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De Irapuru a três Olimpíadas: a história de Paulo Paula e Luís Fernando, da Gêmeos Runners | #075

21 de dezembro de 2021 • 9 min de leitura

Este texto vem do episódio #75 do AdamiCast

A história de Paulo Paula é a história de alguém que realizou o sonho olímpico por três vezes seguidas, e cada uma delas veio de uma maneira diferente. A do Luís Fernando é a história de quem coloca a própria carreira em segundo plano pra colocar o irmão mais novo (ou o gêmeo, neste caso) na linha de frente. Os dois fundaram a Gêmeos Runners Assessoria Esportiva em 2012, no mesmo ano em que Paulo correu a primeira Olímpíada. Hoje, a assessoria atende corredores amadores em todo o Brasil e também no exterior.

A conversa do AdamiCast com os dois mostrou mais do que números e índices. Mostrou como dois gêmeos nascidos no interior de São Paulo, em Irapuru, perto de Dracena, foram parar em três Olímpíadas e transformaram a experiência de décadas de treino numa assessoria que forma corredores. Paulo mora em Portugal desde 2013. Luís está no Brasil. Os dois se completam pela genética, pelo sangue e pela rotina.

A descoberta no Ibirapuera: como dois gêmeos viraram maratonistas

Os gêmeos nasceram em Irapuru, município vizinho de Dracena, na Alta Paulista. Com 1 ano de idade, a família se mudou pra São Paulo por causa do trabalho do pai, que foi transferido pela CESP. Eles cresceram em Santo Amaro, zona sul paulistana, e começaram no esporte pelo futebol, não pelo atletismo. Paulo e Luís jogavam na várzea pelo Sete de Setembro, e foi o próprio técnico do time quem percebeu que os dois corriam o campo inteiro.

“O técnico do nosso time falou: ‘Gêmeos, vocês correm muito. Por que vocês não vão tentar o atletismo?’” Aos 16 anos, eles foram pro Ibirapuera fazer o teste de 1500 metros. Quem aplicou o teste foi Adauto Domingues, ex-atleta olímpico em Seul 88 e auxiliar técnico do bicampeão da São Silvestre Marílson Gomes. Saíram atropelando, sem noção de ritmo, quase morreram no fim, mas passaram. Adauto olhou pros dois e falou: “Amanhã vocês tragam os documentos, que vocês vão começar a treinar aqui no Ibirapuera.” Treinaram muito, mas nunca chegaram à seleção brasileira principal. Paulo começou a se destacar depois dos 25 anos, e foi aí que a maratona virou o caminho pra realizar o sonho olímpico.

De Londrina a três Olímpíadas: o currículo de Paulo Paula

A maratona foi a virada na carreira de Paulo Paula. Até os 25 anos, ele era um atleta mediano, que treinava muito mas não tinha resultados expressivos em pista. Quando migrou pra maratona, encontrou a distância ideal pro seu biótipo, e em três anos estava na seleção principal. A primeira Olímpíada veio em 2012, em Londres, depois de garantir o índice no último dia possível, em 15 de abril de 2012, na Maratona de Pádua, na Itália, com o tempo de 2h13min15, três segundos abaixo do índice. Terminou em 8º lugar, melhor resultado dele e um dos melhores da história do Brasil na distância.

Rio 2016 veio com o gostinho de casa. Paulo terminou em 15º lugar, e o detalhe que ele mais lembra é a torcida brasileira gritando o nome dele a cada posto de hidratação. “Paulo Paula, Paulo Paula.” Tóquio 2020 (realizada em 2021, transferida parcialmente pra Sapporo por causa do calor de Tóquio) foi a terceira Olímpíada, com 42 anos, terminando em 69º lugar. “Dadas as circunstâncias e a minha idade, só de completar a prova já foi uma grande vitória.”

Sevilha e Fukuoka: o recorde e a prova mais dura

O recorde pessoal de Paulo Paula é 2h09min51, feito na Maratona de Sevilha em 2022, marca de 3min04s por quilômetro que coloca qualquer maratonista brasileiro entre os melhores do país. Sevilha, na Espanha, é a maratona preferida dele: plana, rápida, com público caloroso, e a organização que trata bem os corredores. Foi a terceira ou quarta vez que correu lá, e em todas as provas o atendimento foi excelente.

Mas a prova mais marcante da carreira não foi Sevilha. Foi a Maratona de Fukuoka, em 2018, no Japão. No km 25, Paulo sentiu uma fisgada muito forte na coxa. Sabia que se parasse, perderia pontos importantes no ranking mundial de classificação. Correu os 17 km restantes com dor lancinante. Não pontuou no ranking, mas ele fala com orgulho: “Eu ganhei uma pontuação de guerreiro.” A Fukuoka virou marcador interno: a prova de que ele consegue empurrar o corpo além do limite quando é necessário, sem deixar a dor virar desculpa.

Gêmeos Runners Assessoria Esportiva: treino de gêmeo pra gêmeo

A Gêmeos Runners Assessoria Esportiva foi fundada em 2012, no mesmo ano da primeira Olímpíada de Paulo. A estrutura é simples e funciona há mais de uma década. Luís Fernando monta as planilhas semanais ou quinzenais pra cada atleta pelo aplicativo de corrida. Quando o aluno sobe o treino do relógio GPS, Luís analisa e dá feedback personalizado. É o atendimento presencial traduzido pro online, com a vantagem de não ter limite geográfico.

A assessoria atende corredores amadores em todo o Brasil, com base também na região de Dracena e Alta Paulista. Tem atleta online em Portugal e em outros países. Luís é o treinador; Paulo é o atleta-espetáculo e o espelho da marca. Quando os dois treinam juntos em Irapuru, na pista de terra da cidade e nas estradas rurais da região, viram referência viva pra quem está começando. “A gente está tentando limitar um pouco, porque a gente gosta de dar um atendimento bem personalizado, bem de perto.” Ainda têm vagas, mas não são ilimitadas.

A diferença entre a Gêmeos Runners e outras assessorias, segundo eles, é justamente essa: o atendimento de perto, o olhar individual, e a credibilidade de quem vive do esporte há 30 anos. Luís, como treinador, tem a vantagem adicional de ser gêmeo idêntico do atleta principal. “Eu sei exatamente quando ele está cansado, quando ele pode render mais. A gente tem a mesma genética, eu conheço o corpo dele melhor que ninguém.” No começo da assessoria, eles brigavam muito. “Eu passava um treino e ele falava: ‘Esse treino está muito forte’, ou ‘está muito fraco, quero fazer de outro jeito’.” Com o tempo, profissionalizaram a relação. Hoje, quando Paulo está em dúvida sobre um treino, confia na leitura do irmão.

Vida entre dois continentes e os planos pra Paris 2024

Paulo Paula mora em Maia, perto do Porto, em Portugal, desde 2013. Treina em estrada, em terreno plano, e vem ao Brasil todo ano pra visitar a família em Irapuru e a região. Luís Fernando está no Brasil, cuidando da carreira dele em solo nacional enquanto o irmão compete no circuito internacional de maratonas. Quando os dois se encontram em Irapuru, treinam juntos na pista de terra da cidade e nas estradas rurais, alternando piso de terra com asfalto. Foi assim que o Pedro Adami chegou a treinar com eles por um ou dois meses em 2017 e 2018, antes de perceber que o corpo pedia pra parar.

Paris 2024 é o próximo objetivo. Seria a quarta Olímpíada, aos 45 anos. O índice está mais difícil do que nunca, mas Paulo vai continuar tentando enquanto o corpo permitir. Se não passar o índice, ele corre maratonas internacionais, melhora a marca na categoria de idade, e principalmente ajuda os alunos da Gêmeos Runners a realizar os sonhos deles. “Eu quero continuar correndo, ajudar quem está começando, e mostrar que dá pra chegar lá.”

Como começar a correr: as dicas de Luís e Paulo

Luís resume em poucas palavras o que o corredor iniciante precisa saber. Primeiro, paciência. Não dá pra querer correr 10 km na primeira semana. O corpo precisa se adaptar, e a evolução natural é alternar caminhada com corrida leve, ir aumentando o volume aos poucos. Segundo, fortalecimento muscular. Musculação, pilates, qualquer atividade que prepare as articulações e o core. A maioria das lesões que ele vê na assessoria é por falta de fortalecimento ou por aumento de volume sem a preparação adequada.

Terceiro, acompanhamento de educador físico. Não dá pra treinar sozinho quando o objetivo é sério. A assessoria existe justamente pra isso: pra colocar um profissional do lado do atleta amador, ajustando volume, intensidade e recuperação. “A assessoria não é gasto, é investimento em saúde.” Começar com quem entende muda completamente o resultado.

Onde encontrar

Paulo Paula mora em Maia, perto do Porto, em Portugal, e atende a assessoria Gêmeos Runners online do exterior. Luís Fernando está em Irapuru, perto de Dracena, coordenando os treinos da assessoria presencial e online. Pra acompanhar o trabalho e contratar a assessoria, basta seguir os perfis no Instagram: @gemeosatleta e @paulopaulaoly. O episódio completo do AdamiCast com os dois está no YouTube e no Spotify.

Resumo do episódio

Paulo Paula realizou o sonho olímpico três vezes consecutivas, começando como atleta mediano em pista até encontrar na maratona a distância ideal para seu biótipo, enquanto seu irmão gêmeo Luís Fernando colocou a própria carreira em segundo plano para formar uma assessoria que hoje atende corredores amadores em todo o Brasil e exterior. A conversa mostra como dois nascidos em Irapuru, interior de São Paulo, descobriram o atletismo aos 16 anos no Ibirapuera, transformaram décadas de treino em conhecimento prático e agora oferecem orientação personalizada baseada em credibilidade e genética compartilhada.

Principais aprendizados

  • A maratona foi decisiva na carreira de Paulo Paula porque oferecia a distância ideal para seu biótipo, levando-o à seleção principal três anos após a migração de provas de pista.
  • O recorde pessoal de 2h09min51 em Sevilha é marca de 3min04s por quilômetro que coloca qualquer maratonista brasileiro entre os melhores do país.
  • Luís consegue identificar quando Paulo está cansado ou pode render mais porque têm a mesma genética e o conhecimento de um treinador que vive ao lado do atleta.
  • Corredores iniciantes precisam alternar caminhada com corrida leve, aumentando volume gradualmente, complementado por fortalecimento muscular para prevenir lesões.
  • A Gêmeos Runners diferencia-se por oferecer atendimento personalizado de perto com credibilidade de quem vive do esporte há 30 anos.

Perguntas respondidas neste episódio

Como Paulo Paula conseguiu se classificar para três Olimpíadas

A primeira classificação veio em 2012 na Maratona de Pádua com tempo de 2h13min15, três segundos abaixo do índice exigido, conquistado no último dia possível. Rio 2016 veio como home race, e Tóquio 2020 realizou-se aos 42 anos com a experiência acumulada de duas Olimpíadas anteriores.

Por que Sevilha é a maratona favorita de Paulo Paula

Sevilha é plana, rápida, com público caloroso e organização que trata bem os corredores. Paulo correu lá três ou quatro vezes e em todas as provas o atendimento foi excelente, incluindo a marca pessoal de 2h09min51.

Como funciona o modelo de treino da Gêmeos Runners Assessoria Esportiva

Luís Fernando monta planilhas semanais ou quinzenais em aplicativo de corrida para cada atleta. Quando o aluno carrega o treino do relógio GPS, Luís analisa e dá feedback personalizado. A assessoria atende corredores amadores em todo o Brasil, online em Portugal e outros países, com atendimento de perto e credibilidade de 30 anos no esporte.

Qual é a dica mais importante para quem quer começar a correr

Paciência é essencial. Não dá para correr 10 km na primeira semana porque o corpo precisa se adaptar. A evolução natural é alternar caminhada com corrida leve, aumentando o volume gradualmente, sempre acompanhado por fortalecimento muscular para prevenir lesões.

Ouça no Spotify ou assista no YouTube.

Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.