#246

Do parto com 14 anos à UTI que virou “minha casa”: a história de Julia e Rafael, e da Casa de Repouso Mariana Ramos | #246

29 de agosto de 2023 • 12 min de leitura

Este texto vem do episódio #246 do AdamiCast

No episódio #246 do AdamiCast, em 29 de agosto de 2023, Julia Ramos e Rafael Nogueira Perez, proprietários da Casa de Repouso Mariana Ramos, contaram a história que começa com uma menina que cresceu vendo a mãe parteira, e que fez o 1º parto aos 14 anos por necessidade, e que virou técnica em enfermagem, e que trabalhou décadas na UTI (e era a última a sair, porque a UTI virou “minha casa”), e que se aposentou, e que foi aí que o sonho antigo da mãe (Mariana Ramos) ganhou forma: ter um lugar que amparasse idosos. Foi uma conversa de mais de 2 horas, passando pelo fisioterapeuta de Pauliceia que chegou pra trabalhar na UTI em Dracena e conheceu a Julia e a Teresa Francisco, pelas reuniões informais na casa da Julia com 3 sócios, pela 1ª casa em março de 2019 na rua Irradiação com 9 pacientes (a 1ª hóspede era parente da Teresa), pelo irmão do senhor que a Julia cuidava em Jamaica que ofereceu a casa da família pra locar (e a 2ª casa nasceu), pelo idoso que veio de Uber de Barretos pra ficar na casa, e pela frase que a Julia mais repete, de que a mãe sempre quis um lugar que amparasse idosos, e que o sonho dela passou pra vontade dela, e que ela conseguiu realizar.

Da mãe parteira e do parto com 14 anos à UTI que virou “minha casa” e à aposentadoria que abriu o sonho da mãe (Mariana Ramos) de amparar idosos

A Julia, lembra ela, sempre quis trabalhar na área da saúde, e a mãe era parteira, e já vinha de lá uma vocação, e com 14 anos ela fez o 1º parto (não porque ela quis, foi por necessidade), e a pessoa é adulta e tá aí viva, e segundo ela, e o Pedro e a Mariana, segundo ela, mais admiram no AdamiCast, é que a vida puxa a gente pra área antes da gente escolher. E ela foi artesã, foi costureira, e entrou pra área da saúde, e trabalhou sempre na UTI como intensivista, e ela amava, e era a última a sair, e a UTI virou praticamente “a minha casa”, porque o paciente fica muito na mão da gente, e ele não tem familiar, ele não tem ninguém, ele não tem acesso a ninguém, e fica “você, Deus e ele”, e ela aprendeu muito com as pessoas jovens (que estão no auge do entendimento, no auge do recém-formado), e ela sempre gostou de trabalhar com pessoas jovens, e se manter jovem, e ela se aposentou, e aí veio o tempo de pensar, e foi aí que o sonho antigo da mãe ganhou forma, e a mãe sempre comentou, lembra a Julia, que queria um lugar que amparasse idosos, e a Julia quis dar continuidade a esse sonho.

Do fisioterapeuta de Pauliceia que chegou pra trabalhar na UTI em Dracena e conheceu a Julia e a Teresa à vontade de ter negócio próprio e ao trio que se completou

O Rafael, lembra ele, é fisioterapeuta, e veio de Pauliceia há 5 anos, e primeiro morou em Panorama, e depois voltou pra Pauliceia, e surgiu uma vaga pra trabalhar na UTI em Dracena (na Santa Casa), e ele foi, e lá conheceu a Julia e a Teresa Francisco (enfermeira), e depois de 1 ou 2 anos a Julia se aposentou, e o Rafael e a Teresa permaneceram na UTI, e eles sempre conversavam sobre a casa de repouso, e a Julia falava “nós temos aí um desejo de abrir uma casa de repouso”, mas era difícil manter os 2 lugares, e quando a Julia se aposentou, e a Teresa também se aposentou, eles começaram a se reunir, e o Rafael tinha acabado de chegar na cidade, e o intuito era o mesmo: querer crescer, querer trabalhar, querer ter o próprio negócio, e buscar crescer na vida, e eles fizeram reuniões informais na casa da Julia, e começaram a pôr a mão no bolso, e segundo o Rafael, “foi Deus mesmo na nossa vida”, e a Julia fala “foi muito Deus”, e eles três se completaram, e segundo eles, e o Pedro e a Mariana, segundo eles, mais admiram no AdamiCast, é que fizeram um trio quase perfeito (perfeito não existe, têm as diferenças, faz parte, se espantam de vez em quando), e deram muito certo, e tão na 3ª casa hoje.

Das reuniões informais na casa da Julia à 1ª casa em março de 2019, na rua Irradiação, com 9 pacientes e a 1ª hóspede sendo parente da Teresa

Depois das reuniões, lembra a Julia, eles começaram a empresa em março de 2019, e começaram numa casa simples na rua Irradiação, e o proprietário nem queria locar, lembra ela, e ela implorou, e ele ficou comovido com o projeto, e acabou locando, e eles começaram com 9 pacientes, e a 1ª hóspede foi uma parente da Teresa, e a 2ª hóspede foi a mãe de uma senhora de 70 e poucos anos (quase 80) que já tava precisando de atendimento, e o boca a boca foi fazendo a divulgação, e as famílias dos próprios hóspedes começaram a procurar, e a recomendar, e a expansão foi rápida, e hoje eles atendem 5 a 6 municípios (Venceslau, Panorama, Monte Castelo, Tupi Paulista, Dracena, Junqueirópolis, já tiveram de Adamantina, Flórida Paulista, Andradina, e até Barretos), e segundo a Julia, a divulgação maior foram os próprios familiares, e a confiança vai crescendo, e o poder elogiar à frente, depois de ver que tá tudo certinho, é o que mantém a casa cheia, e a casa 1 (Praça Rotter) continua sendo a número 1, e a casa 2 (Jamaica) e a casa 3 vieram depois.

Do conhecido que sugeriu mudar pra casa maior (Praça Rotter) ao irmão do senhor que a Julia cuidava em Jamaica que ofereceu a casa da família pra locar, e a 2ª casa que nasceu do nada

Depois de 1 ano e meio a 2 anos na casa da Irradiação, lembra o Rafael, um conhecido sugeriu “por que vocês não mudam pra uma casa maior?”, e a preocupação era real: o aluguel ia ser maior, e a quantidade de funcionários ia ser maior, e “no final das contas, por mais boa vontade que vocês tenham, é uma empresa, e você resume a números no final”, lembra o Rafael, e eles foram, e enfrentaram, e locaram a casa maior (a casa 1, na Praça Rotter), e transferiram os hóspedes da Irradiação, e a casa 1 continua sendo a número 1, e os clientes foram divulgando, e começaram a divulgar pelas redes sociais, e começaram a fazer parceria com municípios, e foi crescendo. A 2ª casa (Jamaica) nasceu de outro jeito, lembra a Julia, e ela cuidava de um senhor lá, e o irmão dele morava em São Paulo, e ele veio visitar o irmão, e a Julia contou da casa que tinham aberto, e ele veio conhecer, e se encantou, e propôs: “eu te alugo a casa, e o meu irmão se torna hóspede”, e ele já conhecia a Julia, e já sabia pra quem estaria entregando o irmão, e confiança dupla, e alugar o imóvel com eles ali, e a casa 2 nasceu antes mesmo da reforma, e eles já foram levando 2 ou 3, e não vencia mais a vaga, e segundo a Julia, e o Pedro e a Mariana, segundo ela, mais admiram no AdamiCast, é que às vezes a oportunidade vem de um lugar que você não esperava.

Do “é o precisar, não o querer” ao 5-6 municípios atendidos, do idoso que veio de Uber de Barretos ao “aqui não sou fardo, o olhar é 100% pro idoso”

A casa de repouso, lembra a Julia, atende uma demanda grande, e o idoso a partir do momento que se torna idoso requer cuidados específicos, e esses cuidados vão demandando uma situação financeira legal, e manter o idoso em casa sai muito mais caro do que na casa de repouso, porque na casa de repouso ele é monitorado 24 horas por dia, e como se você tivesse um monte de equipe, e você paga uma fração desses profissionais (cuidador, auxiliar, fisioterapeuta, psicólogo, fonoaudiólogo, e às vezes médico, nutricionista, enfermeira), e em casa você teria que ter uns 5 funcionários, e fora os outros profissionais, e fora o rodízio, e fora o noturno, e fora a confiança. E o preconceito que existe (“a família não quer cuidar e deixou lá dentro”), lembra a Julia, cai por terra, porque quem mora longe (de São Paulo, de Minas, de outras cidades) recorre à casa de repouso por necessidade, e às vezes até o próprio idoso não quer dar trabalho, e o próprio idoso vai de Uber de Barretos sozinho pra ficar na casa, e a Julia fala “ela já tinha vindo uma vez por necessidade, e resolveu não ficar mais com o familiar, e pegou o Uber, bateu a palma, e falou chegou”, e isso é gratificante, e segundo a Julia, e o Pedro e a Mariana, segundo ela, mais admiram no AdamiCast, é que a casa é a casa do idoso, e ele toma posse (“esse é o meu quarto, essa é a minha cama”), e ele fala “aqui o olhar é 100% pro idoso, eu não sou fardo, o pessoal tá aqui pra isso”, e é o que ela mais ouve, e a frase que ela mais repete, de que “é o precisar, não o querer”, porque todo mundo trabalha, e às vezes sai mais caro manter em casa.

Do “Mariana Ramos” homenagem à mãe, do “sonho dela passou pra vontade dela”, aos 4 turnos com fisioterapeuta, psicóloga, enfermeira, auxiliar, cuidadoras, médico e nutricionista, e à 4ª casa que vem em 2024

O nome “Mariana Ramos” é homenagem à mãe da Julia, lembra ela, e é o sonho da mãe que virou realidade, e a Julia fala “o sonho dela passou pra vontade dela, e entre elas, ela sempre comentou que queria um lugar que amparasse idosos, e eu quis dar continuidade, e eu precisava também de um trabalho, e foi aí que a gente foi conversando”, e “foi Deus mesmo na nossa vida”, e a casa 3 (que a Julia não entrou em detalhes pra não virar caso) veio depois, e os clientes foram divulgando, e cresceu rápido. Hoje a equipe, lembra a Julia, tem fisioterapeuta, psicóloga, enfermeira, auxiliar, cuidadoras, médico e nutricionista (alguns 2 vezes por semana, outros 1 vez, outros quinzenal), e o Rafael lembra que tem os 4 turnos (manhãzinha, tarde, noite, madrugada), e a Julia entra às 7h e só sabe a hora que entra, e a demanda é grande, e o idoso requer cuidados 24 horas, e o olhar é 100% pro idoso, e a renda deles vem dos idosos que pagam (cada idoso contribui com x por mês, dividido entre 10 irmãos às vezes, e mesmo quem tem muito paga o mesmo que quem tem pouco), e o faturamento ainda não é grande, e eles batalham pra continuar construindo, e a 4ª casa vem em 2024, e vários municípios já pediram pra cuidar de pessoas com problemas psiquiátricos, e o Pedro brincou “é tipo 2019, vocês falaram, e agora tão querendo deixar tudo redondinho, dar uma respirada”, e segundo a Julia, e o Pedro e a Mariana, segundo ela, mais admiram no AdamiCast, é que eles querem dar mais assistência, pros idosos e pros funcionários, e investir em equipamentos, e deixar tudo em ordem, e depois a gente vê o que acontece.

Onde encontrar

A Casa de Repouso Mariana Ramos atende em Dracena, SP, com 3 unidades (a 1ª na Praça Rotter, a 2ª em Jamaica, e a 3ª que a Julia não entrou em detalhes), com 4 turnos (manhã, tarde, noite, madrugada), com equipe de fisioterapeuta, psicóloga, enfermeira, auxiliar, cuidadoras, médico e nutricionista, com 5 a 6 municípios atendidos (Dracena, Junqueirópolis, Tupi Paulista, Monte Castelo, Panorama, Venceslau, e com hóspedes de Adamantina, Flórida Paulista, Andradina, e até Barretos), com 4 anos de história (desde março de 2019), com a 1ª hóspede sendo parente da Teresa, e com a frase que a Julia mais repete, de que “é o precisar, não o querer”, e com o nome “Mariana Ramos” sendo homenagem à mãe da Julia, e com o sonho da mãe realizado, e com a 4ª casa prevista pra 2024. Acompanhe pelo Instagram da Casa de Repouso Mariana Ramos @casaderepousomarianaramos. Se você precisa de uma casa de repouso, segundo a Julia, o que vale é a confiança, e segundo ela, é o que ela mais fala, e segundo ela, é o que o Pedro e a Mariana, segundo ela, mais admiram no AdamiCast, de que manter o idoso em casa sai muito mais caro, e de que a casa de repouso paga uma fração de uma equipe 24 horas, e de que a confiança vem do boca a boca, e de que o idoso é cuidado 100% do olhar da equipe, e não é fardo.

Resumo do episódio

Julia Ramos, que começou fazendo partos aos 14 anos e trabalhou décadas na UTI, se aposentou e realizou o sonho da mãe Mariana Ramos ao fundar a Casa de Repouso Mariana Ramos em 2019 junto com Rafael e Teresa. A história mostra como a necessidade de cuidados para idosos, a confiança gerada pelo boca a boca, e a experiência em saúde levaram à expansão de uma a três casas que atendem 5 a 6 municípios, com equipe multidisciplinar disponível 24 horas.

Principais aprendizados

  • O cuidado de um idoso em casa sai mais caro do que em casa de repouso porque na casa há monitoramento 24 horas com equipe compartilhada (cuidador, auxiliar, fisioterapeuta, psicólogo, fonoaudiólogo, médico, nutricionista).
  • A confiança é mantida principalmente pelo boca a boca e pelas recomendações das próprias famílias dos hóspedes que veem o cuidado de perto.
  • A Casa de Repouso Mariana Ramos nasceu do sonho da mãe de Julia em amparar idosos, um desejo que passou de geração a geração e se concretizou em março de 2019.
  • Idosos que residem longe recorrem à casa de repouso por necessidade, e muitos preferem esse cuidado institucional a sobrecarregar seus familiares.
  • A oportunidade de expansão pode vir de lugares inesperados, como a segunda casa nascida da proposta de um irmão que visitou e se encantou com o projeto.

Perguntas respondidas neste episódio

Quanto custa manter um idoso em casa de repouso em comparação com manter em casa?

Manter o idoso em casa sai muito mais caro do que na casa de repouso. Na casa há monitoramento 24 horas com uma fração de profissionais compartilhados (cuidador, auxiliar, fisioterapeuta, psicólogo, fonoaudiólogo, médico, nutricionista). Em casa seria necessário ter cerca de 5 funcionários mais outros profissionais, além de lidar com rodízios noturnos e confiança.

Qual a história por trás do nome Casa de Repouso Mariana Ramos?

O nome é homenagem à mãe de Julia, Mariana Ramos. O sonho da mãe de ter um lugar que amparasse idosos passou como vontade para Julia, que decidiu dar continuidade a esse desejo quando se aposentou, realizando o que a mãe sempre comentava.

Como a Casa de Repouso Mariana Ramos começou em 2019?

A casa começou em março de 2019 numa casa simples na rua Irradiação com 9 pacientes. O proprietário não queria locar, mas ficou comovido com o projeto. A primeira hóspede foi parente de Teresa, uma das sócias, e o crescimento aconteceu rapidamente via boca a boca.

Como a segunda casa nasceu e qual foi o diferencial?

A segunda casa em Jamaica nasceu quando Julia cuidava de um senhor lá. O irmão dele visitou, conheceu o projeto, se encantou, e ofereceu sua casa para locar. O idoso (irmão) se tornou hóspede, criando uma situação de confiança dupla que levou ao crescimento rápido antes mesmo da reforma.

Quantos municípios a casa de repouso atende atualmente?

A Casa de Repouso Mariana Ramos atende 5 a 6 municípios principais: Dracena, Junqueirópolis, Tupi Paulista, Monte Castelo, Panorama e Venceslau. Também já tiveram hóspedes de Adamantina, Flórida Paulista, Andradina e até de Barretos.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.