Tem gente que escolhe a profissão e tem gente que a profissão escolhe junto com ela, por cada oportunidade que aparece e é abraçada com coragem. Vanessa Ribeiro Andreto, pedagoga de formação, cresceu em Irapuru, cidade pequena do interior paulista, e construiu uma trajetória que passou pela alfabetização de crianças, pela coordenação de cursos superiores e chegou até a vice-direção acadêmica da Unifadra, a faculdade mantida pela Fundec em Dracena, SP.
No episódio 420 do AdamiCast, Vanessa contou como cada passo dessa história foi guiado não pela sorte, mas pela disposição de enxergar oportunidades onde outras pessoas passariam direto. De professora na educação infantil a gestora de uma das instituições que mais cresce no oeste paulista, a conversa é um retrato honesto de como o amor pelo que faz pode ser o maior diferencial de uma carreira.
De Irapuru à sala de aula: o começo de tudo
Vanessa cresceu em Irapuru, cidade que ela cita com afeto durante a conversa, inclusive ao lembrar de buscar sua aprovação no vestibular em um jornalzinho local que circulava uma vez por semana. O resultado estava lá, e ela guardou a edição até hoje. Esse detalhe diz muito sobre quem ela é: alguém que sente o peso de cada conquista.
Sua formação inicial foi em Pedagogia, e a prática veio logo cedo. Ela atuou como alfabetizadora na educação infantil, trabalhou na coordenação de escolas da educação básica e, ao longo do caminho, foi acumulando experiências que poucos professores têm a chance de viver. Depois cursou Biologia para ampliar os horizontes e se preparar para o que viria a seguir.
A chegada à Unifadra e a ascensão na gestão
Em 2014, Vanessa entrou na Unifadra como professora dos cursos de Educação Física e Pedagogia. Seis meses depois, foi convidada a assumir a coordenação do curso de Pedagogia, cargo que ocupou até 2023. Nesse período, a instituição deu um salto importante: o curso de Medicina chegou em 2018, e Vanessa passou a atuar também no suporte pedagógico dessa área, ajudando a organizar planos de ensino e a estrutura burocrática que um curso da área da saúde exige.
O convite da doutora Marilda para trabalhar na supervisão pedagógica da Medicina foi um divisor de águas. Vanessa já tinha domínio sobre políticas públicas e organização escolar, o que ela compara ao papel de um “advogado da educação”: alguém que entende legislação, normas e processos. Essa combinação foi a que a levou, no ano anterior ao episódio, a assumir a vice-direção acadêmica da faculdade.
Uma instituição que se sente como segunda casa
Vanessa trabalha na Unifadra há mais de 10 anos e não esconde o orgulho. Ela descreve uma instituição onde todo mundo se conhece pelo nome, da limpeza à diretoria, onde alunos que chegam de outras cidades e não se adaptam pedem para voltar, e onde visitantes do MEC chegam para avaliações e perguntam se os laboratórios realmente estão sendo usados, tamanha é a organização e a limpeza.
A área de convivência virou referência: com guarda-sol, espaço aberto e estrutura confortável, tem gente que compara ao resort. O ponto, claro, não é o luxo, mas a mensagem que o ambiente transmite: aqui o aluno importa, e seu tempo dentro da instituição deve ser bom.
Teoria e prática: a aposta da Unifadra
Uma das falas mais marcantes de Vanessa no episódio é sobre professores que nunca saíram da academia. Ela defende, com experiência de quem passou pela educação básica e depois chegou ao ensino superior, que teoria sem prática não prepara ninguém. Na Unifadra, grande parte do corpo docente ainda atua em suas áreas: professores de Enfermagem trabalham em hospitais, professores de Educação Física atuam em academias e escolas, médicos dão aula de Medicina.
Esse modelo, chamado de metodologia ativa, está no centro da proposta pedagógica da instituição. No curso de Medicina, por exemplo, as aulas de tutoria têm no máximo 12 alunos por professor, com salas desenhadas para discussão e não para passividade. O objetivo é que o aluno saia preparado para o mercado, e não apenas com o diploma na mão.
Novos cursos e o futuro da instituição
Quando gravou o episódio, a Unifadra estava na fila do MEC para a autorização do curso de Fisioterapia, previsto para começar a operar a partir de 2026. Obras no antigo prédio da Consesp estavam em andamento para abrigar o novo setor administrativo da instituição, pensado também para acolher melhor as pessoas que chegam para conhecer a faculdade e melhorar a qualidade de vida dos funcionários.
A ambição da Unifadra, como Vanessa deixou claro, vai além de ser uma boa faculdade do interior. O diretor executivo, seu Edson, coloca como meta levar a instituição para um patamar mundial, e os resultados nas avaliações do MEC mostram que o caminho está na direção certa: os cursos têm alcançado notas acima de 4, consideradas de excelência, com o curso de Medicina atingindo 4,52 na renovação de reconhecimento.
Onde encontrar
Vanessa Ribeiro Andreto atende em Dracena, SP, e pode ser encontrada no Instagram em @vaanessaribeirooan. Siga também o perfil da Unifadra em @unifadra para acompanhar as novidades da instituição.
Resumo do episódio
Vanessa Ribeiro Andreto, pedagoga formada em Irapuru, construiu uma carreira que começou na alfabetização infantil e chegou à vice-direção acadêmica da Unifadra em Dracena. O episódio retrata como a disposição de enxergar e abraçar oportunidades, combinada com amor pela educação, transformou sua trajetória profissional e como seus princípios de educação prática moldaram uma instituição que cresce no oeste paulista.
Principais aprendizados
- Professores que atuam simultaneamente em suas áreas práticas, não apenas na academia, conseguem preparar alunos melhor para o mercado de trabalho.
- A coordenação de um curso superior exige domínio de legislação, normas e processos educacionais, atuando como advogado da educação.
- Instituições que investem em estrutura de convivência e ambiente acolhedor transmitem ao aluno que ele importa e merece ter um bom tempo dentro da faculdade.
- Tutoria em pequenos grupos, com no máximo 12 alunos por professor, em salas desenhadas para discussão, é mais efetiva que aulas passivas.
- Crescimento profissional muitas vezes não vem de um plano prévio, mas da disposição de aceitar oportunidades e aprender com cada novo desafio.
Perguntas respondidas neste episódio
Como é feita a estrutura de ensino no curso de Medicina da Unifadra?
O curso utiliza metodologia ativa com aulas de tutoria em salas desenhadas para discussão, não para passividade. Cada turma de tutoria tem no máximo 12 alunos por professor. O objetivo é que o aluno saia preparado para o mercado, e não apenas com o diploma na mão.
Qual é a importância dos professores terem experiência prática nas suas áreas?
Teoria sem prática não prepara ninguém adequadamente. Na Unifadra, grande parte do corpo docente ainda atua em suas áreas: professores de Enfermagem trabalham em hospitais, professores de Educação Física atuam em academias e escolas, e médicos dão aula de Medicina. Essa vivência prática enriquece o ensino.
Quais foram os resultados da Unifadra nas avaliações do MEC?
Os cursos da Unifadra têm alcançado notas acima de 4, consideradas de excelência. O curso de Medicina atingiu especificamente 4,52 na renovação de reconhecimento, indicando que a instituição segue um caminho de qualidade reconhecido pelo órgão.
Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.