No episódio #276 do AdamiCast, em 20 de dezembro de 2023, o casal Paulo H. Pigozzi (@100.crise, fotógrafo e publicitário) e Sara Putini (@ramalhoputini, babá) contou a história de 10 anos de mochilão pelo mundo, e do início de tudo (o Paulo saiu do Brasil pra Irlanda em 2013 porque a irmã foi pra Portugal e a mãe puxou ele junto, comprou curso de inglês de 3 meses no susto em São Paulo, trancou a faculdade de publicidade, e a Sara largou o concurso de professora que tinha passado em Minas Gerais pra explorar o mundo), e do como se conheceram no final da pandemia (ele voltou pra Irlanda no dia do lockdown e ficou 15 dias na casa do amigo dracenense Caio Stellato em Limerick, ela voltou do Sudeste Asiático, decidiram juntar as mochilas, 3 anos juntos), e da vida na Irlanda (10 anos do Paulo lá, comunidade brasileira gigante, ele trabalhava de rickshaw bike-táxi de madrugada pra aprender inglês e ainda fez figurante de Vikings temporadas 4, 5 e 6, e Game of Thrones temporada 8, com 200 testes de COVID no período, e a Sara trabalhou 6 meses de babá numa fazenda no interior da Irlanda pra destravar o inglês, e os dois tiraram cidadania italiana), e das viagens solo antes de se conhecer (ele foi pra Tailândia só de ida, comprou moto no Vietnã e rodou 30 dias do sul ao norte com 2 quedas, o pai ficou 15 dias sem falar, a Sara foi pra Austrália de Working Holiday, Islândia de motorhome, Nova Zelândia pra juntar grana, Sudeste Asiático por 6 meses, África do Sul pro casamento da irmã), e do mochilão de 1 ano juntos que começou com a Sara fazendo uma cirurgia séria na cabeça (tumor, e 10 dias depois uma embolia pulmonar, 2 meses de recuperação no Brasil, o médico falou vocês são loucos quando soube que iam pra Índia mesmo assim, foram mesmo assim), e do retiro de meditação yoga nidra que a Sara fez num ashram no Nepal, e da Índia que foi tapa na cara (3 meses, 6 mil km de ônibus, 1.2 bilhão de pessoas, super populoso, sujo, quente, vaca sagrada, arroz com a mão, massala, karma, exploração infantil, mulher não é nada na sociedade, a Sara era atração como loira grande, ele tinha cabelo de Shiva então tiraram 200 fotos por dia), e do trabalho do Paulo com banco de imagens (Shutterstock, Adobe Stock, iStock, Getty, vende foto e vídeo, a Sara é modelo dele), e dos próximos projetos (Bolívia em fevereiro/março pra trabalho voluntário em hostel, volta pra Irlanda, mudar o estilo de viagem pra 15-20 dias mais devagar).
De como se conheceram no final da pandemia e da decisão de juntar as mochilas (a irmã em Portugal que puxou o Paulo pra Irlanda, a Sara que largou o concurso de professora em MG pra explorar o mundo)
Do como se conheceram no final da pandemia e da decisão de juntar as mochilas, e segundo a Sara, ela sempre quis explorar o mundo, e ela falou que quando as coisas ficam muito certinhas na vida dela ela fica meio entediada, e ela tinha terminado a faculdade de Ciências Sociais em Marília, tinha passado num concurso pra professora no estado de Minas mas não gostava, e daí ela falou ou eu saio daqui ou eu vou pro fundo do poço, e ela foi desacreditada mas foi pra fazer um curso de inglês de 6 meses e daí nunca mais voltou, e segundo o Paulo, ele saiu do Brasil faz 10 anos, foi pra Irlanda em 2013, a irmã morou em Portugal em 2012, e a mãe perguntou se ele não queria ir pra Irlanda junto, e ele falou vou, e comprou um curso de inglês no susto, e 3 meses depois ele tava na Irlanda, e ele tava em São Paulo fazendo faculdade de publicidade e propaganda, e trancou, e segundo a Sara, eles se conheceram no final da pandemia, ela tava no Sudeste Asiático, ele tava na América do Sul, e ele viu que o cerco ia fechar, não queria ficar no Brasil, e comprou passagem pra Irlanda em março, voltou no dia que deu o lockdown, e ficou 15 dias na casa de um amigo dracenense que é o Caio Stellato em Limerick, e encontrou trabalho em 15 dias, e voltou pra Dublin, e aí eles estavam meio que se cruzando, ela tava juntando dinheiro pra ir pra América do Sul, ele tava juntando pra ir pra Austrália, e aí decidiram fazer o mochilão juntos, e segundo o Paulo, e aí escolheram a Irlanda como base, e ele falou porque pra mim sempre foi objetivo voltar pra Irlanda, e segundo a Sara, lá é casa, é onde a maior parte da vida adulta dela foi, é onde ela se encontra, e segundo o Paulo, eles são 3 anos juntos, e o dele é o segundo mochilão longo, e dela é o terceiro, e segundo o Paulo, e os dois tiraram cidadania italiana, independente, e do tataravô dele, e ela também tinha descendência.
Da vida na Irlanda, da comunidade brasileira gigante, do rickshaw pra aprender inglês, e dos figurantes de Vikings e Game of Thrones (200 testes de COVID, 12h por dia, virou sombra do diretor de fotografia)
Da vida na Irlanda, dos 10 anos do Paulo lá, da comunidade brasileira gigante, do rickshaw pra aprender inglês, e dos figurantes de Vikings e Game of Thrones, e segundo o Paulo, a Irlanda é um país muito acolhedor, e os irlandeses são muito queridos, são bêbados, e o pub é o ponto de encontro, e tem uma comunidade brasileira gigantesca, e segundo a Sara, e o mais fácil dos países de língua inglesa pra migrar, mais barato, menos burocrático que Canadá ou EUA, e a Sara é de Bueno Brandão no sul de Minas, e segundo a Sara, ela chegou na Irlanda e arrumou uma casa muito boa em 15 dias com pessoas maravilhosas, e o primeiro emprego foi de alper, que é babá, numa fazenda no interior da Irlanda, e ali foi onde o inglês desbloqueou, porque não tinha brasileiro, e segundo o Paulo, o primeiro trabalho dele na Irlanda foi no rickshaw, que é uma bike táxi, com banquinho atrás, e ele ficava carregando o pessoal de balada, hotel, de madrugada, e pagava 100 euros por semana de aluguel da bike, e o resto era dele, e não era trabalho legalizado, e a maioria dos donos das garagens de rickshaw são brasileiros, são 8 garagens, e segundo o Paulo, o rickshaw foi onde ele aprendeu inglês de verdade, na rua, água batendo na bunda, e segundo o Paulo, ele foi figurante de Vikings, 4ª, 5ª e 6ª temporada, e ele ficou de sombra do diretor de fotografia porque ele não é ator, e segundo ele, o figurante número 500, e às vezes ficava escondido no fundo, e 12 horas por dia, e quando era guerra 15 dias seguidos, e ele participou de Game of Thrones temporada 8, a última batalha, em Belfast, e lá era mais reservado, colocavam adesivinho na câmera, checavam o celular, e teve um drone que ficou voando 1 hora e pouco e pararam tudo, e segundo ele, a gente tava fazendo 2 testes de COVID por semana, e às vezes gravando 3 dias, e fazia teste todo dia, e ele fez uns 200 testes no período, e segundo o Paulo, e os dois tiraram cidadania italiana, o tataravô dele, e ela também tinha descendência, e não se conheciam quando tiraram, e a cidadania ajuda muito pra transitar na Europa, e morar em qualquer país da União Europeia.
Das viagens solo antes de se conhecer (Tailândia só de ida, moto no Vietnã por 30 dias, pai ficou 15 dias sem falar, Austrália de Working Holiday, Islândia de motorhome)
Das viagens solo antes de se conhecer, do Tailândia só de ida, da moto no Vietnã por 30 dias, e do Working Holiday na Austrália, e segundo o Paulo, ele começou a se apaixonar por viagem a partir de 2017, e chutou o balde, e tudo que ganhava ele torrava em viagem, e trabalhava na Irlanda, e o dinheiro era pra viagem e equipamento de fotografia, e ele passou por um período bem ruim na Irlanda, meio que depressivo, e falou não eu vou, e ele pesquisou passagens e achou uma pra Bangkok, e comprou só de ida, e segundo o Paulo, ele nunca tinha viajado sozinho, e ele conheceu um brasileiro na Tailândia, e ficaram 3-4 meses viajando pelo Sudeste Asiático, e ele falou da Tailândia passou pra Vietnã, Cambodia e Laos, tudo por terra pegando ônibus, e segundo o Paulo, no Vietnã eles compraram uma moto no sul, e em 30 dias rodaram até o norte, e o Paulo tirou carta de moto com 18 anos mas nunca tinha dirigido uma moto, e segundo ele, no Laos ele aprendeu a dirigir, sem carteira, sem nada, e eles caíram duas vezes, e o pai do Paulo ficou 15 dias sem falar com ele quando soube da moto, e segundo o Paulo, é muito comum alugar moto lá, não pedem carteira, e criança dirige, e segundo a Sara, ela é mais corajosa que ele pra provar comida, e ela viveu de arroz e miojo por um ano na Ásia, e o segundo mochilão dela foi Austrália, Islândia, Sudeste Asiático, África do Sul pro casamento da irmã, Nova Zelândia pra juntar grana, e a pandemia fechou tudo, e ela voltou pra Irlanda.
Da Índia que foi tapa na cara (3 meses, 6 mil km de ônibus, 1.2 bilhão de pessoas, super populoso, vaca sagrada, arroz com a mão, massala, karma, mulher não é nada na sociedade)
Da Índia que foi tapa na cara, dos 3 meses e 6 mil km de ônibus, e segundo o Paulo, a viagem mais diferente e mais chocante deles foi a Índia, e o Sri Lanka não preparou, e não tem nada que se compare à Índia, e segundo a Sara, tirando as vacas que ela já tava esperando, o que chocou mesmo foi a pobreza do lugar, a sujeira, o cheiro, a quantidade de pessoa, e a Índia choca, é um tapa na cara 24 horas por dia, e não tem romantismo, e o filho chora e a mãe não vê, e segundo o Paulo, a Índia é super populosa, 1.2 bilhão de habitantes, e o espaço é minúsculo, e 400 km na Índia gasta 18 horas de estrada, 200 km gasta 10 horas, e segundo a Sara, ela foi por 15 dias e era cansativo, e eles ficaram 3 meses, e fizeram 6 mil km de ônibus, e o Paulo falou que ir pra Índia com agência é uma experiência, ir de ônibus como um cidadão indiano é outra, e segundo a Sara, eles eram atração por causa da pele clara, e o Paulo tem cabelo de chiva que é o deus deles, então tiraram 200 fotos por dia, e a Sara sendo loira e grande também era atração, e a Índia tem exploração infantil absurda, a vaca é sagrada, o resto não, e a mulher não é nada na sociedade, e ela acredita no karma, e segundo o Paulo, a Índia é extremamente segura, ele andava com drone, câmera, e não se sentiu inseguro, e a comida é arroz com a mão direita, a esquerda é pra se limpar, e o dedinho é garfo, e a massala é uma mistura de tempero à base de maala, e é muito intenso, e segundo a Sara, ela foi pro Sri Lanka antes e achou que tava preparada, mas a Índia foi pior, e o paladar deles é treinado pra intensidade, e eles jogam pimenta até na goiaba, e a Sara ficou feliz quando achou goiaba na rua, e segundo a Sara, a comida tailandesa é muito boa, a chinesa é mais próxima do Brasil, arroz carne frango feijão, e na Indonésia come bem mais saudável, e tem muitas frutas, snake fruit, jaca, e o durian, e ela achou a Indonésia mais organizada que a Índia, e segundo a Sara, a coisa mais estranha que ela experimentou na Índia foi uma bolinha em conserva de açúcar de coco, a consistência era estranha, e os doces são muito doces, e segundo o Paulo, a comida na Índia não foi a melhor, e ele não gostou, e o arroz engorda, e tudo é muito à base de óleo, e segundo ele, a melhor comida chinesa, e a melhor indiana, e segundo a Sara, Sri Lanka, Índia, Nepal foram se meses, e foi um universo paralelo muito diferente, e ela sentiu muito medo nessa viagem.
Da cirurgia da Sara na cabeça antes do mochilão (tumor, embolia pulmonar, médico falou vocês são loucos, foram mesmo assim) e do retiro de meditação yoga nidra no Nepal
Da cirurgia da Sara na cabeça antes do mochilão, do tumor, da embolia pulmonar, e do médico que falou vocês são loucos, e segundo o Paulo, a Sara fez uma cirurgia séria na cabeça, ficou um tempo de hospital, tirou um tumorzinho pequeno, e 10 dias depois teve uma embolia pulmonar, e foi mais punk, e ela sobreviveu, e deram 2 meses de Brasil de todo esse trâmite, e foram no médico, e ele falou a cabeça tá boa, e porque já tavam com a passagem comprada, e perguntaram pro médico pra onde vocês vão, e falaram pra Turquia, Índia, Nepal, e ele olhou pra eles e falou vocês são loucos, e o Paulo falou não, a gente tava decidido, e voaram do Brasil pra Turquia, e ele tinha que carregar o mochilão dela e o dele, e ela não podia carregar peso, e segundo a Sara, ela teve muito medo extremo por muito tempo, e fez psicologia, e uma psicóloga maravilhosa salvou a vida dela durante toda essa viagem, e segundo a Sara, a gente achou que íamos colaborar e levar alguma coisa, mas voltamos muito mais cheio do que deixamos, e o primeiro medo da Sara era aquele orgulho de superar, e agora o medo já faz ela pensar duas vezes, e segundo o Paulo, eles passaram por um perrengue muito grande na Austrália, com escola, visto, a Sara foi negada o visto, ele tava como turista, e ela trabalhando ilegal, e foram 3 meses muito estressantes, e voltaram pra Irlanda, e o plano inicial era Sri Lanka, Índia, Nepal, Paquistão e Bangladesh, mas a Sara falou não tenho saúde mental, e o Bangladesh é pior que a Índia, e o médico falou vocês são loucos mas foram mesmo assim, e segundo a Sara, ela fez um retiro de meditação num ashram no Nepal, e aprendeu uma técnica de yoga nidra, e foi transformador, e ela queria fazer com mais frequência mas a gente vai perdendo, e segundo o Paulo, ele não medita, e a Sara foi no ashram sozinha enquanto ele tava no Everest, e segundo o Paulo, a meditação é comum na Índia, e ele não medita, e a gente tem que fazer disso um hábito.
Do trabalho com banco de imagens, da Sara como modelo, e dos próximos projetos (Bolívia pra trabalho voluntário em hostel, mudar o estilo pra viagens de 15-20 dias)
Do trabalho com banco de imagens, da Sara como modelo, e dos próximos projetos, e segundo o Paulo, ele trabalha com banco de imagens, vende fotografia e vídeo pra Shutterstock, Adobe Stock, iStock, Getty, e ele tava focado nisso, e esse ano de viagem ele passou produzindo mais pra vender, e ele falou que toda vez que viaja consegue levantar material pra vender, e material do Brasil sai de monte, e ele falou que a publicidade no Brasil humaniza muito, e precisa de fotos de coisas nossas, e a Sara é modelo dele, e segundo o Paulo, e ele falou pra ela que ela tinha que colocar a profissão modelo, e ela não sabia o que colocar, e segundo a Sara, ela não trabalha faz 2 anos, e não tem ideia do que ela é, e segundo a Sara, ela gosta de fazer babá, e segundo o Paulo, o inverno na Irlanda é punk, e agora tá zero graus, e segundo a Sara, quando o Paulo tava no rickshaw eles moravam com portugueses, e um deles falou vamos virar caminhoneiro na Austrália, e mostrou o visto de Working Holiday, e ela tava com 29 anos, último ano, e ela aplicou, e segundo o Paulo, eles tão meio que aposentados jovens, e a cada 2-3 anos dá siricutico, fala não, já quero ficar um ano fora de novo, e segundo a Sara, sempre teve o sonho de explorar o mundo, e a Irlanda abriu a mente de que era possível, e segundo a Sara, o primeiro mochilão trouxe uma sensação de liberdade muito grande, a melhor que ela já sentiu, e sozinha, sem nada que prendesse, e o medo não pode te paralisar, e segundo o Paulo, os próximos projetos, ele quer focar mais em banco de imagens, e a Bolívia em fevereiro/março pra trabalho voluntário em hostel, e voltar pra Irlanda, e mudar o estilo de viagem pra 15-20 dias mais devagar, e segundo o Paulo, a sensação de ter o mundo pra você, e a foto com o Ragnar, e segundo a Sara, o medo existia, mas era um medo que te deixava orgulhosa de si mesma, e segundo o Paulo, eles vieram pro Brasil ver a família, e vão ficar 3 anos quietos na Irlanda, e o Capa de Dracena e o Caio Stellato ficaram muito orgulhosos, e os 200 testes de COVID, e figurar pra série Vikings e Game of Thrones, e segundo o Paulo, o mundo é gigante, e o Brasil é impressionante, e ele falou que o próximo objetivo é só focar em banco de imagens, e segundo a Sara, pra 2024, ela falou pra mudar o estilo de viagem, e o medo não pode te paralisar, e ela falou que o primeiro mochilão me trouxe a sensação de liberdade, e o medo existia, e ela falou, e ela chorou por espinafre na Índia, e eles falaram que é uma liberdade que você sente, e o Pedro falou que vai lembrar da história deles, e segundo o Paulo, a sensação de liberdade, e a Sara falou que o medo não pode te paralisar.
Onde encontrar
O Paulo H. Pigozzi (@100.crise, fotógrafo e publicitário de Dracena) e a Sara Putini (@ramalhoputini, babá, de Bueno Brandão, sul de Minas Gerais) são o casal que vive na Irlanda há 10 anos e carrega o mundo nas costas, e a história deles é contada no episódio #276 do AdamiCast, em 20 de dezembro de 2023, com o começo de tudo (o Paulo saiu do Brasil em 2013 pra Irlanda porque a irmã foi pra Portugal e a mãe puxou ele junto, comprou curso de inglês de 3 meses no susto em São Paulo, trancou a faculdade de publicidade, e a Sara largou o concurso de professora que tinha passado em Minas Gerais pra explorar o mundo), e do como se conheceram no final da pandemia (ele voltou pra Irlanda no dia do lockdown e ficou 15 dias na casa do amigo dracenense Caio Stellato em Limerick, ela voltou do Sudeste Asiático, decidiram juntar as mochilas, 3 anos juntos), e da vida na Irlanda (10 anos do Paulo lá, comunidade brasileira gigante, ele trabalhava de rickshaw bike-táxi de madrugada pra aprender inglês e ainda fez figurante de Vikings temporadas 4, 5 e 6, e Game of Thrones temporada 8, com 200 testes de COVID no período, 12h por dia, 15 dias seguidos de guerra, virou sombra do diretor de fotografia, e a Sara trabalhou 6 meses de babá numa fazenda no interior da Irlanda pra destravar o inglês, e os dois tiraram cidadania italiana independente), e das viagens solo antes de se conhecer (ele foi pra Tailândia só de ida, comprou moto no Vietnã e rodou 30 dias do sul ao norte com 2 quedas, o pai ficou 15 dias sem falar, a Sara foi pra Austrália de Working Holiday, Islândia de motorhome, Nova Zelândia pra juntar grana, Sudeste Asiático por 6 meses, África do Sul pro casamento da irmã), e do mochilão de 1 ano juntos que começou com a Sara fazendo uma cirurgia séria na cabeça (tumor, e 10 dias depois uma embolia pulmonar, 2 meses de recuperação no Brasil, o médico falou vocês são loucos quando soube que iam pra Índia mesmo assim, foram mesmo assim, e ela fez psicologia durante toda a viagem, e uma psicóloga maravilhosa salvou a vida dela), e do retiro de meditação yoga nidra que a Sara fez num ashram no Nepal, e da Índia que foi tapa na cara (3 meses, 6 mil km de ônibus, 1.2 bilhão de pessoas, super populoso, sujo, quente, vaca sagrada, arroz com a mão, massala, karma, exploração infantil, mulher não é nada na sociedade, a Sara era atração como loira grande, ele tinha cabelo de Shiva então tiraram 200 fotos por dia, e o plano inicial era Sri Lanka, Índia, Nepal, Paquistão e Bangladesh mas a Sara falou não tenho saúde mental, e o Bangladesh é pior que a Índia, e o melhor lugar pra comer foi a Indonésia, mais saudável, e o Sri Lanka preparou um pouco), e do trabalho do Paulo com banco de imagens (Shutterstock, Adobe Stock, iStock, Getty, vende foto e vídeo, a Sara é modelo dele, material do Brasil sai de monte, a publicidade no Brasil humaniza muito, e ela não sabia o que colocar de profissão, e segundo a Sara, ela gosta de fazer babá), e dos próximos projetos (Bolívia em fevereiro/março pra trabalho voluntário em hostel, voltar pra Irlanda, mudar o estilo de viagem pra 15-20 dias mais devagar, e o Paulo quer focar mais em banco de imagens).
Resumo do episódio
Paulo e Sara contam dez anos de vida na Irlanda e suas expedições pelo mundo. Ele saiu do Brasil em 2013 para aprender inglês, trabalhou de bike-táxi e foi figurante em Vikings e Game of Thrones. Ela abandonou um concurso de professora para explorar o mundo. Juntos há três anos, empreenderam um mochilão de um ano que os levou pela Índia, Nepal e Sri Lanka, mesmo após Sara se recuperar de uma cirurgia cerebral e embolia pulmonar. Hoje ganham vendendo fotos para bancos de imagens e planejam voltar a viajar em ritmo mais lento.
Principais aprendizados
- A Índia é uma experiência de choque cultural intenso, com 1,2 bilhão de pessoas, pobreza visível, sujeira extrema e diferenças sociais profundas que não se comparam a outros destinos asiáticos.
- Trabalhar de rickshaw na Irlanda foi onde Paulo aprendeu inglês de verdade, na rua e na prática, diferente de qualquer curso formal.
- A cidadania italiana facilitou a mobilidade dos dois pela Europa, permitindo morar em qualquer país da União Europeia sem burocracias.
- Viajar com saúde mental abalada exigiu apoio psicológico constante, e a Sara precisou ajustar os planos originais de viagem conforme seus limites físicos e emocionais.
- A prática de yoga nidra em um ashram no Nepal foi transformadora para Sara, embora o desafio seja manter a meditação como hábito regular.
Perguntas respondidas neste episódio
Como Paulo e Sara conheceram-se para começar os mochilões juntos?
Conheceram-se no final da pandemia quando Paulo voltou à Irlanda no dia do lockdown e ficou 15 dias na casa de um amigo em Limerick. Sara tinha acabado de retornar do Sudeste Asiático. Ambos estavam juntando dinheiro para viajar sozinhos quando decidiram combinar seus planos e fazer o mochilão juntos como casal.
Por que Paolo saiu do Brasil para a Irlanda em 2013?
Paulo saiu do Brasil em 2013 porque sua irmã havia se mudado para Portugal. Sua mãe sugeriu que ele fosse para a Irlanda junto. Ele comprou um curso de inglês de três meses em São Paulo e trancou sua faculdade de publicidade para realizar a mudança.
Qual foi a experiência de Paulo como figurante em Vikings e Game of Thrones?
Paulo foi figurante em Vikings nas temporadas 4, 5 e 6, atuando como sombra do diretor de fotografia. Participou também de Game of Thrones temporada 8. Durante essas gravações fazia dois testes de COVID por semana, totalizando aproximadamente 200 testes no período, e trabalhava 12 horas por dia.
Como Paulo aprendeu a dirigir moto no Vietnã se tinha apenas 18 anos?
Paulo tirou carteira de moto aos 18 anos mas nunca tinha dirigido uma antes. No Vietnã, ele e um amigo compraram uma moto e rodaram 30 dias do sul ao norte. Ele aprendeu a dirigir no Laos sem carteira e sem documentação, onde caíram duas vezes durante a jornada.
Por que a Índia foi descrita como um tapa na cara durante a viagem?
A Índia chocou pela pobreza visível, sujeira, quantidade extrema de pessoas (1,2 bilhão de habitantes), e condições sociais difíceis como exploração infantil e desigualdade de gênero. As estradas são longas e demoradas, e o espaço é minúsculo. A experiência foi muito intensa e sem romantismo.
Como Paulo ganha dinheiro atualmente com suas fotografias?
Paulo trabalha vendendo fotografias e vídeos para bancos de imagens como Shutterstock, Adobe Stock, iStock e Getty. Ele gera material durante suas viagens, e material do Brasil se vende bem porque a publicidade brasileira humaniza muito e precisa de fotos de coisas locais. Sara trabalha como sua modelo.
Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.