Francisco Rossi chegou em Dracena em julho de 1983 como o décimo dentista da cidade. Tinha vindo de Penápolis, passado um ano em Mauá depois de se formar em Uberaba, e chegou aqui dentro de um plano que nunca foi bem planejado: um amigo de pensão da faculdade queria ser sócio, foi procurar cidade no interior, achou Dracena e Andradina, e o Francisco escolheu Dracena porque havia muito tempo queria conhecer a cidade que sempre aparecia nos torneios de basquete de sua região. No episódio 434 do AdamiCast, ele contou os 45 anos de profissão, os 16 na vereança, os 9 anos brigando para iluminar o aeroporto, os 45 quilos que perdeu e o caso clínico que até hoje não esquece.
De Penápolis para Uberaba, de Mauá para Dracena
O sonho sempre foi ser dentista. Mas ao acabar o tiro de guerra, prestou vestibular para odontologia, não passou, entrou em administração de empresas e começou a trabalhar no Banco Itaú. Em um ano, guardou o que precisava, saiu sem trancar a matrícula, foi para São Paulo fazer cursinho no Objetivo e no meio do ano já estava aprovado em Uberaba. “Meu sonho era ser dentista e deu certo.” Se formou em 7 de agosto e no dia 13 já estava atendendo em Mauá, num consultório em frente a uma favela na rua Bata 404, com cadeira de barbeiro, divisória que não chegava ao teto e banheirinho no fundo. No primeiro mês, com o combinado de 16.000 cruzeiros de garantia, fez 30.000.
Dois anos depois, o amigo Wagner, que tinha ficado em Teófilo, apareceu querendo honrar a promessa de serem sócios. Mauá estava dando dinheiro, mas ele tinha asma e bronquite e não aguentava o clima de pé de serra. Foi pro interior em busca de cidade, achou Dracena e Andradina. O Francisco escolheu Dracena porque desde moleque, jogando basquete em Penápolis, a cidade aparecia nos campeonatos e ele queria conhecer. Tinha tentado antes, durante o tiro de guerra, mas o companheiro que ia com ele deu meia-volta em Osvaldo Cruz. Quando finalmente chegou, era julho de 1983. Era o décimo dentista da cidade.
A clínica, o baile e 45 anos em Dracena
A clínica foi comprada a prazo: 20 cheques de 500.000 cruzeiros cada, vinte meses pagando. A lógica era simples: primeira semana para pagar a clínica, segunda para secretária e material, terceira para aluguel, quarta semana para aplicar. “Naquele tempo tinha open, over. Saía da clínica às 10, 11 da noite e ia no banco aplicar o dinheiro ainda.” A zona rural de Dracena era muito forte, chegava família inteira, pai, mãe e três ou quatro filhos, fazia orçamento de todo mundo e pagava em dinheiro na hora. Não existia cartão nem cheque. Era dinheiro todo dia.
Em 8 de dezembro de 1984, foi a um baile com a Zuleica. Dois novatos na cidade. Deu certo. Casaram, tiveram duas filhas com 11 meses de diferença, e a história toda, incluindo o casamento, saiu da profissão. A clínica que abriu na época, a Clínica Dentária Bandeirante, existe até hoje. Trabalhou durante 16 anos de 7 da manhã às 11 da noite. “Não sou rico, nada, mas tudo que tenho foi tirado da produção.”
A política que começou para completar chapa e durou 16 anos
Em 1999, o Júnior Estelato saiu candidato a prefeito e chamou o Francisco para organizar o PL. Ele topou ser presidente do partido, sem intenção de se candidatar. No dia de assinar a chapa no cartório eleitoral, um candidato saiu para outro partido. Faltava um número. “Põe eu então, para completar a chapa.” Entrou sem nunca ter mexido com política, nunca ter feito campanha, nunca ter sido figura pública. Foi eleito. Parou no sinaleiro da Praça Artur Panhos quando soube do resultado e ficou sem sair enquanto o sinal abria. “Eu nunca pensei que fosse eleito.”
Foram quatro mandatos consecutivos de vereador. Fez mais de 70 projetos de lei, todos promulgados. Entre os que mais se orgulha: educação ambiental nas escolas antes da lei federal existir, proibição de usar capacete em estabelecimentos comerciais antes de virar lei estadual, e o projeto da dentista Célia Branco que levou atendimento odontológico às creches de Dracena. “Eu cansava de extrair o primeiro molar permanente de criança careado porque a mãe achava que era dente de leite. Depois de quatro anos com dentista nas creches ensinando a molecada a escovar o dente, você não extraía mais.”
A única vacina contra cárie e por que o dente sempre dói na sexta à tarde
Com 45 anos de profissão, o conselho não mudou. “A única vacina que existe contra cárie é escova de dente.” O problema é que todo mundo escova na hora errada: levanta, escova, toma café e sai com o dente sujo. “Você tem que escovar depois do café da manhã, depois do almoço, depois do café da tarde e antes de dormir. Escova dente, reza e dorme. A boca sempre fica limpa.” Uma visita ao dentista por ano para revisão e limpeza resolve o resto. “Vai uma vez por ano, você não tem problema de dente nunca.” Quanto ao dente que só dói no fim de semana: é porque todo mundo deixa para a última hora. “Lá pela sexta às 6 da tarde ele começa a se manifestar.”
Francisco Rossi chegou em Dracena com uma mala do tamanho de uma mesa carregando toda a mudança, foi o décimo dentista, cresceu junto com a cidade e foi muito bem recebido. Hoje é aposentado, tem dois netos, está matriculando a netinha no judô, e já tem planos para o netinho de dois anos quando tiver idade. Quanto à política, o recado é claro: “Acho que agora precisamos de outras lideranças. Voto a gente tem na região. O que precisa é união.” E acertar em um único nome para deputado federal que trabalhe só para essa região. “Se tivesse um desses, isso aqui tinha virado outra coisa.”
156 kg, dois joelhos com derrame e 45 quilos a menos
Chegou a 156 quilos. Fez ressonância nos dois joelhos e o ortopedista Marcelo Manzano, que deu infiltração para ele conseguir andar de tanta dor, disse: “Se não emagrecer, vai ter que colocar prótese nos dois.” Fez tratamento com uma médica de São Paulo indicada pela filha, pediu 22 exames, encontrou apenas hipotireoidismo, colesterol normal, triglicérides normal, tomografia do coração sem nada entupido. A glicemia estava em 120. “Falou que eu tava com pré-diabetes. Fiz o tratamento. O último exame deu 75.” Perdeu 45 quilos. “Hoje não tenho dor em lugar nenhum.” Está na academia para musculação. “Vai caindo tudo, né?”
O caso clínico que ainda dói: a paciente com leucemia
Com 14 anos de profissão, extraiu um dente de uma paciente. Dois dias depois ela voltou com hemorragia. Conteve, suturou de novo. Dois dias depois voltou outra vez. Ligou para a patroa dela e disse que o problema não era mais dentário: “Procura um médico.” A paciente foi ao Pronto Socorro, o Dr. Alis Boca estava de plantão, internou, fez exames. Era leucemia. O Francisco foi ao consultório do médico. “Olha, deu leucemia, ela vai morrer, não vai ter jeito.” O Dr. Alis foi direto: “Você não tem nada com isso. Se você não tivesse extraído o dente, ela ia morrer de todo jeito. Ia sair sangue pela unha, pelo ouvido, pelo olho.” No dia seguinte, às 6 da manhã, o médico ligou, reuniu a família e explicou tudo. “Foi a coisa que mais me marcou. Eu senti muito.”
A única vacina contra cárie e por que o dente sempre dói na sexta à tarde
Com 45 anos de profissão, o conselho não mudou. “A única vacina que existe contra cárie é escova de dente.” O problema é que todo mundo escova na hora errada: levanta, escova, toma café e sai com o dente sujo. “Você tem que escovar depois do café da manhã, depois do almoço, depois do café da tarde e antes de dormir. Escova dente, reza e dorme. A boca sempre fica limpa.” Uma visita ao dentista por ano para revisão e limpeza resolve o resto. “Vai uma vez por ano, você não tem problema de dente nunca.” Quanto ao dente que só dói no fim de semana: é porque todo mundo deixa para a última hora. “Lá pela sexta às 6 da tarde ele começa a se manifestar.”
Francisco Rossi chegou em Dracena com uma mala do tamanho de uma mesa carregando toda a mudança, foi o décimo dentista, cresceu junto com a cidade e foi muito bem recebido. Hoje é aposentado, tem dois netos, está matriculando a netinha no judô, e já tem planos para o netinho de dois anos quando tiver idade. Quanto à política, o recado é claro: “Acho que agora precisamos de outras lideranças. Voto a gente tem na região. O que precisa é união.” E acertar em um único nome para deputado federal que trabalhe só para essa região. “Se tivesse um desses, isso aqui tinha virado outra coisa.”
A candidatura a deputado federal, o Tiririca e o sobrinho que virou prefeito
Saiu candidato a deputado federal pelo convite do partido, visitou 39 cidades da região sozinho, chegava nas câmaras para conversar com vereadores depois de fechar a clínica às 7 ou 8 da noite, dormia no carro. O partido dizia que com 30.000 votos entraria porque o Tiririca ia puxar os candidatos. “Eu tive 22.000. O outro teve 30.000 e entrou, tá até hoje.” Em Penápolis, gastou R$ 700 na campanha: três anúncios nos jornais locais com a foto dele e a frase “filho da professora Emília Leta Rossi”. Foi a campanha inteira. Saiu com 4.000 votos na cidade natal.
Quem acabou realizando o sonho político foi o sobrinho. A irmã do Francisco tentou convencer o filho a ser vereador, ele resistiu, acabou entrando, foi o mais votado de Penápolis, foi reeleito, virou presidente de câmara e hoje é prefeito pela segunda vez com 40 anos. “Transformou Penápolis. Tá fazendo um trabalho danado.” O Francisco foi padrinho de batismo. “Aquele lá vai ser deputado. Vai realizar o sonho do tio.”
156 kg, dois joelhos com derrame e 45 quilos a menos
Chegou a 156 quilos. Fez ressonância nos dois joelhos e o ortopedista Marcelo Manzano, que deu infiltração para ele conseguir andar de tanta dor, disse: “Se não emagrecer, vai ter que colocar prótese nos dois.” Fez tratamento com uma médica de São Paulo indicada pela filha, pediu 22 exames, encontrou apenas hipotireoidismo, colesterol normal, triglicérides normal, tomografia do coração sem nada entupido. A glicemia estava em 120. “Falou que eu tava com pré-diabetes. Fiz o tratamento. O último exame deu 75.” Perdeu 45 quilos. “Hoje não tenho dor em lugar nenhum.” Está na academia para musculação. “Vai caindo tudo, né?”
O caso clínico que ainda dói: a paciente com leucemia
Com 14 anos de profissão, extraiu um dente de uma paciente. Dois dias depois ela voltou com hemorragia. Conteve, suturou de novo. Dois dias depois voltou outra vez. Ligou para a patroa dela e disse que o problema não era mais dentário: “Procura um médico.” A paciente foi ao Pronto Socorro, o Dr. Alis Boca estava de plantão, internou, fez exames. Era leucemia. O Francisco foi ao consultório do médico. “Olha, deu leucemia, ela vai morrer, não vai ter jeito.” O Dr. Alis foi direto: “Você não tem nada com isso. Se você não tivesse extraído o dente, ela ia morrer de todo jeito. Ia sair sangue pela unha, pelo ouvido, pelo olho.” No dia seguinte, às 6 da manhã, o médico ligou, reuniu a família e explicou tudo. “Foi a coisa que mais me marcou. Eu senti muito.”
A única vacina contra cárie e por que o dente sempre dói na sexta à tarde
Com 45 anos de profissão, o conselho não mudou. “A única vacina que existe contra cárie é escova de dente.” O problema é que todo mundo escova na hora errada: levanta, escova, toma café e sai com o dente sujo. “Você tem que escovar depois do café da manhã, depois do almoço, depois do café da tarde e antes de dormir. Escova dente, reza e dorme. A boca sempre fica limpa.” Uma visita ao dentista por ano para revisão e limpeza resolve o resto. “Vai uma vez por ano, você não tem problema de dente nunca.” Quanto ao dente que só dói no fim de semana: é porque todo mundo deixa para a última hora. “Lá pela sexta às 6 da tarde ele começa a se manifestar.”
Francisco Rossi chegou em Dracena com uma mala do tamanho de uma mesa carregando toda a mudança, foi o décimo dentista, cresceu junto com a cidade e foi muito bem recebido. Hoje é aposentado, tem dois netos, está matriculando a netinha no judô, e já tem planos para o netinho de dois anos quando tiver idade. Quanto à política, o recado é claro: “Acho que agora precisamos de outras lideranças. Voto a gente tem na região. O que precisa é união.” E acertar em um único nome para deputado federal que trabalhe só para essa região. “Se tivesse um desses, isso aqui tinha virado outra coisa.”
Nove anos brigando pela iluminação do aeroporto
A conquista que considera mais importante foi a iluminação do aeroporto de Dracena. Eram nove anos indo a São Paulo, conversando com secretários de transporte, levando argumentos técnicos. Para não ir sozinho como político, chamou o advogado e piloto Marcos Petruci. “Eu vou lá como político, mas você vai como técnico.” O secretário da época, Dr. Mauro Arce, resistiu. Brigaram, insistiram e conseguiram. Antes da iluminação, pacientes com emergências cardíacas precisavam ir de ambulância até Presidente Prudente para pegar avião porque o de Dracena não podia decolar à noite. Na pandemia, doentes saíam de madrugada pelo aeroporto iluminado. “Hoje desce avião a qualquer hora do dia ou da noite.”
Tentou também garantir uma linha aérea regular para São Paulo. Fez duas reuniões na Azul. O que a empresa pedia era basicamente um poço artesiano para emergências de incêndio e uma brigada treinada pelos bombeiros que poderia ser constituída por funcionários da prefeitura. “Não precisava ser bombeiro.” Não avançou. Foi secretário de saúde por um ano e quatro meses na gestão do Pedrete sem usar o carro da prefeitura nenhum dia. Ia às reuniões mensais nas cidades da microrregião com o próprio carro. “Meu medo era você estar passando e me ver mamando no carro da prefeitura.”
A candidatura a deputado federal, o Tiririca e o sobrinho que virou prefeito
Saiu candidato a deputado federal pelo convite do partido, visitou 39 cidades da região sozinho, chegava nas câmaras para conversar com vereadores depois de fechar a clínica às 7 ou 8 da noite, dormia no carro. O partido dizia que com 30.000 votos entraria porque o Tiririca ia puxar os candidatos. “Eu tive 22.000. O outro teve 30.000 e entrou, tá até hoje.” Em Penápolis, gastou R$ 700 na campanha: três anúncios nos jornais locais com a foto dele e a frase “filho da professora Emília Leta Rossi”. Foi a campanha inteira. Saiu com 4.000 votos na cidade natal.
Quem acabou realizando o sonho político foi o sobrinho. A irmã do Francisco tentou convencer o filho a ser vereador, ele resistiu, acabou entrando, foi o mais votado de Penápolis, foi reeleito, virou presidente de câmara e hoje é prefeito pela segunda vez com 40 anos. “Transformou Penápolis. Tá fazendo um trabalho danado.” O Francisco foi padrinho de batismo. “Aquele lá vai ser deputado. Vai realizar o sonho do tio.”
156 kg, dois joelhos com derrame e 45 quilos a menos
Chegou a 156 quilos. Fez ressonância nos dois joelhos e o ortopedista Marcelo Manzano, que deu infiltração para ele conseguir andar de tanta dor, disse: “Se não emagrecer, vai ter que colocar prótese nos dois.” Fez tratamento com uma médica de São Paulo indicada pela filha, pediu 22 exames, encontrou apenas hipotireoidismo, colesterol normal, triglicérides normal, tomografia do coração sem nada entupido. A glicemia estava em 120. “Falou que eu tava com pré-diabetes. Fiz o tratamento. O último exame deu 75.” Perdeu 45 quilos. “Hoje não tenho dor em lugar nenhum.” Está na academia para musculação. “Vai caindo tudo, né?”
O caso clínico que ainda dói: a paciente com leucemia
Com 14 anos de profissão, extraiu um dente de uma paciente. Dois dias depois ela voltou com hemorragia. Conteve, suturou de novo. Dois dias depois voltou outra vez. Ligou para a patroa dela e disse que o problema não era mais dentário: “Procura um médico.” A paciente foi ao Pronto Socorro, o Dr. Alis Boca estava de plantão, internou, fez exames. Era leucemia. O Francisco foi ao consultório do médico. “Olha, deu leucemia, ela vai morrer, não vai ter jeito.” O Dr. Alis foi direto: “Você não tem nada com isso. Se você não tivesse extraído o dente, ela ia morrer de todo jeito. Ia sair sangue pela unha, pelo ouvido, pelo olho.” No dia seguinte, às 6 da manhã, o médico ligou, reuniu a família e explicou tudo. “Foi a coisa que mais me marcou. Eu senti muito.”
A única vacina contra cárie e por que o dente sempre dói na sexta à tarde
Com 45 anos de profissão, o conselho não mudou. “A única vacina que existe contra cárie é escova de dente.” O problema é que todo mundo escova na hora errada: levanta, escova, toma café e sai com o dente sujo. “Você tem que escovar depois do café da manhã, depois do almoço, depois do café da tarde e antes de dormir. Escova dente, reza e dorme. A boca sempre fica limpa.” Uma visita ao dentista por ano para revisão e limpeza resolve o resto. “Vai uma vez por ano, você não tem problema de dente nunca.” Quanto ao dente que só dói no fim de semana: é porque todo mundo deixa para a última hora. “Lá pela sexta às 6 da tarde ele começa a se manifestar.”
Francisco Rossi chegou em Dracena com uma mala do tamanho de uma mesa carregando toda a mudança, foi o décimo dentista, cresceu junto com a cidade e foi muito bem recebido. Hoje é aposentado, tem dois netos, está matriculando a netinha no judô, e já tem planos para o netinho de dois anos quando tiver idade. Quanto à política, o recado é claro: “Acho que agora precisamos de outras lideranças. Voto a gente tem na região. O que precisa é união.” E acertar em um único nome para deputado federal que trabalhe só para essa região. “Se tivesse um desses, isso aqui tinha virado outra coisa.”
O caso clínico que ainda dói: a paciente com leucemia
Com 14 anos de profissão, extraiu um dente de uma paciente. Dois dias depois ela voltou com hemorragia. Conteve, suturou de novo. Dois dias depois voltou outra vez. Ligou para a patroa dela e disse que o problema não era mais dentário: “Procura um médico.” A paciente foi ao Pronto Socorro, o Dr. Alis Boca estava de plantão, internou, fez exames. Era leucemia. O Francisco foi ao consultório do médico. “Olha, deu leucemia, ela vai morrer, não vai ter jeito.” O Dr. Alis foi direto: “Você não tem nada com isso. Se você não tivesse extraído o dente, ela ia morrer de todo jeito. Ia sair sangue pela unha, pelo ouvido, pelo olho.” No dia seguinte, às 6 da manhã, o médico ligou, reuniu a família e explicou tudo. “Foi a coisa que mais me marcou. Eu senti muito.”
A única vacina contra cárie e por que o dente sempre dói na sexta à tarde
Com 45 anos de profissão, o conselho não mudou. “A única vacina que existe contra cárie é escova de dente.” O problema é que todo mundo escova na hora errada: levanta, escova, toma café e sai com o dente sujo. “Você tem que escovar depois do café da manhã, depois do almoço, depois do café da tarde e antes de dormir. Escova dente, reza e dorme. A boca sempre fica limpa.” Uma visita ao dentista por ano para revisão e limpeza resolve o resto. “Vai uma vez por ano, você não tem problema de dente nunca.” Quanto ao dente que só dói no fim de semana: é porque todo mundo deixa para a última hora. “Lá pela sexta às 6 da tarde ele começa a se manifestar.”
Francisco Rossi chegou em Dracena com uma mala do tamanho de uma mesa carregando toda a mudança, foi o décimo dentista, cresceu junto com a cidade e foi muito bem recebido. Hoje é aposentado, tem dois netos, está matriculando a netinha no judô, e já tem planos para o netinho de dois anos quando tiver idade. Quanto à política, o recado é claro: “Acho que agora precisamos de outras lideranças. Voto a gente tem na região. O que precisa é união.” E acertar em um único nome para deputado federal que trabalhe só para essa região. “Se tivesse um desses, isso aqui tinha virado outra coisa.”
Nove anos brigando pela iluminação do aeroporto
A conquista que considera mais importante foi a iluminação do aeroporto de Dracena. Eram nove anos indo a São Paulo, conversando com secretários de transporte, levando argumentos técnicos. Para não ir sozinho como político, chamou o advogado e piloto Marcos Petruci. “Eu vou lá como político, mas você vai como técnico.” O secretário da época, Dr. Mauro Arce, resistiu. Brigaram, insistiram e conseguiram. Antes da iluminação, pacientes com emergências cardíacas precisavam ir de ambulância até Presidente Prudente para pegar avião porque o de Dracena não podia decolar à noite. Na pandemia, doentes saíam de madrugada pelo aeroporto iluminado. “Hoje desce avião a qualquer hora do dia ou da noite.”
Tentou também garantir uma linha aérea regular para São Paulo. Fez duas reuniões na Azul. O que a empresa pedia era basicamente um poço artesiano para emergências de incêndio e uma brigada treinada pelos bombeiros que poderia ser constituída por funcionários da prefeitura. “Não precisava ser bombeiro.” Não avançou. Foi secretário de saúde por um ano e quatro meses na gestão do Pedrete sem usar o carro da prefeitura nenhum dia. Ia às reuniões mensais nas cidades da microrregião com o próprio carro. “Meu medo era você estar passando e me ver mamando no carro da prefeitura.”
A candidatura a deputado federal, o Tiririca e o sobrinho que virou prefeito
Saiu candidato a deputado federal pelo convite do partido, visitou 39 cidades da região sozinho, chegava nas câmaras para conversar com vereadores depois de fechar a clínica às 7 ou 8 da noite, dormia no carro. O partido dizia que com 30.000 votos entraria porque o Tiririca ia puxar os candidatos. “Eu tive 22.000. O outro teve 30.000 e entrou, tá até hoje.” Em Penápolis, gastou R$ 700 na campanha: três anúncios nos jornais locais com a foto dele e a frase “filho da professora Emília Leta Rossi”. Foi a campanha inteira. Saiu com 4.000 votos na cidade natal.
Quem acabou realizando o sonho político foi o sobrinho. A irmã do Francisco tentou convencer o filho a ser vereador, ele resistiu, acabou entrando, foi o mais votado de Penápolis, foi reeleito, virou presidente de câmara e hoje é prefeito pela segunda vez com 40 anos. “Transformou Penápolis. Tá fazendo um trabalho danado.” O Francisco foi padrinho de batismo. “Aquele lá vai ser deputado. Vai realizar o sonho do tio.”
156 kg, dois joelhos com derrame e 45 quilos a menos
Chegou a 156 quilos. Fez ressonância nos dois joelhos e o ortopedista Marcelo Manzano, que deu infiltração para ele conseguir andar de tanta dor, disse: “Se não emagrecer, vai ter que colocar prótese nos dois.” Fez tratamento com uma médica de São Paulo indicada pela filha, pediu 22 exames, encontrou apenas hipotireoidismo, colesterol normal, triglicérides normal, tomografia do coração sem nada entupido. A glicemia estava em 120. “Falou que eu tava com pré-diabetes. Fiz o tratamento. O último exame deu 75.” Perdeu 45 quilos. “Hoje não tenho dor em lugar nenhum.” Está na academia para musculação. “Vai caindo tudo, né?”
O caso clínico que ainda dói: a paciente com leucemia
Com 14 anos de profissão, extraiu um dente de uma paciente. Dois dias depois ela voltou com hemorragia. Conteve, suturou de novo. Dois dias depois voltou outra vez. Ligou para a patroa dela e disse que o problema não era mais dentário: “Procura um médico.” A paciente foi ao Pronto Socorro, o Dr. Alis Boca estava de plantão, internou, fez exames. Era leucemia. O Francisco foi ao consultório do médico. “Olha, deu leucemia, ela vai morrer, não vai ter jeito.” O Dr. Alis foi direto: “Você não tem nada com isso. Se você não tivesse extraído o dente, ela ia morrer de todo jeito. Ia sair sangue pela unha, pelo ouvido, pelo olho.” No dia seguinte, às 6 da manhã, o médico ligou, reuniu a família e explicou tudo. “Foi a coisa que mais me marcou. Eu senti muito.”
A única vacina contra cárie e por que o dente sempre dói na sexta à tarde
Com 45 anos de profissão, o conselho não mudou. “A única vacina que existe contra cárie é escova de dente.” O problema é que todo mundo escova na hora errada: levanta, escova, toma café e sai com o dente sujo. “Você tem que escovar depois do café da manhã, depois do almoço, depois do café da tarde e antes de dormir. Escova dente, reza e dorme. A boca sempre fica limpa.” Uma visita ao dentista por ano para revisão e limpeza resolve o resto. “Vai uma vez por ano, você não tem problema de dente nunca.” Quanto ao dente que só dói no fim de semana: é porque todo mundo deixa para a última hora. “Lá pela sexta às 6 da tarde ele começa a se manifestar.”
Francisco Rossi chegou em Dracena com uma mala do tamanho de uma mesa carregando toda a mudança, foi o décimo dentista, cresceu junto com a cidade e foi muito bem recebido. Hoje é aposentado, tem dois netos, está matriculando a netinha no judô, e já tem planos para o netinho de dois anos quando tiver idade. Quanto à política, o recado é claro: “Acho que agora precisamos de outras lideranças. Voto a gente tem na região. O que precisa é união.” E acertar em um único nome para deputado federal que trabalhe só para essa região. “Se tivesse um desses, isso aqui tinha virado outra coisa.”
156 kg, dois joelhos com derrame e 45 quilos a menos
Chegou a 156 quilos. Fez ressonância nos dois joelhos e o ortopedista Marcelo Manzano, que deu infiltração para ele conseguir andar de tanta dor, disse: “Se não emagrecer, vai ter que colocar prótese nos dois.” Fez tratamento com uma médica de São Paulo indicada pela filha, pediu 22 exames, encontrou apenas hipotireoidismo, colesterol normal, triglicérides normal, tomografia do coração sem nada entupido. A glicemia estava em 120. “Falou que eu tava com pré-diabetes. Fiz o tratamento. O último exame deu 75.” Perdeu 45 quilos. “Hoje não tenho dor em lugar nenhum.” Está na academia para musculação. “Vai caindo tudo, né?”
O caso clínico que ainda dói: a paciente com leucemia
Com 14 anos de profissão, extraiu um dente de uma paciente. Dois dias depois ela voltou com hemorragia. Conteve, suturou de novo. Dois dias depois voltou outra vez. Ligou para a patroa dela e disse que o problema não era mais dentário: “Procura um médico.” A paciente foi ao Pronto Socorro, o Dr. Alis Boca estava de plantão, internou, fez exames. Era leucemia. O Francisco foi ao consultório do médico. “Olha, deu leucemia, ela vai morrer, não vai ter jeito.” O Dr. Alis foi direto: “Você não tem nada com isso. Se você não tivesse extraído o dente, ela ia morrer de todo jeito. Ia sair sangue pela unha, pelo ouvido, pelo olho.” No dia seguinte, às 6 da manhã, o médico ligou, reuniu a família e explicou tudo. “Foi a coisa que mais me marcou. Eu senti muito.”
A única vacina contra cárie e por que o dente sempre dói na sexta à tarde
Com 45 anos de profissão, o conselho não mudou. “A única vacina que existe contra cárie é escova de dente.” O problema é que todo mundo escova na hora errada: levanta, escova, toma café e sai com o dente sujo. “Você tem que escovar depois do café da manhã, depois do almoço, depois do café da tarde e antes de dormir. Escova dente, reza e dorme. A boca sempre fica limpa.” Uma visita ao dentista por ano para revisão e limpeza resolve o resto. “Vai uma vez por ano, você não tem problema de dente nunca.” Quanto ao dente que só dói no fim de semana: é porque todo mundo deixa para a última hora. “Lá pela sexta às 6 da tarde ele começa a se manifestar.”
Francisco Rossi chegou em Dracena com uma mala do tamanho de uma mesa carregando toda a mudança, foi o décimo dentista, cresceu junto com a cidade e foi muito bem recebido. Hoje é aposentado, tem dois netos, está matriculando a netinha no judô, e já tem planos para o netinho de dois anos quando tiver idade. Quanto à política, o recado é claro: “Acho que agora precisamos de outras lideranças. Voto a gente tem na região. O que precisa é união.” E acertar em um único nome para deputado federal que trabalhe só para essa região. “Se tivesse um desses, isso aqui tinha virado outra coisa.”
Nove anos brigando pela iluminação do aeroporto
A conquista que considera mais importante foi a iluminação do aeroporto de Dracena. Eram nove anos indo a São Paulo, conversando com secretários de transporte, levando argumentos técnicos. Para não ir sozinho como político, chamou o advogado e piloto Marcos Petruci. “Eu vou lá como político, mas você vai como técnico.” O secretário da época, Dr. Mauro Arce, resistiu. Brigaram, insistiram e conseguiram. Antes da iluminação, pacientes com emergências cardíacas precisavam ir de ambulância até Presidente Prudente para pegar avião porque o de Dracena não podia decolar à noite. Na pandemia, doentes saíam de madrugada pelo aeroporto iluminado. “Hoje desce avião a qualquer hora do dia ou da noite.”
Tentou também garantir uma linha aérea regular para São Paulo. Fez duas reuniões na Azul. O que a empresa pedia era basicamente um poço artesiano para emergências de incêndio e uma brigada treinada pelos bombeiros que poderia ser constituída por funcionários da prefeitura. “Não precisava ser bombeiro.” Não avançou. Foi secretário de saúde por um ano e quatro meses na gestão do Pedrete sem usar o carro da prefeitura nenhum dia. Ia às reuniões mensais nas cidades da microrregião com o próprio carro. “Meu medo era você estar passando e me ver mamando no carro da prefeitura.”
A candidatura a deputado federal, o Tiririca e o sobrinho que virou prefeito
Saiu candidato a deputado federal pelo convite do partido, visitou 39 cidades da região sozinho, chegava nas câmaras para conversar com vereadores depois de fechar a clínica às 7 ou 8 da noite, dormia no carro. O partido dizia que com 30.000 votos entraria porque o Tiririca ia puxar os candidatos. “Eu tive 22.000. O outro teve 30.000 e entrou, tá até hoje.” Em Penápolis, gastou R$ 700 na campanha: três anúncios nos jornais locais com a foto dele e a frase “filho da professora Emília Leta Rossi”. Foi a campanha inteira. Saiu com 4.000 votos na cidade natal.
Quem acabou realizando o sonho político foi o sobrinho. A irmã do Francisco tentou convencer o filho a ser vereador, ele resistiu, acabou entrando, foi o mais votado de Penápolis, foi reeleito, virou presidente de câmara e hoje é prefeito pela segunda vez com 40 anos. “Transformou Penápolis. Tá fazendo um trabalho danado.” O Francisco foi padrinho de batismo. “Aquele lá vai ser deputado. Vai realizar o sonho do tio.”
156 kg, dois joelhos com derrame e 45 quilos a menos
Chegou a 156 quilos. Fez ressonância nos dois joelhos e o ortopedista Marcelo Manzano, que deu infiltração para ele conseguir andar de tanta dor, disse: “Se não emagrecer, vai ter que colocar prótese nos dois.” Fez tratamento com uma médica de São Paulo indicada pela filha, pediu 22 exames, encontrou apenas hipotireoidismo, colesterol normal, triglicérides normal, tomografia do coração sem nada entupido. A glicemia estava em 120. “Falou que eu tava com pré-diabetes. Fiz o tratamento. O último exame deu 75.” Perdeu 45 quilos. “Hoje não tenho dor em lugar nenhum.” Está na academia para musculação. “Vai caindo tudo, né?”
O caso clínico que ainda dói: a paciente com leucemia
Com 14 anos de profissão, extraiu um dente de uma paciente. Dois dias depois ela voltou com hemorragia. Conteve, suturou de novo. Dois dias depois voltou outra vez. Ligou para a patroa dela e disse que o problema não era mais dentário: “Procura um médico.” A paciente foi ao Pronto Socorro, o Dr. Alis Boca estava de plantão, internou, fez exames. Era leucemia. O Francisco foi ao consultório do médico. “Olha, deu leucemia, ela vai morrer, não vai ter jeito.” O Dr. Alis foi direto: “Você não tem nada com isso. Se você não tivesse extraído o dente, ela ia morrer de todo jeito. Ia sair sangue pela unha, pelo ouvido, pelo olho.” No dia seguinte, às 6 da manhã, o médico ligou, reuniu a família e explicou tudo. “Foi a coisa que mais me marcou. Eu senti muito.”
A única vacina contra cárie e por que o dente sempre dói na sexta à tarde
Com 45 anos de profissão, o conselho não mudou. “A única vacina que existe contra cárie é escova de dente.” O problema é que todo mundo escova na hora errada: levanta, escova, toma café e sai com o dente sujo. “Você tem que escovar depois do café da manhã, depois do almoço, depois do café da tarde e antes de dormir. Escova dente, reza e dorme. A boca sempre fica limpa.” Uma visita ao dentista por ano para revisão e limpeza resolve o resto. “Vai uma vez por ano, você não tem problema de dente nunca.” Quanto ao dente que só dói no fim de semana: é porque todo mundo deixa para a última hora. “Lá pela sexta às 6 da tarde ele começa a se manifestar.”
Francisco Rossi chegou em Dracena com uma mala do tamanho de uma mesa carregando toda a mudança, foi o décimo dentista, cresceu junto com a cidade e foi muito bem recebido. Hoje é aposentado, tem dois netos, está matriculando a netinha no judô, e já tem planos para o netinho de dois anos quando tiver idade. Quanto à política, o recado é claro: “Acho que agora precisamos de outras lideranças. Voto a gente tem na região. O que precisa é união.” E acertar em um único nome para deputado federal que trabalhe só para essa região. “Se tivesse um desses, isso aqui tinha virado outra coisa.”
A candidatura a deputado federal, o Tiririca e o sobrinho que virou prefeito
Saiu candidato a deputado federal pelo convite do partido, visitou 39 cidades da região sozinho, chegava nas câmaras para conversar com vereadores depois de fechar a clínica às 7 ou 8 da noite, dormia no carro. O partido dizia que com 30.000 votos entraria porque o Tiririca ia puxar os candidatos. “Eu tive 22.000. O outro teve 30.000 e entrou, tá até hoje.” Em Penápolis, gastou R$ 700 na campanha: três anúncios nos jornais locais com a foto dele e a frase “filho da professora Emília Leta Rossi”. Foi a campanha inteira. Saiu com 4.000 votos na cidade natal.
Quem acabou realizando o sonho político foi o sobrinho. A irmã do Francisco tentou convencer o filho a ser vereador, ele resistiu, acabou entrando, foi o mais votado de Penápolis, foi reeleito, virou presidente de câmara e hoje é prefeito pela segunda vez com 40 anos. “Transformou Penápolis. Tá fazendo um trabalho danado.” O Francisco foi padrinho de batismo. “Aquele lá vai ser deputado. Vai realizar o sonho do tio.”
156 kg, dois joelhos com derrame e 45 quilos a menos
Chegou a 156 quilos. Fez ressonância nos dois joelhos e o ortopedista Marcelo Manzano, que deu infiltração para ele conseguir andar de tanta dor, disse: “Se não emagrecer, vai ter que colocar prótese nos dois.” Fez tratamento com uma médica de São Paulo indicada pela filha, pediu 22 exames, encontrou apenas hipotireoidismo, colesterol normal, triglicérides normal, tomografia do coração sem nada entupido. A glicemia estava em 120. “Falou que eu tava com pré-diabetes. Fiz o tratamento. O último exame deu 75.” Perdeu 45 quilos. “Hoje não tenho dor em lugar nenhum.” Está na academia para musculação. “Vai caindo tudo, né?”
O caso clínico que ainda dói: a paciente com leucemia
Com 14 anos de profissão, extraiu um dente de uma paciente. Dois dias depois ela voltou com hemorragia. Conteve, suturou de novo. Dois dias depois voltou outra vez. Ligou para a patroa dela e disse que o problema não era mais dentário: “Procura um médico.” A paciente foi ao Pronto Socorro, o Dr. Alis Boca estava de plantão, internou, fez exames. Era leucemia. O Francisco foi ao consultório do médico. “Olha, deu leucemia, ela vai morrer, não vai ter jeito.” O Dr. Alis foi direto: “Você não tem nada com isso. Se você não tivesse extraído o dente, ela ia morrer de todo jeito. Ia sair sangue pela unha, pelo ouvido, pelo olho.” No dia seguinte, às 6 da manhã, o médico ligou, reuniu a família e explicou tudo. “Foi a coisa que mais me marcou. Eu senti muito.”
A única vacina contra cárie e por que o dente sempre dói na sexta à tarde
Com 45 anos de profissão, o conselho não mudou. “A única vacina que existe contra cárie é escova de dente.” O problema é que todo mundo escova na hora errada: levanta, escova, toma café e sai com o dente sujo. “Você tem que escovar depois do café da manhã, depois do almoço, depois do café da tarde e antes de dormir. Escova dente, reza e dorme. A boca sempre fica limpa.” Uma visita ao dentista por ano para revisão e limpeza resolve o resto. “Vai uma vez por ano, você não tem problema de dente nunca.” Quanto ao dente que só dói no fim de semana: é porque todo mundo deixa para a última hora. “Lá pela sexta às 6 da tarde ele começa a se manifestar.”
Francisco Rossi chegou em Dracena com uma mala do tamanho de uma mesa carregando toda a mudança, foi o décimo dentista, cresceu junto com a cidade e foi muito bem recebido. Hoje é aposentado, tem dois netos, está matriculando a netinha no judô, e já tem planos para o netinho de dois anos quando tiver idade. Quanto à política, o recado é claro: “Acho que agora precisamos de outras lideranças. Voto a gente tem na região. O que precisa é união.” E acertar em um único nome para deputado federal que trabalhe só para essa região. “Se tivesse um desses, isso aqui tinha virado outra coisa.”
Nove anos brigando pela iluminação do aeroporto
A conquista que considera mais importante foi a iluminação do aeroporto de Dracena. Eram nove anos indo a São Paulo, conversando com secretários de transporte, levando argumentos técnicos. Para não ir sozinho como político, chamou o advogado e piloto Marcos Petruci. “Eu vou lá como político, mas você vai como técnico.” O secretário da época, Dr. Mauro Arce, resistiu. Brigaram, insistiram e conseguiram. Antes da iluminação, pacientes com emergências cardíacas precisavam ir de ambulância até Presidente Prudente para pegar avião porque o de Dracena não podia decolar à noite. Na pandemia, doentes saíam de madrugada pelo aeroporto iluminado. “Hoje desce avião a qualquer hora do dia ou da noite.”
Tentou também garantir uma linha aérea regular para São Paulo. Fez duas reuniões na Azul. O que a empresa pedia era basicamente um poço artesiano para emergências de incêndio e uma brigada treinada pelos bombeiros que poderia ser constituída por funcionários da prefeitura. “Não precisava ser bombeiro.” Não avançou. Foi secretário de saúde por um ano e quatro meses na gestão do Pedrete sem usar o carro da prefeitura nenhum dia. Ia às reuniões mensais nas cidades da microrregião com o próprio carro. “Meu medo era você estar passando e me ver mamando no carro da prefeitura.”
A candidatura a deputado federal, o Tiririca e o sobrinho que virou prefeito
Saiu candidato a deputado federal pelo convite do partido, visitou 39 cidades da região sozinho, chegava nas câmaras para conversar com vereadores depois de fechar a clínica às 7 ou 8 da noite, dormia no carro. O partido dizia que com 30.000 votos entraria porque o Tiririca ia puxar os candidatos. “Eu tive 22.000. O outro teve 30.000 e entrou, tá até hoje.” Em Penápolis, gastou R$ 700 na campanha: três anúncios nos jornais locais com a foto dele e a frase “filho da professora Emília Leta Rossi”. Foi a campanha inteira. Saiu com 4.000 votos na cidade natal.
Quem acabou realizando o sonho político foi o sobrinho. A irmã do Francisco tentou convencer o filho a ser vereador, ele resistiu, acabou entrando, foi o mais votado de Penápolis, foi reeleito, virou presidente de câmara e hoje é prefeito pela segunda vez com 40 anos. “Transformou Penápolis. Tá fazendo um trabalho danado.” O Francisco foi padrinho de batismo. “Aquele lá vai ser deputado. Vai realizar o sonho do tio.”
156 kg, dois joelhos com derrame e 45 quilos a menos
Chegou a 156 quilos. Fez ressonância nos dois joelhos e o ortopedista Marcelo Manzano, que deu infiltração para ele conseguir andar de tanta dor, disse: “Se não emagrecer, vai ter que colocar prótese nos dois.” Fez tratamento com uma médica de São Paulo indicada pela filha, pediu 22 exames, encontrou apenas hipotireoidismo, colesterol normal, triglicérides normal, tomografia do coração sem nada entupido. A glicemia estava em 120. “Falou que eu tava com pré-diabetes. Fiz o tratamento. O último exame deu 75.” Perdeu 45 quilos. “Hoje não tenho dor em lugar nenhum.” Está na academia para musculação. “Vai caindo tudo, né?”
O caso clínico que ainda dói: a paciente com leucemia
Com 14 anos de profissão, extraiu um dente de uma paciente. Dois dias depois ela voltou com hemorragia. Conteve, suturou de novo. Dois dias depois voltou outra vez. Ligou para a patroa dela e disse que o problema não era mais dentário: “Procura um médico.” A paciente foi ao Pronto Socorro, o Dr. Alis Boca estava de plantão, internou, fez exames. Era leucemia. O Francisco foi ao consultório do médico. “Olha, deu leucemia, ela vai morrer, não vai ter jeito.” O Dr. Alis foi direto: “Você não tem nada com isso. Se você não tivesse extraído o dente, ela ia morrer de todo jeito. Ia sair sangue pela unha, pelo ouvido, pelo olho.” No dia seguinte, às 6 da manhã, o médico ligou, reuniu a família e explicou tudo. “Foi a coisa que mais me marcou. Eu senti muito.”
A única vacina contra cárie e por que o dente sempre dói na sexta à tarde
Com 45 anos de profissão, o conselho não mudou. “A única vacina que existe contra cárie é escova de dente.” O problema é que todo mundo escova na hora errada: levanta, escova, toma café e sai com o dente sujo. “Você tem que escovar depois do café da manhã, depois do almoço, depois do café da tarde e antes de dormir. Escova dente, reza e dorme. A boca sempre fica limpa.” Uma visita ao dentista por ano para revisão e limpeza resolve o resto. “Vai uma vez por ano, você não tem problema de dente nunca.” Quanto ao dente que só dói no fim de semana: é porque todo mundo deixa para a última hora. “Lá pela sexta às 6 da tarde ele começa a se manifestar.”
Francisco Rossi chegou em Dracena com uma mala do tamanho de uma mesa carregando toda a mudança, foi o décimo dentista, cresceu junto com a cidade e foi muito bem recebido. Hoje é aposentado, tem dois netos, está matriculando a netinha no judô, e já tem planos para o netinho de dois anos quando tiver idade. Quanto à política, o recado é claro: “Acho que agora precisamos de outras lideranças. Voto a gente tem na região. O que precisa é união.” E acertar em um único nome para deputado federal que trabalhe só para essa região. “Se tivesse um desses, isso aqui tinha virado outra coisa.”
O caso clínico que ainda dói: a paciente com leucemia
Com 14 anos de profissão, extraiu um dente de uma paciente. Dois dias depois ela voltou com hemorragia. Conteve, suturou de novo. Dois dias depois voltou outra vez. Ligou para a patroa dela e disse que o problema não era mais dentário: “Procura um médico.” A paciente foi ao Pronto Socorro, o Dr. Alis Boca estava de plantão, internou, fez exames. Era leucemia. O Francisco foi ao consultório do médico. “Olha, deu leucemia, ela vai morrer, não vai ter jeito.” O Dr. Alis foi direto: “Você não tem nada com isso. Se você não tivesse extraído o dente, ela ia morrer de todo jeito. Ia sair sangue pela unha, pelo ouvido, pelo olho.” No dia seguinte, às 6 da manhã, o médico ligou, reuniu a família e explicou tudo. “Foi a coisa que mais me marcou. Eu senti muito.”
A única vacina contra cárie e por que o dente sempre dói na sexta à tarde
Com 45 anos de profissão, o conselho não mudou. “A única vacina que existe contra cárie é escova de dente.” O problema é que todo mundo escova na hora errada: levanta, escova, toma café e sai com o dente sujo. “Você tem que escovar depois do café da manhã, depois do almoço, depois do café da tarde e antes de dormir. Escova dente, reza e dorme. A boca sempre fica limpa.” Uma visita ao dentista por ano para revisão e limpeza resolve o resto. “Vai uma vez por ano, você não tem problema de dente nunca.” Quanto ao dente que só dói no fim de semana: é porque todo mundo deixa para a última hora. “Lá pela sexta às 6 da tarde ele começa a se manifestar.”
Francisco Rossi chegou em Dracena com uma mala do tamanho de uma mesa carregando toda a mudança, foi o décimo dentista, cresceu junto com a cidade e foi muito bem recebido. Hoje é aposentado, tem dois netos, está matriculando a netinha no judô, e já tem planos para o netinho de dois anos quando tiver idade. Quanto à política, o recado é claro: “Acho que agora precisamos de outras lideranças. Voto a gente tem na região. O que precisa é união.” E acertar em um único nome para deputado federal que trabalhe só para essa região. “Se tivesse um desses, isso aqui tinha virado outra coisa.”
A candidatura a deputado federal, o Tiririca e o sobrinho que virou prefeito
Saiu candidato a deputado federal pelo convite do partido, visitou 39 cidades da região sozinho, chegava nas câmaras para conversar com vereadores depois de fechar a clínica às 7 ou 8 da noite, dormia no carro. O partido dizia que com 30.000 votos entraria porque o Tiririca ia puxar os candidatos. “Eu tive 22.000. O outro teve 30.000 e entrou, tá até hoje.” Em Penápolis, gastou R$ 700 na campanha: três anúncios nos jornais locais com a foto dele e a frase “filho da professora Emília Leta Rossi”. Foi a campanha inteira. Saiu com 4.000 votos na cidade natal.
Quem acabou realizando o sonho político foi o sobrinho. A irmã do Francisco tentou convencer o filho a ser vereador, ele resistiu, acabou entrando, foi o mais votado de Penápolis, foi reeleito, virou presidente de câmara e hoje é prefeito pela segunda vez com 40 anos. “Transformou Penápolis. Tá fazendo um trabalho danado.” O Francisco foi padrinho de batismo. “Aquele lá vai ser deputado. Vai realizar o sonho do tio.”
156 kg, dois joelhos com derrame e 45 quilos a menos
Chegou a 156 quilos. Fez ressonância nos dois joelhos e o ortopedista Marcelo Manzano, que deu infiltração para ele conseguir andar de tanta dor, disse: “Se não emagrecer, vai ter que colocar prótese nos dois.” Fez tratamento com uma médica de São Paulo indicada pela filha, pediu 22 exames, encontrou apenas hipotireoidismo, colesterol normal, triglicérides normal, tomografia do coração sem nada entupido. A glicemia estava em 120. “Falou que eu tava com pré-diabetes. Fiz o tratamento. O último exame deu 75.” Perdeu 45 quilos. “Hoje não tenho dor em lugar nenhum.” Está na academia para musculação. “Vai caindo tudo, né?”
O caso clínico que ainda dói: a paciente com leucemia
Com 14 anos de profissão, extraiu um dente de uma paciente. Dois dias depois ela voltou com hemorragia. Conteve, suturou de novo. Dois dias depois voltou outra vez. Ligou para a patroa dela e disse que o problema não era mais dentário: “Procura um médico.” A paciente foi ao Pronto Socorro, o Dr. Alis Boca estava de plantão, internou, fez exames. Era leucemia. O Francisco foi ao consultório do médico. “Olha, deu leucemia, ela vai morrer, não vai ter jeito.” O Dr. Alis foi direto: “Você não tem nada com isso. Se você não tivesse extraído o dente, ela ia morrer de todo jeito. Ia sair sangue pela unha, pelo ouvido, pelo olho.” No dia seguinte, às 6 da manhã, o médico ligou, reuniu a família e explicou tudo. “Foi a coisa que mais me marcou. Eu senti muito.”
A única vacina contra cárie e por que o dente sempre dói na sexta à tarde
Com 45 anos de profissão, o conselho não mudou. “A única vacina que existe contra cárie é escova de dente.” O problema é que todo mundo escova na hora errada: levanta, escova, toma café e sai com o dente sujo. “Você tem que escovar depois do café da manhã, depois do almoço, depois do café da tarde e antes de dormir. Escova dente, reza e dorme. A boca sempre fica limpa.” Uma visita ao dentista por ano para revisão e limpeza resolve o resto. “Vai uma vez por ano, você não tem problema de dente nunca.” Quanto ao dente que só dói no fim de semana: é porque todo mundo deixa para a última hora. “Lá pela sexta às 6 da tarde ele começa a se manifestar.”
Francisco Rossi chegou em Dracena com uma mala do tamanho de uma mesa carregando toda a mudança, foi o décimo dentista, cresceu junto com a cidade e foi muito bem recebido. Hoje é aposentado, tem dois netos, está matriculando a netinha no judô, e já tem planos para o netinho de dois anos quando tiver idade. Quanto à política, o recado é claro: “Acho que agora precisamos de outras lideranças. Voto a gente tem na região. O que precisa é união.” E acertar em um único nome para deputado federal que trabalhe só para essa região. “Se tivesse um desses, isso aqui tinha virado outra coisa.”
Nove anos brigando pela iluminação do aeroporto
A conquista que considera mais importante foi a iluminação do aeroporto de Dracena. Eram nove anos indo a São Paulo, conversando com secretários de transporte, levando argumentos técnicos. Para não ir sozinho como político, chamou o advogado e piloto Marcos Petruci. “Eu vou lá como político, mas você vai como técnico.” O secretário da época, Dr. Mauro Arce, resistiu. Brigaram, insistiram e conseguiram. Antes da iluminação, pacientes com emergências cardíacas precisavam ir de ambulância até Presidente Prudente para pegar avião porque o de Dracena não podia decolar à noite. Na pandemia, doentes saíam de madrugada pelo aeroporto iluminado. “Hoje desce avião a qualquer hora do dia ou da noite.”
Tentou também garantir uma linha aérea regular para São Paulo. Fez duas reuniões na Azul. O que a empresa pedia era basicamente um poço artesiano para emergências de incêndio e uma brigada treinada pelos bombeiros que poderia ser constituída por funcionários da prefeitura. “Não precisava ser bombeiro.” Não avançou. Foi secretário de saúde por um ano e quatro meses na gestão do Pedrete sem usar o carro da prefeitura nenhum dia. Ia às reuniões mensais nas cidades da microrregião com o próprio carro. “Meu medo era você estar passando e me ver mamando no carro da prefeitura.”
A candidatura a deputado federal, o Tiririca e o sobrinho que virou prefeito
Saiu candidato a deputado federal pelo convite do partido, visitou 39 cidades da região sozinho, chegava nas câmaras para conversar com vereadores depois de fechar a clínica às 7 ou 8 da noite, dormia no carro. O partido dizia que com 30.000 votos entraria porque o Tiririca ia puxar os candidatos. “Eu tive 22.000. O outro teve 30.000 e entrou, tá até hoje.” Em Penápolis, gastou R$ 700 na campanha: três anúncios nos jornais locais com a foto dele e a frase “filho da professora Emília Leta Rossi”. Foi a campanha inteira. Saiu com 4.000 votos na cidade natal.
Quem acabou realizando o sonho político foi o sobrinho. A irmã do Francisco tentou convencer o filho a ser vereador, ele resistiu, acabou entrando, foi o mais votado de Penápolis, foi reeleito, virou presidente de câmara e hoje é prefeito pela segunda vez com 40 anos. “Transformou Penápolis. Tá fazendo um trabalho danado.” O Francisco foi padrinho de batismo. “Aquele lá vai ser deputado. Vai realizar o sonho do tio.”
156 kg, dois joelhos com derrame e 45 quilos a menos
Chegou a 156 quilos. Fez ressonância nos dois joelhos e o ortopedista Marcelo Manzano, que deu infiltração para ele conseguir andar de tanta dor, disse: “Se não emagrecer, vai ter que colocar prótese nos dois.” Fez tratamento com uma médica de São Paulo indicada pela filha, pediu 22 exames, encontrou apenas hipotireoidismo, colesterol normal, triglicérides normal, tomografia do coração sem nada entupido. A glicemia estava em 120. “Falou que eu tava com pré-diabetes. Fiz o tratamento. O último exame deu 75.” Perdeu 45 quilos. “Hoje não tenho dor em lugar nenhum.” Está na academia para musculação. “Vai caindo tudo, né?”
O caso clínico que ainda dói: a paciente com leucemia
Com 14 anos de profissão, extraiu um dente de uma paciente. Dois dias depois ela voltou com hemorragia. Conteve, suturou de novo. Dois dias depois voltou outra vez. Ligou para a patroa dela e disse que o problema não era mais dentário: “Procura um médico.” A paciente foi ao Pronto Socorro, o Dr. Alis Boca estava de plantão, internou, fez exames. Era leucemia. O Francisco foi ao consultório do médico. “Olha, deu leucemia, ela vai morrer, não vai ter jeito.” O Dr. Alis foi direto: “Você não tem nada com isso. Se você não tivesse extraído o dente, ela ia morrer de todo jeito. Ia sair sangue pela unha, pelo ouvido, pelo olho.” No dia seguinte, às 6 da manhã, o médico ligou, reuniu a família e explicou tudo. “Foi a coisa que mais me marcou. Eu senti muito.”
A única vacina contra cárie e por que o dente sempre dói na sexta à tarde
Com 45 anos de profissão, o conselho não mudou. “A única vacina que existe contra cárie é escova de dente.” O problema é que todo mundo escova na hora errada: levanta, escova, toma café e sai com o dente sujo. “Você tem que escovar depois do café da manhã, depois do almoço, depois do café da tarde e antes de dormir. Escova dente, reza e dorme. A boca sempre fica limpa.” Uma visita ao dentista por ano para revisão e limpeza resolve o resto. “Vai uma vez por ano, você não tem problema de dente nunca.” Quanto ao dente que só dói no fim de semana: é porque todo mundo deixa para a última hora. “Lá pela sexta às 6 da tarde ele começa a se manifestar.”
Francisco Rossi chegou em Dracena com uma mala do tamanho de uma mesa carregando toda a mudança, foi o décimo dentista, cresceu junto com a cidade e foi muito bem recebido. Hoje é aposentado, tem dois netos, está matriculando a netinha no judô, e já tem planos para o netinho de dois anos quando tiver idade. Quanto à política, o recado é claro: “Acho que agora precisamos de outras lideranças. Voto a gente tem na região. O que precisa é união.” E acertar em um único nome para deputado federal que trabalhe só para essa região. “Se tivesse um desses, isso aqui tinha virado outra coisa.”
156 kg, dois joelhos com derrame e 45 quilos a menos
Chegou a 156 quilos. Fez ressonância nos dois joelhos e o ortopedista Marcelo Manzano, que deu infiltração para ele conseguir andar de tanta dor, disse: “Se não emagrecer, vai ter que colocar prótese nos dois.” Fez tratamento com uma médica de São Paulo indicada pela filha, pediu 22 exames, encontrou apenas hipotireoidismo, colesterol normal, triglicérides normal, tomografia do coração sem nada entupido. A glicemia estava em 120. “Falou que eu tava com pré-diabetes. Fiz o tratamento. O último exame deu 75.” Perdeu 45 quilos. “Hoje não tenho dor em lugar nenhum.” Está na academia para musculação. “Vai caindo tudo, né?”
O caso clínico que ainda dói: a paciente com leucemia
Com 14 anos de profissão, extraiu um dente de uma paciente. Dois dias depois ela voltou com hemorragia. Conteve, suturou de novo. Dois dias depois voltou outra vez. Ligou para a patroa dela e disse que o problema não era mais dentário: “Procura um médico.” A paciente foi ao Pronto Socorro, o Dr. Alis Boca estava de plantão, internou, fez exames. Era leucemia. O Francisco foi ao consultório do médico. “Olha, deu leucemia, ela vai morrer, não vai ter jeito.” O Dr. Alis foi direto: “Você não tem nada com isso. Se você não tivesse extraído o dente, ela ia morrer de todo jeito. Ia sair sangue pela unha, pelo ouvido, pelo olho.” No dia seguinte, às 6 da manhã, o médico ligou, reuniu a família e explicou tudo. “Foi a coisa que mais me marcou. Eu senti muito.”
A única vacina contra cárie e por que o dente sempre dói na sexta à tarde
Com 45 anos de profissão, o conselho não mudou. “A única vacina que existe contra cárie é escova de dente.” O problema é que todo mundo escova na hora errada: levanta, escova, toma café e sai com o dente sujo. “Você tem que escovar depois do café da manhã, depois do almoço, depois do café da tarde e antes de dormir. Escova dente, reza e dorme. A boca sempre fica limpa.” Uma visita ao dentista por ano para revisão e limpeza resolve o resto. “Vai uma vez por ano, você não tem problema de dente nunca.” Quanto ao dente que só dói no fim de semana: é porque todo mundo deixa para a última hora. “Lá pela sexta às 6 da tarde ele começa a se manifestar.”
Francisco Rossi chegou em Dracena com uma mala do tamanho de uma mesa carregando toda a mudança, foi o décimo dentista, cresceu junto com a cidade e foi muito bem recebido. Hoje é aposentado, tem dois netos, está matriculando a netinha no judô, e já tem planos para o netinho de dois anos quando tiver idade. Quanto à política, o recado é claro: “Acho que agora precisamos de outras lideranças. Voto a gente tem na região. O que precisa é união.” E acertar em um único nome para deputado federal que trabalhe só para essa região. “Se tivesse um desses, isso aqui tinha virado outra coisa.”
A candidatura a deputado federal, o Tiririca e o sobrinho que virou prefeito
Saiu candidato a deputado federal pelo convite do partido, visitou 39 cidades da região sozinho, chegava nas câmaras para conversar com vereadores depois de fechar a clínica às 7 ou 8 da noite, dormia no carro. O partido dizia que com 30.000 votos entraria porque o Tiririca ia puxar os candidatos. “Eu tive 22.000. O outro teve 30.000 e entrou, tá até hoje.” Em Penápolis, gastou R$ 700 na campanha: três anúncios nos jornais locais com a foto dele e a frase “filho da professora Emília Leta Rossi”. Foi a campanha inteira. Saiu com 4.000 votos na cidade natal.
Quem acabou realizando o sonho político foi o sobrinho. A irmã do Francisco tentou convencer o filho a ser vereador, ele resistiu, acabou entrando, foi o mais votado de Penápolis, foi reeleito, virou presidente de câmara e hoje é prefeito pela segunda vez com 40 anos. “Transformou Penápolis. Tá fazendo um trabalho danado.” O Francisco foi padrinho de batismo. “Aquele lá vai ser deputado. Vai realizar o sonho do tio.”
156 kg, dois joelhos com derrame e 45 quilos a menos
Chegou a 156 quilos. Fez ressonância nos dois joelhos e o ortopedista Marcelo Manzano, que deu infiltração para ele conseguir andar de tanta dor, disse: “Se não emagrecer, vai ter que colocar prótese nos dois.” Fez tratamento com uma médica de São Paulo indicada pela filha, pediu 22 exames, encontrou apenas hipotireoidismo, colesterol normal, triglicérides normal, tomografia do coração sem nada entupido. A glicemia estava em 120. “Falou que eu tava com pré-diabetes. Fiz o tratamento. O último exame deu 75.” Perdeu 45 quilos. “Hoje não tenho dor em lugar nenhum.” Está na academia para musculação. “Vai caindo tudo, né?”
O caso clínico que ainda dói: a paciente com leucemia
Com 14 anos de profissão, extraiu um dente de uma paciente. Dois dias depois ela voltou com hemorragia. Conteve, suturou de novo. Dois dias depois voltou outra vez. Ligou para a patroa dela e disse que o problema não era mais dentário: “Procura um médico.” A paciente foi ao Pronto Socorro, o Dr. Alis Boca estava de plantão, internou, fez exames. Era leucemia. O Francisco foi ao consultório do médico. “Olha, deu leucemia, ela vai morrer, não vai ter jeito.” O Dr. Alis foi direto: “Você não tem nada com isso. Se você não tivesse extraído o dente, ela ia morrer de todo jeito. Ia sair sangue pela unha, pelo ouvido, pelo olho.” No dia seguinte, às 6 da manhã, o médico ligou, reuniu a família e explicou tudo. “Foi a coisa que mais me marcou. Eu senti muito.”
A única vacina contra cárie e por que o dente sempre dói na sexta à tarde
Com 45 anos de profissão, o conselho não mudou. “A única vacina que existe contra cárie é escova de dente.” O problema é que todo mundo escova na hora errada: levanta, escova, toma café e sai com o dente sujo. “Você tem que escovar depois do café da manhã, depois do almoço, depois do café da tarde e antes de dormir. Escova dente, reza e dorme. A boca sempre fica limpa.” Uma visita ao dentista por ano para revisão e limpeza resolve o resto. “Vai uma vez por ano, você não tem problema de dente nunca.” Quanto ao dente que só dói no fim de semana: é porque todo mundo deixa para a última hora. “Lá pela sexta às 6 da tarde ele começa a se manifestar.”
Francisco Rossi chegou em Dracena com uma mala do tamanho de uma mesa carregando toda a mudança, foi o décimo dentista, cresceu junto com a cidade e foi muito bem recebido. Hoje é aposentado, tem dois netos, está matriculando a netinha no judô, e já tem planos para o netinho de dois anos quando tiver idade. Quanto à política, o recado é claro: “Acho que agora precisamos de outras lideranças. Voto a gente tem na região. O que precisa é união.” E acertar em um único nome para deputado federal que trabalhe só para essa região. “Se tivesse um desses, isso aqui tinha virado outra coisa.”
Nove anos brigando pela iluminação do aeroporto
A conquista que considera mais importante foi a iluminação do aeroporto de Dracena. Eram nove anos indo a São Paulo, conversando com secretários de transporte, levando argumentos técnicos. Para não ir sozinho como político, chamou o advogado e piloto Marcos Petruci. “Eu vou lá como político, mas você vai como técnico.” O secretário da época, Dr. Mauro Arce, resistiu. Brigaram, insistiram e conseguiram. Antes da iluminação, pacientes com emergências cardíacas precisavam ir de ambulância até Presidente Prudente para pegar avião porque o de Dracena não podia decolar à noite. Na pandemia, doentes saíam de madrugada pelo aeroporto iluminado. “Hoje desce avião a qualquer hora do dia ou da noite.”
Tentou também garantir uma linha aérea regular para São Paulo. Fez duas reuniões na Azul. O que a empresa pedia era basicamente um poço artesiano para emergências de incêndio e uma brigada treinada pelos bombeiros que poderia ser constituída por funcionários da prefeitura. “Não precisava ser bombeiro.” Não avançou. Foi secretário de saúde por um ano e quatro meses na gestão do Pedrete sem usar o carro da prefeitura nenhum dia. Ia às reuniões mensais nas cidades da microrregião com o próprio carro. “Meu medo era você estar passando e me ver mamando no carro da prefeitura.”
A candidatura a deputado federal, o Tiririca e o sobrinho que virou prefeito
Saiu candidato a deputado federal pelo convite do partido, visitou 39 cidades da região sozinho, chegava nas câmaras para conversar com vereadores depois de fechar a clínica às 7 ou 8 da noite, dormia no carro. O partido dizia que com 30.000 votos entraria porque o Tiririca ia puxar os candidatos. “Eu tive 22.000. O outro teve 30.000 e entrou, tá até hoje.” Em Penápolis, gastou R$ 700 na campanha: três anúncios nos jornais locais com a foto dele e a frase “filho da professora Emília Leta Rossi”. Foi a campanha inteira. Saiu com 4.000 votos na cidade natal.
Quem acabou realizando o sonho político foi o sobrinho. A irmã do Francisco tentou convencer o filho a ser vereador, ele resistiu, acabou entrando, foi o mais votado de Penápolis, foi reeleito, virou presidente de câmara e hoje é prefeito pela segunda vez com 40 anos. “Transformou Penápolis. Tá fazendo um trabalho danado.” O Francisco foi padrinho de batismo. “Aquele lá vai ser deputado. Vai realizar o sonho do tio.”
156 kg, dois joelhos com derrame e 45 quilos a menos
Chegou a 156 quilos. Fez ressonância nos dois joelhos e o ortopedista Marcelo Manzano, que deu infiltração para ele conseguir andar de tanta dor, disse: “Se não emagrecer, vai ter que colocar prótese nos dois.” Fez tratamento com uma médica de São Paulo indicada pela filha, pediu 22 exames, encontrou apenas hipotireoidismo, colesterol normal, triglicérides normal, tomografia do coração sem nada entupido. A glicemia estava em 120. “Falou que eu tava com pré-diabetes. Fiz o tratamento. O último exame deu 75.” Perdeu 45 quilos. “Hoje não tenho dor em lugar nenhum.” Está na academia para musculação. “Vai caindo tudo, né?”
O caso clínico que ainda dói: a paciente com leucemia
Com 14 anos de profissão, extraiu um dente de uma paciente. Dois dias depois ela voltou com hemorragia. Conteve, suturou de novo. Dois dias depois voltou outra vez. Ligou para a patroa dela e disse que o problema não era mais dentário: “Procura um médico.” A paciente foi ao Pronto Socorro, o Dr. Alis Boca estava de plantão, internou, fez exames. Era leucemia. O Francisco foi ao consultório do médico. “Olha, deu leucemia, ela vai morrer, não vai ter jeito.” O Dr. Alis foi direto: “Você não tem nada com isso. Se você não tivesse extraído o dente, ela ia morrer de todo jeito. Ia sair sangue pela unha, pelo ouvido, pelo olho.” No dia seguinte, às 6 da manhã, o médico ligou, reuniu a família e explicou tudo. “Foi a coisa que mais me marcou. Eu senti muito.”
A única vacina contra cárie e por que o dente sempre dói na sexta à tarde
Com 45 anos de profissão, o conselho não mudou. “A única vacina que existe contra cárie é escova de dente.” O problema é que todo mundo escova na hora errada: levanta, escova, toma café e sai com o dente sujo. “Você tem que escovar depois do café da manhã, depois do almoço, depois do café da tarde e antes de dormir. Escova dente, reza e dorme. A boca sempre fica limpa.” Uma visita ao dentista por ano para revisão e limpeza resolve o resto. “Vai uma vez por ano, você não tem problema de dente nunca.” Quanto ao dente que só dói no fim de semana: é porque todo mundo deixa para a última hora. “Lá pela sexta às 6 da tarde ele começa a se manifestar.”
Francisco Rossi chegou em Dracena com uma mala do tamanho de uma mesa carregando toda a mudança, foi o décimo dentista, cresceu junto com a cidade e foi muito bem recebido. Hoje é aposentado, tem dois netos, está matriculando a netinha no judô, e já tem planos para o netinho de dois anos quando tiver idade. Quanto à política, o recado é claro: “Acho que agora precisamos de outras lideranças. Voto a gente tem na região. O que precisa é união.” E acertar em um único nome para deputado federal que trabalhe só para essa região. “Se tivesse um desses, isso aqui tinha virado outra coisa.”
O caso clínico que ainda dói: a paciente com leucemia
Com 14 anos de profissão, extraiu um dente de uma paciente. Dois dias depois ela voltou com hemorragia. Conteve, suturou de novo. Dois dias depois voltou outra vez. Ligou para a patroa dela e disse que o problema não era mais dentário: “Procura um médico.” A paciente foi ao Pronto Socorro, o Dr. Alis Boca estava de plantão, internou, fez exames. Era leucemia. O Francisco foi ao consultório do médico. “Olha, deu leucemia, ela vai morrer, não vai ter jeito.” O Dr. Alis foi direto: “Você não tem nada com isso. Se você não tivesse extraído o dente, ela ia morrer de todo jeito. Ia sair sangue pela unha, pelo ouvido, pelo olho.” No dia seguinte, às 6 da manhã, o médico ligou, reuniu a família e explicou tudo. “Foi a coisa que mais me marcou. Eu senti muito.”
A única vacina contra cárie e por que o dente sempre dói na sexta à tarde
Com 45 anos de profissão, o conselho não mudou. “A única vacina que existe contra cárie é escova de dente.” O problema é que todo mundo escova na hora errada: levanta, escova, toma café e sai com o dente sujo. “Você tem que escovar depois do café da manhã, depois do almoço, depois do café da tarde e antes de dormir. Escova dente, reza e dorme. A boca sempre fica limpa.” Uma visita ao dentista por ano para revisão e limpeza resolve o resto. “Vai uma vez por ano, você não tem problema de dente nunca.” Quanto ao dente que só dói no fim de semana: é porque todo mundo deixa para a última hora. “Lá pela sexta às 6 da tarde ele começa a se manifestar.”
Francisco Rossi chegou em Dracena com uma mala do tamanho de uma mesa carregando toda a mudança, foi o décimo dentista, cresceu junto com a cidade e foi muito bem recebido. Hoje é aposentado, tem dois netos, está matriculando a netinha no judô, e já tem planos para o netinho de dois anos quando tiver idade. Quanto à política, o recado é claro: “Acho que agora precisamos de outras lideranças. Voto a gente tem na região. O que precisa é união.” E acertar em um único nome para deputado federal que trabalhe só para essa região. “Se tivesse um desses, isso aqui tinha virado outra coisa.”
156 kg, dois joelhos com derrame e 45 quilos a menos
Chegou a 156 quilos. Fez ressonância nos dois joelhos e o ortopedista Marcelo Manzano, que deu infiltração para ele conseguir andar de tanta dor, disse: “Se não emagrecer, vai ter que colocar prótese nos dois.” Fez tratamento com uma médica de São Paulo indicada pela filha, pediu 22 exames, encontrou apenas hipotireoidismo, colesterol normal, triglicérides normal, tomografia do coração sem nada entupido. A glicemia estava em 120. “Falou que eu tava com pré-diabetes. Fiz o tratamento. O último exame deu 75.” Perdeu 45 quilos. “Hoje não tenho dor em lugar nenhum.” Está na academia para musculação. “Vai caindo tudo, né?”
O caso clínico que ainda dói: a paciente com leucemia
Com 14 anos de profissão, extraiu um dente de uma paciente. Dois dias depois ela voltou com hemorragia. Conteve, suturou de novo. Dois dias depois voltou outra vez. Ligou para a patroa dela e disse que o problema não era mais dentário: “Procura um médico.” A paciente foi ao Pronto Socorro, o Dr. Alis Boca estava de plantão, internou, fez exames. Era leucemia. O Francisco foi ao consultório do médico. “Olha, deu leucemia, ela vai morrer, não vai ter jeito.” O Dr. Alis foi direto: “Você não tem nada com isso. Se você não tivesse extraído o dente, ela ia morrer de todo jeito. Ia sair sangue pela unha, pelo ouvido, pelo olho.” No dia seguinte, às 6 da manhã, o médico ligou, reuniu a família e explicou tudo. “Foi a coisa que mais me marcou. Eu senti muito.”
A única vacina contra cárie e por que o dente sempre dói na sexta à tarde
Com 45 anos de profissão, o conselho não mudou. “A única vacina que existe contra cárie é escova de dente.” O problema é que todo mundo escova na hora errada: levanta, escova, toma café e sai com o dente sujo. “Você tem que escovar depois do café da manhã, depois do almoço, depois do café da tarde e antes de dormir. Escova dente, reza e dorme. A boca sempre fica limpa.” Uma visita ao dentista por ano para revisão e limpeza resolve o resto. “Vai uma vez por ano, você não tem problema de dente nunca.” Quanto ao dente que só dói no fim de semana: é porque todo mundo deixa para a última hora. “Lá pela sexta às 6 da tarde ele começa a se manifestar.”
Francisco Rossi chegou em Dracena com uma mala do tamanho de uma mesa carregando toda a mudança, foi o décimo dentista, cresceu junto com a cidade e foi muito bem recebido. Hoje é aposentado, tem dois netos, está matriculando a netinha no judô, e já tem planos para o netinho de dois anos quando tiver idade. Quanto à política, o recado é claro: “Acho que agora precisamos de outras lideranças. Voto a gente tem na região. O que precisa é união.” E acertar em um único nome para deputado federal que trabalhe só para essa região. “Se tivesse um desses, isso aqui tinha virado outra coisa.”
A candidatura a deputado federal, o Tiririca e o sobrinho que virou prefeito
Saiu candidato a deputado federal pelo convite do partido, visitou 39 cidades da região sozinho, chegava nas câmaras para conversar com vereadores depois de fechar a clínica às 7 ou 8 da noite, dormia no carro. O partido dizia que com 30.000 votos entraria porque o Tiririca ia puxar os candidatos. “Eu tive 22.000. O outro teve 30.000 e entrou, tá até hoje.” Em Penápolis, gastou R$ 700 na campanha: três anúncios nos jornais locais com a foto dele e a frase “filho da professora Emília Leta Rossi”. Foi a campanha inteira. Saiu com 4.000 votos na cidade natal.
Quem acabou realizando o sonho político foi o sobrinho. A irmã do Francisco tentou convencer o filho a ser vereador, ele resistiu, acabou entrando, foi o mais votado de Penápolis, foi reeleito, virou presidente de câmara e hoje é prefeito pela segunda vez com 40 anos. “Transformou Penápolis. Tá fazendo um trabalho danado.” O Francisco foi padrinho de batismo. “Aquele lá vai ser deputado. Vai realizar o sonho do tio.”
156 kg, dois joelhos com derrame e 45 quilos a menos
Chegou a 156 quilos. Fez ressonância nos dois joelhos e o ortopedista Marcelo Manzano, que deu infiltração para ele conseguir andar de tanta dor, disse: “Se não emagrecer, vai ter que colocar prótese nos dois.” Fez tratamento com uma médica de São Paulo indicada pela filha, pediu 22 exames, encontrou apenas hipotireoidismo, colesterol normal, triglicérides normal, tomografia do coração sem nada entupido. A glicemia estava em 120. “Falou que eu tava com pré-diabetes. Fiz o tratamento. O último exame deu 75.” Perdeu 45 quilos. “Hoje não tenho dor em lugar nenhum.” Está na academia para musculação. “Vai caindo tudo, né?”
O caso clínico que ainda dói: a paciente com leucemia
Com 14 anos de profissão, extraiu um dente de uma paciente. Dois dias depois ela voltou com hemorragia. Conteve, suturou de novo. Dois dias depois voltou outra vez. Ligou para a patroa dela e disse que o problema não era mais dentário: “Procura um médico.” A paciente foi ao Pronto Socorro, o Dr. Alis Boca estava de plantão, internou, fez exames. Era leucemia. O Francisco foi ao consultório do médico. “Olha, deu leucemia, ela vai morrer, não vai ter jeito.” O Dr. Alis foi direto: “Você não tem nada com isso. Se você não tivesse extraído o dente, ela ia morrer de todo jeito. Ia sair sangue pela unha, pelo ouvido, pelo olho.” No dia seguinte, às 6 da manhã, o médico ligou, reuniu a família e explicou tudo. “Foi a coisa que mais me marcou. Eu senti muito.”
A única vacina contra cárie e por que o dente sempre dói na sexta à tarde
Com 45 anos de profissão, o conselho não mudou. “A única vacina que existe contra cárie é escova de dente.” O problema é que todo mundo escova na hora errada: levanta, escova, toma café e sai com o dente sujo. “Você tem que escovar depois do café da manhã, depois do almoço, depois do café da tarde e antes de dormir. Escova dente, reza e dorme. A boca sempre fica limpa.” Uma visita ao dentista por ano para revisão e limpeza resolve o resto. “Vai uma vez por ano, você não tem problema de dente nunca.” Quanto ao dente que só dói no fim de semana: é porque todo mundo deixa para a última hora. “Lá pela sexta às 6 da tarde ele começa a se manifestar.”
Francisco Rossi chegou em Dracena com uma mala do tamanho de uma mesa carregando toda a mudança, foi o décimo dentista, cresceu junto com a cidade e foi muito bem recebido. Hoje é aposentado, tem dois netos, está matriculando a netinha no judô, e já tem planos para o netinho de dois anos quando tiver idade. Quanto à política, o recado é claro: “Acho que agora precisamos de outras lideranças. Voto a gente tem na região. O que precisa é união.” E acertar em um único nome para deputado federal que trabalhe só para essa região. “Se tivesse um desses, isso aqui tinha virado outra coisa.”
Nove anos brigando pela iluminação do aeroporto
A conquista que considera mais importante foi a iluminação do aeroporto de Dracena. Eram nove anos indo a São Paulo, conversando com secretários de transporte, levando argumentos técnicos. Para não ir sozinho como político, chamou o advogado e piloto Marcos Petruci. “Eu vou lá como político, mas você vai como técnico.” O secretário da época, Dr. Mauro Arce, resistiu. Brigaram, insistiram e conseguiram. Antes da iluminação, pacientes com emergências cardíacas precisavam ir de ambulância até Presidente Prudente para pegar avião porque o de Dracena não podia decolar à noite. Na pandemia, doentes saíam de madrugada pelo aeroporto iluminado. “Hoje desce avião a qualquer hora do dia ou da noite.”
Tentou também garantir uma linha aérea regular para São Paulo. Fez duas reuniões na Azul. O que a empresa pedia era basicamente um poço artesiano para emergências de incêndio e uma brigada treinada pelos bombeiros que poderia ser constituída por funcionários da prefeitura. “Não precisava ser bombeiro.” Não avançou. Foi secretário de saúde por um ano e quatro meses na gestão do Pedrete sem usar o carro da prefeitura nenhum dia. Ia às reuniões mensais nas cidades da microrregião com o próprio carro. “Meu medo era você estar passando e me ver mamando no carro da prefeitura.”
A candidatura a deputado federal, o Tiririca e o sobrinho que virou prefeito
Saiu candidato a deputado federal pelo convite do partido, visitou 39 cidades da região sozinho, chegava nas câmaras para conversar com vereadores depois de fechar a clínica às 7 ou 8 da noite, dormia no carro. O partido dizia que com 30.000 votos entraria porque o Tiririca ia puxar os candidatos. “Eu tive 22.000. O outro teve 30.000 e entrou, tá até hoje.” Em Penápolis, gastou R$ 700 na campanha: três anúncios nos jornais locais com a foto dele e a frase “filho da professora Emília Leta Rossi”. Foi a campanha inteira. Saiu com 4.000 votos na cidade natal.
Quem acabou realizando o sonho político foi o sobrinho. A irmã do Francisco tentou convencer o filho a ser vereador, ele resistiu, acabou entrando, foi o mais votado de Penápolis, foi reeleito, virou presidente de câmara e hoje é prefeito pela segunda vez com 40 anos. “Transformou Penápolis. Tá fazendo um trabalho danado.” O Francisco foi padrinho de batismo. “Aquele lá vai ser deputado. Vai realizar o sonho do tio.”
156 kg, dois joelhos com derrame e 45 quilos a menos
Chegou a 156 quilos. Fez ressonância nos dois joelhos e o ortopedista Marcelo Manzano, que deu infiltração para ele conseguir andar de tanta dor, disse: “Se não emagrecer, vai ter que colocar prótese nos dois.” Fez tratamento com uma médica de São Paulo indicada pela filha, pediu 22 exames, encontrou apenas hipotireoidismo, colesterol normal, triglicérides normal, tomografia do coração sem nada entupido. A glicemia estava em 120. “Falou que eu tava com pré-diabetes. Fiz o tratamento. O último exame deu 75.” Perdeu 45 quilos. “Hoje não tenho dor em lugar nenhum.” Está na academia para musculação. “Vai caindo tudo, né?”
O caso clínico que ainda dói: a paciente com leucemia
Com 14 anos de profissão, extraiu um dente de uma paciente. Dois dias depois ela voltou com hemorragia. Conteve, suturou de novo. Dois dias depois voltou outra vez. Ligou para a patroa dela e disse que o problema não era mais dentário: “Procura um médico.” A paciente foi ao Pronto Socorro, o Dr. Alis Boca estava de plantão, internou, fez exames. Era leucemia. O Francisco foi ao consultório do médico. “Olha, deu leucemia, ela vai morrer, não vai ter jeito.” O Dr. Alis foi direto: “Você não tem nada com isso. Se você não tivesse extraído o dente, ela ia morrer de todo jeito. Ia sair sangue pela unha, pelo ouvido, pelo olho.” No dia seguinte, às 6 da manhã, o médico ligou, reuniu a família e explicou tudo. “Foi a coisa que mais me marcou. Eu senti muito.”
A única vacina contra cárie e por que o dente sempre dói na sexta à tarde
Com 45 anos de profissão, o conselho não mudou. “A única vacina que existe contra cárie é escova de dente.” O problema é que todo mundo escova na hora errada: levanta, escova, toma café e sai com o dente sujo. “Você tem que escovar depois do café da manhã, depois do almoço, depois do café da tarde e antes de dormir. Escova dente, reza e dorme. A boca sempre fica limpa.” Uma visita ao dentista por ano para revisão e limpeza resolve o resto. “Vai uma vez por ano, você não tem problema de dente nunca.” Quanto ao dente que só dói no fim de semana: é porque todo mundo deixa para a última hora. “Lá pela sexta às 6 da tarde ele começa a se manifestar.”
Francisco Rossi chegou em Dracena com uma mala do tamanho de uma mesa carregando toda a mudança, foi o décimo dentista, cresceu junto com a cidade e foi muito bem recebido. Hoje é aposentado, tem dois netos, está matriculando a netinha no judô, e já tem planos para o netinho de dois anos quando tiver idade. Quanto à política, o recado é claro: “Acho que agora precisamos de outras lideranças. Voto a gente tem na região. O que precisa é união.” E acertar em um único nome para deputado federal que trabalhe só para essa região. “Se tivesse um desses, isso aqui tinha virado outra coisa.”
Resumo do episódio
Francisco Rossi chegou a Dracena em 1983 como décimo dentista da cidade e construiu uma carreira de 45 anos em odontologia, passando também por 16 anos na vereança onde promulgou mais de 70 projetos de lei. O episódio traz suas estratégias profissionais desde os primeiros dias de consultório, sua luta de nove anos pela iluminação do aeroporto, conselhos práticos sobre saúde bucal e como perdeu 45 quilos ao identificar pré-diabetes em exames clínicos.
Principais aprendizados
- A escova de dente é a única vacina contra cárie, mas precisa ser feita nos momentos certos: após cada refeição principal e antes de dormir.
- Uma visita anual ao dentista para revisão e limpeza previne problemas dentários antes que se desenvolvam.
- A hemorragia após extração dentária pode ser sinal de doença sistêmica não diagnosticada, exigindo investigação médica imediata.
- A iluminação do aeroporto de Dracena possibilitou o transporte aéreo de emergências cardíacas a qualquer hora do dia ou noite.
- Identificar pré-diabetes através de exames clínicos completos permite tratamento preventivo que reduz a glicemia de 120 para 75.
Perguntas respondidas neste episódio
Qual é a forma correta de escovar os dentes para prevenir cárie?
A escova de dente deve ser feita após o café da manhã, após o almoço, após o café da tarde e antes de dormir. O problema comum é escovar apenas pela manhã e depois tomar café, saindo com o dente sujo. A boca deve ficar limpa durante o dia e à noite.
Com que frequência é necessário ir ao dentista para manter a saúde bucal?
Uma visita ao dentista por ano para revisão e limpeza resolve o resto e evita problemas dentários. Quem segue essa rotina anual não desenvolve problemas de dente.
Por que os dentes costumam doer no fim de semana?
Porque as pessoas deixam o problema para a última hora. O dente começa a se manifestar por volta de sexta à tarde, quando já é tarde para procurar atendimento de emergência naquele dia.
Como o dentista pode contribuir no diagnóstico de doenças sistêmicas?
Complicações inesperadas como hemorragia após extração podem indicar doença sistêmica não diagnosticada. Se um paciente retorna com hemorragia dois dias após extração e isso se repete, o problema não é dentário e deve ser investigado por médico.
Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.