#225

Do salão do Escurinho com tesoura de plástico e R$ 3,50 de empréstimo ao salão próprio: a história de Isis Nascimento | #225

15 de junho de 2023 • 7 min de leitura

Este texto vem do episódio #225 do AdamiCast

No episódio #225 do AdamiCast, em 15 de junho de 2023, a cabeleireira e terapeuta capilar Isis Nascimento contou a história que a levou de uma cidade pequena do interior, onde a mãe tinha um salão na rodoviária, pra Dracena, onde chegou em 1994/95, com 16 anos, e onde foi trabalhar no salão do Escurinho, referência da cidade, com a tesoura de plástico da mãe, e onde, 10 anos depois, saiu pra montar o próprio salão, e hoje, com 30 anos de carreira, divide o trabalho entre a cadeira de corte e a sala de terapia capilar, com tricoscópio, e com a percepção, segundo ela, de que a fé, o corte, a terapia, e a conversa de salão, viraram o mesmo ofício.

Isis começou a trabalhar aos 13 anos, a convite da mãe, que era cabeleireira há 45 anos, e que insistiu que ela aprendesse, mesmo ela não querendo. Veio pra Dracena pra trabalhar no salão do Escurinho, onde ficou 10 anos, e onde, segundo ela, aprendeu a profissão de verdade, e onde o Escurinho, sem ela pedir, emprestou os R$ 3,50 que ela precisava pra passagem, quando o dinheiro acabou. Foi o Márcio, marido dela, o que segurou a barra nos momentos em que ela quis desistir, e foi uma cliente, muitos anos depois, que deu o empurrão pra comprar o salão próprio. A história dela é, segundo ela, a história de quem teve gente que acreditou antes dela acreditar em si mesma.

A filha que a mãe obrigou a ser cabeleireira, e os 13 anos que mudaram tudo

Isis nunca quis ser cabeleireira. A mãe, segundo ela, era apaixonada pela profissão, e dizia que ela ia ser, e a levava pro salão pra ficar olhando aprender, e ela, segundo ela, odiava. Com 13 anos, a mãe pagou os cursos e ela começou a trabalhar profissionalmente, aos 15, 16, no salão que a mãe abriu em Flora Rica, na rodoviária, onde ela ia todo fim de semana, e onde começou, segundo ela, a pegar gosto, ainda que fosse um pouco forçado, pela profissão.

Foi em Flora Rica, segundo ela, que ela começou a entender o que era ter um salão, e o que era responsabilidade, e onde ela começou a namorar o Márcio, que viria a ser o parceiro da vida inteira, e o que segurou a barra quando ela quis desistir, segundo ela, várias vezes, nos primeiros anos em Dracena. Quando a mãe fechou o salão de Flora Rica, segundo ela, ela continuou trabalhando com a mãe, e foi a mãe, segundo ela, que bateu na porta do Escurinho, amigo dela, pra pedir emprego, e voltou com a notícia de que o Escurinho queria uma pessoa mais jovem, e perguntou se ela não tinha alguém. Tinha, segundo ela, e era a Isis.

O Escurinho, os 10 anos, e o empréstimo de R$ 3,50 que decidiu a carreira

Isis chegou ao salão do Escurinho com 16 anos, sem dinheiro pra passagem de volta, e com a tesoura de plástico, o pente sem dentes, e o secador da mãe, e foi fazer o teste numa sexta-feira. No teste, segundo ela, ela já trabalhou mais que a moça que estava lá havia alguns dias, e foi contratada, sem ouvir do Escurinho, segundo ela, se podia ficar, durante 10 anos. No primeiro dia, segundo ela, ele pediu pra ela deixar as ferramentas na mesa, e ela saiu achando que ia ser mandada embora, porque a tesoura era de plástico.

Foi nesse período, segundo ela, que ela viveu o momento que define a história. Um dia, ela não tinha os R$ 3,50 da passagem pra voltar pra casa, e foi perguntar pro Escurinho se ele podia emprestar, com medo da reação. Ele tava cortando um cabelo, segundo ela, e deu uma piscadinha pra moça do caixa, que passou o dinheiro, e quando a moça perguntou se queria anotar no caderno, ele disse que não. Foi, segundo ela, o momento em que ela entendeu que alguém acreditou nela sem ela precisar provar nada, e que, segundo ela, foi o que fez ela não desistir. Foi também o Escurinho, segundo ela, que pagou com o próprio cheque a primeira tesoura profissional que ela comprou, com desconto do vendedor, e que segurou as crianças em casa enquanto ela ia fazer curso em São Paulo, durante 10 anos de muita formação.

Do salão emprestado ao salão próprio, com sogra fazendo bolo na inauguração

Depois dos 10 anos, segundo ela, ela montou uma sociedade com a sobrinha do Escurinho, que trabalhava com ela, e que ficou uns 4, 5 anos ali na frente do Palace Hotel, e onde ela teve, segundo ela, a primeira noção do que era ter um salão, e de que empreender era diferente de empregar, porque o aluguel, a energia, o produto, passam a ser responsabilidade de quem assina. Depois, segundo ela, ela voou sozinha, com o Márcio do lado, e com tudo comprado fiado, do sofá à geladeira, e com a sogra fazendo o bolo da inauguração, porque a cliente, segundo ela, podia não aparecer.

A virada de chave, segundo ela, veio de uma cliente, que perguntou por que ela não comprava um salão próprio, e que ela, segundo ela, achou que era loucura, e foi pra casa contar pro Márcio, e que acabou virando o salão que eles reformaram e onde ela está hoje. Foram 2 anos, segundo ela, pra pagar tudo, e nesse tempo ela continuou investindo em curso, e formando outras profissionais da cidade, segundo ela, o que ela considera o melhor da profissão, que é passar o conhecimento pra frente. Foi nesse salão, segundo ela, que ela passou a ser não só a cabeleireira, mas a profissional que o cliente procura pra conversar, pra orar, e pra ser ouvida, e que, segundo ela, é o mesmo ofício que a terapia capilar e a cadeira de corte, porque tudo, no fim, é cuidado.

2005, a terapia capilar que voltou com a Covid, e o tricoscópio que mostra o que ninguém vê

A terapia capilar, segundo ela, não é coisa de agora, e ela fez o curso em 2005, em Prudente, pela Vitaderme, e chegou a atender no próprio salão do Escurinho, numa sala reservada, mas, segundo ela, a sala era do salão, e ela não podia mudar o jeito dele de trabalhar. Largou a terapia por um tempo, segundo ela, foi pra sociedade, depois pra sozinha, e a terapia ficou guardada, até a Covid chegar, segundo ela, derrubando cabelos, e fazendo as clientes voltarem a perguntar sobre o que fazer com a queda.

Foi quando, segundo ela, ela voltou pra sala de aula, e voltou a atender a terapia, e a diferença, segundo ela, é o tricoscópio, equipamento que mostra em detalhe o couro cabeludo, e que faz a cliente, segundo ela, ver o que ela mesma não via, e que muda, segundo ela, a forma como ela entende a queda, e a forma como ela decide o tratamento, e que ela explica que hoje o corpo entende que o cabelo não é vital, e que, segundo ela, em caso de doença, o organismo larga o cabelo pra cuidar do que é vital, e por isso, segundo ela, tratar o couro cabeludo é a única forma de prevenir, antes que não tenha mais o que cuidar.

Onde encontrar

Isis Nascimento é cabeleireira e terapeuta capilar, com salão próprio em Dracena, SP, e atende corte, coloração, e terapia capilar com tricoscópio. Acompanhe o trabalho dela pelo Instagram @isis_nascimentooficial.

Resumo do episódio

Isis Nascimento começou aos 13 anos como cabeleireira por insistência da mãe, chegou a Dracena aos 16 com tesoura de plástico e trabalhou 10 anos no salão do Escurinho, onde recebeu apoio fundamental para não desistir, até montar seu próprio negócio com ajuda do marido e investimento contínuo em formação, combinando corte, coloração e terapia capilar com tricoscópio.

Principais aprendizados

  • Começar com ferramentas improvisadas não determina o sucesso se houver pessoas que acreditam no potencial
  • O apoio emocional do parceiro é fundamental nos momentos de crise ao empreender
  • Investimento contínuo em cursos e formação profissional diferencia o trabalho e atrai clientes de longo prazo
  • Passar conhecimento para outras profissionais é parte do ofício e gera satisfação na carreira
  • O atendimento terapêutico no salão envolve cuidado integral, combinando escuta, orientação espiritual e técnica profissional

Perguntas respondidas neste episódio

Como Isis Nascimento começou na carreira de cabeleireira?

Começou aos 13 anos após a mãe pagar cursos profissionais. Aos 15 ou 16 anos começou a trabalhar no salão da mãe em Flora Rica, na rodoviária, onde desenvolveu interesse pela profissão e aprendeu sobre responsabilidade de um salão.

Qual foi o momento decisivo que a manteve na profissão?

Quando estava no salão do Escurinho sem dinheiro para passagem, pediu emprestado R$ 3,50 e o Escurinho emprestou sem pedir anotação. Esse gesto de confiança foi o que a fez não desistir da carreira.

Como Isis montou seu próprio salão?

Após 10 anos no Escurinho, fez uma sociedade de 4 a 5 anos em frente ao Palace Hotel, depois voou sozinha com apoio do marido, comprando móveis e equipamentos fiado, com a sogra preparando o bolo de inauguração. Levou 2 anos para pagar tudo.

O que é terapia capilar com tricoscópio?

É um tratamento que Isis faz desde 2005 com equipamento que mostra em detalhe o couro cabeludo. O tricoscópio permite o cliente ver problemas que não via a olho nu, mudando a forma como entende a queda e decide o tratamento.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.