Em Dracena, muita gente confunde Juliana Harumi e Keico Suehiro como irmãs. Não são, mas as duas dividem o ritmo de quem empreende no interior. Keico é maquiadora há 14 anos e hoje comanda o KS Espaço de Beleza. Juliana toca o JùúH Sushi, que começou na feira e hoje tem delivery, restaurante e uma segunda empresa em Presidente Prudente.
O episódio 499 do AdamiCast é um bate-papo da série Mulheres de Negócios, a terceira vez da Juliana no estúdio, com Pedro Adami e Mariana na conversa e drinks da Malibu na mesa. O assunto é o que dá certo, o que cansa e o que custa para crescer fora da capital.
A casa nova que virou salão
Keico queria sair do ponto antigo havia uns três anos. A virada veio quando o marido foi trabalhar no Mato Grosso do Sul e a casa nova, grande, ficou vazia. A mãe sugeriu, parte da família achou loucura, e ela decidiu transformar a casa no próprio negócio.
A frase que resume a aposta é dela: uma casa nova não dá outra casa, mas um salão novo pode dar outras casas. Em vez de trabalhar para comprar a casa, ela fez o contrário. Hoje o espaço tem ar-condicionado em várias salas e energia solar.
Fora do centro, mas visível
As duas defendem que, em cidade pequena, o cliente não precisa de endereço central. Ele chega pela rede social, pede a localização e vai. Estacionamento fácil e espaço bom contam mais do que a vitrine na rua principal.
Juliana confirma com o JùúH, que fica no bairro São Cristóvão e vive de delivery. A conclusão de Keico serve para qualquer negócio de serviço: quando você é boa no que faz, pode estar em qualquer lugar.
Prudente, Malibu e o JùúH que espera
Juliana virou sócia de uma unidade da Malibu, coquetelaria para eventos, em Presidente Prudente. A rede tem 11 unidades e a de Prudente atende o Oeste Paulista e o Paraná. A amizade com o fornecedor virou sociedade.
Todo mundo perguntou se ela levaria o sushi junto. A resposta foi que sim, claro, mas ainda não é o momento. Em Dracena as pessoas a cumprimentam na rua; em Prudente ninguém a conhecia e ela se perguntou como ia vender. Para quem começou na feira, fazia sentido: quem não tem medo não cresce, mas tudo no seu tempo.
Delegar, confiar e a culpa da folga
Juliana cresceu vendo os pais trabalharem de segunda a segunda e hoje sente culpa quando folga. Mesmo fora, confessa, fica de olho no restaurante pela câmera e conversa com o gerente o tempo todo. Keico faz o mesmo no salão.
Ao mesmo tempo, Juliana diz à equipe, hoje com 23 pessoas, que quem está ali é porque ela confia. Ela entrega a chave do restaurante e gosta de feedback negativo, porque é ele que faz a mudança acontecer. E existe o custo em casa: a ausência com a filha, que ela diz que a faz chorar todos os dias.
O corpo cobra a conta
Noiva e evento não remarcam, e isso levou as duas ao limite. Keico assinou a alta do hospital para atender. Juliana teve um apagão com dois eventos no mesmo dia e desmaiou na véspera de Natal, mas não quis ir ao pronto-socorro para não perder a ceia.
O fim de ano pesa: Keico atende de 4h às 20h, de meia em meia hora, e o JùúH abre o restaurante toda segunda de novembro a janeiro. A virada da conversa veio com uma frase da mesa: não tem CNPJ que valha um AVC. Primeiro a gente.
Nome, estudo e inspirar outras mulheres
Keico trocou o nome do negócio de Estúdio S para o dela, porque ninguém falava o primeiro: todo mundo dizia “salão da Keico”. Juliana pensou em mudar o nome do JùúH e desistiu, porque as pessoas já o conheciam. Para as duas, estudo continua sendo o que ninguém tira de você.
O episódio fecha com um recado de Juliana, que já ouviu que mulher não faz sushi. A resposta dela foi pôr mulheres na bancada do JùúH: empreender, inspirar e ensinar.
Onde encontrar
O episódio foi gravado em Dracena, SP. Juliana Harumi está no Instagram em @julianaharumiraffa, e o JùúH Sushi em @juuhsushi.
Keico Suehiro está em @keicosuehiromakeup, e o KS Espaço de Beleza em @ksespacodebeleza.
Resumo do episódio
O episódio 499 reúne duas empresárias de Dracena que a cidade costuma confundir como irmãs: Keico Suehiro, maquiadora há 14 anos, e Juliana Harumi, dona do JùúH Sushi. Keico transformou a casa onde morava no próprio salão e trocou o nome do negócio para o dela, enquanto Juliana saiu da feira com seis bandejas para uma equipe de 23 pessoas, um restaurante novo em preparo e uma unidade da Malibu em Presidente Prudente. A conversa passa por localização fora do centro, delegação, culpa por não estar presente, estudo, atendimento externo e os episódios de exaustão que as duas já enfrentaram. Fecha com a mensagem de que empreender também é inspirar outras mulheres.
Principais aprendizados
- Em cidade pequena o cliente chega pela rede social e pede a localização, então um ponto fora do centro com estacionamento fácil pode valer mais que o endereço nobre.
- Keico apostou que "um salão novo pode me dar outras casas" e inverteu a ordem comum: em vez de trabalhar para comprar a casa, usou a casa para montar o negócio.
- Juliana entrou em Presidente Prudente com a Malibu e segurou o JùúH em Dracena, porque "ainda não é o momento" de levar o sushi para onde ninguém a conhece.
- Delegar exige confiança declarada ("se vocês estão aqui hoje, é porque eu confio") e abertura para feedback negativo, mesmo para quem ainda vigia a operação pela câmera.
- Atendimento externo tem lógica de preço: deslocamento e estadia divididos entre 10 a 12 pessoas da família quase somem no valor por cabeça.
Perguntas respondidas neste episódio
Como a Keico Suehiro transformou a casa onde morava no KS Espaço de Beleza?
Keico queria sair do ponto antigo do salão havia cerca de três anos e tinha uma casa nova, que ficou grande e vazia quando o marido foi trabalhar no Mato Grosso do Sul. Com apoio da mãe e apesar do julgamento de parte da família, ela adaptou a casa, que fica perto do Big Mart, em Dracena, para receber clientes, com ar-condicionado e energia solar. A tese dela é que uma casa nova não rende outra casa, mas um salão novo pode render outras casas.
Como o JùúH Sushi começou e como a Juliana Harumi expandiu seus negócios?
O JùúH Sushi começou na feira de Dracena, fazendo seis bandejas, e hoje produz cerca de 80, com 23 pessoas na equipe, delivery e um restaurante novo que vai juntar cozinha de delivery e atendimento presencial. Para crescer fora da cidade, Juliana virou sócia de uma unidade da Malibu, coquetelaria para eventos, em Presidente Prudente, que atende o Oeste Paulista e o Paraná. Ela explica que ainda não levou o sushi para lá porque tem muito a crescer em Dracena e região.
Como funciona o atendimento externo de maquiagem e de sushi em casa?
Na maquiagem, Keico cobra o deslocamento e a estadia, e dividido por 10 a 12 pessoas da família o custo por cliente quase some, como em formaturas de medicina em Ribeirão Preto. No sushi, o JùúH atende eventos em casa com montagem na mesa, barcas ou rodízio no local, cobrado por pessoa e por hora, para grupos de no mínimo 15 e no máximo 50 pessoas.
Como as empresárias lidam com a exaustão e o excesso de trabalho?
Keico e Juliana contam episódios reais: alta do hospital assinada para atender uma noiva, 15 minutos de soro antes de dirigir até Presidente Prudente e um desmaio na véspera de Natal. A conclusão da mesa foi que nenhum CNPJ vale um AVC e que é preciso colocar a própria saúde em primeiro lugar. Elas também falam em delegar mais e se organizar para ter menos dependência de uma única pessoa.
Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.