No episódio #032 do AdamiCast, Pedro e Mariana Adame recebem Francis Monção, fisioterapeuta dermato-funcional que construiu uma carreira marcada por recomeços, aprendizados e muito amor pela profissão. Natural de Dracena, Francis percorreu um caminho longo antes de encontrar sua vocação na estética, passando pela enfermagem, pela instrumentação cirúrgica e pela fisioterapia geral até se apaixonar, de vez, pelos tratamentos faciais e pela missão de formar outros profissionais da área.
De técnica de enfermagem aos 17 anos à especialista em dermato-funcional
A trajetória de Francis Monção na área da saúde começou cedo: com apenas 17 anos ela ingressou no curso técnico de enfermagem e, aos 18, já estava aprovada em concurso público na Santa Casa de Dracena. Para parecer mais velha e ganhar a confiança dos pacientes, chegou a pintar o cabelo de preto. Depois de seis meses na cidade, foi convidada a trabalhar na Unimed de Araçatuba, onde ficou por oito anos na instrumentação cirúrgica, lidando com cesáreas, apendicites e cirurgias ortopédicas, muitas vezes em plantões da meia-noite. Em paralelo, cursou fisioterapia, dormindo de pijama e acordando de branco. Ao se graduar, voltou a Dracena e, durante uma pós-graduação, se apaixonou pela dermato-funcional, abandonando a reabilitação ortopédica para trabalhar com cremes, ácidos e tratamentos estéticos.
O início na estética não foi fácil. Francis começou em uma sala de três por três metros, com uma maca, um pote de creme e um aparelho de ultrassom dado pelo pai. Dividiu o espaço com uma colega massagista e foi investindo, aos poucos, o dinheiro ganho com drenagem linfática em novos equipamentos e cursos. Em determinado momento, chegou a abrir uma clínica com seis salas próxima à Santa Casa, mas quebrou porque, segundo ela mesma, não sabia cobrar nem administrar o negócio. Sem drama, recolheu suas coisas, voltou para uma sala pequena e recomeçou. Desde 2010 atua exclusivamente na dermato-funcional e, desde 2019, também forma outros profissionais da área com cursos presenciais e online para alunos do Maranhão à Amazônia.
O que o episódio ensina
Francis Monção resume sua filosofia de forma clara: a estética não é futilidade, é saúde. Quando uma paciente chega com hiperpigmentação ou melasma, ela não traz apenas uma mancha no rosto, traz uma história de rejeição e isolamento social. Tratar a pele é transformar a autoestima e reintegrar pessoas à vida. Além disso, Francis defende que profissionais da área precisam se valorizar, não competir de forma destrutiva, compartilhar conhecimento e começar com o que têm, mesmo que seja só uma maca e um pote de creme. Quem está no fundo, diz ela, deve bater o pé e subir.
Tópicos do episódio
- A jornada da enfermagem técnica aos 17 anos até a fisioterapia dermato-funcional
- 8 anos de instrumentação cirúrgica na Unimed de Araçatuba e o impacto na formação
- Como começar na estética com investimento mínimo: maca, creme e determinação
- Tratamentos mais procurados: clareamento facial, melasma, microagulhamento e rejuvenescimento
- A quebra da clínica com 6 salas e o recomeço como lição de gestão e resiliência
- Cursos presenciais e online para profissionais da estética com alunos de todo o Brasil
Resumo do episódio
Francis Monção, fisioterapeuta dermato-funcional natural de Dracena, compartilha sua trajetória de recomeços profissionais: começou como técnica de enfermagem aos 17 anos, trabalhou oito anos em instrumentação cirúrgica em Araçatuba, formou-se em fisioterapia e encontrou sua vocação na dermato-funcional. O episódio revela como ela iniciou com recursos mínimos em uma sala de três por três metros, enfrentou o fracasso de uma clínica maior, recomeçou do zero e, desde 2010, construiu uma carreira focada em tratamentos estéticos enquanto forma outros profissionais desde 2019.
Principais aprendizados
- A estética é saúde e não futilidade: tratar hiperpigmentação e melasma transforma a autoestima e reintegra pessoas socialmente.
- É possível começar na dermato-funcional com investimento mínimo: uma maca, um pote de creme e um aparelho são o ponto de partida.
- Profissionais da estética devem se valorizar, compartilhar conhecimento e não competir de forma destrutiva.
- Fracasso empresarial não é motivo para desistir: Francis encerrou uma clínica com seis salas, recolheu suas coisas e recomeçou em espaço pequeno.
- Aprender enquanto trabalha é viável: Francis cursou fisioterapia em paralelo à enfermagem, dormindo de pijama e acordando de branco.
Perguntas respondidas neste episódio
Como começar uma carreira em fisioterapia dermato-funcional com pouco capital?
É possível iniciar com recursos mínimos essenciais: uma maca, um pote de creme e um aparelho de ultrassom. O investimento em novos equipamentos e cursos acontece de forma gradual, conforme o ganho com os atendimentos aumenta, como ocorreu com drenagem linfática.
O que significa ser fisioterapeuta dermato-funcional?
Especialista que trabalha com tratamentos estéticos e de saúde da pele, como clareamento facial, melasma, microagulhamento e rejuvenescimento. A área trata não apenas questões físicas, mas também impactos emocionais e sociais das condições de pele nos pacientes.
É possível se recuperar profissionalmente após quebrar um negócio?
Sim. Francis encerrou uma clínica com seis salas que não era viável financeiramente por dificuldades na gestão e precificação, recolheu seus equipamentos e recomeçou em espaço pequeno, mantendo a atuação exclusiva em dermato-funcional desde 2010.
Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.