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Como uma professora virou dona da escola: a história de Ana Patrícia Benes Teixeira | #491

22 de setembro de 2026 • 6 min de leitura

Este texto vem do episódio #491 do AdamiCast

Aos 20 e poucos anos, formada em Tradutora e Intérprete, Ana Patrícia Benes Teixeira descobriu que o mercado de dublagem e legendagem estava concentrado em São Paulo, longe demais de Dracena e da família que ela não queria deixar. Voltou para casa e, sem saber, deu o primeiro passo de uma trajetória que a levaria da sala de aula até a direção de uma das escolas de idiomas mais conhecidas da região.

Hoje com 50 anos e quase duas décadas à frente do CCAA Dracena, ela foi convidada do AdamiCast para contar como um convite inesperado da própria chefe mudou sua vida, por que decidiu que criança pode aprender inglês a partir dos 3 anos e por que repete, para quem tem vergonha de errar, a mesma frase: aqui é o lugar de errar.

De tradutora a professora pela Alta Paulista

Quando o plano de trabalhar com tradução não deu certo em São Paulo, Ana Patrícia recomeçou em Dracena como professora de inglês, ainda antes de pensar em ter uma escola própria. Passou pelos CCAA de Junqueirópolis, Pacaembu e Tupi Paulista, além de dar aula na escola CDI de Dracena, rodando a Alta Paulista de cidade em cidade.

Foi nesse trajeto que ela chegou ao CCAA Dracena, ainda como professora contratada. A experiência de ensinar em diferentes escolas da região, antes de qualquer decisão de virar dona de negócio, formou a base do jeito que ela leciona até hoje: perto do aluno, sem grandes distâncias entre professora e turma.

Eu vou vender o CCAA para você

Em 2007, Ana Patrícia fez um intercâmbio no Canadá, viagem que ajudou a pagar em parceria com a própria chefe da época. Voltou para o Brasil com vontade de continuar dando aula, e foi então que ouviu da diretora do CCAA Dracena uma frase que mudaria os planos dela: eu vou vender o CCAA para você.

O problema era simples: ela não tinha dinheiro para comprar a escola. Quem bancou a virada foi a própria família, o pai e os irmãos, que apostaram nela mesmo sem ela ter formação em gestão. Em 2008, o CCAA Dracena passou a ser dela.

De professora a empresária: tive que nascer empreendedora

A compra da escola não transformou Ana Patrícia em gestora da noite para o dia. Por um bom tempo, segundo ela mesma descreve, seguiu sendo mais professora do que proprietária, aprendendo a parte administrativa do negócio enquanto continuava em sala de aula.

Dezoito anos depois, ela resume o aprendizado de um jeito direto: quem administra uma escola de idiomas, ou qualquer negócio de serviço, precisa gostar de gente antes de gostar do produto que vende. Essa virada de mentalidade, de professora para dona, é o fio que conecta toda a trajetória dela no CCAA Dracena.

Inglês a partir dos 3 anos, em uma escola que não para de crescer

Hoje o CCAA Dracena aceita crianças a partir dos 3 anos, na Baby Class, uma faixa etária bem mais nova do que os 5 ou 6 anos que a escola trabalhava antes. O material é lúdico, pensado para que a criança participe porque gosta, não porque é obrigada.

A procura cresceu tanto que a escola chegou a dar aula até na cozinha, por falta de sala disponível. Novas salas foram abertas, um banheiro exclusivo para as crianças foi criado, e Ana Patrícia adianta que uma reforma ainda maior está a caminho da fachada da escola.

Aqui é o lugar de errar: perder a vergonha e o papel da inteligência artificial

Para Ana Patrícia, o maior obstáculo do brasileiro no inglês não é gramática nem leitura, e sim o speaking, a fala. A comparação que ela usa é direta: falar inglês é como fazer exercício físico, sem prática constante, o músculo atrofia. Por isso, na escola, o discurso para o aluno é sempre o mesmo: aqui é o lugar de errar.

O CCAA Dracena também disponibiliza uma inteligência artificial de conversação, em inglês e espanhol, mas com tempo limitado de uso por aluno, justamente para evitar dependência da ferramenta. Na visão de Ana Patrícia, a IA ajuda bastante, inclusive em tarefas como escrever um prompt ou estudar para o vestibular, mas não substitui o essencial do aprendizado: abrir o livro, fazer a tarefa, estudar de verdade.

Da pandemia ao intercâmbio: adaptar sem perder a essência

A escola já passou pelo retroprojetor, pela lousa digital e, na pandemia, precisou virar 100% online de um dia para o outro. Foi um momento descrito por Ana Patrícia como muito difícil, de reinventar as aulas presenciais em formato remoto quase da noite para o dia, com toda a estrutura da escola migrando junto.

Sobre viagem e intercâmbio, ela é direta: quem faz a experiência não volta a mesma pessoa. Conta que sempre se sentiu como se tivesse nascido no país errado e que pretende morar fora quando os filhos estiverem formados, mesmo brincando que, aos 50 anos, cachorro velho também aprende truque novo.

O inglês é o de menos: o que faz um bom professor

A tese mais forte da conversa aparece quando Ana Patrícia fala sobre o próprio time de professores da escola. Segundo ela, escalar quem vai dar aula para criança e quem vai dar aula para adulto é decisão estratégica, porque o perfil de cada professor pesa mais do que o nível de inglês que ele domina.

A frase que resume essa visão: para ensinar um idioma, o inglês em si acaba sendo o de menos. O que decide se o aluno continua ou desiste é se o professor consegue conquistar essa pessoa, criar vínculo, até com aulas temáticas como cooking class em inglês. Um professor ruim, segundo ela, é capaz de fazer alguém odiar a língua para sempre.

Onde encontrar

O AdamiCast grava em Dracena, SP, e recebeu Ana Patrícia Benes Teixeira para contar essa trajetória de quase 20 anos à frente do CCAA Dracena. Para acompanhar o trabalho dela e da escola, os perfis oficiais são @anapatricia.benesteixeira e @ccaadracena, no Instagram.

Resumo do episódio

Ana Patrícia Benes Teixeira é a proprietária e gestora do CCAA Dracena, formada em Tradutora e Intérprete, que voltou de São Paulo para lecionar inglês pelas cidades da Alta Paulista antes de assumir a escola onde hoje é dona. Em 2007, durante um intercâmbio no Canadá, recebeu da própria chefe o convite para comprar o CCAA Dracena e, com apoio da família, fechou negócio em 2008, mesmo sem ter dinheiro guardado. Desde então, viu a escola crescer, hoje com Baby Class a partir dos 3 anos, uma inteligência artificial de conversação com tempo limitado de uso e uma turma que já passou por retroprojetor, lousa digital e aulas 100% remotas na pandemia. No episódio, ela defende que, para ensinar idioma, o inglês é o de menos: o que decide o resultado é o vínculo entre professor e aluno.

Principais aprendizados

  • Ana Patrícia se formou em Tradutora e Intérprete e não conseguiu se firmar em São Paulo; voltou para Dracena e virou professora nos CCAA de Junqueirópolis, Pacaembu e Tupi Paulista antes de chegar ao CCAA Dracena.
  • Em 2007, durante um intercâmbio no Canadá, a então chefe disse que ia vender a escola para ela; sem dinheiro, comprou o CCAA Dracena em 2008 com apoio do pai e dos irmãos.
  • O CCAA Dracena hoje aceita alunos a partir dos 3 anos, no programa Baby Class, e cresceu tanto que já chegou a ter aula até na cozinha.
  • Segundo Ana, a maior dificuldade do brasileiro no inglês não é gramática nem leitura, e sim o speaking: falar exige prática constante, como fazer exercício.
  • A escola usa uma inteligência artificial de conversação em inglês e espanhol, mas com tempo limitado de uso, porque, na visão dela, a IA é importante, mas não é o essencial do aprendizado.

Perguntas respondidas neste episódio

Como Ana Patrícia Benes Teixeira se tornou dona do CCAA Dracena?

Ana Patrícia trabalhava como professora contratada no CCAA Dracena quando, ao voltar de um intercâmbio no Canadá em 2007, a então proprietária da escola disse que ia vender o negócio para ela. Sem dinheiro guardado, ela comprou a escola em 2008 com apoio financeiro do pai e dos irmãos, e assumiu a gestão mesmo sem formação prévia em administração.

A partir de que idade uma criança pode começar a aprender inglês no CCAA Dracena?

O CCAA Dracena aceita alunos a partir dos 3 anos, no programa chamado Baby Class. Essa idade mínima é mais baixa do que a faixa de 5 ou 6 anos que a escola trabalhava anteriormente, e usa material lúdico para que a criança participe pelo interesse, não pela obrigação.

Qual é a maior dificuldade dos brasileiros para aprender inglês, segundo a especialista?

Segundo Ana Patrícia, o maior obstáculo não é gramática nem leitura, mas o speaking, ou seja, a fala. Ela compara o inglês falado a um exercício físico: sem prática constante, a fluência atrofia, por isso a orientação da escola é sempre incentivar o aluno a errar e falar mais.

A inteligência artificial substitui o professor no aprendizado de idiomas?

Não, segundo Ana Patrícia. O CCAA Dracena usa uma inteligência artificial de conversação em inglês e espanhol, mas com tempo limitado por aluno, para evitar dependência da ferramenta. Na visão dela, a IA ajuda em tarefas pontuais, mas o essencial do aprendizado continua sendo o estudo ativo e o vínculo com o professor.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.