#280

Fabruno Verginassi: o barbeiro de Dracena que começou a tocar com 9 anos e hoje troca bateria por corte de cabelo | #280

23 de janeiro de 2024 • 22 min de leitura

Este texto vem do episódio #280 do AdamiCast

No episódio #280 do AdamiCast, em 23 de janeiro de 2024, o barbeiro e músico Fabruno Verginassi (@brothersbarberdracena e @fabrunoverginassi), contou como começou a música por acaso aos 9 anos (a irmã ganhou uma viagem de presente e ele ganhou um pandeiro, a mãe falou que não podia dar viagem pros dois, a irmã foi pra praia com um tio e ele ficou batucando o pandeiro em casa, entrou na banda marcial da cidade, e viu um cara tocando no 9 de Julho e se apaixonou pelo instrumento de cara), e como virou autodidata porque na época a aula era cara e eram escassos os materiais (só tinha fita VHS, sem YouTube, sem DVD, e pra bateria era na raça ou na raça, e ele demorou até os 20 anos pra ter o próprio instrumento porque sempre foi muito caro, e enquanto isso alugava, e tocava na banda marcial com caixinha emprestada), e do primeiro som remunerado com 9 anos no carnaval da cidade (comprou uma sapatilha 18 marcha, um tênis Penalty branco e um pandeiro novo com o cachê, e falou a música é muito massa eu comprei um veículo, comprei um tênis, comprei liberdade, e depois dos 9 anos foi levando e foi virando profissional), e da virada pra barbearia por necessidade (tocou 4 anos com a dupla de Três Lagoas Tato e Nando, e quando eles desmancharam ficou só com freelance, e na música você fica enraizado numa dupla e tem medo de fechar com outras, e aí foi trabalhar na Hidromecânica Caçula, e tinha medo de machucar a mão e não poder tocar mais, e depois um cantor de Birigui, o Adriano Júnior, pagava um fixo e pagava o combustível até Birigui, e de repente a fonte acabou, e a água bateu na bunda), e da sugestão inesperada da irmã do barbeiro Jorge Biso (ele cortava cabelo dos músicos sem saber, arrumava a franja do Gustavo Lima no camarim, e o pessoal falou por que você não vira barbeiro, e a irmã do Jorge que sugeriu, e a esposa Fabiana falou cortar cabelo nada a ver com você, e o Jorge falou eu te faço um negócio, e ele fez o curso com ele, e na primeira aula já cortou cabelo, e com 4 meses já tava empregado na Big Charlie que era a pioneira do conceito moderno de barbearia em Dracena), e dos 7 anos na José Bonifácio e dos 3 dias de garantia (Big Charlie foi a escola, a Natália e o Vinícius foram muito receptivos, ficou 8 meses, saiu pra montar a própria barbearia, e na José Bonifácio ficou 7 anos, e o mentor foi o Jorge, e ele dá 3 dias de garantia pro cliente voltar se não gostou, e falou que 80% dos homens não sabe lavar o cabelo, e ele vende o topete junto com o corte porque a expectativa do cliente inclui o penteado), e da nova fase no Big Mart (o Thiago da Ótica Ren é o primeiro cliente da sala nova, e a inauguração tá prevista pra 15 de fevereiro, e ele tá expandindo pra mais dois barbeiros, e ele ainda toca como hobby remunerado, e faz o Encontro de Bateras no Teatro Municipal com 18 a 20 bateristas, e teve o Ricardo Confessor como convidado, e o caso do cliente que vendeu a bateria e pagou com corte de cabelo).

De como começou a música por acaso aos 9 anos com um pandeiro (a irmã ganhou viagem, ele ganhou pandeiro, banda marcial, 9 de Julho, autodidata, aulas caras, sem YouTube)

De como começou a música por acaso aos 9 anos com um pandeiro, da banda marcial da cidade, e do 9 de Julho onde se apaixonou pelo instrumento, e segundo o Fabruno, o foco dele desde o tempo de escola não era o estudo era música, e ele levava instrumento pra escola, e queria saber muito de estudar não, e ele sempre teve nota boa porque ganhava o professor fazia uma serenata, e segundo ele, ele começou com a música com 9 para 8 para 10 anos, e começou direto na bateria, e a história é complicada porque a irmã dele começou a música, e ela ganhou um presente, e ele ganhou outro, e ela ganhou uma viagem pra praia, e ele ganhou um pandeiro, e quase igual mais ou menos isso, e pandeiro na praia é legal, e a mãe falou que não podia dar viagem pros dois, e a irmã foi com um tio dele pra praia, e ele ganhou esse instrumento, e desde então começou batucando batucando, e entrou na banda marcial da cidade, e aquilo foi tomando forma até que aquelas famosas bandas que tinham na escola, e no 9 de Julho tinha aqueles concursos de bandas, e ele viu uma pessoa tocando lá e se apaixonou pelo instrumento de cara, e desde então nunca mais parou, e não parou mais até hoje, e ele começou a fazer aula de bateria, e ele não chegou a fazer aula, e ele pode dizer que foi meio que autodidata, e na época a aula era caro, e eram escassos os materiais também, e era fita VHS, e não tinha YouTube dando ensinando, não tinha nem DVD, e ele não pode falar muito dos recursos técnicos da época, e o recurso da época era pelo menos pra quem tocava violão era a revistinha de cifras, e quem tocava teclado tinha a cifra colava o adesivo, e no instrumento dele não tinha porque bateria ou era na raça ou era na raça, e era duas questões porque é um instrumento caro, e exige muito do espaço, e o vizinho deve amar, e segundo ele, ele demorou muito a ter o instrumento porque sempre foi muito caro mesmo, e até hoje é muito caro, e pra ter o instrumento que a gente tem a gente vai trocando, fazendo rolo, vendendo uma coisa e comprando outra, vendendo duas pra comprar uma, e ele demorou muito a ter o instrumento, e começou com 9 e foi ter instrumento quase com 20 anos, e ele alugava o instrumento pra tocar com as pessoas, e pegava a caixinha da banda marcial, e dava um jeito de tocar, e segundo ele, ele foi descobrir as notas quando ele precisou da aula, e porque quando você precisa da aula você vai buscar informação pra passar.

Do primeiro som remunerado aos 9 anos no carnaval (sapatilha 18 marcha, pandeiro novo, música como liberdade) e dos 4 anos com a dupla de Três Lagoas Tato e Nando

Do primeiro som remunerado com 9 anos no carnaval, da compra da sapatilha e do pandeiro, e dos anos tocando com a dupla de Três Lagoas, e segundo o Fabruno, ele lembra que o primeiro som que ele foi remunerado que ele tocou mesmo de verdade foi um carnaval na cidade há muitos anos atrás, e ele tinha 9 anos de idade, e comprou uma sapatilha 18 marcha, um tênis Penalty branco e um pandeiro novo, e ele falou meu a música é muito massa, e ele comprou um veículo, comprou um tênis, comprou liberdade, e uma ferramenta de trabalho já era, e ele lembra que tocou pandeiro e meia-lua, e era escasso ali mas gerou um cachê pra ele, e ele falou cara eu quero isso pra mim, e dos 9 anos foi levando isso, e ele foi estudando, foi tocando com um com outro, e o tempo vai passando e a gente vai criando experiência até virar uma pessoa que as pessoas te procuram, e hoje as pessoas procuram ele pra tocar numa festa num bar, e tem muito da dupla te mandar mensagem falou ó você tá livre tal data, e ele fala ah tô que data que é, e ah tal dia é, e você pode fazer um freelance com a gente, e mando o repertório pelo WhatsApp, e a gente acaba estudando e a gente encontra a dupla só na hora de tocar, e é um mecanismo que eles usam pra minimizar gasto com músico, e às vezes o translado, e baterista tem que levar a bateria tem que ter mais um carro ou ir com os tambor dentro do carro é um terror, e hoje eles minimizam assim vai só dupla, e a gente acha que depois da pandemia ia diminuir e aumentou muito tudo, e o quanto é festa particular tem música ao vivo, e eles viram essa facilidade e já aderiram, e segundo ele, é uma falta de você não precisar se comprometer com alguém, e essa pessoa você fica solto livre, e pode tocar com um com outro, e o cachê é variável, e geralmente os cachê mais caros são casamento, e segundo ele, ele tocou 4 anos com uma dupla de três lagoas que chama Tato e Nando, e a gente fica em freelance toda semana é um, e começou a ficar muito difícil, e a dupla desfez, e ele falou agora vou precisar arrumar um serviço de verdade, e toca na noite não dá.

Da virada pra barbearia por necessidade (Projeto Guri cortou, duplas desfez, hidromecânica, medo de machucar a mão, cantor de Birigui, a água bateu na bunda)

Da virada pra barbearia por necessidade, da hidromecânica, do medo de machucar a mão, e do cantor de Birigui que pagava fixo, e segundo o Fabruno, na verdade tudo vem na dificuldade, e a hora que a água bate na bunda, e ele tinha dois polos do Projeto Guri, e houve um processo seletivo, e a gente foi pra São Paulo, e cortaram um projeto, e ele ficou com o projeto e a música freelance tocava, e ele tocou 4 anos com a dupla de Três Lagoas, e ele trabalhava num polo do projeto, e de repente ficou mais difícil porque esse polo também acabou, e segundo ele, o lado ruim de você trabalhar com uma dupla só é que você fica enraizado, e tem medo de fechar com outras pessoas, e essa dupla fechar um show você tem que priorizar eles, e não pega freelance só, e começou a diminuir diminuir, e ele falou cara não posso ficar só com esse, e ele pegou foi trabalhar na hidromecânica, e como ele sempre foi muito bitolado com negócio de música ele não queria machucar dedo, mão, nada, porque morria de medo de não tocar mais, e ele uma vez caiu de bicicleta machucou o cotovelo e não conseguia tocar, e tocava com a mão só e não largava do instrumento, e é uma paixão inexplicável, e de repente trabalhando com maquinário ele falou assim meu vou machucar uma hora aqui, e aconteceu isso aí machucava, e até que veio um convite de um cantor de Birigui, o Adriano Júnior, e ele fez assim, e o Adriano foi o único esquema assim que ele pagava um fixo, e sem tocar, e ele pagava um fixo até certa quantidade de datas, e quatro datas a partir das quatro datas ganhava tanto, e se tivesse mais show era o fixo mais o valor de cada data, e beleza, e até três datas ou nenhuma data ele bancava, e no mínimo tinha que fechar quatro datas pra ficar interessante pra eles, e ele pegou saiu da Caçula e ficou só tocando com esse cantor, e ele pagava o combustível, e ia de carro até Birigui e voltava, e de repente acabou a fonte musical, e não tinha mais nada, e a água veio forte, e até que um dia ele foi no barbeiro dele, o Jorge Biso, e cortava cabelo com ele, e no outro dia veio uma ideia, e segundo ele, como tudo mudança vem na dificuldade, e a hora que a água bate na bunda, e tava batendo no pescoço, e o casamento da gente é forte, e segundo ele, a irmã do Jorge foi quem sugeriu que ele virasse barbeiro, e jamais passou pela cabeça dele, e apesar de arrumar os cabelos dos cara nos camarins, e ele arrumava o baixista, o cantor, todo mundo, e os cara falaram por que você não vira barbeiro, e falou ah você é louco meu negócio é a música, e aí me veio sabe quando acende a luz, e a irmã do Jorge explicou, e o Jorge falou opa pera aí um aluno em potencial, e o curso tinha duração de 6 meses, e ele fez o curso com o Jorge, e só ele e o professor, e a primeira aula já cortou cabelo, e com 4 meses já tava empregado.

Da sugestão inesperada da irmã do barbeiro Jorge Biso (cortava cabelo dos músicos sem saber, curso direto na prática, 4 meses empregado na Big Charlie pioneira do conceito moderno)

Da sugestão inesperada da irmã do Jorge, do curso direto na prática, e dos 4 meses empregado na Big Charlie que era a pioneira do conceito moderno de barbearia em Dracena, e segundo o Fabruno, a irmã do Jorge sugeriu, e a esposa Fabiana falou cortar cabelo nada a ver com você, e o Jorge falou eu te faço um negócio, e a gente sentou lá na casa dele com a esposa, e fez um jarro de suco de limão, e a Fabiana perguntou quanto tempo ele já vai começar a ganhar, e o Jorge falou vai depender dele, e o curso durava 6 meses, e na primeira aula ele já cortou cabelo, e a mãe do Jorge sentava pra dividir o mexê fingindo que cortava o cabelo dela, e foi crucial nos dias que ele não tinha como treinar, e a cabeça de boneca, e os amigos de graça, e com 4 meses ele já tava empregado em uma barbearia em Dracena, e os 2 meses finais ele tava só indo pra tomar Coca, trocar ideia, e dar risada, e já tava trabalhando, e a barbearia era a Big Charlie, e a Natália e o Vinícius foram muito receptivos, e a mãe da Natália também, e foi uma história muito legal o jeito que ele foi pra lá, e ele conta que passava de carro com a Fabiana e almejava trabalhar lá, e falava eu quero muito trabalhar aqui, e orava, e conversava com Deus, e de repente pintou a oportunidade da terceira cadeira, e o Vinícius me ligou e ele tava no hotel em Três Lagoas tocando e falou hoje eu não consigo, e eles contrataram o Sidney, e depois o Sidney saiu, e foi a vez dele, e segundo ele, foi o Renan Sarão que deu a referência, e ele falou tudo que ele faz ele faz bem, e talvez se você quiser capacitar ou ver como é, e ele falou olha eu tô começando eu fiz um curso, e tô com 4 meses, e tô com uma sede de trabalhar gigante, e segundo ele, a Big Charlie era pioneira na transição de cabeleireiro pra barbearia moderna, e não tinha o conceito com mesa de sinuca, e o atendimento personalizado, e o café, e o glamur, e ele almejava trabalhar lá muito, e depois de 8 meses ele comunicou que queria sair, e queria montar o próprio negócio, e segundo ele, era como se vocês tivessem num podcast e falassem pô eu quero meu podcast, e a gente vai trabalhar junto, e aí você fala não mas eu quero que o podcast seja meu, e quando começa assim você já tem que partir pro seu negócio, e ele tava querendo atender os clientes como se fossem dele.

Dos 7 anos na José Bonifácio com o mentor Jorge, dos 3 dias de garantia pro cliente voltar e de que 80% dos homens não sabe lavar o cabelo

Dos 7 anos na José Bonifácio com o mentor Jorge, dos 3 dias de garantia que ele dá pro cliente voltar, e de que 80% dos homens não sabe lavar o cabelo, e segundo o Fabruno, na José Bonifácio o Jorge falou cara aquele ponto tá te esperando, e ficou 7 anos lá, e agora depois de 7 anos fazendo uma retrospectiva muita amizade e muita coisa aconteceu, e a barbearia é um lugar de oportunidades, e já chegou gente sentar e chorar e contar da família, e já chegou gente dividir coisas particulares, e a boca é um túmulo, e tem que ser profissional, e muita coisa aconteceu, e ele tinha parado de tocar, e vendido tudo, e os instrumentos, e a única coisa que não vendeu foi as baquetas e o banco da bateria que a Fabiana falou não vende que um dia você pode precisar, e ele tava lá cortando o cabelo e um cliente falou tô vendendo a bateria, e ele falou sai pra lá não quero, e o cara falou te aí não, e a gente troca em cabelo, e ele falou opa fodeu, e trocou, e pagou um cabelo uma bateria, e agora ele tá tocando de novo fazendo o hobby remunerado, e ficou 3 anos sem tocar porque os dois trabalhos te envolvem muito com gente, e tipo assim é diferente de ficar dia inteiro no computador, e a barbearia é dia inteiro lidando com pessoas e histórias, e é o momento que o cara tá ali pra cuidar, pra mexer na autoestima dele, e ele percebe que o corte parece que é o que menos vale, e o cara quer estar com você, e o cara quando fideliza é porque você conquistou pelo seu jeito de ser, e a expectativa que as pessoas criam a gente não pode brecar, e tem que estar bem, e segundo ele, o difícil é atender amigo, e porque a tendência é relaxar, e ele brinca que a gente tem três dias de garantia, e o cara tá com vontade e ele quer aquele topete, e o cara chega em casa e faz um penteado, e se o cara não tiver as manhas de fazer penteado chegou falou o que você pode melhorar aqui, e ele molhou e penteou e falou tá melhor, e o cara quer um topete depende muito mais do penteado do que do corte, e 80% dos homens não sabe lavar o cabelo, e ele falou que precisa de um sabonete em pedra, e passou e fica top.

Da nova fase no Big Mart com o Thiago da Ótica Ren (inauguração em fevereiro, Encontro de Bateras no Teatro com 20 bateristas e o Ricardo Confessor) e da troca da bateria pelo corte de cabelo

Da nova fase no Big Mart com o Thiago da Ótica Ren, do Encontro de Bateras no Teatro Municipal com 18 a 20 bateristas e o Ricardo Confessor, e da troca da bateria pelo corte de cabelo, e segundo o Fabruno, a gente tá estabelecendo um contato muito grande por conta do negócio, e por conta da barbearia, e tinha altos e baixos, e teve um dia que ele falou tô com tanta lombada pra passar pra dar certo, e o Thiago falou cara calma, toma um café, vai lá conversa na imobiliária, e tudo vai se ajeitar, e ele foi e se ajeitou, e teve um dia que ele falou não quero mais eu vou entregar, e o Thiago falou calma cara vai ver vai dar certo, e agora a gente tá lá com a loja dele montada, e a gente tá aguardando, e tem algumas coisas técnicas lá pra ser resolvidas, e estabeleceram uma data que é o dia 15 de Fevereiro, e as lojas do setor vão estar inaugurando, e segundo ele, o Thiago da Ótica Ren foi o primeiro cliente da sala nova, e foi a pessoa que me falou sobre o ponto, e o Thiago é uma peça fundamental pra essa mudança, e ele tá expandindo pra mais dois barbeiros, e tá tendo que aprender, e agora entra mais a parte de empreendedorismo, e o Encontro de Bateras que faziam no Teatro Municipal, e colocavam 18 bateristas, e baterias gigantes, e tinha baterista de fora, e a gente conseguiu chegar e a chamar até o convidado que foi o Ricardo Confessor que era de uma banda muito famosa, e a gente fazia e tivemos quatro edições, e cada músico tocava o seu playalong, e a música solo só de bateria, e a gente lotava o teatro, e era só sucesso, e segundo ele, 18 baterias no final tocava todas juntas, e teve uma edição com 20 me corrige aí já saiu, e era um momento legal de auge, e ainda faziam coisas no teatro antes da reforma, e segundo ele, no momento que o cara falou tô vendendo a bateria, e o cara falou te aí não a gente troca em cabelo, e ele falou opa fodeu, e trocou, e pagou um cabelo uma bateria, e agora ele tá tocando de novo, e segundo ele, e não é nem você fazer muitos clientes mas é ter ele por muito tempo, e ter liberdade pra pessoa falar pô você errou aqui, e segundo ele, o cliente vem falar é melhor do que ele lá falar ah não tô fazendo com Fábio mais porque Fábio nem mostra o cabelo atrás, e por isso que ele dá os três dias de garantia, e por isso que ele tá expandindo, e o Thiago é a peça fundamental pra essa mudança.

Onde encontrar

O Fabruno Verginassi é barbeiro e músico em Dracena, e a história dele é contada no episódio #280 do AdamiCast, em 23 de janeiro de 2024, com o começo da música por acaso aos 9 anos (a irmã ganhou uma viagem de presente e ele ganhou um pandeiro, a mãe falou que não podia dar viagem pros dois, a irmã foi pra praia com um tio e ele ficou batucando o pandeiro em casa, entrou na banda marcial da cidade, e viu um cara tocando no 9 de Julho e se apaixonou pelo instrumento de cara), e a vida de autodidata porque na época a aula era cara e eram escassos os materiais (só tinha fita VHS, sem YouTube, sem DVD, e pra bateria era na raça ou na raça, e ele demorou até os 20 anos pra ter o próprio instrumento porque sempre foi muito caro, e enquanto isso alugava, e tocava na banda marcial com caixinha emprestada), e o primeiro som remunerado com 9 anos no carnaval da cidade (comprou uma sapatilha 18 marcha, um tênis Penalty branco e um pandeiro novo com o cachê, e falou a música é muito massa, eu comprei um tênis, comprei liberdade, e depois dos 9 anos foi virando profissional), e a virada pra barbearia por necessidade (tocou 4 anos com a dupla de Três Lagoas Tato e Nando, e quando desmancharam ficou só com freelance, e na música você fica enraizado numa dupla e tem medo de fechar com outras, e aí foi trabalhar na Hidromecânica Caçula, e tinha medo de machucar a mão e não poder tocar mais, e depois um cantor de Birigui, o Adriano Júnior, pagava um fixo e pagava o combustível até Birigui, e de repente a fonte acabou, e a água bateu na bunda), e a sugestão inesperada da irmã do barbeiro Jorge Biso (ele cortava cabelo dos músicos sem saber, arrumava a franja do Gustavo Lima no camarim, e o pessoal falou por que você não vira barbeiro, e a irmã do Jorge que sugeriu, e a esposa Fabiana falou cortar cabelo nada a ver com você, e o Jorge falou eu te faço um negócio, e ele fez o curso com ele, e na primeira aula já cortou cabelo, e com 4 meses já tava empregado na Big Charlie que era a pioneira do conceito moderno de barbearia em Dracena), e os 7 anos na José Bonifácio e os 3 dias de garantia (Big Charlie foi a escola, a Natália e o Vinícius foram muito receptivos, ficou 8 meses, saiu pra montar a própria barbearia, e na José Bonifácio ficou 7 anos, e o mentor foi o Jorge, e ele dá 3 dias de garantia pro cliente voltar se não gostou, e falou que 80% dos homens não sabe lavar o cabelo, e ele vende o topete junto com o corte porque a expectativa do cliente inclui o penteado), e a nova fase no Big Mart (o Thiago da Ótica Ren é o primeiro cliente da sala nova, e a inauguração tá prevista pra 15 de fevereiro, e ele tá expandindo pra mais dois barbeiros, e ele ainda toca como hobby remunerado, e faz o Encontro de Bateras no Teatro Municipal com 18 a 20 bateristas, e teve o Ricardo Confessor como convidado, e o caso do cliente que vendeu a bateria e pagou com corte de cabelo).

Resumo do episódio

Fabruno Verginassi começou na música aos 9 anos de forma acidental com um pandeiro, tornou-se autodidata por falta de recursos e aulas caras, tocou profissionalmente em dupla e como freelancer, depois transitou para barbeiro por necessidade quando as fontes de renda musical secaram. A barbearia virou seu negócio principal onde trabalhou 7 anos na José Bonifácio com o mentor Jorge Biso, e agora expande para o Big Mart com inauguração prevista para fevereiro, mantendo a música como hobby remunerado e organizando o Encontro de Bateras no Teatro Municipal.

Principais aprendizados

  • A música começou por acaso aos 9 anos quando recebeu um pandeiro como presente enquanto a irmã ganhava uma viagem para a praia.
  • Ser autodidata na bateria foi necessário porque na época não havia YouTube, DVD ou aulas acessíveis, apenas fitas VHS como recurso.
  • O primeiro cachê aos 9 anos no carnaval representou liberdade, permitindo comprar instrumentos novos e ferramentas de trabalho.
  • Trabalhar exclusivamente com uma dupla criava dependência e medo de buscar outras oportunidades, o que limitava a renda quando a dupla se desfazia.
  • A barbearia exige mais do que técnica de corte: 80% dos homens não sabem lavar cabelo, e o penteado é tão importante quanto o corte para satisfazer o cliente.

Perguntas respondidas neste episódio

Como começou a música com apenas 9 anos?

Recebeu um pandeiro como presente quando a irmã ganhou uma viagem para a praia. A mãe não podia dar viagem para os dois. Começou batucando em casa, entrou na banda marcial da cidade e se apaixonou pelo instrumento ao ver alguém tocando no 9 de Julho.

Por que foi autodidata na bateria?

Na época as aulas eram caras e os materiais escassos. Havia apenas fitas VHS, sem YouTube ou DVD. Para bateria não havia alternativa: era na força ou na força. Demorou até os 20 anos para ter o próprio instrumento porque era muito caro.

Como passou da música para barbearia?

Tocou 4 anos com a dupla Tato e Nando de Três Lagoas. Quando se desfizeram, ficou apenas com freelance. Depois trabalhou em hidromecânica com medo de machucar a mão e não tocar mais. Um contrato com cantor de Birigui pagava fixo mas acabou. A irmã do barbeiro Jorge Biso sugeriu que virasse barbeiro.

Quanto tempo levou para começar a trabalhar como barbeiro?

Fez um curso de 6 meses com Jorge Biso. Na primeira aula já cortou cabelo. Com 4 meses já estava empregado na Big Charlie, que foi pioneira no conceito moderno de barbearia em Dracena.

O que é a garantia de 3 dias que oferece?

Dá 3 dias para o cliente voltar se não gostou do corte. Isso permite que o cliente reclame e ele possa melhorar. Também vende o topete junto com o corte porque a expectativa do cliente inclui o penteado final.

Qual é o conselho dele sobre como lavar cabelo?

Falou que 80% dos homens não sabem lavar o cabelo. Recomenda usar um sabonete em pedra e passar, o que deixa o cabelo em bom estado.

Ouça no Spotify ou assista no YouTube.

Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.