#157

Me Ajuda Menina em Dracena: Ana Maria Oliveira conta como saiu da cadeira de cabeleireira, abriu loja de beleza e encontrou o nicho “bom sem dar um rim” durante a pandemia | AdamiCast #157

27 de setembro de 2022 • 7 min de leitura

Este texto vem do episódio #157 do AdamiCast

Ana Maria Oliveira é dracenense de corpo e alma, e é a dona da Me Ajuda Menina — uma loja de maquiagem e produtos de beleza em Dracena que ela construiu a partir de quase zero, depois de anos como cabeleireira. No AdamiCast #157, ela conta a história: como começou a trabalhar com cabelo aos 20 anos, foi pra Goiânia com o marido, voltou pra Dracena com o filho, abriu a loja física, viu a pandemia explodir as vendas online, e foi aprendendo na marra o que é ter um negócio de beleza — desde a curadoria de marcas até a formação de preço que não “dá um rim” mas também não é o baratinho descartável.

A história da Me Ajuda Menina: de cabeleireira a lojista de beleza

Ana começou a trabalhar como cabeleireira em 2010, aos 20 anos. Fez escova e progressiva durante 11 anos, e foi justamente nessa época que ela percebeu que tinha um vínculo forte com o mundo da beleza. Mas o salto pra loja veio depois. Casou, foi pra Goiânia com o marido por cerca de seis meses, e quando voltou pra Dracena, já com o filho João Pedro, não quis mais voltar à cadeira de salão: “A gente foi pra uma cidade grande, lá é tudo caro, kitnet pequenininha, escola boa você tem que pagar, supermercado longe, combustível alto. Eu sinceramente não sei se um dia eu vou embora de Dracena. Meu futuro a Deus pertence, mas eu amo morar aqui, eu sou dracenense de corpo e alma no coração”. A opção de empreender em Dracena, perto da família, com qualidade de vida — e não na correria de capital — virou o eixo da história dela.

O nome “Me Ajuda Menina” é parte da história. “Perguntaram o porquê do nome. Eu explico: a marca nasceu de uma conversa entre amigas, de uma necessidade real. As clientes chegavam querendo comprar blusinha, e o marido dava R$ 5 pra uma blusinha. Eu queria mais de uma. Então a loja nasceu dessa fome de querer, de precisar, de não ter”. O tom é direto, íntimo, sem filtro — e isso virou a identidade da marca. Não é loja de luxo, não é loja de 1,99: é a loja de quem entende o bolso da mulher dracenense e quer entregar valor real.

A loja online durante a pandemia e o aprendizado de nichar

Quando a pandemia estourou, a Me Ajuda Menina já existia como loja física em Dracena. O que aconteceu a seguir foi um caso clássico de adaptação forçada que acabou virando oportunidade: a loja fechou, e o Instagram virou o principal canal de vendas. “Nossa loja já era bem forte no Insta, mas com a pandemia a gente foi pra dentro do online, e em um ano a gente cresceu bastante. As vendas online foram o que seguraram. Os pedidos chegavam, a gente passava álcool nas caixas, aquela loucura toda. Teve ramo que ficou sem produto, mas a gente não sofreu. Eu pedi o que tinha, e quando não tinha, mandava substituto. Fui trabalhando assim”. Foi durante esse período que ela começou a observar o que a cliente queria de verdade — e a aprender a dizer “não” pra marca que não vendia.

O aprendizado mais difícil, segundo ela, foi sobre nichar. No começo, Ana tinha 10 marcas oferecendo o mesmo shampoo: “Eu fui no foco de agradar todo mundo. Cada um pedia uma marca. Eu queria trazer tudo. E lascou, não dá certo. É o tal subnicho do subnicho do subnicho. Até pra repor, porque às vezes demora e o produto encalha. Hoje a gente é muito mais certeiro, e a diferença de preço e qualidade entre as marcas que a gente carrega é maior. Fica mais fácil indicar e mais fácil de gerenciar”. Foi um caminho de tentativa e erro, mas que consolidou a identidade da Me Ajuda Menina.

Filosofia: produto bom, sem dar um rim

O posicionamento da Me Ajuda Menina tem uma frase que resume tudo: “tem coisa que custa R$ 10 e é maravilhosa, tem coisa que custa R$ 100 e é uma porcaria”. Ana não quer ser a loja do “mais barato” nem a loja do “mais caro”: “A minha cliente gosta do bom sem ter que dar um rim. Ela prefere pagar um pouquinho mais, mas ter um produto bom. Fui migrando, migrando, até eu ver como é a minha loja hoje. Errei muito, errei bastante, mas hoje eu conheço a minha cliente e sei o que ela espera”. Curadoria virou o ativo principal da loja — não é quantidade de marca, é qualidade da escolha.

E essa curadoria é feita em tempo real, com a cliente e os fornecedores. Ana conta com a ajuda de amigas do segmento, como a Chel, pra entender marcas, lançamentos e tendências: “Minhas amigas me orientam. Eu sou muito por fora. Quando eu não sei de uma marca, pergunto, vou lá, pesquiso. Tem marca que você vê numa rede social e acha que é boa, mas quando vai ver a formulação, não é nada”. A última palavra é sempre dela, com base no feedback das clientes.

Cursos, maquiagem e a vida de empreendedora

Além da loja, Ana também oferece cursos de maquiagem. “O pessoal tava me procurando, eu falei: tá, vou pegar uma amiga minha pra treinar, ver se eu consigo passar o conhecimento. Porque o mais difícil é passar, é a pessoa entender o que você está falando. A conexão é o que vale. Já ministrei muito curso. Têm alunas que vingaram, tem alunas que não, e tudo bem. Às vezes a pessoa vem achando que a profissão de maquiagem é fácil, e não é. Tem que conhecer o formato do rosto, o tom de pele, a técnica certa pra cada pálpebra”. Os cursos são uma forma de a marca conversar com a comunidade, treinar o mercado local e fidelizar cliente.

A rotina dela, porém, é puxada. Filha de 5 anos, filho de 12, loja pra gerenciar, conteúdo pra produzir, cliente pra atender, e marido (que também é figura importante na história) pra conciliar. “Se eu ficar parando pra ver story, não dá tempo. A gente produz muito conteúdo, consome muito pouco. É o preço de empreender. Mas eu amo o que eu faço, e quando você ama, a energia compensa”. A Laura, que faz a rede social da Me Ajuda Menina, é a mão direita no Instagram — e o resultado está no feed: curadoria visual caprichada, produtos bem fotografados, bastidores com a cara da Ana.

Onde encontrar

A Me Ajuda Menina funciona com loja física em Dracena, SP (na esquina do Silveira Campos, em frente ao Palace Hotel) e atendimento online via Instagram. Para acompanhar produtos, dicas, maquiagem e ofertas, o perfil oficial é: @meajudamenina_shop. Os pedidos online podem ser feitos via direct, com entrega em Dracena e região. Para quem quer aprender, vale seguir os stories e os destaques — Ana posta muito tutorial e dica de produto. A loja física é o lugar pra experimentar ao vivo e tirar dúvidas com a equipe.

Resumo do episódio

Ana Maria Oliveira saiu da profissão de cabeleireira e fundou a Me Ajuda Menina, uma loja de maquiagem e produtos de beleza em Dracena que cresceu especialmente durante a pandemia ao migrar para o modelo online. O negócio é construído sobre a filosofia de oferecer produtos de qualidade com preço justo, sem ser descartável nem luxuoso, consolidada através de curadoria cuidadosa de marcas e aprendizado contínuo sobre o que a cliente dracenense realmente quer.

Principais aprendizados

  • Nichar o negócio eliminando duplicação de marcas melhora a gestão de estoque e facilita o atendimento ao cliente.
  • A curadoria de produtos de qualidade com preço acessível é mais importante que oferecer quantidade de marcas diferentes.
  • Adaptar-se ao online durante crises pode se tornar a maior oportunidade de crescimento se realizado com foco no cliente.
  • Cursos e conhecimento compartilhado com a comunidade geram fidelização e posicionam a marca como referência local.
  • Conhecer profundamente o perfil da cliente, como seu poder de compra e preferências, é essencial para acertar nas escolhas estratégicas.

Perguntas respondidas neste episódio

Como a loja online da Me Ajuda Menina se expandiu durante a pandemia?

Quando as lojas fecharam, o Instagram virou o principal canal de vendas. A loja cresceu bastante em um ano com vendas online, que foram o que sustentaram o negócio. Os pedidos chegavam, passavam álcool nas caixas, e quando faltava produto, oferecia-se um substituto.

Por que reduzir a quantidade de marcas na loja melhorou o negócio?

No início havia 10 marcas oferecendo o mesmo produto, dificultando reposição e deixando itens encalhados. Ao focar em menos marcas com maior diferença de preço e qualidade, ficou mais fácil indicar produtos, gerenciar estoque e construir uma identidade clara.

Qual é o posicionamento de preço e qualidade da Me Ajuda Menina?

A loja não é a mais barata nem a mais cara. O posicionamento é oferecer produtos bons a preço justo, reconhecendo que tem coisa que custa R$ 10 e é maravilhosa e coisa que custa R$ 100 e é uma porcaria, atendendo a cliente que prefere pagar um pouco mais por qualidade.

Como Ana escolhe as marcas que a loja vende?

Ela pesquisa marcas, pede orientação de amigas do segmento para entender lançamentos e tendências, analisa formulações em redes sociais e faz a escolha final baseada no feedback das clientes. A curadoria é feita em tempo real com cliente e fornecedores.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.