primeiro parto, que foi logo no primeiro final de semana da residência, e a R+ falou faz o parto normal, e ela falou mas não sei, e a R+ falou vai lá, e a criança nasceu, e ela tava morrendo de medo de derrubar o bebê, e deu o bebê pra mãe e falou toma mãe toma que o filho é teu, e tremeu as pernas, e pediu um banquinho pra sentar, e era uma emoção, e segundo ela, o primeiro parto foi normal, e a primeira cesárea foi no R1, e já tinha uns 6 meses de R1, e também tremi na base, e tudo é novidade, e a responsabilidade também de duas vidas, e graças a Deus deu tudo certo.
Da rotina de plantão (celular ligado sempre, obstetra traiçoeira) e do parto de madrugada (lua interfere 3 dias depois, citocina, sensação de segurança)
Da rotina de plantão, do parto de madrugada, da obstetra traiçoeira, e da lua que interfere 3 dias depois, e segundo a Tassiane, a obstetrícia é traiçoeira, e se você não tá ali toda hora olhando, chega uma hora que pode dar alguma coisa de errado, e essa coisa de errado muitas vezes custa muito caro, e ela nunca tá relaxada, e sempre tá aqui falar tô 100% de boa, não tá, não tem como, e até esse friozinho na barriga é bom, e deixa alerta, e segundo ela, a maioria dos partos acontece de madrugada, e a lua interfere um pouco, mas não do jeito que todo mundo fala, e no dia da força da lua, geralmente uns três dias depois que tem a troca da lua, aumenta os partos, e principalmente na madrugada, e ela falou que provavelmente os partos se desenvolvem mais na madrugada por conta da evolução, e o pico da citocina que é o hormônio que faz estimular as contrações nesses períodos, e por isso a maioria das gestantes acaba entrando em trabalho de parto no momento que tá se sentindo segura tranquila, e em teoria seria dormindo, e segundo ela, o marido Gil tá com o celular ligado só olhando ali porque pode ser que liguem, e tem algumas que estão próximas de ganhar que estão esperando ansiosamente, e pode adiantar uns dias e atrasar outros, e não é uma ciência muito exata, e segundo ela, a vida seria bem mais fácil se fosse dá planejar, e ela falou que chegou paciente que já tava na segunda gestação, 37 38 semanas, e chegou em franco trabalho de parto na maternidade, e ela falou não eu não quero eu não quero, e falou tá bom te levar pro centro cirúrgico, e foi o tempo de chegar no centro cirúrgico quando o nenê nasceu, e foi normal, e de tão rápido, e segundo ela, a gestação pode ir até 42 semanas, e se chegou às 41 a paciente não quer indução, a gente acaba encaminhando pra cesárea, e se quer cesárea desde sempre, beleza, a partir de 39 a gente já conseguiria fazer, mas ela prefere esperar sinal de trabalho de parto, e a cesárea eletiva tá liberada por lei a partir de 39 semanas.
Do parto normal, cesárea e humanizado (humanizado é respeitar a vontade da mulher, cesárea humanizada também existe, parto na cócoras, indicações de cesárea)
Do parto normal, cesárea e humanizado, e das indicações de cesárea, e segundo a Tassiane, a dor da contração é igual quando o homem está com febre, e ela brincou que se a humanidade dependesse do homem pra parir, a humanidade tinha entrado lá no comecinho, e segundo ela, o parto humanizado é aquele parto em que a gente tem a vontade da mulher respeitada, e não é o que as pessoas acham que é só parto na banheira com luz escura e parto domiciliar com doula, e sim um parto que você vai permitir que ela se posicione livremente, e não vai obrigar que ela faça nada, e toma muito cuidado com o exame físico, e essa questão da vocalização é um artifício que a gente usa pra saber como tá sendo essa evolução do parto, e o parto humanizado pode acontecer numa cesárea, então a cesárea humanizada é aquela que você deixa o bebê pele a pele com a mãe logo após o nascimento, e já coloca pra mamar logo na primeira hora de vida, e dá pra gente ser humanizado também no parto cesárea, e o parto na cócoras é uma das posições que mais ajudam, e segundo ela, as indicações diretas de cesárea são paciente que tem placenta que recobre o colo, e pacientes que tiveram tipo de cirurgia que foi longitudinal de cima pra baixo do útero, e que passaram por procedimento mais invasivo, e que tem mais de três cesáreas anteriores, e até duas cesáreas anteriores a gente considera que o risco pro parto normal pra mãe e pro neném é menor do que ela ser submetida a uma nova cesárea, e a partir da terceira ou quarta cesárea a gente acaba indo pra cesárea, e o cordão umbilical enrolado no pescoço não é contraindicação pro parto, e o bebê não respira pela via aérea, ele vai ter o fluxo sanguíneo oxigênio pelo cordão, e segundo ela, a cesárea tem um tempo de recuperação depois, e o corpo não foi projetado pra isso, e é uma cirurgia de médio porte, e tem paciente que sente mais dor, e no normal também sente, mas é menos, e a cesárea tem risco aumentado de sangramento de pós-parto, de infecção, e os bebezinhos podem ter dificuldade pra respirar porque não tava no tempo certo de nascer, e por isso a gente sempre tenta esperar o sinal.
Do pré-natal, do que pode e não pode (progressiva não, tinta sem amônia após 20 semanas, atividade física se já fazia), e da pandemia nos exames preventivos (preventivo parou, agora voltou)
Do pré-natal, do que pode e não pode, e da pandemia nos exames preventivos, e segundo a Tassiane, as dúvidas mais frequentes das gestantes são se pode fazer progressiva, se pode fazer alisamento, e não pode, e nem toda tinta pode, e o cabelo pode com algumas tintas especializadas, sem metal pesado, sem formol, sem amônia, e evitar chumbo, e são tinturas mais naturais, e a gente orienta esperar a partir de 20 semanas, pintar uma única vez, e não chegar muito próximo da raiz, e a maioria das gestantes tá mais focada em comer certinho, e tem paciente que não se preocupa tanto, e no geral ela percebeu uma preocupação em relação à nutrição, e tentar ficar mais saudável pra nutrir melhor o neném, e a pandemia deu uma acelerada nessa preocupação com saúde, e teve um impacto, e muita gente parou de se prevenir, e questão de preventivo, mamografia, e teve várias pacientes que pararam de ir, e esqueceram, e cortaram uns três anos de pandemia, e agora com a volta as pessoas voltaram a procurar, e o índice de pacientes que fazem atividade física aumentou bastante, e que se preocupam com isso, e às vezes acompanham com nutricionista, e tem dieta um pouco mais balanceada, e a atividade física ajuda a diminuir desconforto, dor lombar, ajuda a te deixar mais ativa, evita o ganho de peso, e ajuda a prevenir algumas complicações como diabetes gestacional, pressão alta, e o próprio trabalho de parto prematuro, e a gestante pode pegar peso sim se já vinha pegando, e não é pra virar marombeira, e a crossfit pode continuar mas não vai ficar pulando na caixa fazendo double under, e a dica do cabelo da mulher que se a mulher tá com o cabelo bonito é porque tá grávida ou tá gordo, e a gestante pode fazer atividade física sim, e segundo ela, as pacientes sofrem muito no final da gestação pelo que as pessoas falam, e o povo tem que parar de falar mal, e a dor da contração é uma dor que vai trazer o bem mais precioso, e a gente sempre tenta trazer isso, e apesar de ser doloroso não é uma dor de sofrimento.
Dos 10-11 meses de acompanhamento, da torta de limão do irmão (a melhor do mundo) e da relação próxima com as pacientes (a Betina, a Du, a Camila, o parto como assistente doula)
Dos 10-11 meses de acompanhamento, da torta de limão do irmão, e da relação com as pacientes, e segundo a Tassiane, da profissão, a proximidade que você acaba ficando com a paciente, e você acompanha por um bom tempo, são praticamente 10, 11 meses, quase um ano, e a gente acompanha o pré-natal, e tem os dois meses de puerpério geralmente, e segundo ela, e futuramente vai, um dia a gente sentar e conversar, e cara essa menina nasceu e agora ela tá vindo aqui quando tiver 10, 15 anos, e a gente assusta com o filho dos amigos que viu pequenininho hoje tá grande, e você literalmente viu nascer, e ela tem uma amiga que o Augusto tá com 4 anos, e ela viu ele nascer, e segundo ela, a gente se conhece por conta dos namorados na época, e o Gil e o esposo da Betina são muito amigos, e daí a gente foi juntando, e a turma nossa, e a Betina e a Du, e ela falou que fez o parto da Betina como assistente doula que na época ela tava na residência, e o Dadu ela tava lá junto, e qual que é a sensação, e é emocionante, e é uma balança de segurar, e naquele momento a cabeça tava no trabalho, e segundo ela, e a consulta de pré-natal, a gente sempre conversou muito sobre como vai ser, e se ela confia, e se você sentir alguma coisa a gente segue, e foi tranquilo, e deu um friozinho a mais na barriga, e depois da consulta vão pro cafezinho, e segundo ela, a sensação é emocionante, e vê o bebê nascer, e a relação com as pacientes é próxima, e segundo ela, e o parto humanizado é respeitar a vontade da mulher, e a gente orienta, e a paciente decide a partir das informações, e segundo ela, a mulher fica grávida, e já perguntam pra ela, e você quer normal, e você quer cesárea, e tem hora que as pessoas têm até esse preconceito, e a receita da torta de limão do irmão, e segundo ela, é triturar bolacha com manteiga, misturar leite condensado com limão, colocar tudo, e colocar um chantilly em cima, e dá-lhe geladeira, e segura um pouquinho, e entrega no final só, e é a melhor torta de limão do mundo, e o irmão dela enche o saco com essa torta toda vez que vem aqui, e ela começou a subornar ele, e ele fala que vem mas nunca vem, e resolve dormir, e ela falou que se a humanidade dependesse do homem pra parir, a humanidade tinha acabado, e ela falou que os 35 anos de idade serão piada aqui no estúdio, e que o Pedro não vai deixar ela esquecer, e ela falou que vai chamar ela de idosa, e ela vai soltar o pescoço dele, e segundo a Tassiane, a gente vê o bebê nascer, e daqui a pouco ele tá na faculdade, e a gente acompanha, e é uma profissão muito próxima, e tem que ter responsabilidade, e alguém tem que fazer, e ela faz com amor.
Onde encontrar
A Tassiane Stivari (@dratassianestivari) é médica ginecologista e obstetra em Dracena, e a história dela é contada no episódio #277 do AdamiCast, em 9 de janeiro de 2024 (primeiro episódio do ano), com a entrada na medicina por causa do pai (queria ser veterinária, pais do Paraná, mãe bióloga e pai engenheiro agrônomo, passou na OM da veterinária no terceirão mas o pai convenceu que era ambiente difícil pra mulher, fez cursinho 2 anos, passou em Maringá na Uningá, o tio abriu as portas da casa, três meses depois o irmão também passou), e da escolha por ginecologia e obstetrícia na faculdade (entrou pensando em urgência e emergência pré-hospitalar, viu que não tinha nada a ver, gostou de centro cirúrgico mas queria mais vertentes, a GO apareceu porque tem pré-natal, cirúrgica, ultrassom, patologia, oncologia, área abrangente, e ela pegou obstetrícia que ninguém quer porque alguém tem que fazer), e da residência de 3 anos no HR de Presidente Prudente (formou, trabalhou 6 meses em PS, voltou pra Dracena porque o marido Gil é funcionário público e não quis ir embora, abriu a clínica), e do primeiro parto no primeiro final de semana de residência (a R+ falou vai lá faz o parto normal, ela tremia, a criança nasceu, deu o bebê pra mãe e falou toma mãe é teu filho, pediu um banquinho pra sentar, e segundo ela a primeira cesárea foi no R1 com 6 meses, e também tremi na base, e tudo é novidade, e a responsabilidade de duas vidas), e da rotina de plantão (celular ligado sempre, obstetra traiçoeira se você não tá ali toda hora olhando pode dar alguma coisa errada, parto de madrugada porque a maioria das gestantes entra em trabalho de parto quando tá se sentindo segura, a lua interfere 3 dias depois da troca, e a explicação da citocina que é o hormônio que faz estimular as contrações, e se a paciente passou 41 semanas e não quer indução a gente encaminha pra cesárea, e se quer cesárea desde sempre a partir de 39 semanas a gente já conseguiria fazer), e do parto normal x cesárea x humanizado (humanizado é o parto onde a vontade da mulher é respeitada, pode acontecer até numa cesárea, cesárea humanizada deixa o bebê pele a pele com a mãe logo após o nascimento e já coloca pra mamar, parto na cócoras ajuda, indicações de cesárea são placenta que recobre o colo, cicatriz longitudinal, 3 ou mais cesáreas anteriores, cordão umbilical não é contraindicação absoluta porque o bebê não respira pela via aérea, e ela contou que já teve paciente que queria cesárea mas o nenê nasceu normal antes de chegar no centro cirúrgico de tão rápido, e a cesárea tem risco aumentado de sangramento de pós-parto, de infecção, e os bebezinhos podem ter dificuldade pra respirar porque não tava no tempo certo de nascer), e do pré-natal e do que pode e não pode (progressiva não, tinta sem amônia sem formol sem chumbo após 20 semanas, atividade física sim se já fazia, não vira marombeira, e a dica do cabelo que a mulher que tá com o cabelo bonito pode ser porque tá grávida ou porque tá gordo, e a gestante pode fazer atividade física sim, e a maioria das gestantes tá mais focada em comer certinho, e a pandemia deu uma acelerada nessa preocupação com saúde, mas muita gente parou de se prevenir, e o índice de atividade física aumentou bastante agora com a volta), e dos 10-11 meses de acompanhamento (a proximidade com a paciente, ver o bebê crescer, e o parto da Betina como assistente doula, e a turma da Betina da Du da Camila do Vitando que se conheceu por conta dos namorados, e a sensação emocionante de ver o bebê nascer, e a relação próxima com as pacientes, e a receita da torta de limão do irmão que é a melhor do mundo).
Resumo do episódio
Tassiane Stivari é médica ginecologista e obstetra que entrou na medicina por influência do pai, inicialmente querendo ser veterinária. Formada pela Uningá em Maringá, completou residência de 3 anos no HR de Presidente Prudente e retornou a Dracena para abrir clínica. O episódio detalha sua jornada na obstetrícia, a rotina desafiadora de plantões, as diferenças entre parto normal, cesárea e humanizado, orientações sobre gestação e a relação profunda que desenvolve com as pacientes ao acompanhá-las por aproximadamente 10 a 11 meses.
Principais aprendizados
- Obstetrícia é especialidade abrangente que inclui pré-natal, cirurgia, ultrassom, patologia e oncologia, permitindo atuação em múltiplas vertentes.
- Parto humanizado é aquele que respeita a vontade da mulher e pode ocorrer tanto em partos normais quanto em cesáreas, onde o bebê fica pele a pele com a mãe logo após o nascimento.
- A maioria dos partos ocorre de madrugada relacionada ao pico de citocina, o hormônio que estimula contrações, coincidindo com o período em que a gestante sente-se segura e teoricamente dormindo.
- Indicações diretas de cesárea incluem placenta que recobre o colo, cicatriz longitudinal uterina e mais de três cesáreas anteriores, enquanto cordão umbilical enrolado no pescoço não é contraindicação.
- Atividade física durante a gestação ajuda a diminuir desconforto, dor lombar e previne complicações como diabetes gestacional, pressão alta e trabalho de parto prematuro.
Perguntas respondidas neste episódio
O que é parto humanizado?
Parto humanizado é aquele em que a vontade da mulher é respeitada, permitindo que ela se posicione livremente sem obrigações. Pode ocorrer em parto normal ou cesárea, sendo a cesárea humanizada aquela que deixa o bebê pele a pele com a mãe logo após o nascimento e coloca para mamar na primeira hora de vida.
Quando é indicada cesárea em gestação?
Cesárea é indicada quando a placenta recobre o colo, quando houve cirurgia com cicatriz longitudinal no útero ou quando a mulher teve três ou mais cesáreas anteriores. Até duas cesáreas anteriores considera-se que o risco do parto normal é menor que submeter a nova cesárea.
Por que a maioria dos partos acontece de madrugada?
A maioria dos partos ocorre de madrugada porque as gestantes entram em trabalho de parto quando estão se sentindo seguras e tranquilas, teoricamente dormindo. Isso coincide com o pico da citocina, hormônio que estimula as contrações nestes períodos.
Qual tinta pode ser usada durante a gravidez?
A gestante pode usar tinta especializada sem amônia, formol ou chumbo, preferentemente a partir de 20 semanas de gravidez. Recomenda-se pintar apenas uma única vez e não chegar muito próximo da raiz, priorizando tinturas mais naturais.
Atividade física é permitida durante a gestação?
Sim, a gestante pode fazer atividade física se já vinha praticando. A atividade ajuda a diminuir desconforto, dor lombar e deixa a gestante mais ativa, além de prevenir complicações como diabetes gestacional, pressão alta e trabalho de parto prematuro.
Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.