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DJ Rogério Voros, o curitibano de Dracena que toca House Music há 5 anos e virou a casa dos quatro Rs | AdamiCast #145

15 de agosto de 2022 • 6 min de leitura

Este texto vem do episódio #145 do AdamiCast

Ele saiu de Dracena há cinco anos pra montar a vida em Curitiba, virou DJ de House Music, fez da casa o episídio de quatro pessoas que se chamam Rogério, e nunca perdeu o vínculo com a região onde cresceu. O DJ Rogério Voros veio ao AdamiCast pra contar a trajetória de quem saiu do interior pra tocar nas capitais do Sul, como é a vida de DJ que faz 100 cidades em rodízio, e por que a casa que ele mora tem mais confusão de nome do que o Cartório de Registro Civil.

Dracena pra Curitiba, cinco anos depois

A história do Rogério começa em Dracena, onde ele cresceu e onde tem os amigos de longa data. A mudança pra Curitiba veio pela vida adulta, e o período de adaptação foi menos sobre a cidade em si e mais sobre o jeito curitibano de ser. “O Curitibano é muito fechado“, diz, e não é crítica — é constatação. A social funciona diferente, o convite funciona diferente, e o jeito de fazer amizade exige tempo que o interior não exige. Depois de cinco anos, ele já se encaixou, mas admite que o primeiro ano foi de observação.

O detalhe mais importante é que a mudança não apagou o vínculo com Dracena. Pelo contrário, o Rogério continua vindo, mesmo que a cada dois ou três anos, e a ligação com o pessoal do podcast é o tipo de amizade que sobrevive à distância e à mudança de rotina. É o lado bom de quem construiu raízes em dois lugares, e que sabe separar o que é raiz do que é raiz em cada canto.

Do House Music à vida de Home Office

O Rogério é DJ, mas não é DJ full time. A carreira musical foi construída em paralelo com outras ocupações, e o que sustenta a vida financeira dele hoje é o trabalho de Home Office, em horário comercial, com a disciplina de quem entende que home office não é “trabalhar de pijama“ — é trabalhar com a mesma dedicação de quem está em escritório, com a vantagem de poder lavar a louça entre uma reunião e outra. A rotina começa cedo, passa pela academia, e começa o expediente com a cabeça no lugar. É o tipo de organização que o DJ com agenda de fim de semana aprende a cultivar pra não quebrar.

A combinação dos dois universos dá uma dinâmica que ele descreve com clareza: durante a semana, é o profissional do Home Office, com horário e cobrança; no fim de semana, é o DJ que toca em casa noturna, festa, evento. Os dois universos convivem sem brigar, e o que muda é a cabeça. É o tipo de vida híbrida que muita gente de 30-40 anos está construindo, e que o Rogério já tem como experiência consolidada.

Tocar nas capitais do Sul: o DJ que rodava 100 cidades

Quando ele lembra da fase mais ativa como DJ, vem a memória de rodar 100 cidades. Curitiba, Joinville, Criciúma, Porto Alegre, Balneário Camboriú, Florianópolis — a vida era estrada, evento, toca, volta, e na semana seguinte de novo. A diferença de energia entre uma cidade e outra era perceptível: capital tinha público mais aberto pra House, interior tinha repertório diferente, e a sintonia com o público exigia leitura rápida do ambiente. É o tipo de experiência que só rodando pra fazer.

O Rogério parou de fazer a rodízio intenso faz uns anos, mas a experiência ficou, e o gosto pela música continua. Hoje ele toca em eventos da região, faz set no Mixcloud, e mantém o vínculo com a cena. É o tipo de transição que vira regra depois dos 35, quando o corpo e a vida pedem outra relação com o trabalho.

A casa dos quatro Rs

Talvez a história mais engraçada do bate-papo é a da casa onde o Rogério mora, que virou a “casa dos quatro Rs“. São quatro pessoas com o mesmo primeiro nome, todas chamadas Rogério, dividindo o mesmo endereço. Os vizinhos confundem, o carteiro confunde, o Uber confunde, e até o cartório teve que parar pra entender quem é quem. É o tipo de coincidência que só acontece em vida real, e que mostra como o nome é mais popular do que a gente imagina.

A história da casa dos Rs virou piada interna, virou história de podcast, e virou exemplo de como a vida real é mais engraçada do que qualquer roteiro. O Rogério conta com a simplicidade de quem já está acostumado, mas a piada tem fundo: foi essa coincidência que virou tema de conversa, que virou ligação entre os quatro, e que mostra que amizade boa não precisa de muito, só de tempo e de nome repetido.

Onde encontrar o DJ Rogério Voros

O DJ Rogério Voros toca House Music em Curitiba-PR e região, com sets disponíveis no Mixcloud pra quem quiser ouvir o repertório. Pra acompanhar a agenda de eventos, novidades e a vida em Curitiba: @djrogeriovoros. O convite é pra quem quer ver como é a vida de quem saiu do interior pra construir carreira em outro estado, sem perder o vínculo com a origem, e que leva a música como complemento e não como destino. É o tipo de história que só o podcast de Dracena consegue contar, e o Rogério é o tipo de amigo que faz valer a pena ter o bate-papo.

Resumo do episódio

DJ Rogério Voros saiu de Dracena para Curitiba cinco anos atrás e construiu uma carreira em House Music paralela ao trabalho de home office, rodando até 100 cidades no Sul do país. O episódio aborda como ele concilia os dois universos profissionais, a adaptação à cultura curitibana, a experiência intensa de tocar em diferentes capitais e a coincidência cômica de morar em uma casa com três outros Rogérios. A história mostra a trajetória de quem saiu do interior sem perder as raízes e o vínculo com a origem.

Principais aprendizados

  • A carreira de DJ pode funcionar em paralelo com outro trabalho de tempo integral, exigindo organização e disciplina para manter ambos os universos sem conflito.
  • A adaptação para uma capital como Curitiba envolve compreender diferenças culturais no jeito de ser e fazer amizades, que podem levar um ano ou mais para se consolidar.
  • Tocar em diferentes cidades exige leitura rápida do público e ajuste do repertório, pois capitais e interiores têm públicos com preferências distintas.
  • O vínculo com a cidade de origem pode ser mantido mesmo após mudança para outro estado, se cultivado através de visitas periódicas e relacionamentos duradouros.
  • A vida híbrida entre carreira musical e profissão tradicional é uma transição comum para pessoas acima dos 35 anos que redefinem sua relação com o trabalho.

Perguntas respondidas neste episódio

Como é trabalhar de home office enquanto se é DJ com agenda de fim de semana?

O trabalho de home office funciona em horário comercial com a mesma dedicação que um escritório tradicional, mas com vantagem de flexibilidade para atividades domésticas entre reuniões. No fim de semana, a cabeça muda para o universo de DJ em casas noturnas e eventos. Os dois universos convivem sem conflito quando há organização desde cedo, passando por academia e começando o expediente com foco.

Quais são as diferenças entre tocar House Music em capitais e em cidades do interior?

Capitais têm público mais aberto para House Music, enquanto cidades do interior têm repertório e preferências diferentes. A sintonia com o público exige leitura rápida do ambiente em cada localidade, adaptando o set conforme a energia e as expectativas de quem está presente.

Como é a adaptação de alguém que sai do interior para morar em Curitiba?

A adaptação para Curitiba é menos sobre a cidade em si e mais sobre o jeito curitibano de ser. O curitibano é muito fechado, a vida social funciona diferente, convites funcionam diferente e fazer amizade exige mais tempo. O primeiro ano é principalmente de observação, e depois de cinco anos é possível se encaixar na dinâmica local.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.