PodCafé #01

Gestacao de risco: a historia de Larissa Arrais | #001

16 de abril de 2023 • 3 min de leitura

Este texto vem do episódio PodCafé #01 do AdamiCast

O PodCafe com a Mari estreou com uma conversa entre mulheres sobre um tema que atravessa muitas gestacoes e raramente e discutido com clareza: a gravidez de alto risco. Mariana Adami recebeu a ginecologista e obstetra Dra. Luci Carla Cuchereave e a paciente Larissa Arrais, que contou como viveu duas gestacoes marcadas pelo diabetes tipo 1, uma perda gestacional e uma reta final cheia de complicacoes.

A primeira perda e o comeco de uma nova jornada

Larissa e diabetica tipo 1 desde os quatro anos de idade. Em 2020, ja acompanhada pela Dra. Luci Carla, engravidou pela primeira vez de forma nao planejada. A hemoglobina glicada estava alta e, apesar do esforco para baixar os indices durante a gestacao, ela perdeu a bebe Luiza entre a 11a e a 12a semana, em um aborto espontaneo. A dor da perda veio acompanhada de culpa, algo que ela descreve como uma das fases mais dificeis da sua vida.

A Dra. Luci Carla explicou que a gestacao nao e uma doenca, mas existem condicoes de base, como o diabetes, que podem mudar completamente o curso dos nove meses. Por isso a especialista defende a consulta pre-concepcional, um momento em que o casal ajusta medicacoes, vacinas e habitos antes mesmo de engravidar.

Uma gestacao de alto risco sob vigilancia constante

Em 2021, Larissa engravidou novamente, dessa vez planejando cada detalhe ao lado da Dra. Luci Carla. A rotina incluia ate nove testes de glicemia por dia, ajustes constantes de insulina e acompanhamento simultaneo com endocrinologista, nutricionista, dentista e fisioterapeuta. A equipe multidisciplinar, segundo a medica, e essencial para reduzir os impactos do diabetes tanto na gestante quanto no bebe.

No meio do caminho vieram novos desafios: um problema odontologico que exigiu tratamento de canal sem anestesia completa por causa da gravidez, e uma dengue contraida aos sete meses de gestacao, que trouxe queda de plaquetas e exigiu exames de sangue a cada 48 horas para garantir a seguranca da bebe.

Dengue, covid e um susto de AVC na reta final

Ja no nono mes, uma semana antes da data prevista para o parto, Larissa apresentou sintomas compativeis com um acidente vascular cerebral transitorio: perda de forca no lado direito do corpo e dificuldade para falar. A hipotese levantada pela equipe medica considerou o diabetes, a hipertensao gestacional e ate sequelas inflamatorias de uma covid recente.

Diante do quadro, ela foi encaminhada para Presidente Prudente, referencia regional em gestacao de alto risco, onde passou dias internada aguardando exames de imagem e a liberacao da equipe de neurologia. Foram dias de espera, duvida e muita fe, ate que os exames confirmaram que o bebe estava bem e que era seguro seguir aguardando o trabalho de parto espontaneo.

O nascimento de Helena

Helena nasceu de cesaria, com 39 semanas e um dia, saudavel e sem nenhuma sequela apesar de todos os riscos enfrentados ao longo da gestacao. Para Larissa, a filha e um verdadeiro milagre, fruto do cuidado medico, do suporte da familia e de uma fe que ela e o marido carregaram desde a perda de Luiza.

A Dra. Luci Carla reforcou a importancia de mulheres com diabetes ou outras condicoes de base buscarem acompanhamento especializado desde antes da gravidez, e de nao terem medo de relatar sintomas, mesmo os que parecem pequenos, durante o pre-natal.

Onde encontrar

Dra. Luci Carla Cuchereave: @dralucicarla

Larissa Arrais: @laripereiraarrais

Mariana Adami: @mariana_adami

Resumo do episódio

O episódio inaugural do PodCafe com a Mari apresenta a história de Larissa Arrais, diabética tipo 1 que vivenciou duas gestações sob vigilância intensiva, uma perda gestacional e múltiplas complicações na gravidez de sua filha Helena. Com a ginecologista Dra. Luci Carla Cuchereave, a conversa explora como o diabetes e outras condições de base transformam completamente a gestação, a importância do acompanhamento pré-concepcional e multidisciplinar, e os desafios enfrentados desde dengue até suspeita de acidente vascular cerebral na reta final.

Principais aprendizados

  • A consulta pré-concepcional permite ajustar medicações, vacinas e hábitos antes mesmo de engravidar, reduzindo riscos para gestantes com condições de base como diabetes.
  • O acompanhamento multidisciplinar envolvendo endocrinologista, nutricionista, dentista e fisioterapeuta é essencial para reduzir impactos do diabetes tanto na gestante quanto no bebê.
  • Gestantes diabéticas podem necessitar de até nove testes de glicemia por dia e ajustes constantes de insulina durante a gravidez.
  • Complicações como dengue, infecções virais e hipertensão gestacional em diabéticas exigem monitoramento intensivo e exames frequentes de sangue para garantir a segurança do bebê.
  • Sintomas neurológicos na reta final da gravidez de alto risco, como perda de força e dificuldade para falar, devem ser imediatamente relatados à equipe médica para investigação.

Perguntas respondidas neste episódio

O que é uma gravidez de alto risco e o diabetes tipo 1 qualifica como tal?

Gravidez de alto risco é aquela marcada por condições de base que mudam completamente o curso dos nove meses. O diabetes tipo 1, quando presente, transforma significativamente a gestação e exige acompanhamento especializado constante durante todo o período de gravidez.

Como é acompanhada uma gestação de alto risco causada por diabetes tipo 1?

O acompanhamento inclui múltiplos testes de glicemia diários, ajustes constantes de insulina e acompanhamento simultâneo com endocrinologista, nutricionista, dentista e fisioterapeuta. A equipe multidisciplinar trabalha para reduzir impactos tanto na gestante quanto no bebê.

Por que a consulta pré-concepcional é importante para mulheres diabéticas que querem engravidar?

A consulta pré-concepcional é o momento em que o casal ajusta medicações, vacinas e hábitos antes mesmo de engravidar. Isso reduz riscos e permite um planejamento adequado da gestação para quem tem condições de base como diabetes.

Qual é a importância de relatar sintomas durante o pré-natal de uma gestação de alto risco?

Mulheres com diabetes ou outras condições de base não devem ter medo de relatar sintomas, mesmo os que parecem pequenos, durante o pré-natal. Sintomas inesperados podem indicar complicações sérias que exigem investigação imediata pela equipe médica.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.