#272

Janaina Cenedes e Alexandre Scamardi: do namoro escondido na Vila Alpina à clínica urovascular em Dracena | #272

05 de dezembro de 2023 • 22 min de leitura

Este texto vem do episódio #272 do AdamiCast

No episódio #272 do AdamiCast, em 5 de dezembro de 2023, o casal Janaina Cenedes (cirurgiã vascular, @drajanainacenedes) e Alexandre Scamardi (urologista, @dr_alexandre_scamardi), contou a história que começa com o encontro deles na residência de cirurgia geral no Hospital Estadual de Vila Alpina (zona leste de São Paulo, 20 salas cirúrgicas, parecia hospital particular, equipe da Famema, política de extermínio, baleados toda sexta à noite, e o primeiro plantão deles chegaram 5 baleados de uma vez), e do namoro escondido por quase 1 ano (a cirurgia geral é meio que militar, hierarquia, não queriam que as pessoas soubessem, colega seguia de carro pra ver se iam pro mesmo lugar, a cunhada Priscila sabia, só descobriram no último dia da residência dele, e da cirurgia com 8 meses de gravidez dela que operou um cálculo renal e desceu pro PS atender uma criança baleada), e da formação deles (ela queria ser veterinária e ele queria ser professor, a irmã dela queria medicina e desistiu, e a irmã dele também é cirurgiã vascular), e da prova de título dela com 30% de aprovação, e do convite pra ela voltar pra Tupi Paulista (família dela, qualidade de vida) e dele ter ido junto, e da clínica urovascular em Dracena que eles montaram, e do consultório com os quadros do Adir Sodré (órgãos genitais escondidos em plantas, ninguém percebeu por 3 anos, a enfermeira Jaque descobriu agora), e do mergulho como hobby do casal (desde 2012, mais de 300 mergulhos, Palau é o melhor, Maldivas 10 dias no barco, Jellyfish Lake em Palau, Naufrágio do Pirangi em Noronha a 62m, Blue Corner com tubarões, japonesinhas que desistiram de viver no mar), e das novas tecnologias que ela trouxe pra Dracena antes de Prudente (laser de safena, espuma, 22 anticoagulantes novos, ninguém precisa sair da região pra SP).

Do encontro na residência de cirurgia geral no Hospital Estadual de Vila Alpina (zona leste de SP, 20 salas cirúrgicas, equipe da Famema, política de extermínio, baleados toda sexta à noite, e o primeiro plantão deles chegaram 5 baleados de uma vez)

Do encontro deles na residência de cirurgia geral no Hospital Estadual de Vila Alpina, e segundo o Alexandre, a gente se conheceu na faculdade, a gente se conheceu na residência, e a medicina na verdade nunca foi um sonho meu assim, ah quero ser médico desde criança, não, eu sou filho de professores, meu pai era biólogo, e minha mãe é pedagoga e professora de história geografia, eu queria ser professor também, e eu gostava bastante da área de geofísica e oceanografia, e como cirurgiões né, a gente se conheceu na residência de cirurgia geral, e o retorno que a gente tem é muito rápido porque a gente faz uma cirurgia e você acaba mudando o destino da pessoa, e a gente fez residência em São Paulo no Hospital Estadual de Vila Alpina, que é um hospital público grande, muito diferenciado e muito organizado, nem parece um hospital público, e lá eles têm um esquema que fazem a gestão do dinheiro público, então a gente tinha tudo, tomografia à hora que quisesse dentro do hospital, e a gente operava muito, atendia trauma, era porta aberta, basicamente a gente operava muito, e ele falou que a Janaína falou que a medicina nunca foi um sonho dela, ela meio que roubou o sonho da irmã, a irmã dela queria ser médica e desistiu, e ela queria ser veterinária, e a Janaína falou que ela achava que ia gostar de genética, foi pro laboratório, falou não, não é a minha área aqui, e ela falou que o Alexandre não era o sonho dele também, ele queria ser professor, e ela falou que o legal é que a gente atua como cirurgião geral fazendo a subespecialidade, e o Alexandre falou que na reta final ele nunca gostou muito da parte clínica, sempre se interessou pela área cirúrgica, e ele entrou na urologia porque o professor Carlos Henrique Branco deixou ele entrar em qualquer cirurgia, e no terceiro ano ele cuidava da enfermaria de urologia, e tinha que fazer o que precisava, e a gente atendia o politrauma, e o chefe da ortopedia era da Famema, e a gente acabava fazendo muito o primeiro atendimento, e a Janaína falou que o legal é que os chefes eram na verdade do HC do Hospital das Clínicas, e o hospital Vila Alpina é secundário, é porta aberta, atende tudo, a gente não tem especialidade, a gente operava tudo, e o pessoal do HC vinha fazer estágio, e o Alexandre falou que o primeiro plantão dele chegaram 5 baleados de uma vez, e o meu R menos e o R mais tinham subido pra operar, e ele falou, ah, se chegar um baleado você vai triando, e aí chegaram 5, e ele falou, pô, 5 é exatamente, mas se chega 5 de uma vez você tem que fazer uma análise de qual tá morrendo primeiro.

Da formação deles (ela queria ser veterinária e roubou o sonho da irmã que queria medicina, ele queria ser professor, ela achava que ia gostar de genética, irmã dele também é cirurgiã vascular, prova de título dela com 30% de aprovação, e a vinda pra Dracena e Tupi Paulista por causa da qualidade de vida)

Da formação deles e da chegada em Dracena, e segundo a Janaína, a medicina nunca foi um sonho meu, eu meio que roubei o sonho da minha irmã, ela é mais nova, eu estudei com a Janaína em quinta sexta série, eu jurava que ia ser veterinária, e no último ano do colégio eu fui fazer um teste vocacional e tava bem pra essa área biológica, e acabei decidindo fazer medicina, e foi até um susto pra minha família, e a minha irmã que queria fazer medicina simplesmente desistiu, e o Alexandre falou que não era o sonho dele também, ele queria ser professor, e ele gostava de geofísica e oceanografia, e ela falou que o legal é que a gente atua como cirurgião geral fazendo a subespecialidade, e a irmã do Alexandre também é cirurgiã vascular, e a Janaína falou que a cirurgia geral é muito legal porque você opera tudo, e tem muito volume, e ela terminou a cirurgia vascular antes dele, e ele ficou mais 3 anos em Presidente Prudente fazendo urologia, e ela falou que ela veio pra cá, e tinha convite pra ele voltar pra região, e como o homem vai atrás da mulher, aí ele veio também, e ela falou que pra ela era importante fazer a prova de título, e esse ano que ela passou tinha 30% de aprovação, e ela ficou estudando pra prova do título e trabalhando só no AM até agosto ou setembro, e quando ele chegou ela já tava com o consultório andando, e o Alexandre falou que na residência ele teve a oportunidade de fazer 3000+ cirurgias em urologia, e ele falou que foi uma loucura morar em São Paulo, a gente morava um quarteirão do Mackenzie, e era coisa assim, se saísse até 5:30 não pegava trânsito, se saísse depois ficava parado, e eles falaram que quando a Janaína voltou pra cá, ela veio e o Alexandre também, e moram em Tupi Paulista, e ela falou que Dracena é muito tranquilo, qualidade de vida é outra, e ela falou que ninguém precisa sair da região pra SP, tudo que tem em SP eles fazem aí.

Do namoro escondido por quase 1 ano (cirurgia geral é meio que militar, hierarquia, colega seguia de carro, só a cunhada Priscila sabia, descobriram no último dia da residência dele)

Do namoro escondido por quase 1 ano e da vinda pra Tupi Paulista, e segundo o Alexandre, a nossa residência era um hospital relativamente pequeno, apesar de ser essa porta aberta, e a gente não queria que as pessoas soubessem que a gente tava namorando na residência, porque senão ia ficar aquela coisa, cirurgia geral é meio que militar a situação, você tem uma hierarquia, você tem uma organização, não que a gente não pudesse namorar, mas ia falar assim, ah, porque o casalzinho fez tal coisa, e até o último dia a gente falava que não tava, basicamente um ano namorando sem ninguém saber, e algumas pessoas desconfiavam, e um colega seguia o carro pra ver se iam pro mesmo lugar, mas como SP é muito grande eles desistiam pelo meio do caminho, e tinha uma pessoa só que sabia, que era a Priscila, que era a minha cunhada, amiga da Janaína, e ela falou assim, ah, é a Priscila, a cunhada, e a Janaína falou que a Priscila era amiga e não tinha como não saber, e no último dia que teve a festinha de confraternização dele, a Janaína chegou de mãos dadas, e todo mundo falou, ah, eu sabia, ninguém podia desconfiar mas sabia, e a Janaína falou que a cirurgia geral é muito legal, e ela falou que o ambiente do Vila Alpina era muito bom, e o Alexandre falou que a nossa casa era relativamente pequeno, e o Alexandre falou que cirurgia geral é meio que militar, e ele falou que o Samir falou pra Janaína, cadê esse Eduardo Bereto, e ela falou que o Alexandre falou pra ela que quando você se formar a gente se casa, e ela falou que o Eduardo é meu Google, e o Alexandre falou que o risco de fazer namoro na residência era que o pessoal ia dizer, ah, porque o casalzinho fez tal coisa, e o casal não namorava no hospital, e o Alexandre falou que a esposa dele é de Tupi Paulista, e a Janaína falou que a Tupi tem 50.000 habitantes, e a gente tava procurando casa, e a gente achou uma casa lá, e a gente vai ficar um tempo lá, e a sogra do Alexandre mora em Tupi, e a Janaína falou que pra ele ir pra lá foi ele se aproximando, e ela falou que é mais barato lá, e ela falou que ela tava sozinha em SP fazendo a residência de vascular, e a cada 15 dias ele ia pra SP e ficava 3-4 dias lá, e ela falou que namorar a distância é muito difícil.

Da cirurgia com 8 meses de gravidez (operou cálculo renal, desceu pro PS atender criança baleada, o obstetra esqueceu que tava grávida) e dos casos que marcaram (dar a notícia pra mãe que a filha tinha sido atropelada por um ônibus)

Do caso da cirurgia com 8 meses de gravidez e dos casos que marcaram, e segundo o Alexandre, a gente tava aqui no centro cirúrgico, eu tava quase parindo, tava com uns 8 meses já, tava com barrigão, e a gente tava operando alguma coisa, acho que era um cálculo, alguma coisa, tinha dois cálculos renais pra operar, e a gente operou o primeiro, e na hora que acabou o primeiro, a enfermeira apareceu branca assim passado a gente, e eu falei, foi ela falou assim, tem uma criança baleada no pronto socorro, aí a gente tipo né, e ele falou assim, eu tô descendo, e não, e ela falou que a história nem foi tão, e ela falou que teve um tiroteio aqui em volta da Santa Casa, e aí eu lembro do caso, e aí foi uma coisa muito engraçada porque eu esqueci que eu tava grávida, e eu comecei a andar atrás dele, e ele falou assim, não, você fica aqui, você tá tendo um tiroteio, e aí tipo assim, e aí ele desceu, voltou com a criança, a gente começou a operar ela, enquanto o pessoal da cirurgia geral chegava depois eles assumiram, e as enfermeiras atrás assim, nossa, doutora, que você sentiu, grávida, e eu falei, não, gente, acho que se fosse hoje nem pensou, automático, é que pra nós era tão comum, é que a gente operou tanto isso que, porque elas olharam assim, mas vocês vão começando, e a gente é nós vamos começando já fizemos na vida, e ele falou que o pior que é eles tinham existia na época um grupo de extermínio, uma milícia ali, e toda sexta-feira à noite chegava baleado, e ele falou que na zona leste já sabia identificar os calibre, e a Janaína falou que o Alexandre falou da história da criança baleada, e ela falou que quando ela tava com 8 meses operou cálculo, e o caso que marcou foi o dia que ela teve que dar uma notícia pra mãe que a filha dela tinha sido atropelada por um ônibus, e foi a pior coisa assim, e ela saiu e foi chorar dentro do conforto porque falou que tava muito ruim, e a criança foi esmagada praticamente, e a gente até tentou fazer algumas coisas mas tinha, e foi muito ruim, e ela falou que na hora que você tá atendendo você abstrai o que você objetivo, e depois de insistir muito em reanimação você vê que existe um limite, e aí a segunda parte é avisar a família, deve ser o pior momento pra qualquer médico, você lembra até o resto da sua vida o primeiro sim notícia de norte que você teve que dar, e é uma coisa horrível.

Das novas tecnologias que ela trouxe pra Dracena (laser de safena, espuma, fibra revestida, 22 anticoagulantes novos, ninguém precisa sair da região pra SP) e do consultório com os quadros (Adir Sodré, órgãos genitais escondidos em plantas, ninguém percebeu por 3 anos, a enfermeira Jaque descobriu agora)

Das novas tecnologias que ela trouxe pra Dracena e do consultório com os quadros, e segundo a Janaína, o primeiro hospital que eu fiz de vascular eu tinha passado em outros lugares, mas eu quis fazer na beneficência portuguesa, e lá a gente fazia cirurgia endovascular da parte arterial, e os primeiros lasers que chegaram aqui no Brasil era um dos meus chefes, meu chefe comprou, e eu tava com a coisa mais nova, e até brinco hoje em dia com o pessoal porque hoje em dia a gente tem a fibra revestida radial bonitinha, e eu falo, gente, quando eu cheguei aqui era mato, a fibra era linear, gente cortava a fibra e reava, e eu tive essa vantagem de ter visto isso na residência, e eu acabei trazendo uma novidade pra cá que não tinha na região, que foi bem aceita, e o Alexandre falou que ela trouxe o laser de safena e espuma antes que Prudente, e ela falou que hoje em dia a gente usa muita técnica mista, e a paciente mais velha que eu operei tinha 87 anos, e ela falou que a gente entra e faz essa safena com laser guiado por ultrassom, e no dia seguinte o paciente tá andando, tranquilo, e ela falou que quando ela fez a safena com laser a gente trouxe isso, e ela falou que nem tudo chega tão tarde que em Dracena ela trouxe o laser de safena e espuma antes que Prudente, e o Alexandre falou que ninguém precisa sair da região pra SP, da parte dele da urologia, e ele falou que novembro azul vai ter um evento, e o Alexandre falou que opera câncer de rim, bexiga, parte de urológica, e o Alexandre falou que a parte arterial da Janaína não consegue ainda, não tem estrutura, a gente não tem robô aqui, então quando vai fazer cirurgia robótica ele faz em Rio Preto ou Bauru, leva o paciente e opera no hospital, e o Alexandre falou que a quantidade de casos é mais ou menos, não é muito, é mais ou menos, é uma vez por mês ou duas pra fazer, e a Janaína falou que ela falou da fibra revestida que é linear, que ela cortava, e ela falou que antes a fibra era mato, e ela falou que ela ficou anos alugando a máquina do laser, traziam de SP e Ribeirão Preto, e agora ela já tem volume que pôde comprar a máquina, e ela falou que o laser é uma energia, não é luz, e cada finalidade é um comprimento de onda diferente, e ela falou que o laser de safena é específico, e da parte do consultório, o Alexandre falou que o consultório tem vários quadros, e a Rose deu um quadro de um artista de Cuiabá, e no meio das plantas estão escondidos os órgãos genitais masculinos, tem uma melancia que é órgão feminino, tem bananas, mamão, melão, e ele deixa outros que os caras não percebem, e a pessoa senta e volta e fala assim, doutor, tô olhando aquele quadro, eu falei é isso mesmo, você pensou, essa melancia não é melancia, e foi legal essa semana, e trocaram a faxineira, e a Jaque que trabalha na clínica veio ver e falou que não é uma salada de fruta, e ele falou que a Jaque trabalha com ele há 3 anos e nunca reparou, e a Janaína falou que o quadro é desde 2018, e ela falou que tem fotos de mergulho, e tem um quadro do Adir Sodré, e o quadro é o da sala do Alexandre, e tem o de fundo de mar que é uma foto que eles tiraram de mergulho, e tem uma serigrafia que o Adolfo deu, e a Janaína falou que o consultório é lindo, e o Alexandre falou que a sala dele é mais clara e a dela é mais sóbria.

Do mergulho como hobby do casal (desde 2012, mais de 300 mergulhos, Palau é o melhor, Maldivas 10 dias no barco, Jellyfish Lake, Naufrágio do Pirangi em Noronha a 62m, Blue Corner com tubarões, japonesinhas que desistiram de viver no mar)

Do mergulho como hobby do casal, e segundo o Alexandre, a gente é mergulhador desde 2012, e o Dr Gino, que é um dos nossos chefes, ele voltou do Mar Vermelho, mostrou as fotos, a gente falou cara que louco, e eles sempre falavam pra gente, vocês precisam ter um hobby, alguma coisa que vocês gostem de fazer, porque é uma profissão tão desgastante, e a gente foi fazer o curso de mergulho e nós dois apaixonou, e a gente viaja todo ano pra mergulhar, e o ano passado a gente foi pra Caçar, levamos a Rafa com 7 meses, e a gente convenceu um casal de amigo a fazer o curso, e a gente fez sh diva, que é você sair da praia com material equipado entrar no mar e mergulhar ali, e a gente tem mais de 300 mergulhos, e ele falou que o problema nunca é descer, o problema é subir devagarzinho, e às vezes você tem que ir trocando o gás porque senão pode fazer embolia gasosa, e o máximo que a gente fez foi a corveta Pirangi que é 62m, e o naufrágio foi um que não teve vítimas porque existe uma pedra ali que fica meio submersa, esse era um barco que ficava indo da Costa pra Noronha, e um dia ele não viu o cabeço, bateu e afundou, mas ele afundou bem devagar, deu tempo de salvar todo mundo, e ele tá inteiro lá, e a Janaína falou que tem um lugar que chama Blue Corner, e tem que comprar um hook, um ganchinho, e bota o gancho na pedra, e fica como uma bexiguinha voando, e fica preso e aí você consegue ver, e a Janaína falou que em Palau tem um lugar que chama Jellyfish Lake, é o único no mundo, é um lago de água salobra, e tem uma espécie de água viva que não tem a substância urticante, e elas são milhares, você nada no meio delas, milhões, e ela falou que é a coisa mais linda do mundo, e ela falou que em Maldivas eles ficaram 10 dias num barco só mergulhando, e a cada grupo tinha um guia, e ela falou que no último dia deu uma tempestade, e quando subiram o barco subia e descia com a onda, e o barco não vai até a gente, a gente vai até o barco, e ela falou que uma das japonesinhas desistiu de viver, ficou só com a barriga pra baixo, cabeça pra baixo, uma estrela do mar, e ela falou que ela era a mais leve, então peguei a japonesa e puxei pro barco, e o Alexandre falou que ele ficou assistindo tudo da amurada, e ele falou que ela ficou com a japa no colo, e a Janaína falou que a japa nem sabia inglês, e o Alexandre falou que a outra era mais esperta, conseguiu se jogar quando o barco abaixou, e o Alexandre falou que a pergunta dele é se é óbvio, e ele falou que o pior perrengue foi a de Maldivas, e a Janaína falou que o mergulho que a gente faz não é corrida, é você parar e olhar as coisas, e ela falou que Palau é o preferido porque debaixo do mar foi o lugar mais bonito que a gente mergulhou até hoje, e ela falou que eles têm mais de 300 mergulhos, e ele falou que eles foram pra Havaí de conexão pra Palau, e no Havaí saíram do nível do mar pra 2 mil metros em pouco tempo, e teve a parada pra se acostumar com a altitude, e ela falou que eles não fazem mais o curso de Rescue porque a gente já cuida dos outros no trabalho, no mergulho a gente não quer ter obrigação de ter que ficar lá tomando conta, e ela falou que o resort do mergulho lembra que o Sh diva é o mergulho da praia mesmo, e a Janaína falou que no mergulho técnico a descompressão é muito importante, e o Alexandre falou que quando a gente volta do mergulho a gente tá exausta, e a Janaína falou que o quadro do Adir Sodré com as frutas está no consultório dele, e ela falou que o Adolfo deu uma serigrafia, e a Janaína falou que eles tiram fotos de coral e colocam no consultório, e a Janaína falou que o quadro é lindo, e a Janaína falou que o pessoal entra no consultório e fica olhando o quadro, e a Janaína falou que o mergulho é a paixão do casal.

Onde encontrar

A Dra. Janaina Cenedes (cirurgiã vascular, @drajanainacenedes) e o Dr. Alexandre Scamardi (urologista, @dr_alexandre_scamardi) são um casal de cirurgiões de Dracena e Tupi Paulista, e a história deles é contada no episódio #272 do AdamiCast, em 5 de dezembro de 2023, com o encontro deles na residência de cirurgia geral no Hospital Estadual de Vila Alpina (zona leste de São Paulo, 20 salas cirúrgicas, parecia hospital particular, equipe da Famema, política de extermínio na região, baleados toda sexta à noite, e o primeiro plantão deles chegaram 5 baleados de uma vez), e do namoro escondido por quase 1 ano (a cirurgia geral é meio que militar, hierarquia, não queriam que as pessoas soubessem, colega seguia de carro pra ver se iam pro mesmo lugar, a cunhada Priscila sabia, só descobriram no último dia da residência dele), e da formação deles (ela queria ser veterinária e roubou o sonho da irmã que queria medicina e desistiu, ele queria ser professor, ela achava que ia gostar de genética, ele entrou na urologia porque o professor deixou, a irmã dele também é cirurgiã vascular), e do convite pra ela voltar pra Tupi Paulista (família dela, qualidade de vida) e dele ter ido junto (a gente operava tudo, muito volume, política de extermínio, milícia, e o caso da cirurgia com 8 meses de gravidez dela que operou um cálculo renal e desceu pro PS atender uma criança baleada, e o caso que marcou mais, dar a notícia pra mãe que a filha tinha sido atropelada por um ônibus), e da prova de título dela com 30% de aprovação, e da clínica urovascular em Dracena que eles montaram, e do consultório com os quadros do Adir Sodré (órgãos genitais escondidos em plantas, melancia, bananas, mamão, melão, ninguém percebeu por 3 anos, a enfermeira Jaque descobriu agora), e do mergulho como hobby do casal (desde 2012, mais de 300 mergulhos, Palau é o melhor, Maldivas 10 dias no barco, Jellyfish Lake em Palau, Naufrágio do Pirangi em Noronha a 62m, Blue Corner com tubarões, japonesinhas que desistiram de viver no mar, e eles não fazem o curso de Rescue porque a gente já cuida dos outros no trabalho, no mergulho não querem ter obrigação de ficar tomando conta), e das novas tecnologias que ela trouxe pra Dracena antes de Prudente (laser de safena, espuma, 22 anticoagulantes novos em 3 anos, ninguém precisa sair da região pra SP, parte arterial ela não consegue, vai pra Rio Preto/Bauru, e ele faz urologia também, câncer de rim, bexiga, novembro azul). Siga a Dra. Janaína no Instagram: @drajanainacenedes, e o Dr. Alexandre no @dr_alexandre_scamardi, e a clínica urovascular no @urovascular.clinicamedica.

Resumo do episódio

Janaina Cenedes, cirurgiã vascular, e Alexandre Scamardi, urologista, contam como se conheceram na residência de cirurgia geral do Hospital Estadual de Vila Alpina em São Paulo, namoraram escondido por quase um ano, e posteriormente se mudaram para Dracena onde montaram uma clínica urovascular. O episódio aborda suas formações profissionais, as experiências marcantes nos ambientes de trauma, as tecnologias vasculares que Janaina trouxe para a região antes de cidades maiores, e o mergulho como hobby compartilhado do casal.

Principais aprendizados

  • Janaina realizou cirurgia de cálculo renal com 8 meses de gravidez e desceu para atender uma criança baleada no pronto-socorro durante a operação.
  • O laser de safena e a técnica de espuma foram trazidas para Dracena por Janaina antes de chegar em Presidente Prudente.
  • Janaina trouxe 22 anticoagulantes novos para a região durante os primeiros 3 anos de atuação.
  • O casal pratica mergulho desde 2012 com mais de 300 mergulhos realizados, tendo Palau como destino preferido.
  • A prova de título de Janaina tinha 30 por cento de aprovação no ano em que ela a realizou.

Perguntas respondidas neste episódio

Quais tecnologias vasculares Janaina trouxe para Dracena?

Janaina trouxe o laser de safena, espuma e diversos anticoagulantes para Dracena. Ela realizava safena com laser guiado por ultrassom, permitindo que o paciente caminhasse no dia seguinte. Também implementou técnicas mistas e trouxe essas inovações antes de cidades como Presidente Prudente.

Como Janaina e Alexandre conheceram um ao outro?

Janaina e Alexandre se conheceram durante a residência de cirurgia geral no Hospital Estadual de Vila Alpina em São Paulo. Ambos trabalhavam no mesmo hospital, que era um hospital público grande com porta aberta para trauma.

Qual foi a experiência de Janaina operando grávida?

Janaina operou um cálculo renal com 8 meses de gravidez. Durante essa cirurgia, uma criança baleada chegou ao pronto-socorro e ela desceu para atendê-la, esquecendo-se por um momento que estava grávida.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.