O que acontece quando um menino do interior de São Paulo, que sonhava ser jogador de futebol, decide arriscar tudo pelo atletismo? No episódio #037 do AdamiCast, Pedro e Mariana Adame recebem Mateus de Sá, saltador triplo e primeiro atleta de Dracena a disputar os Jogos Olímpicos em uma modalidade individual. Em uma conversa honesta e emocionante, Mateus revela os bastidores de uma jornada que passou pela perda do pai, pela incerteza da convocação e pelo encontro com seu ídolo de infância nos corredores de Tóquio.
De Dracena a Tóquio: a jornada olímpica de Mateus de Sá
Mateus cresceu chutando bola nas quadras de futsal de Dracena. O sonho era o futebol. Mas foi uma competição de atletismo em São Paulo que mudou o rumo de tudo. Aos 13 anos, relutante, foi convencido pelo pai — ex-atleta — e pelo professor Elizeu a experimentar a pista. A virada real veio em 2011, quando foi para o Paraná treinar em regime profissional. Em menos de um ano, saiu de fora do top 20 do estado para liderar o ranking brasileiro sub-18 no salto triplo. Em 2012, mandou um e-mail frio para um treinador campeão olímpico e pediu uma vaga. O treinador respondeu. Mateus foi para São Paulo e nunca mais voltou atrás.
O caminho até Tóquio 2020 não foi linear. A pandemia tirou Mateus de uma pista por quatro meses e o impediu de competir por quase um ano — tempo suficiente para fazê-lo cair do 26º para o 33º no ranking mundial. Na véspera do prazo final, foi dormir como 30º colocado — dentro da cota. Acordou fora. Despediu-se dos companheiros que já embarcavam. Foi para a casa da mãe. À noite, o telefone tocou: estava convocado. Ele chorou no carro.
Em Tóquio, entrou na qualificação como o 31º atleta do mundo e terminou na 20ª posição — 11 lugares acima. No caminho, realizou um sonho dentro do sonho: encontrou pessoalmente Nelson Évora, o saltador triplo português campeão olímpico em Pequim 2008. Mateus tinha 12 anos quando assistiu àquela final pela televisão, em Dracena, e pensou pela primeira vez que o atletismo poderia ser o seu caminho. Treze anos depois, os dois estavam no mesmo estádio. Há ainda uma camada mais funda: o pai de Mateus, que o incentivou no atletismo, faleceu antes de ver o filho chegar às Olimpíadas. “Eu carregava dentro de mim a promessa de me tornar um atleta olímpico.” Essa promessa foi cumprida.
O que o episódio ensina
Mateus fala com convicção sobre a importância de unir esporte e estudo, e sobre o papel transformador do psicólogo esportivo: após uma experiência ruim no Mundial de 2017, onde a pressão de 70 mil pessoas o bloqueou, ele buscou apoio psicológico e chegou a Tóquio em outro estado mental. Sua estratégia de disciplina é simples: em vez de focar no que sente no momento, ele pensa no objetivo final e se pergunta se a atitude de agora o aproxima ou afasta dele. Funcionou para atravessar anos de sacrifício, para treinar frustrado após quase ficar de fora das Olimpíadas, e para se manter focado mesmo com as restrições severas da pandemia.
Tópicos do episódio
- Como o futebol abriu caminho para o atletismo e a decisão de experimentar a pista aos 13 anos
- A mudança para o Paraná e a evolução explosiva de fora do top 20 para líder do ranking nacional sub-18
- O e-mail que mudou sua carreira e o levou a treinar em São Paulo com um ex-campeão olímpico
- A montanha-russa emocional da convocação para os Jogos de Tóquio: dormiu dentro, acordou fora, voltou dentro
- O encontro com Nelson Évora: ídolo de infância virou colega de competição 13 anos depois
- A herança do pai, o suporte psicológico e os planos para continuar competindo no mais alto nível
Resumo do episódio
Mateus de Sá, primeiro atleta olímpico individual de Dracena, conta como aos 13 anos deixou o sonho do futebol para experimentar o atletismo, evoluiu rapidamente no salto triplo e chegou a Tóquio 2020 após uma convocação de última hora. A conversa toca na perda do pai que o incentivou no esporte, no papel do apoio psicológico na superação de bloqueios mentais, e no reencontro com seu ídolo de infância Nelson Évora durante as Olimpíadas.
Principais aprendizados
- A mudança de esporte aos 13 anos foi desencadeada por uma competição de atletismo em São Paulo, onde foi convencido pelo pai ex-atleta e pelo professor Elizeu a experimentar a pista.
- Em menos de um ano no Paraná treinando profissionalmente, Mateus saltou de fora do top 20 estadual para líder do ranking brasileiro sub-18 no salto triplo.
- O apoio psicológico foi fundamental após uma experiência negativa no Mundial de 2017, onde a pressão de 70 mil pessoas o bloqueou competitivamente.
- A estratégia de disciplina de Mateus consiste em focar no objetivo final e questionar se cada atitude o aproxima ou afasta da meta.
- A convocação para Tóquio foi dramática: dormiu dentro da cota, acordou fora dela e foi convocado novamente na noite anterior ao prazo final.
Perguntas respondidas neste episódio
Como Mateus de Sá começou no atletismo?
Cresceu jogando futsal e sonhava com futebol. Aos 13 anos, foi convencido pelo pai, ex-atleta, e pelo professor Elizeu a experimentar a pista após uma competição de atletismo em São Paulo. A experiência o levou a escolher o atletismo.
Qual foi a evolução de Mateus no ranking brasileiro?
Após se mudar para o Paraná em 2011 para treinar profissionalmente, conseguiu uma transformação rápida: em menos de um ano saiu de fora do top 20 do estado para liderar o ranking brasileiro sub-18 no salto triplo.
Como foi a convocação de Mateus para as Olimpíadas de Tóquio?
A convocação foi dramática e inesperada. Na véspera do prazo final, dormiu como 30º colocado, dentro da cota olímpica. Acordou fora dela. Despediu-se dos companheiros que partiam, mas no mesmo dia à noite recebeu a ligação de convocação e chorou no carro.
Como o apoio psicológico ajudou Mateus em sua carreira?
Após o Mundial de 2017, onde a pressão de 70 mil pessoas o bloqueou, Mateus buscou apoio psicológico. Isso mudou seu estado mental para chegar a Tóquio em outra condição emocional e competitiva.
Qual é a estratégia de disciplina que Mateus utiliza?
Em vez de focar no que sente no momento, ele pensa no objetivo final e se pergunta se a atitude atual o aproxima ou afasta do objetivo. Essa estratégia funcionou para atravessar anos de sacrifício e manter o foco mesmo durante a pandemia.
Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.