No episódio #286 do AdamiCast, em 15 de fevereiro de 2024, a Gabriela Calazans Pimentel (@gabycpimentel), médica veterinária de Panorama, contou que a paixão pelos bichos veio da infância na fazenda do avô (final de semana era ir pro sítio mexer com gado, e ela ia no rastro da bota do avô sem ninguém chamar), e que aos 14 anos foi fazer teatro em São Paulo no Wolf Maia (a avó inscrevia ela em tudo que era concurso e desfile, e ela passou, e ficou dos 15 aos 17 anos, mas foi assaltada em São Paulo e trancou o curso, e voltou pra Panorama decidida a fazer veterinária), e da formação em Andradina (começou em Presidente Prudente, transferiu pra Andradina pra baratear o custo, e engravidou da Maitê no último ano), e da morte do pai da Maitê 7 meses depois do nascimento (e ela continuou a faculdade mesmo assim, e a mãe falou agora que tem uma filha você precisa terminar, e a Maitê virou a motivação), e da venda do carro pra comprar o ultrassom (sem carro e sem instrumento, ela vendeu o carro e comprou o equipamento, e começou a bater de porteira em porteira com o carro da avó, e sofreu preconceito por ser mulher numa área masculina), e da ida pro Ceará com a Maitê bebê por causa do projeto Infolate (um projeto de 22 anos, e ela ficou quase 2 anos trabalhando com 230 produtores de leite no sertão, e dormia no curral, e tomava banho de água gelada, e a Maitê ficava na escolinha enquanto ela ia pro campo, e os produtores a tratavam como filha e faziam baião e frango caipira pra ela), e da volta pra Panorama por causa da saudade da Maitê (a filha não dormia quando ouvia que iam vir pra São Paulo, e ela falou Deus não tô feliz aqui, e voltou), e do desemprego de 3 meses ao voltar (e aí ela teve a ideia de levar o modelo do Ceará pras prefeituras da região), e de hoje atender 100+ produtores em 5 cidades (Pauliceia, Santa Mercedes, Tupi Paulista, Junqueirópolis e Brazilândia), e do mestrado na Unesp em reprodução e transferência de embrião, e do macacão rosa que as vacas já reconhecem de longe.
Da infância na fazenda do avô em Panorama, do teatro em São Paulo aos 14 anos com a avó e do assalto que mudou tudo
Da infância na fazenda do avô em Panorama, do teatro em São Paulo aos 14 anos com a avó, e do assalto que mudou tudo, e segundo a Gabriela, ela sempre quis ser veterinária e mexer com grande porte, e o avô chamava todo mundo pra ir pro retiro tirar leite, e ela ia no rastro da bota dele, e o avô falava vai dormir meninão quero ir junto, e ela sempre falava que queria ser veterinária, e segundo ela, aos 14 anos a avó inscreveu ela num concurso do Wolf Maia em São Paulo, e ela passou, e entrou pro teatro, e ficou dos 15 aos 17 anos, e segundo ela, ela nunca teve muito bem o que queria, e foi pela diversão, e segundo ela, mas aconteceu um fato, e ela foi assaltada em São Paulo, e segundo ela, simplesmente trancou o curso e voltou pro interior, e segundo ela, chegou em Panorama e falou pra avó eu vou fazer veterinária, e segundo ela, a avó falou o quê, e segundo ela, é o meu sonho, e segundo ela, a avó queria que ela fosse artista, e a avó guardava todos os jornais e revistas dela, e a avó falou pra ela ainda bem que virou alguma coisa.
Da formação em Andradina, da gravidez da Maitê no último ano e da morte do pai da Maitê 7 meses depois que a fez decidir terminar
Da formação em Andradina, da gravidez da Maitê no último ano, e da morte do pai da Maitê 7 meses depois que a fez decidir terminar, e segundo a Gabriela, ela começou a faculdade em Presidente Prudente, e segundo ela, transferiu pra Andradina porque o custo era mais barato, e segundo ela, engravidou no último ano, e segundo ela, foi outra barra, e segundo ela, a gravidez não foi planejada, e aconteceu, e segundo ela, a Maitê nasceu, e segundo ela, 7 meses depois o pai da Maitê faleceu, e segundo ela, foi muito difícil mas não a fez parar, e segundo ela, ela quis continuar, e segundo ela, enfrentou todos os obstáculos, e segundo ela, a mãe falou agora que você tem uma filha você precisa terminar, e segundo ela, você não vai ficar nas minhas custas, e segundo ela, ela continuou e terminou.
Da venda do carro pra comprar o ultrassom, do começo batendo de porteira em porteira e do preconceito por ser mulher numa área de homem
Da venda do carro pra comprar o ultrassom, do começo batendo de porteira em porteira, e do preconceito por ser mulher numa área de homem, e segundo a Gabriela, quando ela se formou ficou crua, e com medo, e sem experiência, e sem instrumento, e segundo ela, tinha um carrinho velho, e segundo ela, e agora, e segundo ela, ela vendeu o carro e comprou o ultrassom, e segundo ela, e agora como que eu vou, e segundo ela, pediu o carro da avó emprestado, e a avó falou vai acabar com o meu carro, e segundo ela, começou a bater de porteira em porteira, e dar o cartão, e olha eu sou veterinária, e segundo ela, ninguém a conhecia, e segundo ela, ela era recém formada, e segundo ela, e tinha preconceito por ser mulher, e o pessoal falava essa menina o que que ela quer mexer com vaca, e segundo ela, grande porte é muito masculino, e segundo ela, hoje mudou muito, e 10 anos atrás era só homem.
Do telefonema do Ceará com a proposta do Infolate, da ida com a Maitê bebê pra trabalhar com 230 produtores de leite e dos quase 2 anos no sertão dormindo no curral
Do telefonema do Ceará com a proposta do Infolate, da ida com a Maitê bebê pra trabalhar com 230 produtores de leite, e dos quase 2 anos no sertão dormindo no curral, e segundo a Gabriela, ela recebeu uma proposta pra trabalhar no Ceará, e segundo ela, primeiro não foi porque Fortaleza era muito caro, e segundo ela, dois meses depois recebeu outro telefonema, e era de Quixeramobim, e segundo ela, era pra trabalhar num projeto que existia há 22 anos chamado Infolate, e segundo ela, ela aceitou, e segundo ela, foi, e ficou um mês em hotel, e começou a atender 230 produtores de leite na bacia leiteira, e segundo ela, o choque de realidade foi total, e segundo ela, ela achava que o sertão não tinha nada, e segundo ela, mas o cearense é inteligente, eficiente, e planta palma, e segundo ela, ela levava a Maitê na escolinha, e ia pro campo de manhãzinha com o motorista da prefeitura, e voltava no fim da tarde, e segundo ela, a Maitê começou a sentir saudade, e segundo ela, ela não dormia direito quando sabia que vinham pra São Paulo, e segundo ela, foi ficando, e a Maitê falou mamãe vamos embora.
Da volta pra Panorama por causa da saudade da Maitê, dos 3 meses desempregada e da decisão de levar o modelo do Ceará pras prefeituras da região
Da volta pra Panorama por causa da saudade da Maitê, dos 3 meses desempregada, e da decisão de levar o modelo do Ceará pras prefeituras da região, e segundo a Gabriela, depois de quase 2 anos no Ceará ela resolveu voltar, e segundo ela, mas eu acho que não tô feliz aqui, e segundo ela, o caminho foi vim pra cá de alguma forma, e segundo ela, ela voltou, e segundo ela, quando estava de férias aqui recebeu o telefonema de uma empresa pra fazer entrevista, e segundo ela, falou que começava em 15 dias, e voltou pro Ceará, e segundo ela, fez a mudança, e segundo ela, ficou 3 meses na empresa e acabou não dando certo, e segundo ela, ficou desempregada, e segundo ela, eu tenho a faca e o queijo na mão, e segundo ela, eu conheço todo o programa do Ceará, e segundo ela, vou desenvolver um programa aqui no estado de São Paulo, e segundo ela, escreveu o projeto, e foi bater de porteira em porteira nas prefeituras, e segundo ela, o primeiro foi Pauliceia, e depois Santa Mercedes, e depois Tupi Paulista, e agora Junqueirópolis e Brazilândia, e segundo ela, no começo era difícil porque ninguém conhecia ela, e segundo ela, era ver pra crer, e segundo ela, hoje ela atende mais de 100 produtores juntando todas as prefeituras.
Do mestrado na Unesp em reprodução, do projeto de transferir embrião e do macacão rosa que as vacas já reconhecem de longe
Do mestrado na Unesp em reprodução, do projeto de transferir embrião, e do macacão rosa que as vacas já reconhecem de longe, e segundo a Gabriela, ela entrou pro mestrado na Unesp agora em 2024, e segundo ela, vai trabalhar com reprodução, melhoramento genético, e transferência de embrião, e segundo ela, é uma coisa que vai agregar também pros produtores, e segundo ela, além da inseminação agora a transferência de embrião, e segundo ela, hoje ela só trabalha com reprodução, e segundo ela, clínica faz bem pouco, e segundo ela, cirurgia não mexe, e segundo ela, hoje a veterinária se especializa igual os médicos, e tem o da nutrição, e o clínico, e o cirúrgico, e o da odontológica, e segundo ela, a tendência é essa, e segundo ela, se especializar, e segundo ela, o projeto dela de dia de campo com os produtores é trazer profissionais de fora pra dar palestra, e segundo ela, e o macacão dela é rosa bem rosa, e segundo ela, as vacas já conhecem, e quando chega o carro branco e o macacão rosa fala chegou, e segundo ela, é um pontinho rosa no meio do campo, e segundo ela, a avó que não concorda muito com a escolha fala que veterinária é só pra homem e que ela ia passar fome, e segundo ela, hoje não pode reclamar, e segundo ela, o importante é fazer o que gosta e correr atrás.
Onde encontrar
A Gabriela Calazans Pimentel (@gabycpimentel) é a médica veterinária de Panorama, e a história dela é contada no episódio #286 do AdamiCast, em 15 de fevereiro de 2024, com a infância na fazenda do avô (final de semana era ir pro sítio mexer com gado, e ela ia no rastro da bota do avô sem ninguém chamar, e queria ser veterinária de grande porte), e o teatro em São Paulo aos 14 anos no Wolf Maia (a avó inscrevia ela em tudo que era concurso e desfile, e ela passou, e ficou dos 15 aos 17 anos, mas foi assaltada em São Paulo e trancou o curso, e voltou pra Panorama decidida a fazer veterinária), e a formação em Andradina (começou em Presidente Prudente, transferiu pra Andradina pra baratear o custo, e engravidou da Maitê no último ano), e a morte do pai da Maitê 7 meses depois do nascimento (e ela continuou a faculdade mesmo assim, e a mãe falou agora que tem uma filha você precisa terminar), e a venda do carro pra comprar o ultrassom (sem carro e sem instrumento, ela vendeu o carro e comprou o equipamento, e começou a bater de porteira em porteira com o carro da avó, e sofreu preconceito por ser mulher numa área masculina), e a ida pro Ceará com a Maitê bebê por causa do projeto Infolate (um projeto de 22 anos, e ela ficou quase 2 anos trabalhando com 230 produtores de leite no sertão, e dormia no curral, e tomava banho de água gelada, e a Maitê ficava na escolinha enquanto ela ia pro campo, e os produtores a tratavam como filha e faziam baião e frango caipira pra ela), e a volta pra Panorama por causa da saudade da Maitê (a filha não dormia quando ouvia que iam vir pra São Paulo, e ela falou Deus não tô feliz aqui, e voltou), e o desemprego de 3 meses ao voltar (e aí ela teve a ideia de levar o modelo do Ceará pras prefeituras da região), e hoje atender 100+ produtores em 5 cidades (Pauliceia, Santa Mercedes, Tupi Paulista, Junqueirópolis e Brazilândia), e o mestrado na Unesp em reprodução e transferência de embrião, e o macacão rosa que as vacas já reconhecem de longe.
Resumo do episódio
Gabriela Calazans Pimentel, veterinária de Panorama, deixou a carreira de atriz em São Paulo após um assalto e formou-se em Andradina mesmo enfrentando gravidez na adolescência e a morte do pai de sua filha. Após vender o carro para comprar um ultrassom e bater de porteira em porteira, ela trabalhou quase 2 anos no Ceará com 230 produtores de leite no projeto Infolate, voltou por saudade da filha e hoje atende mais de 100 produtores em 5 cidades da região através de um modelo baseado na experiência cearense.
Principais aprendizados
- A motivação familiar pode sustentar a persistência em situações adversas, como quando a mãe pediu que continuasse a faculdade depois da morte do pai da filha.
- Investir em instrumentos de trabalho é mais importante que manter meios de transporte pessoal no início de uma carreira profissional.
- Experiência prática em campo com 230 produtores gera conhecimento que pode ser replicado e escalado em outras regiões.
- Mulheres em áreas tradicionalmente masculinas enfrentam preconceito, mas a qualidade do trabalho e dedicação conquistam respeito e confiança dos clientes.
- A especialização em um nicho específico, como reprodução e transferência de embrião, é a tendência atual da medicina veterinária.
Perguntas respondidas neste episódio
Como começar como veterinária sem experiência e capital inicial?
Venda os bens que possui para comprar os instrumentos essenciais de trabalho. Comece batendo de porteira em porteira oferecendo seus serviços, usando empréstimo de terceiros se necessário para ter um meio de transporte. O conhecimento prático será construído com os atendimentos.
Qual foi a experiência que transformou a atuação profissional da veterinária?
Trabalhar com 230 produtores de leite no sertão cearense durante quase 2 anos em um projeto de 22 anos chamado Infolate. Essa vivência no campo permitiu desenvolver um modelo que foi posteriormente levado e adaptado para as prefeituras da região de Panorama.
Como expandir o atendimento depois de desemprego?
Ao identificar um modelo de trabalho bem-sucedido, replicar a metodologia batendo de porteira em porteira nas prefeituras. O primeiro contato foi Pauliceia, depois Santa Mercedes, Tupi Paulista, Junqueirópolis e Brazilândia, chegando a atender mais de 100 produtores.
Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.