#106

José Narciso, professor e ex-vereador de Dracena: a história de quem colocou a minhoca na cabeça dos alunos há mais de 50 anos | AdamiCast #106

07 de abril de 2022 • 24 min de leitura

Este texto vem do episódio #106 do AdamiCast

José Narciso é um dos nomes mais conhecidos de Dracena. Foi professor de educação física por décadas, vereador pelo município entre 1977 e 1978, e colunista de jornais da região por mais de 30 anos, do antigo Tribuna do Povo ao Jornal Interativo. No episódio 106 do AdamiCast, gravado em 7 de abril de 2022, ele contou a história de quem escolheu a profissão aos 11 anos.

A conversa foi uma das mais pessoais do podcast. José falou da influência do pai português que tinha hotel na praça central de Dracena, da memória política da cidade com Ulysses Guimarães, dos ex-alunos que viraram casos marcantes da carreira — inclusive o Victor, que “desabrochou” num campeonato de handebol depois de meses achando que não ia dar conta, e a Maria que emagreceu com a rotina que ele e a família montaram.

Aos 11 anos, a “minhoca” que virou profissão

Dois casos da carreira ilustram o método de José. O Victor era aluno com dificuldade de coordenação motora — tropeçava, não corria direito, não conseguia respirar e correr ao mesmo tempo. Os colegas achavam que ele atrapalhava o time de handebol. José, em vez de tirar o Victor do treino, parava o coletivo e jogava a bola pra ele: “deixa o menino, joga a bola pra ele”. Na hora do campeonato, o Victor desabrochou. Foi dos melhores em quadra. José lembra do momento até hoje como prova de que todo aluno tem hora de brilhar.

A Maria é o caso mais recente contado no episódio. Aluna com ansiedade, estava lutando pra emagrecer. A família entrou em contato, montaram uma rotina de treino, acompanhamento da academia e da nutricionista. Maria emagreceu bastante e tá perto da meta que ela mesma impôs, inclusive com o colesterol ajustado. É a parte do trabalho que José mais celebra: ver o aluno chegar lá.

Onde encontrar

A conversa foi gravada em Dracena, SP, cidade onde José nasceu, se formou, foi vereador e deu aula por toda a carreira. O Jornal Interativo, onde ele escreve semanalmente, também é de Dracena.

Dois casos da carreira ilustram o método de José. O Victor era aluno com dificuldade de coordenação motora — tropeçava, não corria direito, não conseguia respirar e correr ao mesmo tempo. Os colegas achavam que ele atrapalhava o time de handebol. José, em vez de tirar o Victor do treino, parava o coletivo e jogava a bola pra ele: “deixa o menino, joga a bola pra ele”. Na hora do campeonato, o Victor desabrochou. Foi dos melhores em quadra. José lembra do momento até hoje como prova de que todo aluno tem hora de brilhar.

A Maria é o caso mais recente contado no episódio. Aluna com ansiedade, estava lutando pra emagrecer. A família entrou em contato, montaram uma rotina de treino, acompanhamento da academia e da nutricionista. Maria emagreceu bastante e tá perto da meta que ela mesma impôs, inclusive com o colesterol ajustado. É a parte do trabalho que José mais celebra: ver o aluno chegar lá.

Onde encontrar

A conversa foi gravada em Dracena, SP, cidade onde José nasceu, se formou, foi vereador e deu aula por toda a carreira. O Jornal Interativo, onde ele escreve semanalmente, também é de Dracena.

José foi Vereador de Dracena entre 1977 e 1978. Entrou na vida pública sem herança política — o pai português tinha hotel (o Grande Hotel Dracena, na praça Arthur Pagnozzi), mas em casa não se falava de política. A influência veio pela convivência no balcão: o pai atendia viajantes de Tupã, Lucélia, Pompeia, e o menino ouvia as discussões da época, ainda criança. Foi Vereador pela posição de Paulo Ferrara, e a passagem pela Câmara foi marcada pela discussão crítica — cobrava, mas elogiava quando merecia.

Na mesma conversa, José lembrou a solenidade em que Dracena entregou o título de Cidadão Honorário a Ulysses Guimarães, deputado que ajudou a fundar a Alta Paulista. Ulysses almoçou no Grande Hotel do pai de José, quando o avião ainda taxiava até a porta do prédio pra descarregar as malas. É a memória de uma Dracena anterior ao asfalto e à CESP, lembra, quando o pai enchia a caixa d’água do quintal com balde tirado de “rabo de vaca”.

O Victor que desabrochou e a Maria que emagreceu

Dois casos da carreira ilustram o método de José. O Victor era aluno com dificuldade de coordenação motora — tropeçava, não corria direito, não conseguia respirar e correr ao mesmo tempo. Os colegas achavam que ele atrapalhava o time de handebol. José, em vez de tirar o Victor do treino, parava o coletivo e jogava a bola pra ele: “deixa o menino, joga a bola pra ele”. Na hora do campeonato, o Victor desabrochou. Foi dos melhores em quadra. José lembra do momento até hoje como prova de que todo aluno tem hora de brilhar.

A Maria é o caso mais recente contado no episódio. Aluna com ansiedade, estava lutando pra emagrecer. A família entrou em contato, montaram uma rotina de treino, acompanhamento da academia e da nutricionista. Maria emagreceu bastante e tá perto da meta que ela mesma impôs, inclusive com o colesterol ajustado. É a parte do trabalho que José mais celebra: ver o aluno chegar lá.

Onde encontrar

A conversa foi gravada em Dracena, SP, cidade onde José nasceu, se formou, foi vereador e deu aula por toda a carreira. O Jornal Interativo, onde ele escreve semanalmente, também é de Dracena.

José foi Vereador de Dracena entre 1977 e 1978. Entrou na vida pública sem herança política — o pai português tinha hotel (o Grande Hotel Dracena, na praça Arthur Pagnozzi), mas em casa não se falava de política. A influência veio pela convivência no balcão: o pai atendia viajantes de Tupã, Lucélia, Pompeia, e o menino ouvia as discussões da época, ainda criança. Foi Vereador pela posição de Paulo Ferrara, e a passagem pela Câmara foi marcada pela discussão crítica — cobrava, mas elogiava quando merecia.

Na mesma conversa, José lembrou a solenidade em que Dracena entregou o título de Cidadão Honorário a Ulysses Guimarães, deputado que ajudou a fundar a Alta Paulista. Ulysses almoçou no Grande Hotel do pai de José, quando o avião ainda taxiava até a porta do prédio pra descarregar as malas. É a memória de uma Dracena anterior ao asfalto e à CESP, lembra, quando o pai enchia a caixa d’água do quintal com balde tirado de “rabo de vaca”.

O Victor que desabrochou e a Maria que emagreceu

Dois casos da carreira ilustram o método de José. O Victor era aluno com dificuldade de coordenação motora — tropeçava, não corria direito, não conseguia respirar e correr ao mesmo tempo. Os colegas achavam que ele atrapalhava o time de handebol. José, em vez de tirar o Victor do treino, parava o coletivo e jogava a bola pra ele: “deixa o menino, joga a bola pra ele”. Na hora do campeonato, o Victor desabrochou. Foi dos melhores em quadra. José lembra do momento até hoje como prova de que todo aluno tem hora de brilhar.

A Maria é o caso mais recente contado no episódio. Aluna com ansiedade, estava lutando pra emagrecer. A família entrou em contato, montaram uma rotina de treino, acompanhamento da academia e da nutricionista. Maria emagreceu bastante e tá perto da meta que ela mesma impôs, inclusive com o colesterol ajustado. É a parte do trabalho que José mais celebra: ver o aluno chegar lá.

Onde encontrar

A conversa foi gravada em Dracena, SP, cidade onde José nasceu, se formou, foi vereador e deu aula por toda a carreira. O Jornal Interativo, onde ele escreve semanalmente, também é de Dracena.

José escreveu para o Jornal Tribuna do Povo, na década de 1960, considerado o melhor da região na época. Depois migrou para o Jornal Regional, onde ficou por mais de 30 anos com coluna de opinião. Era leitura diária, “8 horas da manhã liga, não sabia que era ela”, lembra, referindo-se à rotina de receber ligações de fontes e leitores. O Regional fechou e ele migrou para o Interativo, onde está até hoje em formato digital.

Em agosto de 2021, depois de receber um oitavo processo num período curto, José deu um tempo na escrita. Conta que a família adorou a pausa e até a filha brincou: “finalmente você parou de escrever”. Voltou no início de 2022, mais leve. A própria experiência de parar e voltar é o que ele cita quando dá conselho a quem quer começar uma coluna política: “começa pelo fim do exercício, com calma”.

Vereador, filho de hoteleiro português e a memória política de Dracena

José foi Vereador de Dracena entre 1977 e 1978. Entrou na vida pública sem herança política — o pai português tinha hotel (o Grande Hotel Dracena, na praça Arthur Pagnozzi), mas em casa não se falava de política. A influência veio pela convivência no balcão: o pai atendia viajantes de Tupã, Lucélia, Pompeia, e o menino ouvia as discussões da época, ainda criança. Foi Vereador pela posição de Paulo Ferrara, e a passagem pela Câmara foi marcada pela discussão crítica — cobrava, mas elogiava quando merecia.

Na mesma conversa, José lembrou a solenidade em que Dracena entregou o título de Cidadão Honorário a Ulysses Guimarães, deputado que ajudou a fundar a Alta Paulista. Ulysses almoçou no Grande Hotel do pai de José, quando o avião ainda taxiava até a porta do prédio pra descarregar as malas. É a memória de uma Dracena anterior ao asfalto e à CESP, lembra, quando o pai enchia a caixa d’água do quintal com balde tirado de “rabo de vaca”.

O Victor que desabrochou e a Maria que emagreceu

Dois casos da carreira ilustram o método de José. O Victor era aluno com dificuldade de coordenação motora — tropeçava, não corria direito, não conseguia respirar e correr ao mesmo tempo. Os colegas achavam que ele atrapalhava o time de handebol. José, em vez de tirar o Victor do treino, parava o coletivo e jogava a bola pra ele: “deixa o menino, joga a bola pra ele”. Na hora do campeonato, o Victor desabrochou. Foi dos melhores em quadra. José lembra do momento até hoje como prova de que todo aluno tem hora de brilhar.

A Maria é o caso mais recente contado no episódio. Aluna com ansiedade, estava lutando pra emagrecer. A família entrou em contato, montaram uma rotina de treino, acompanhamento da academia e da nutricionista. Maria emagreceu bastante e tá perto da meta que ela mesma impôs, inclusive com o colesterol ajustado. É a parte do trabalho que José mais celebra: ver o aluno chegar lá.

Onde encontrar

A conversa foi gravada em Dracena, SP, cidade onde José nasceu, se formou, foi vereador e deu aula por toda a carreira. O Jornal Interativo, onde ele escreve semanalmente, também é de Dracena.

José escreveu para o Jornal Tribuna do Povo, na década de 1960, considerado o melhor da região na época. Depois migrou para o Jornal Regional, onde ficou por mais de 30 anos com coluna de opinião. Era leitura diária, “8 horas da manhã liga, não sabia que era ela”, lembra, referindo-se à rotina de receber ligações de fontes e leitores. O Regional fechou e ele migrou para o Interativo, onde está até hoje em formato digital.

Em agosto de 2021, depois de receber um oitavo processo num período curto, José deu um tempo na escrita. Conta que a família adorou a pausa e até a filha brincou: “finalmente você parou de escrever”. Voltou no início de 2022, mais leve. A própria experiência de parar e voltar é o que ele cita quando dá conselho a quem quer começar uma coluna política: “começa pelo fim do exercício, com calma”.

Vereador, filho de hoteleiro português e a memória política de Dracena

José foi Vereador de Dracena entre 1977 e 1978. Entrou na vida pública sem herança política — o pai português tinha hotel (o Grande Hotel Dracena, na praça Arthur Pagnozzi), mas em casa não se falava de política. A influência veio pela convivência no balcão: o pai atendia viajantes de Tupã, Lucélia, Pompeia, e o menino ouvia as discussões da época, ainda criança. Foi Vereador pela posição de Paulo Ferrara, e a passagem pela Câmara foi marcada pela discussão crítica — cobrava, mas elogiava quando merecia.

Na mesma conversa, José lembrou a solenidade em que Dracena entregou o título de Cidadão Honorário a Ulysses Guimarães, deputado que ajudou a fundar a Alta Paulista. Ulysses almoçou no Grande Hotel do pai de José, quando o avião ainda taxiava até a porta do prédio pra descarregar as malas. É a memória de uma Dracena anterior ao asfalto e à CESP, lembra, quando o pai enchia a caixa d’água do quintal com balde tirado de “rabo de vaca”.

O Victor que desabrochou e a Maria que emagreceu

Dois casos da carreira ilustram o método de José. O Victor era aluno com dificuldade de coordenação motora — tropeçava, não corria direito, não conseguia respirar e correr ao mesmo tempo. Os colegas achavam que ele atrapalhava o time de handebol. José, em vez de tirar o Victor do treino, parava o coletivo e jogava a bola pra ele: “deixa o menino, joga a bola pra ele”. Na hora do campeonato, o Victor desabrochou. Foi dos melhores em quadra. José lembra do momento até hoje como prova de que todo aluno tem hora de brilhar.

A Maria é o caso mais recente contado no episódio. Aluna com ansiedade, estava lutando pra emagrecer. A família entrou em contato, montaram uma rotina de treino, acompanhamento da academia e da nutricionista. Maria emagreceu bastante e tá perto da meta que ela mesma impôs, inclusive com o colesterol ajustado. É a parte do trabalho que José mais celebra: ver o aluno chegar lá.

Onde encontrar

A conversa foi gravada em Dracena, SP, cidade onde José nasceu, se formou, foi vereador e deu aula por toda a carreira. O Jornal Interativo, onde ele escreve semanalmente, também é de Dracena.

A história começa em 1959, na aula de educação física do colégio Isaac, em Dracena. O professor José Alves da Silva, que dava aula no campo porque a escola não tinha quadra, pôs a mão na cabeça do aluno Narciso e disse: “você vai ser professor de educação física”. A frase virou semente, e o menino voltou pra casa e falou pro pai português que não ia trabalhar no sítio. Formou-se, voltou pra Dracena e foi trabalhar em todas as escolas da cidade, até retornar à escola de origem — o Isaac Pereira Garcez.

José formou a primeira turma de monitores do Colégio Agrícola da região. Deu aula de handebol, basquete, vôlei, futebol de salão, atletismo. Levou a Olimpíada Dracenense e participou da implantação dos Jogos Abertos do Interior, junto com o professor Herbert, que conheceu nos campeonato e cita como o “último elo” da cadeia de instalação do esporte na cidade. Também criou um jornal de parede na escola que virou tradição: 54 jornalecos por dia, em rodízio entre as turmas, com pauta, pesquisa e impressão caseira.

José escreveu para o Jornal Tribuna do Povo, na década de 1960, considerado o melhor da região na época. Depois migrou para o Jornal Regional, onde ficou por mais de 30 anos com coluna de opinião. Era leitura diária, “8 horas da manhã liga, não sabia que era ela”, lembra, referindo-se à rotina de receber ligações de fontes e leitores. O Regional fechou e ele migrou para o Interativo, onde está até hoje em formato digital.

Em agosto de 2021, depois de receber um oitavo processo num período curto, José deu um tempo na escrita. Conta que a família adorou a pausa e até a filha brincou: “finalmente você parou de escrever”. Voltou no início de 2022, mais leve. A própria experiência de parar e voltar é o que ele cita quando dá conselho a quem quer começar uma coluna política: “começa pelo fim do exercício, com calma”.

Vereador, filho de hoteleiro português e a memória política de Dracena

José foi Vereador de Dracena entre 1977 e 1978. Entrou na vida pública sem herança política — o pai português tinha hotel (o Grande Hotel Dracena, na praça Arthur Pagnozzi), mas em casa não se falava de política. A influência veio pela convivência no balcão: o pai atendia viajantes de Tupã, Lucélia, Pompeia, e o menino ouvia as discussões da época, ainda criança. Foi Vereador pela posição de Paulo Ferrara, e a passagem pela Câmara foi marcada pela discussão crítica — cobrava, mas elogiava quando merecia.

Na mesma conversa, José lembrou a solenidade em que Dracena entregou o título de Cidadão Honorário a Ulysses Guimarães, deputado que ajudou a fundar a Alta Paulista. Ulysses almoçou no Grande Hotel do pai de José, quando o avião ainda taxiava até a porta do prédio pra descarregar as malas. É a memória de uma Dracena anterior ao asfalto e à CESP, lembra, quando o pai enchia a caixa d’água do quintal com balde tirado de “rabo de vaca”.

O Victor que desabrochou e a Maria que emagreceu

Dois casos da carreira ilustram o método de José. O Victor era aluno com dificuldade de coordenação motora — tropeçava, não corria direito, não conseguia respirar e correr ao mesmo tempo. Os colegas achavam que ele atrapalhava o time de handebol. José, em vez de tirar o Victor do treino, parava o coletivo e jogava a bola pra ele: “deixa o menino, joga a bola pra ele”. Na hora do campeonato, o Victor desabrochou. Foi dos melhores em quadra. José lembra do momento até hoje como prova de que todo aluno tem hora de brilhar.

A Maria é o caso mais recente contado no episódio. Aluna com ansiedade, estava lutando pra emagrecer. A família entrou em contato, montaram uma rotina de treino, acompanhamento da academia e da nutricionista. Maria emagreceu bastante e tá perto da meta que ela mesma impôs, inclusive com o colesterol ajustado. É a parte do trabalho que José mais celebra: ver o aluno chegar lá.

Onde encontrar

A conversa foi gravada em Dracena, SP, cidade onde José nasceu, se formou, foi vereador e deu aula por toda a carreira. O Jornal Interativo, onde ele escreve semanalmente, também é de Dracena.

A história começa em 1959, na aula de educação física do colégio Isaac, em Dracena. O professor José Alves da Silva, que dava aula no campo porque a escola não tinha quadra, pôs a mão na cabeça do aluno Narciso e disse: “você vai ser professor de educação física”. A frase virou semente, e o menino voltou pra casa e falou pro pai português que não ia trabalhar no sítio. Formou-se, voltou pra Dracena e foi trabalhar em todas as escolas da cidade, até retornar à escola de origem — o Isaac Pereira Garcez.

José formou a primeira turma de monitores do Colégio Agrícola da região. Deu aula de handebol, basquete, vôlei, futebol de salão, atletismo. Levou a Olimpíada Dracenense e participou da implantação dos Jogos Abertos do Interior, junto com o professor Herbert, que conheceu nos campeonato e cita como o “último elo” da cadeia de instalação do esporte na cidade. Também criou um jornal de parede na escola que virou tradição: 54 jornalecos por dia, em rodízio entre as turmas, com pauta, pesquisa e impressão caseira.

José escreveu para o Jornal Tribuna do Povo, na década de 1960, considerado o melhor da região na época. Depois migrou para o Jornal Regional, onde ficou por mais de 30 anos com coluna de opinião. Era leitura diária, “8 horas da manhã liga, não sabia que era ela”, lembra, referindo-se à rotina de receber ligações de fontes e leitores. O Regional fechou e ele migrou para o Interativo, onde está até hoje em formato digital.

Em agosto de 2021, depois de receber um oitavo processo num período curto, José deu um tempo na escrita. Conta que a família adorou a pausa e até a filha brincou: “finalmente você parou de escrever”. Voltou no início de 2022, mais leve. A própria experiência de parar e voltar é o que ele cita quando dá conselho a quem quer começar uma coluna política: “começa pelo fim do exercício, com calma”.

Vereador, filho de hoteleiro português e a memória política de Dracena

José foi Vereador de Dracena entre 1977 e 1978. Entrou na vida pública sem herança política — o pai português tinha hotel (o Grande Hotel Dracena, na praça Arthur Pagnozzi), mas em casa não se falava de política. A influência veio pela convivência no balcão: o pai atendia viajantes de Tupã, Lucélia, Pompeia, e o menino ouvia as discussões da época, ainda criança. Foi Vereador pela posição de Paulo Ferrara, e a passagem pela Câmara foi marcada pela discussão crítica — cobrava, mas elogiava quando merecia.

Na mesma conversa, José lembrou a solenidade em que Dracena entregou o título de Cidadão Honorário a Ulysses Guimarães, deputado que ajudou a fundar a Alta Paulista. Ulysses almoçou no Grande Hotel do pai de José, quando o avião ainda taxiava até a porta do prédio pra descarregar as malas. É a memória de uma Dracena anterior ao asfalto e à CESP, lembra, quando o pai enchia a caixa d’água do quintal com balde tirado de “rabo de vaca”.

O Victor que desabrochou e a Maria que emagreceu

Dois casos da carreira ilustram o método de José. O Victor era aluno com dificuldade de coordenação motora — tropeçava, não corria direito, não conseguia respirar e correr ao mesmo tempo. Os colegas achavam que ele atrapalhava o time de handebol. José, em vez de tirar o Victor do treino, parava o coletivo e jogava a bola pra ele: “deixa o menino, joga a bola pra ele”. Na hora do campeonato, o Victor desabrochou. Foi dos melhores em quadra. José lembra do momento até hoje como prova de que todo aluno tem hora de brilhar.

A Maria é o caso mais recente contado no episódio. Aluna com ansiedade, estava lutando pra emagrecer. A família entrou em contato, montaram uma rotina de treino, acompanhamento da academia e da nutricionista. Maria emagreceu bastante e tá perto da meta que ela mesma impôs, inclusive com o colesterol ajustado. É a parte do trabalho que José mais celebra: ver o aluno chegar lá.

Onde encontrar

A conversa foi gravada em Dracena, SP, cidade onde José nasceu, se formou, foi vereador e deu aula por toda a carreira. O Jornal Interativo, onde ele escreve semanalmente, também é de Dracena.

Resumo do episódio

José Narciso, professor de educação física por décadas e ex-vereador de Dracena, conta como uma frase de um professor em 1959 definiu sua carreira aos 11 anos. O episódio revela seu método de ensino baseado na inclusão e no acreditar no potencial de cada aluno, além de sua trajetória como colunista de jornais regionais e sua visão sobre política local marcada pela convivência no hotel da família.

Principais aprendizados

  • Um professor pode mudar a vida de um aluno com uma frase de confiança, como aconteceu quando José ouviu que seria professor de educação física.
  • O método de incluir alunos com dificuldade no treino, em vez de afastá-los, permite que descubram seu potencial em momentos críticos como competições.
  • A prática de criação de um jornal de parede com 54 edições diárias em rodízio entre turmas ensina aos alunos pauta, pesquisa e impressão caseira.
  • Alunos com ansiedade podem alcançar metas de saúde quando há acompanhamento coordenado entre professor, família, academia e nutricionista.
  • A experiência de pausar uma atividade como coluna de opinião permite retomar o trabalho com leveza e perspectiva renovada.

Perguntas respondidas neste episódio

Como um professor de educação física pode trabalhar com alunos que têm dificuldade de coordenação motora?

Em vez de remover o aluno do treino, o professor deve incluí-lo ativamente. No caso de um aluno com dificuldade de coordenação que tropeçava e não conseguia respirar enquanto corria, parar o coletivo e passar a bola direto para ele permitiu que desenvolvesse confiança e desabrocasse em competições posteriores.

Como um professor pode apoiar aluno que está lutando para emagrecer?

O apoio efetivo envolve coordenação entre escola, família, academia e profissional de nutrição. A rotina de treino supervisionada, acompanhamento contínuo na academia e orientação nutricional especializada permitiram que uma aluna com ansiedade atingisse suas metas de emagrecimento e corrigisse problemas como colesterol elevado.

Como começar uma coluna de opinião em jornal?

Quem deseja começar uma coluna política deve iniciar pelo exercício de parar, compreendendo que pausas trazem perspectiva. Essa orientação vem de experiência prática: depois de receber múltiplos processos e fazer uma pausa, retomar com leveza permite continuar o trabalho de forma mais equilibrada.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.