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Moda e conexao em Dracena: a historia de Rodrigo Rufino | #306

03 de maio de 2024 • 5 min de leitura

Este texto vem do episódio #306 do AdamiCast

O episodio 306 do AdamiCast recebeu Rodrigo Rufino, dono da Visual Concept, loja de roupas que ja acumula 16 anos de historia em Dracena. Natural de Tres Lagoas, no Mato Grosso do Sul, Rodrigo veio para a cidade ainda jovem, para trabalhar como assessor de vendas de combustivel, e acabou construindo uma trajetoria que passa por amizade, empreendedorismo e uma visao muito particular sobre o que significa vestir alguem.

De vendedor de combustivel a dono de loja

Rodrigo contou que chegou a Dracena ha 22 anos por meio de um amigo apelidado de Tio Vando, para trabalhar no escritorio de vendas de combustivel. Foi nessa fase que conheceu Emilene, hoje sua esposa e socia, com quem despertou o desejo de empreender. A oportunidade surgiu de forma quase informal, numa conversa parecida com a do proprio podcast, quando uma pessoa apresentou ao casal a Visual, loja que estava a venda. “Nos vimos ali uma oportunidade e dali demos inicio, ha 16 anos atras”, relembrou.

A mudanca de ramo, do combustivel para a moda, nao foi acidental. Rodrigo admite que sempre gostou de roupas e, acima de tudo, de vender, independentemente do produto. Ele contou ainda que a compra da loja teve uma origem inusitada: veio de uma troca de um carro por um terreno, negocio que ele fechou com um amigo, e que, cerca de 45 dias depois, resultou na oportunidade de comprar a Visual.

A moda como identidade, nao so como roupa

Um dos pontos centrais da conversa foi a forma como Rodrigo enxerga o proprio trabalho. “A roupa nao e so uma peca, ela nao e so um vestuario, ela faz parte da identidade daquela pessoa”, disse. Para ele, vestir alguem bem passa por entender o momento de vida, o estilo e ate a mensagem que a pessoa quer transmitir para a sociedade em que esta inserida.

Ele tambem falou sobre a mudanca de comportamento da moda nos ultimos dez anos, com o conforto ganhando espaco central nas escolhas, inclusive no masculino, com o uso de tecidos como o algodao pima. Rodrigo observou que a moda esta mais desconstruida, permitindo combinacoes antes impensadas, como uma calca de sarja usada com camiseta e tenis em ocasioes que antes exigiam roupa social.

O desafio de comprar colecoes com meses de antecedencia

Uma das partes mais reveladoras da entrevista foi sobre a logistica de compras da loja. Rodrigo explicou que trabalha com multimarcas em sistema de showroom, o que significa comprar o inverno em pleno calor do ano anterior, sem possibilidade de reposicao caso a peca esgote ou nao venda. “Eu comprei, acertei, ok. Se eu errei…” resumiu, destacando que cada compra e uma aposta, ainda mais numa regiao onde o frio dura poucos dias por ano.

Ele contou um episodio emblematico: numa das compras, apostou em cerca de 200 jaquetas masculinas achando que seria um erro, mas um frio inesperado fez o estoque esgotar quase por completo. Sao decisoes tomadas em viagens a showrooms em Sao Paulo, onde ele chega a analisar milhares de referencias de uma unica marca antes de decidir o que trazer para Dracena.

Vender ternos para o Palmeiras na final da Libertadores

Um dos momentos mais marcantes contados por Rodrigo foi a oportunidade de fornecer ternos para o elenco do Palmeiras durante a campanha da Libertadores, uma conexao que surgiu por meio da amizade com Edu Dracena. Foram 96 ternos entregues em apenas 30 dias, com ajuda de parceiros de marca, numa correria que terminou bem a tempo da decisao. “Apenas nao veio o Mundial, infelizmente, faltou so isso”, brincou, lembrando que o time acabou nao conquistando o titulo naquela ocasiao.

Ele fez questao de destacar que a oportunidade so existiu por causa do relacionamento pessoal construido ao longo dos anos, reforcando uma ideia que apareceu varias vezes na conversa: para Rodrigo, o maior prazer do trabalho e conectar pessoas, sejam elas compradoras de uma camiseta ou de um terno para uma final de campeonato.

Familia, perdas e o valor do presente

A conversa tambem trouxe um lado mais intimista. Rodrigo revelou que, no mesmo dia da gravacao, havia perdido um amigo de infancia, o que o deixou refletindo sobre a importancia de aproveitar o tempo com quem se ama. “Perde quem nao vai”, repetiu, citando uma frase do sogro, ao falar sobre a necessidade de nao adiar visitas e momentos em familia.

Ele tambem comentou sobre os desafios enfrentados durante a pandemia, quando a loja precisou ficar fechada e a equipe passou por situacoes dificeis com clientes que nao compreendiam as restricoes. Apesar disso, destacou a importancia de olhar para o que restou de bom, incluindo momentos recentes como uma viagem em familia para Campo Grande, terra natal dele, para comemorar o aniversario do filho Henrico ao lado dos avos maternos.

Ao longo da entrevista, Rodrigo tambem lembrou de amigos e pessoas que marcaram sua trajetoria em Dracena, do antigo patrao no ramo de combustivel ate parceiros de partidas de beach tenis, reforcando a ideia de que a Visual Concept, para ele, é resultado direto das relacoes construidas ao longo do caminho. Encerrou a conversa dizendo que pede todos os dias para poder somar na vida das pessoas por onde passa, seja vendendo uma camiseta, seja apenas dividindo uma boa conversa.

Onde encontrar

Você encontra quem participou deste episódio no Instagram: @visualconcept.oficial e @eurufinorodrigo.

Resumo do episódio

O episódio traz Rodrigo Rufino, proprietário da loja Visual Concept em Dracena, contando como migrou do setor de combustíveis para o comércio de roupas há 16 anos e construiu um negócio baseado em consultoria de moda, atendimento personalizado e parcerias com marcas multimarcas. Ele explica a logística de compras em showrooms de São Paulo, os riscos de apostar em coleções sazonais numa região de clima quente, as diferenças de consumo entre público masculino e feminino, e como a loja se tornou referência em presentes com kits personalizados. A conversa também aborda valores pessoais, amizades, família e a importância de investir em vestuário como forma de identidade e autoconfiança.

Principais aprendizados

  • A compra de coleções é feita com até um ano de antecedência, exigindo previsão de tendências sem garantia de que o clima ou a demanda vão corresponder.
  • Peças femininas costumam ser trabalhadas com estoque mais exclusivo e reduzido para evitar que duas clientes usem a mesma roupa, o que já gerou situações constrangedoras relatadas na conversa.
  • O comportamento de compra masculino tende a ser mais impulsivo e de última hora, enquanto o feminino costuma se planejar com maior antecedência para eventos.
  • O conceito de moda mudou nos últimos anos para priorizar conforto, com tecidos como algodão pima sendo usados justamente por não marcarem o corpo.
  • Vender vai além do produto: entender a ocasião, o perfil e o desejo do cliente é o que define uma venda bem-sucedida, como no exemplo do cliente que buscava uma sunga e saiu com outras peças.

Perguntas respondidas neste episódio

Como funciona a compra de roupas para uma loja multimarcas como a Visual Concept?

A compra é feita em showrooms, principalmente em São Paulo, com até um ano de antecedência. Cada marca tem showroom próprio, em dias e locais diferentes, e o comprador precisa avaliar centenas de referências de uma só vez para decidir o que vai vender na região. Depois de fechada a compra, praticamente não há reposição, pois a maior parte das peças é exclusiva e, quando a coleção termina, não há como repor o mesmo modelo.

Vale a pena investir em roupas de qualidade mesmo pagando mais caro?

Sim, porque o valor de uma peça não deve ser medido pelo preço pago, mas pelo uso que ela proporciona. Uma roupa mais cara usada muitas vezes e que ajuda a fechar contratos ou gerar boas impressões acaba sendo mais barata do que uma peça barata usada uma única vez. O critério real de custo é a frequência de uso e o retorno que a peça traz, não o valor pago no momento da compra.

Como a moda masculina mudou nos últimos anos?

A moda masculina ficou mais desconstruída e voltada ao conforto, permitindo combinações antes consideradas informais em ocasiões antes tratadas como mais formais. Hoje é comum usar calça de sarja com camiseta e tênis, ou polo com bermuda, em situações de trabalho ou eventos sociais. Também houve retorno a peças mais clean, com tecidos mais finos e confortáveis, como o algodão pima, que disfarça melhor o corpo sem perder a aparência.

Por que peças femininas costumam ser mais restritas em quantidade nas lojas?

Porque roupas femininas com estampas ou modelos muito repetidos geram desconforto entre as clientes, que não gostam de encontrar outras pessoas usando a mesma peça. Diferente do público masculino, que trata isso com bom humor quando ocorre, mulheres reagem de forma mais séria a essa coincidência, o que faz as lojas optarem por comprar poucas unidades de cada modelo feminino para evitar repetição.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.