PodCafé #03

Mães de primeira viagem: amor, perrengue e recomeço | PodCafé #003

09 de julho de 2025 • 7 min de leitura

Este texto vem do episódio PodCafé #03 do AdamiCast

No PodCafé com a Mari, a conversa é de igual para igual, sem roteiro e sem filtro. No episódio 003, a Mari reuniu três amigas que dividiram com ela algo muito mais do que uma pauta: dividiram bebês de colo, noites sem dormir e a descoberta avassaladora de que ninguém, por mais preparada que esteja, sabe exatamente o que é ser mãe até o momento em que se torna uma.

Natália Ribeiro, mãe da Cecília, Taísa Leite, mãe da Larinha, e Viviane Pangoni, mãe do José, estavam sentadas ao redor de uma mesa em Dracena com olheiras reais, histórias reais e a risada de quem reconhece no erro alheio o espelho do próprio erro. A Lara tinha 4 meses, o José 40 dias e a Cecília 2 meses. Não dava para fingir que estava tudo sob controle.

O teste positivo que mudou tudo

Para cada uma das três, o teste positivo chegou de formas diferentes, mas o sentimento foi parecido: uma mistura de alegria com o susto real de saber que a vida ia mudar para sempre. Viviane não estava planejando a gravidez, e Taísa conta que, mesmo esperando, quando o resultado apareceu na frente, o coração acelerou do mesmo jeito.

A pergunta “e agora, o que que eu faço?” não tem resposta pronta, e essa foi uma das primeiras lições compartilhadas na roda: por mais cursos, vídeos e conversas com amigas, a chegada de um bebê reorganiza tudo que a mãe achou que havia aprendido.

A gestação, a cesárea e o que ninguém conta direito

As três tiveram cesárea. Taísa fez uma escolha consciente desde o início e se recuperou bem. Viviane, por outro lado, passou mal durante o procedimento: queda de pressão, vômitos, sensação de perna dobrada que estava reta. Ela pediu para o marido Eduardo colocar a mão no rosto dela para se ancorar. Natália focou tanto nos detalhes do parto durante a gestação que esqueceu de se preparar para o que viria depois: a amamentação.

A maternidade começou, para as três, antes mesmo de deixar a maternidade. Na Santa Casa, a sequência de enfermeiras com técnicas diferentes, cada uma chegando para ensinar “a pega correta” do seu jeito, deixou as mães mais confusas do que tranquilizadas. É muita informação nova, com um bebê de horas de vida no colo e o corpo ainda se recuperando de uma cirurgia.

Amamentação: a fase que todo mundo subestima

Se tem um tema que dominou a conversa, foi esse. A dificuldade da pega, o peito machucado, o colostro que demora, o medo de que o bebê passe fome, a culpa quando o leite não desce na hora certa. Natália diz que a amamentação exige mais do que o parto em termos de persistência, e que o estado psicológico afeta diretamente a produção de leite.

Taísa conta que, desesperada numa madrugada de sábado, mandou mensagem para uma amiga pedindo ajuda, e que foram os vídeos e o suporte de mães que já tinham passado por isso que a salvaram. Viviane descobriu só dois meses depois do nascimento do José que a pega não estava correta, o que gerou um ciclo de machucado, culpa e correção tardia. Todas elas chegaram a um ponto de equilíbrio, mas nenhuma foi uma viagem tranquila.

O primeiro mês: a privação do sono e o perrengue diário

O primeiro mês foi eleito, pelas três, como o período mais desafiador. Não porque fosse o mais perigoso, mas porque tudo era novidade ao mesmo tempo: decifrar o choro, aprender os sinais do bebê, acordar de 3 em 3 horas, e ainda tentar comer, tomar banho e existir como pessoa.

Viviane conta que a privação de sono a deixava tão desorientada que ela passava a perguntar a mesma coisa várias vezes. Natália vivia em alerta constante com medo de o José engasgar dormindo, e Taísa confessa que se tornou mais medrosa do que imaginava que seria. O que funcionava como âncora, para as três, era ter outras mães para conversar: grupos no WhatsApp, amigas que já tinham passado por isso, apoio que chegava em forma de vídeo numa madrugada de desespero.

Culpa, corpo e identidade: a mãe que ainda está se encontrando

A Mari fez a pergunta que tocou fundo: vocês sentiram que perderam um pouco de si mesmas ou estão tentando encontrar uma nova versão? Natália foi direta: ela é empreendedora, sente falta da rotina de antes, de cuidar da loja de perto, de ter tempo para fazer a unha. E ao mesmo tempo não quer ficar longe da filha. Esse conflito não tem resolução rápida.

As três também falaram sobre o corpo no pós-parto: peso, roupas que não servem mais, estrias que apareceram depois do parto, não durante a gestação. A mensagem do episódio, dita com clareza, foi: mãe é mãe independente de ter tido parto normal ou cesárea, de amamentar no peito ou de mamadeira, de dar ou não chupeta. Cada criança é diferente, cada família tem o seu jeito, e a maternidade não precisa seguir receita de ninguém.

A rede de apoio que sustenta tudo

Avós, maridos, amigas com bebês, grupos de WhatsApp. A rede de apoio aparece no episódio não como luxo, mas como estrutura básica. Não apenas para segurar o bebê enquanto a mãe descansa, mas para lavar a louça, fazer a marmita, estar do lado quando o choro não tem explicação e o cansaço não deixa raciocinar direito.

Taísa foi eleita pelas amigas como a “mentora do grupo” por ter passado pela maternidade primeiro. E a mensagem que a amiga Suelen mandou para ela ao vivo, lida em voz alta pela Mari, emocionou a todas. Está tudo bem pedir ajuda. Está tudo bem não saber. Está tudo bem ir com medo.

Onde encontrar

Natália Ribeiro, Taísa Leite e Viviane Pangoni estão em Dracena, SP. Acompanhe as histórias delas pelo Instagram: @natimribeiro, @taisaleite_ e @vivipangoni.

Resumo do episódio

Três mães de bebês recém-nascidos em Dracena compartilham experiências sobre a maternidade de primeira viagem, revelando os desafios reais da amamentação, recuperação pós-cesariana, privação de sono e a busca por equilíbrio entre a identidade pessoal e o papel de mãe, com ênfase na importância da rede de apoio para atravessar essa fase.

Principais aprendizados

  • A chegada de um bebê reorganiza tudo que a mãe acreditava ter aprendido, independente de quantos cursos e vídeos tenha assistido antes.
  • Amamentação exige mais persistência do que o parto e o estado psicológico afeta diretamente a produção de leite.
  • O primeiro mês é o período mais desafiador não porque seja o mais perigoso, mas porque tudo é novidade ao mesmo tempo.
  • A rede de apoio composta por avós, maridos, amigas e grupos de comunicação funciona como estrutura básica para a sobrevivência dessa fase.
  • Maternidade não segue receita única: cada criança é diferente, cada família tem seu jeito, e não existe um modelo correto de parto, amamentação ou uso de chupeta.

Perguntas respondidas neste episódio

Qual é a dificuldade mais comum na amamentação?

A dificuldade da pega, peito machucado, colostro que demora, medo de que o bebê passe fome e culpa quando o leite não desce no tempo esperado são desafios frequentes. Às vezes a pega incorreta só é descoberta semanas depois do nascimento, gerando ciclo de machucado e culpa.

Por que o primeiro mês após o nascimento é tão desafiador?

Tudo é novidade ao mesmo tempo: decifrar o choro, aprender os sinais do bebê, acordar de 3 em 3 horas, e ainda tentar comer, tomar banho e existir como pessoa. A privação de sono deixa as mães desorientadas e em alerta constante.

Como mães lidam com o conflito entre identidade pessoal e maternidade?

Há um conflito real entre cuidar de si mesma e estar presente para o bebê. Mães empreendedoras sentem falta da rotina anterior, mas também não querem ficar longe da filha. Esse conflito não tem resolução rápida e faz parte da experiência.

Qual o papel da rede de apoio na maternidade?

A rede de apoio composta por avós, maridos, amigas e grupos de WhatsApp funciona como estrutura básica, não luxo. Serve para segurar o bebê enquanto a mãe descansa, lavar louça, fazer refeições e estar presente nos momentos de desespero quando o choro não tem explicação.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.