#223

Do AMI de Dracena à clínica ECOS: a história do Dr. Enrico Bottazzo | #223

06 de junho de 2023 • 8 min de leitura

Este texto vem do episódio #223 do AdamiCast

No episódio #223 do AdamiCast, em 6 de junho de 2023, o médico radiologista Dr. Enrico Bottazzo contou como saiu de Dracena em 1999 pra fazer faculdade de medicina em Presidente Prudente, voltou pra cidade em 2009 como o primeiro radiologista do AMI/HM, e em 2015 abriu com a Dra. Fernanda, a sócia, a ECOS Diagnóstico, que começou como ultrassonografia e virou referência regional em densitometria corporal, mamografia, raio X, e ultrassom. Foi uma conversa de mais de duas horas, passando pela especialidade que elegeu por ser fechada e ter pouco contato com o paciente, pela ligação em férias de Londrina que mudou a vida dele, e pela escolha de humanizar a radiologia mesmo no escuro, onde ele diz que se vê o submundo da medicina.

Enrico nasceu em Dracena, mudou com a família pra Andradina aos poucos anos de vida, e voltou pra Dracena aos 10. Cresceu na natação, influenciado pelo Ricardo Prado, que era da cidade, virou tenista, tentou música, passou por handball, luta, bicicleta, e hoje está na corrida. O esporte, segundo ele, é o que equilibra a rotina de quem trabalha 800 tomografias por mês, 1.000 ultrassons, 2.000 raio X, e 1.500 densitometrias, e que ainda encontra tempo pra atender, com calma, o paciente que chega com medo. A história dele é a história de quem decidiu transformar o escuro da especialidade em tempo de escuta, mesmo com a pressão de volume que tem dentro do sistema público.

De Dracena a Rio Preto, e a especialidade que elegeu sem muito contato

Enrico entrou na faculdade de medicina em Presidente Prudente em 1999, seguindo o exemplo do irmão, que já era médico. Formou em 2004, trabalhou um ano, e entrou na residência de radiologia em 2006, no HB de São José do Rio Preto, onde ficou três anos, e complementou com o R4 em Londrina, focado em ressonância magnética, o método mais moderno e completo da especialidade, segundo ele. A escolha da radiologia veio mais pro final da faculdade, segundo ele, porque é uma especialidade que tem pouco contato com o paciente na própria faculdade, e que ele só foi entender melhor quando começou a praticar.

Foi nessa fase, segundo ele, que ele começou a perceber que a radiologia é quase o submundo da medicina. No hospital, o setor fica no subsolo, é escuro, e o contato com o paciente é praticamente zero, salvo na ultrassonografia, que é o único momento em que o radiologista atende a pessoa. A maioria dos médicos mais antigos, segundo ele, nem olha pro paciente, lê o pedido, faz o exame, e assina o laudo. Foi essa distância da especialidade, segundo ele, que fez com que ele decidisse, desde o começo, que o diferencial dele seria fazer diferente, e olhar pro paciente com calma, mesmo com pouco tempo, porque aquela atenção, segundo ele, vale por todas as horas de linha de produção.

A ligação de Londrina pro AMI, e o primeiro radiologista do hospital

Em 2009, no meio das férias da R4 em Londrina, Enrico recebeu uma ligação do Dr. Leo Saldanha, que ficou sabendo pelo irmão dele, médico em Dracena, que o AMI estava abrindo o serviço de radiologia e não tinha profissional pra assumir. Ele foi até a Santa Casa conversar com o pessoal, saiu meio que contratado, mas avisou que tinha compromisso com o serviço de Londrina. Voltou pra lá, conversou com o chefe, e voltou pra Dracena pra assumir o serviço em 2009, sendo, segundo ele, o primeiro médico radiologista do AMI/HM, e colocando os primeiros tijolinhos do que viria a ser um dos maiores serviços de radiologia do interior de São Paulo.

O crescimento foi rápido, segundo ele. No segundo mês, o volume já era o dobro do que tinham previsto, e foi só crescendo, porque, segundo ele, quando o serviço é bom, a indicação corre, e a população de toda a região, não só de Dracena, começou a procurar o AMI pra fazer os exames. Hoje, segundo ele, o serviço tem cinco radiologistas, e faz por mês, em números arredondados, 800 tomografias, 1.000 ultrassonografias, mais de 2.000 raio X, e 1.500 densitometrias, volume que ele compara com hospitais grandes. Mas ele frisa: o AMI é serviço do governo do estado, e o nome que está ali é o AMI, não o dele, e que isso foi uma das motivações pra ele abrir a clínica própria.

2015, a ECOS Diagnóstico, e a humanização dentro da radiologia

Em 2015, com a Dra. Fernanda, que tinha chegado ao AMI um ano depois dele e virou sócia, Enrico abriu a ECOS Diagnóstico, que começou como ECOS Ultrassonografia Avançada, com um ultrassom, uma sala alugada na clínica da família, e o capital dos dois. O começo, segundo ele, foi um passinho atrás do outro, porque ele é mais conservador e a Fernanda é mais afoita, e o equilíbrio dos dois é o que fez a clínica crescer. A primeira expansão foi a máquina de raio X e a densitometria, e depois vieram outras.

O grande diferencial da ECOS, segundo ele, é exatamente o que ele busca fazer desde o começo no AMI, que é humanizar a radiologia. Na clínica, segundo ele, o tempo é outro, é maior, dá pra puxar assunto, perguntar como o paciente está, explicar o exame, e o retorno, segundo ele, é de outro nível. A mamografia, que é o exame que mais tem resistência por causa da dor, ele conta que a máquina moderna é muito menos agressiva, e que o medo, na maioria das vezes, é maior que a dor real. Foi um caso que a Mariana, no bate-papo, contou da própria mãe ter ido e voltado sem dor, e ele conta que a maior parte da resistência é cultural, e que a dor, quando tem, é suportável, e o benefício de fazer o exame, segundo ele, é infinitamente maior.

Outro ponto que ele trouxe, e que pouca gente sabe, é a diferença do nódulo de mama entre mulher e homem. No homem, segundo ele, o nódulo é raro, mas a maioria é maligno, e por isso vai direto pra biópsia. Na mulher, segundo ele, a maioria é benigno, e o protocolo é de acompanhamento, segundo o Birads, que é a régua internacional. A diferença, segundo ele, é parte do que ele busca explicar no consultório, porque a mulher chega com medo, e o radiologista que olha e explica, segundo ele, é o primeiro passo do tratamento, mesmo sem ser o médico que vai conduzir o caso.

Esporte, densitometria corporal, e a diferença entre a mulher e o homem que vai ao consultório

Sobre a prática de atividade física e o exame, ele contou que atende o Paulo Paula, corredor olímpico da região, que faz densitometria a cada três meses pra acompanhar a massa corporal e ver se o suplemento que ele toma está sendo efetivo. A densitometria corporal, segundo ele, é o exame mais sofisticado pra avaliar composição corporal hoje em dia, e muito mais detalhado que a bioimpedância, porque, segundo ele, exclui a água, e dá o peso da massa magra, da gordura, e das porcentagens, sem a variação que a hidratação causa.

Sobre o público, ele lembrou que 80% dos atendimentos da clínica são mulheres, e que o homem só procura quando está mal mesmo, e que a mulher se previne mais e se cuida melhor. Ele lembrou que isso é uma diferença cultural, e que o trabalho dele, como radiologista, é fazer o exame com qualidade e explicar o resultado, pra que a mulher tenha informação pra cuidar da própria saúde. A corrida, segundo ele, é o que ele faz hoje pra equilibrar a rotina pesada de quem vê 800 tomografias por mês, e o tênis, que ele jogou na infância e tentou voltar na pandemia, machucou as costas, e o Pilates, que ele faz pra compensar, e a música, que ele tentou, mas que não engrenou.

Onde encontrar

O Dr. Enrico Bottazzo é médico radiologista, com especialização em radiologia e diagnóstico por imagem, e atua no AMI de Dracena e na ECOS Diagnóstico, clínica que fundou em 2015 com a Dra. Fernanda, em Dracena, SP. Acompanhe o trabalho da clínica pelo Instagram @clinicaecosdiagnostico, e o pessoal do Dr. Enrico pelo @ebottazzo.

Resumo do episódio

O Dr. Enrico Bottazzo, radiologista formado em 2004, relata sua trajetória de Dracena a Presidente Prudente e Rio Preto, chegando ao AMI em 2009 como primeiro radiologista da instituição. Em 2015, fundou com a Dra. Fernanda a ECOS Diagnóstico, que evoluiu de uma clínica de ultrassom para referência regional em densitometria, mamografia, raio X e ultrassom. A conversa aborda como humanizar a radiologia mesmo diante de um volume de 800 tomografias, 1.000 ultrassons, 2.000 raio X e 1.500 densitometrias mensais, transformando o que ele chama de submundo da medicina em tempo de escuta com o paciente.

Principais aprendizados

  • A radiologia é uma especialidade de pouco contato com o paciente, exceto na ultrassonografia, onde é o único momento em que o radiologista atende a pessoa.
  • O protocolo internacional para acompanhamento de nódulos de mama em mulheres é baseado na classificação Birads, enquanto que em homens a maioria dos nódulos é maligna e vai direto para biópsia.
  • A densitometria corporal é o exame mais sofisticado para avaliar composição corporal, pois exclui a água e fornece peso de massa magra, gordura e porcentagens sem variação da hidratação.
  • O AMI de Dracena realiza mensalmente 800 tomografias, 1.000 ultrassonografias, mais de 2.000 raio X e 1.500 densitometrias, volume comparável ao de hospitais grandes.
  • A mamografia moderna é menos agressiva que modelos antigos, e a maior parte da resistência ao exame é cultural, enquanto a dor real é suportável.

Perguntas respondidas neste episódio

Por que a radiologia é considerada o submundo da medicina?

Porque o setor funciona geralmente no subsolo do hospital, é escuro, e o contato com o paciente é praticamente zero, salvo na ultrassonografia. A maioria dos médicos antigos lê o pedido, faz o exame e assina o laudo sem olhar para o paciente.

Como funciona a densitometria corporal e qual é sua vantagem?

A densitometria corporal é o exame mais sofisticado para avaliar composição corporal. Ela exclui a água e fornece o peso da massa magra, gordura e suas porcentagens sem a variação causada pela hidratação, sendo muito mais detalhado que a bioimpedância.

Qual é a diferença no protocolo de tratamento de nódulo de mama entre homens e mulheres?

No homem, o nódulo é raro, mas a maioria é maligno e vai direto para biópsia. Na mulher, a maioria é benigno, e o protocolo é de acompanhamento conforme a classificação Birads, que é a régua internacional.

Como começou a ECOS Diagnóstico?

A ECOS começou em 2015 como ECOS Ultrassonografia Avançada com um ultrassom, uma sala alugada na clínica da família e o capital dos dois sócios. A primeira expansão foi a máquina de raio X e a densitometria, e depois vieram outras modalidades de diagnóstico.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.