A Dra. Luci Carla Pereira Cuchereave, médica ginecologista e obstetra que atende Dracena e região, contou no AdamiCast um caminho que passou por terapia ocupacional e um sonho antigo de ser cardiologista antes de encontrar na obstetrícia a profissão que hoje a realiza.
De terapia ocupacional à obstetrícia
Diante do custo de uma faculdade de medicina e da concorrência das universidades públicas, Luci Carla chegou a cursar terapia ocupacional, mas sentiu falta do imediatismo de resolver problemas na hora. Entrou então em medicina, com o sonho antigo de seguir cardiologia, mas uma aula de mastologia mudou seus planos. Para se especializar em mastologia, precisaria antes cursar residência completa em ginecologia e obstetrícia, o que a levou a um caminho que não esperava e que hoje considera o certo para ela, mesmo depois de uma mentora dizer, ainda durante a residência, que ela não tinha perfil para a mastologia.
Aprender a lidar com a morte
Aquele momento de frustração levou Luci Carla a estudar comunicação em saúde, área que chegou a lecionar por oito anos em faculdades de medicina da região. Aprender a dar más notícias e lidar com perdas, disse ela, a transformou em uma profissional melhor e mudou sua relação com a própria vida, ensinando a dar mais valor ao que realmente importa.
Disponibilidade quase integral
Diferente da rotina mais previsível da ginecologia, a obstetrícia exige disponibilidade quase total, já que um parto pode começar a qualquer hora. Luci Carla relatou ter trabalhado grávida durante os meses mais difíceis da pandemia, período em que perdeu o sogro para a covid-19, e destacou uma foto sua paramentada e grávida no plantão que acabou circulando nas redes sociais como símbolo daquele momento de medo e responsabilidade.
Cuidar da mulher em todas as fases da vida
Da recém-nascida à paciente na menopausa, Luci Carla atende mulheres em praticamente todas as fases, incluindo adolescentes, público que ela reforça ter direito, pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, a consultas sem a presença dos pais. Ela destacou a importância da prevenção, da consulta pré-concepcional para casais que planejam engravidar e do acompanhamento contínuo, incluindo uma menopausa bem conduzida, hoje muito diferente da experiência de gerações anteriores.
Humanizar antes de tudo
Luci Carla lembrou uma experiência pessoal dolorosa, ao lidar com a burocracia fria de um hospital no dia da morte do próprio pai, como um dos motivos que reforçaram seu compromisso com a humanização no atendimento. Para ela, antes de qualquer procedimento técnico, cada paciente é uma pessoa com uma história única, e reconhecer isso é o que torna o cuidado em saúde verdadeiramente completo.
Onde encontrar
Instagram da convidada: @dralucicarla
Resumo do episódio
A Dra. Luci Carla Cuchereave, ginecologista e obstetra de Dracena, relata sua trajetória desde a consideração pela terapia ocupacional até a especialização em obstetrícia, passando por um desvio de sua ambição inicial em cardiologia. Ela compartilha como o estudo de comunicação em saúde transformou sua prática ao aprender a lidar com más notícias e perdas, reflete sobre a disponibilidade integral que a obstetrícia exige, e enfatiza a humanização no atendimento como fundamento de seu trabalho com mulheres em diferentes fases da vida.
Principais aprendizados
- A residência em ginecologia e obstetrícia é pré-requisito para quem deseja se especializar em mastologia.
- Estudar comunicação em saúde e aprender a dar más notícias transforma a relação do profissional com a vida e melhora a qualidade do atendimento.
- A obstetrícia exige disponibilidade quase total do profissional, pois um parto pode começar a qualquer hora do dia ou noite.
- Adolescentes têm direito garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente a consultas médicas sem presença dos pais.
- A humanização no atendimento começa no reconhecimento de que cada paciente é uma pessoa com história única, anterior a qualquer procedimento técnico.
Perguntas respondidas neste episódio
Por que a Dra. Luci Carla deixou a cardiologia para obstetrícia?
Ela iniciou medicina com sonho antigo de seguir cardiologia, mas uma aula de mastologia a interessou. Para se especializar em mastologia, precisava primeiro cursar residência completa em ginecologia e obstetrícia, caminho que a levou a encontrar na obstetrícia a profissão que hoje a realiza.
Como a Dra. Luci Carla conseguiu aprender a lidar melhor com pacientes após frustrações?
Ela estudou comunicação em saúde, área que chegou a lecionar por oito anos em faculdades de medicina da região. Aprender a dar más notícias e lidar com perdas transformou-a em uma profissional melhor e mudou sua relação com a própria vida.
Qual a diferença entre a rotina da ginecologia e obstetrícia em termos de disponibilidade?
Diferente da rotina mais previsível da ginecologia, a obstetrícia exige disponibilidade quase total, já que um parto pode começar a qualquer hora, incluindo madrugadas e fins de semana.
Em que fases da vida uma ginecologista e obstetra acompanha as mulheres?
O acompanhamento vai desde a recém-nascida até a menopausa, incluindo adolescentes, cuja consulta é garantida sem presença dos pais pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Inclui ainda consultas pré-concepcionais para casais que planejam engravidar.
Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.