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Reginaldo Viola, o cantor sertanejo de Paulicéia que há 17 anos roda bares, casamentos e cervejarias do Oeste Paulista | AdamiCast #111

26 de abril de 2022 • 7 min de leitura

Este texto vem do episódio #111 do AdamiCast

Reginaldo Viola é um dos cantores sertanejos mais conhecidos do Oeste Paulista. Natural de Paulicéia, no interior de São Paulo, ele carrega o violão desde a infância e há mais de 15 anos roda a região cantando em casamentos, aniversários, bares e cervejarias de cidades como Adamantina, Panorama, Presidente Prudente, Osvaldo Cruz, Tupã e Junqueirópolis. No episódio 111 do AdamiCast, gravado em 26 de abril de 2022, ele voltou ao bate-papo com Pedro e Mariana pra contar como se sustenta sendo músico numa região que ainda trata o sertanejo como hobby de fim de semana.

A conversa foi a mais afetiva do podcast até agora — Reginaldo é amigo de longa data da equipe e já tinha participado do AdamiCast por telefone e por mensagem em vários episódios anteriores. Dessa vez apareceu ao vivo, com violão na mão, dividindo as histórias dos bailes da juventude nos clubes de campo, do tempo em que sair de Paulicéia pra tocar no Panorama era uma viagem, e da rotina atual de quem faz show quase todo fim de semana num raio de 200 km em torno de casa.

O violão desde criança até os 17 anos de carreira

Reginaldo cresceu com violão em casa. Tio tocava, pai ouvia sertanejo da geração Tião Carreiro, e ele começou a tirar som ainda na infância. Antes de virar cantor de evento, chegou a passar por outras tentativas profissionais — lembra no episódio que teve período em que chegou a se afastar da música pra trabalhar em outras coisas, em parte porque a renda de cantor regional não é estável. Houve também uma pausa depois de 2014 que ele admite ter sido difícil. Quando voltou, já em 2021 e 2022 com os eventos reabrindo, encontrou um cenário diferente do que tinha deixado: shows maiores, cachês mais altos, e uma geração nova de público consumindo música ao vivo de um jeito novo.

No bate-papo, ele lembra de quando era moleque e ia “tocar uns lances” nos bares do circuito entre Paulicéia e Panorama —那个时候 a nota era baixa, o cachê não pagava nem o combustível da viagem, mas era o jeito de fazer nome. “Você chegava num bar, eu tinha tipo 17 anos, era um cara novo, a galera ficava de olho. Hoje eu tenho 17 anos de carreira firme, já é outro papo”, conta, equilibrando a nostalgia da molecada com a maturidade do profissional consolidado.

Casamentos, bares e cervejarias: a rotina do músico regional

A base da agenda do Reginaldo ainda é o antigo: casamento, aniversário, festa de quinze anos, evento em клубе de campo, bar de beira de estrada. Cita-se bastante Paulicéia, Panorama, Presidente Prudente, Osvaldo Cruz e Adamantina como pontos fixos da agenda. “Não tem semana que eu não tô cantando. Tem semana que eu canto quatro, cinco noites”, ele conta. No fim de semana é quase certo que tem show em algum desses municípios.

Mas a rotina também mudou. As cervejarias da região — a Du, o Pelicano, a Vila e outras que ele cita sem nominar — viraram contratantes frequentes de músico de violão solo. “O dono do bar liga, pergunta se você quer ir na sexta, no sábado, te oferece o chopp, jantar. É outro nível de relação com o músico, não é mais o cara que chega carregando caixa de som”, explica. A cerveja artesanal entrou no circuito da região nos últimos anos e reformatou a relação entre bar e músico — os bares hoje têm agenda fixa, e os artistas têm público cativo semanal.

O repertório: de Tião Carreiro a Gusttavo Lima, o sertanejo da região

Reginaldo faz de tudo. No episódio, ele cantarola trechos de gêneros diferentes e explica que o repertório vai do sertanejo raiz (Tião Carreiro e Paraisópia) até o universitário (Jorge & Mateus, Gustavo Lima, Henrique & Juliano), passando pelo rock caipira que virou moda em casamentos de cidade pequena. “Hoje em dia você tem que saber fazer Country Roads, Evidências, e no outro bloco já entra no pagodão da sofrencia. A turma do casamento quer tudo”, diz.

Ele insiste que a parte mais difícil do trabalho não é cantar: “É ler a plateia. Saber quando puxa uma modã mais lenta, quando o pessoal quer pular, quando você pára a música e deixa o pessoal conversar”. E citou também a importância da seresta, gênero que resistiu à pandemia e está voltando com força nas cidades pequenas. “Seresta é o pai do sertanejo. Quem começou com seresta não esquece”, completa, citando os clássicos que ainda enchem bailes na região de Panorama e Paulicéia.

A pandemia, o hiato e o retorno aos palcos em 2022

Reginaldo viveu a pandemia do jeito que a maioria dos músicos regionais viveu: zerado de evento, sem cachê, sem data no calendário. “Eu fiquei um bom tempo sem cantar, um período horrível, mas serviu pra eu olhar pra minha vida, decidir o que eu queria”. Quando os eventos voltaram, o movimento foi quase explosivo: casamentos acumulados de dois anos, formaturas represadas, festas de quinze anos que ficaram na fila. A cerveja artesanal chegou mais forte do que antes da pandemia, os bares reabriram com agenda fixa, e o público quis voltar — só que agora quería mais.

No bate-papo ele lembra de momentos recentes: show em Panorama, evento em Junqueirópolis, apresentação em Cervejaria com o time regional de outros músicos conhecidos. “Hoje eu não tenho mais aquela sensação de estar começando, eu tô começando a colher”, diz. Os planos dele pra 2022 incluem shows semanais fixos nas cervejarias parceiras, expandir pra outras cidades da região e voltar a fazer noitadas de seresta. “Cada show que eu faço é um show. A gente não tem mais o luxo de pensar pequeno. A região tá crescendo, a cerveja tá crescendo, e o músico que quiser crescer junto tem que aparecer. Tô aqui pra isso”.

Onde encontrar

Reginaldo Viola é de Paulicéia, SP e roda toda a região do Oeste Paulista com shows em casamentos, bares, cervejarias e festas de cidades como Panorama, Adamantina, Presidente Prudente, Osvaldo Cruz, Tupã e Junqueirópolis. A agenda dele vai toda no Instagram: @reginaldviola. Pra contratar pra evento, mandar mensagem direta por lá ou pela Fanpage do AdamiCast, que intermedia a agenda do músico na região.

Resumo do episódio

Reginaldo Viola é cantor sertanejo de Paulicéia que há mais de 15 anos toca em casamentos, bares e cervejarias do Oeste Paulista, construindo carreira estável numa região onde música era vista como hobby. Ele relata como a pandemia interrompeu seu trabalho, mas o retorno em 2022 trouxe mais demanda, shows maiores e cachês mais altos, especialmente com a expansão das cervejarias artesanais que reformataram a relação entre bar e músico. A conversa aborda repertório variado do sertanejo raiz ao universitário, a importância de ler a plateia durante apresentações e a determinação de crescer junto com a região.

Principais aprendizados

  • A renda de cantor regional não é estável, levando alguns artistas a se afastar da música para buscar outras profissões.
  • Cervejarias artesanais reformataram o circuito musical regional ao oferecerem agenda fixa e relação mais profissional com os músicos.
  • A habilidade de ler a plateia é mais importante que cantar bem, exigindo sensibilidade para escolher o ritmo e tom certo em cada momento.
  • O repertório do músico regional contemporâneo deve abranger sertanejo raiz, universitário, rock caipira e pagodão para atender expectativas diversas.
  • A pandemia zerou agendas de músicos regionais, mas o retorno em 2022 trouxe demanda explosiva de eventos represados de dois anos.

Perguntas respondidas neste episódio

Como um músico regional sustenta renda com shows em bares e casamentos?

A rotina envolve shows quase todas as semanas em diferentes cidades, com atuações frequentes em casamentos, aniversários, festas de quinze anos e eventos em clubes de campo. As cervejarias artesanais tornaram-se contratantes regulares que oferecem chopp, jantar e agenda fixa, elevando o padrão de remuneração e profissionalismo da relação entre bar e músico.

Qual é o repertório que um músico sertanejo precisa dominar para atender o público regional?

O músico deve dominar sertanejo raiz como Tião Carreiro e Paraisópia, sertanejo universitário com Jorge & Mateus e Gustavo Lima, rock caipira que virou moda em casamentos de cidade pequena, e pagodão, além de clássicos de seresta que resistem e retornam com força nos bailes da região.

Qual é a dificuldade principal para um músico ao apresentar em eventos?

A parte mais desafiadora não é cantar, mas ler a plateia e saber o momento certo para variar o repertório, escolhendo quando puxar modas lentas, quando o público quer pular e quando pausar a música para deixar as pessoas conversarem.

Ouça no Spotify ou assista no YouTube.

Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.