No episódio #256 do AdamiCast, em 3 de outubro de 2023, o Médico Ortopedista Dr. Giovanni Bottazzo, da equipe de Ortopedia da Santa Casa de Dracena, contou a história que começa com ele nascendo em Dracena (filho do engenheiro eletricista, e a mãe professora, hoje diretora de escola, e ele é o primeiro médico da família), e que o pai sempre falou pra ele “filho, faz medicina, medicina é uma profissão legal, medicina é uma profissão boa”, e que aquilo foi entrando na cabeça (e desde cedo ele se direcionou pra medicina, gostava das ciências, do corpo humano, e a coisa foi tomando forma), e que ele sempre se viu sendo médico, sendo cirurgião, e nunca se viu sendo médico clínico (ele queria “pôr a mão na massa”, e queria fazer procedimento), e que chegou a pensar em cirurgia vascular (a maioria dos cursos e ligas universitárias da época da faculdade foram em cirurgia vascular), e que no 5o ano da faculdade ele fez estágio em ortopedia, e segundo ele, “foi uma coisa engraçada, eu tinha duas semanas de estágio na ortopedia, e eu passei na ortopedia, e assim falei cara é isso que eu quero fazer, e aí eu me encontrei”, e que ele prestou vestibular pra Marília (Famema, que era faculdade particular, e estadualizou em setembro do primeiro ano, e ele passou em Rio Preto, em Jundiaí, em outras, mas escolheu Marília), e que antes da faculdade ele fez o 3o colegial em Campinas, e não passou no vestibular da primeira vez (tava muito cru, tinha acabado de sair do segundo grau), e que foi pra São Paulo fazer cursinho (1 ano), e que passou em Marília, e que ele se formou na Famema, e fez a residência médica em Marília também (foram 9 anos na cidade), e que se especializou em joelhos, e que tinha a chance de ficar em São Paulo (fez uma especialização lá), mas segundo ele, “São Paulo é terrível, eu realmente não me adaptei”, e que ele voltou pra Dracena (foi convidado, e segundo ele, “vieram me chamar, e eu também não quis não vim, não voltei à força, e eu quero voltar, e deu tudo certo, tudo calhou, veio no momento certo, e é bom demais, eu tô muito feliz aqui em Dracena, e realmente gosto daqui”), e que hoje ele trabalha na equipe de Ortopedia da Santa Casa de Dracena (que atende uma região de mais de 150.000 habitantes, e que resolve mais de 90% dos casos, e que ele brinca que “Dracena é a cidade milagre”), e que a equipe é considerada “o departamento mais organizado do hospital”, e que ele atende também no consultório, no ambulatório, e no INSS, e que a ortopedia mudou muito nesses 24 anos (ele vai pra 25 anos de formado, jubileu de prata), e que a tendência é deixar o paciente menos tempo imobilizado (mobilidade precoce, incisões menores, materiais avançados, e hérnia de disco hoje é feita por endoscopia, com 1 semana o paciente já tá andando), e que ele faz cirurgia de quadril, cirurgia de joelho, cirurgia de coluna, cirurgia de fratura, e cirurgia eletiva (com todos os exames pré-operatórios, com risco cirúrgico diminuído a praticamente zero), e que a frase dele é “uma das coisas mais nobres que tem na medicina é você chegar uma hora e falar eu não sei, e pedir uma opinião, e o objetivo da gente é ajudar a população e ajudar o próximo”, e que ele atende por Instagram (@drgiovanibottazzo).
Do sonho do pai engenheiro eletricista e do “primeiro médico da família” à escolha pela ortopedia no 5o ano (queria cirurgia vascular)
O Dr. Giovanni, lembra ele, é nascido em Dracena, e é o primeiro médico da família, e o pai é engenheiro eletricista, e a mãe é professora (hoje diretora de escola), e segundo ele, “em casa nós somos o primeiro médico da família, não tinha antes nenhum médico, e o meu pai falava pra mim, filho, faz medicina, medicina é uma profissão legal, medicina é uma profissão boa, e aquilo foi entrando na cabeça, e uma coisa acaba juntando com a outra, e eu sempre fui direcionado pra medicina, gostava da parte de ciências, do corpo humano, e a coisa começou a tomar forma, tomei forma, e foi uma coisa meio natural”, e ele lembra que sempre se viu sendo médico e sendo cirurgião, e nunca se viu sendo médico clínico, e segundo ele, “eu nunca me vi fazendo aquele estereótipo do médico de branco com estetoscópio escutando o coração, eu falava cara isso não é pra mim, eu quero fazer alguma coisa, pôr a mão na massa, e aí eu queria fazer cirurgia vascular, e se pegar o meu currículo da época da faculdade, a maioria dos cursos e ligas universitárias foram tudo em cirurgia vascular”, e ele lembra que na faculdade o aluno não passa muito em algumas áreas específicas (a faculdade foca mais na parte cirúrgica e na parte clínica, mas ortopedia, oftalmo, otorrino são áreas meio que não se aborda muito), e o ponto de virada foi o estágio do 5o ano, e segundo ele, “no 5o ano eu fiz estágio em ortopedia, e eu tinha duas semanas de estágio, e eu passei na ortopedia, e assim falei cara é isso que eu quero fazer, porque tem muito procedimento, e aí eu me encontrei, e aí eu direcionei pra ortopedia mesmo, e aí foi quando eu prestei a residência, e só prestei ortopedia, e só, e aí deu certo, e estamos aí, e a ortopedia é eminentemente cirúrgica, cara, eu falo, ortopedia é uma especialidade eminentemente cirúrgica, existe a parte clínica, mas a ortopedia é muito cirúrgica, e hoje em dia a ortopedia vem se tornando cada vez mais cirúrgica, porque quando você opera você busca recuperar o paciente mais rápido, e você imagina hoje em dia o cara ficar com gesso 90 dias, é uma coisa assim, e a tendência é que você deixa o paciente cada vez menos tempo imobilizado, dá mobilidade precoce, e com os materiais que vêm avançando, você consegue hoje operar com incisões menores, e o tempo de recuperação muito mais rápido, e uma reabilitação muito mais fácil, e pra você devolver o paciente pra vida normal dele mais rapidamente”.
Da faculdade de Marília (Famema, que estadualizou no 1o ano), do cursinho em São Paulo, e da especialização em joelhos (e da chance de ficar em SP que ele recusou)
A escolha da faculdade, lembra ele, veio naturalmente, e ele fez o 3o colegial em Campinas (saiu de casa pra estudar, e segundo ele, “eu fui fazer o terceiro colegial em Campinas, e de Campinas eu não fui aprovado, porque tava muito cru, ainda é medicina, não é um vestibular fácil”), e ele foi pra São Paulo fazer cursinho (1 ano, e segundo ele, “morei em São Paulo, fiz cursinho, fiquei um ano lá, e passei em Marília, e é legal Pedro que quando eu passei em Marília, a Marília não era estadual ainda, era particular, mas já estava num processo de estadualização, Marília e Rio Preto as duas faculdades, o processo era o mesmo, as duas faculdades estavam juntas, e eu entrei na faculdade e já era uma faculdade concorrida, e engraçado que eu passei em Rio Preto, eu passei em Jundiaí, eu passei em algumas outras faculdades, acabei escolhendo Marília porque eu queria fazer a faculdade lá mesmo, e quando nós em setembro do primeiro ano de faculdade a faculdade estadualizou, não foi um negócio muito legal, foi ótimo”), e ele se formou na Famema, e fez a residência médica lá também (foram 9 anos em Marília, e segundo ele, “fiz faculdade na Faculdade de Medicina de Marília, na Famema, e fiz residência médica lá também, continuei lá, fiquei por lá 9 anos, e adoro Marília, e me considero dracenense que sou nascido aqui, e mariliense também, porque Marília foi uma cidade que me acolheu de coração, e é uma cidade boa demais”), e ele se especializou em joelhos, e teve a chance de ficar em São Paulo (fez uma especialização lá), e segundo ele, “eu fui pra São Paulo fazer uma especialização, e tinha a chance de ficar em São Paulo, e São Paulo é terrível, eu realmente não me adaptei, e a gente ouve aquela coisa de Dracena, você imagina São Paulo, mas pra quem tá acostumado aqui, é muito difícil, e aí me chamaram, e eu voltei, e eu também não quis não vim, não voltei à força, e eu quero voltar, e deu tudo certo, tudo calhou, veio no momento certo, e é bom demais, eu tô muito feliz aqui em Dracena, e realmente gosto daqui, e aqui é uma praça muito boa pra trabalhar, e atende um raio muito grande, atende uma região, e é isso que é bacana, porque a gente atende uma região de mais de 150.000 habitantes, tudo pra cá, e hoje em dia a gente consegue resolver mais de 90% dos casos, tanto de ortopedia como de fratura, e realmente a gente tem um aqui, a gente tem uma equipe aqui que realmente faz quase tudo, resolve quase tudo, e assim é o movimento que a gente tem aqui, tanto de traumatologia como de ortopedia é muito grande, e a gente até brinca de vez em quando, fala cara, Dracena realmente é a cidade milagre, porque às vezes você pega casos aqui que você nunca tinha visto antes, e aí a gente brinca, mas Dracena cidade milagre, e Dracena tem, e assim oferece uma condição de trabalho pra gente muito boa, a gente tem um hospital hoje aqui, a Santa Casa, que também oferece uma condição de trabalho muito boa, com qualidade de centro cirúrgico, e a gente tem tudo que a gente precisa de material aqui, hoje a gente tem, a gente não deve nada pra nenhuma cidade maior, e a gente consegue resolver grande parte dos casos aqui, a gente encaminha muito pouca gente pra fora, e olha que como você disse tem um volume grande, o movimento aqui é muito grande, e o nosso volume hoje aqui é maior do que o volume que a gente tinha naquela época em Marília, no Hospital das Clínicas, que é um hospital que imagina a região que atende, e o movimento da região aqui é muito grande, e isso é bom, porque a gente vai também tendo que se forçar a se especializar cada vez mais, vai ficando melhor também”.
Da equipe de Ortopedia da Santa Casa considerada “o departamento mais organizado do hospital”, do “uma mão lava a outra”, e do “objetivo é ajudar o próximo”
A equipe de Ortopedia da Santa Casa, lembra ele, é o que ele mais orgulha, e segundo ele, “a gente tem um comentário que rola na Santa Casa, que a ortopedia é hoje o departamento mais organizado do hospital, e assim por que que a gente consegue, a gente consegue só porque a gente é unido, cara, a gente consegue isso só porque a gente trabalha junto, cada um dentro da sua área, da sua especialidade, trabalha junto com respeito, às vezes sai uma faísca ali que é normal, mas a gente tem um relacionamento de respeito, e um relacionamento que um tá sempre contribuindo com o outro, e a gente acha que isso daí é importante, não só pra população, a população de Dracena hoje é bem servida, a gente tem um serviço hoje que o paciente interna, pode ser SUS, pode ser particular, a gente resolve rápido, o paciente não fica que nem a gente escuta, paciente fica internado um tempão esperando cirurgia, hospitais lotados, o cara não tem vaga, não, a gente resolve as coisas rápido, e quem ganha com isso é a população, e o objetivo da gente, o objetivo de tudo isso, de gente ter feito medicina, é ajudar a população e ajudar o próximo”, e a frase dele sobre o trabalho em equipe é emblemática: “uma mão lava a outra, a gente precisa trabalhar em equipe, a gente tem uma equipe muito bacana”, e ele explica que o dia a dia no ambulatório é assim, e segundo ele, “às vezes você tá ali operando, e isso daí acontece todo dia lá no nosso ambulatório de ortopedia, às vezes você tem um caso lá, você pega, tem o colega atendendo do lado, você chama, fala cara dá uma olhada aqui pra mim, dá uma ideia, o que que eu faço, às vezes tá na cirurgia lá, você tá operando, você tá num nível de stress um pouco maior, o cara que tá te auxiliando tá num nível de stress menor, ele tá com a cabeça mais arejada, ele pensa melhor, e assim eu falo uma mão lava a outra”, e a frase dele sobre humildade médica é uma das mais bonitas do bate-papo, e segundo ele, “eu tinha um professor meu que eu nunca vou esquecer, ele falava assim, cara, uma das coisas mais nobres que tem na medicina é você chegar uma hora e falar assim, se você não sabe, você fala eu não sei, e chega um ponto que às vezes é difícil acontecer isso, é difícil, mas tem alguma hora que em algum momento, em algum caso, que não é que você não sabe, você precisa às vezes de uma opinião, você fala, ó, como que eu vou tratar isso, e dá uma opinião pra mim, o que que você faria nesse caso aqui, porque às vezes você tá envolvido com o paciente, você tem uma ideia de tratamento, às vezes um alguém que vem de fora, que não tá envolvido com o paciente, ele dá uma opinião que às vezes é uma opinião que você fala, pô, legal né, e isso aí é muito bom, e não tem aquele jogo de ego, e realmente é uma equipe, e isso é bom, e isso é bom”.
Da hérnia de disco por endoscopia (com 1 semana o paciente já anda), da fratura como urgência vs cirurgia eletiva, e da cirurgia do quadril do presidente
A evolução da ortopedia, lembra ele, foi absurda nesses 24 anos, e segundo ele, “tudo na verdade, toda a área cirúrgica, mas a medicina vem evoluindo pra essa questão de menos invasivo, de você fazer os procedimentos sempre com cortes menores, com incisões menores, então sangra menos, e a grande sacada hoje da ortopedia é a mobilidade precoce, você conseguir reabilitar o paciente mais rápido, e conseguir devolver o paciente à sua vida normal de uma forma mais rápida, e a gente vê cirurgias de coluna hoje, hérnias de disco, você faz tudo por endoscopia, eu brinco com os pacientes, o pessoal fala, ah, é a laser, não é a laser, você tem uma câmerazinha de vídeo que você faz uma incisão pequenininha, você entra lá, vai onde tem a lesão, vai com um instrumentalzinho e tira a lesão com dois cortezinhos, e você opera um paciente hoje com uma hérnia de disco, uma semana ele tá andando, e isso é realmente uma evolução e tanto, e até o estético da pessoa, não ficar aquele corte muito grande, a gente tinha algumas histórias de cirurgias que a gente fazia incisões enormes, aquilo sangrava cara, e você realmente abriu fazer uma cesárea, incisões grandes, e você punha aquelas placas, parafuso, e demorava 4 horas a cirurgia, 5 horas, e você saía de lá parecia que você tinha tomado uma surra, porque desgastava todo mundo a equipe, sangramento, risco de infecção pós-operatória, e a evolução foi muito legal, foi fantástica, e a gente tem que dar valor nessa mudança, e como que era o antes e depois”, e ele diferencia a cirurgia eletiva da urgência, e segundo ele, “a cirurgia eletiva é diferente da urgência, fratura é urgência, o paciente caiu, você tem que operar ele, às vezes você não consegue fazer tudo, mas a cirurgia eletiva você tem todos os cuidados, você tem uma infinidade de exames pré-operatórios, você pede uma avaliação cardiológica, você pede avaliação pré-anestésica, você se cerca de todos os cuidados pra você diminuir o risco cirúrgico a praticamente zero, e a cirurgia eletiva que a gente fala, porque urgência fratura é urgência, e cirurgia eletiva você pode esperar, o cara não tá correndo risco de vida, e se o paciente tiver gripado no dia da cirurgia a gente cancela, a gente não faz, porque aí você pode esperar, você pode suspender a cirurgia, você pode esperar o paciente melhorar, e isso aí é muito legal, esse feedback do paciente melhorar, é muito bacana, realmente muito legal a cirurgia do quadril, que você falou, a que o presidente fez esses dias, é a cirurgia do século, porque o resultado é espetacular, é sensacional, e joelho também, mas você opera o paciente, você tira a dor do paciente com a mão, o paciente sai da cirurgia sem dor, o paciente entra mancando, tem paciente que não consegue chegar num ponto que não consegue andar mais, e o paciente sai reabilitado, sai bom, o paciente sai sem dor, e a gente fala que você tem que colocar na balança o risco-benefício, existe um risco, paciente mais idoso normalmente, mas o benefício é muito maior que o risco, e a gente fala que se o paciente tiver gripado no dia, a gente cancela, a gente não faz, e olha o que é legal, que a gente cancelou, e o cara ficou chateado, e a gente falou, não, o senhor vai fazer semana que vem, e aí o cara ficou tranquilo, e aí o paciente foi pra casa, e voltou semana que vem, e aí fez a cirurgia, e foi muito bem, e isso é muito legal, essa questão do respeito, essa questão da segurança, o paciente tem que se sentir seguro”.
Da saúde óssea no envelhecimento, da osteoporose em mulheres pós-menopausa, e do sol, exercício, e alimentação (e do “é normal, faz parte”)
Sobre saúde óssea, lembra ele, o osso vai ficando mais fraco com a idade (isso acontece em homens e em mulheres, mas é mais comum em mulheres pela questão hormonal, pelo fator hormonal, quando a mulher tem a menopausa, diminui o nível de estrógenos, isso acaba gerando um déficit do metabolismo ósseo, e a mulher começa normalmente mais cedo a ter esse problema), e o que as pessoas podem fazer pra melhorar a saúde óssea à medida que envelhecem, segundo ele, é se expor ao sol (pouco, com protetor, e tomar sol é uma coisa muito importante, porque o sol é a principal fonte de vitamina D, e a vitamina D é fundamental pra saúde do osso, pra absorção de cálcio, e o cara que não toma sol, o cara que fica só em ambiente fechado, o cara que tem pele muito escura, o cara que usa muito protetor solar, todos esses têm deficiência de vitamina D, e aí começa a ter problema de osteoporose), e fazer atividade física (qualquer atividade física, mas principalmente atividade que tenha impacto, caminhar, correr, subir escada, e não é musculação, não é nada muito elaborado, é caminhar mesmo, é andar, é se mexer, e isso é o mais importante, porque o osso responde ao impacto, e se você não mexe, o osso vai ficando mais fraco), e ter uma alimentação rica em cálcio (leite, queijo, iogurte, e os vegetais verde-escuros, e os peixes, e se necessário suplementação, e a suplementação tem que ser orientada por médico, e tem que ter o exame de sangue antes, e tem que saber qual é a deficiência, e tem que saber qual é a dose certa), e a frase dele sobre envelhecer é a da sua própria família, e segundo ele, “minha mãe, por exemplo, ela tá com 76 anos, ela faz atividade física, ela caminha, ela faz hidroginástica, e ela tá bem, ela tem a saúde ótima, e o pai dela, o meu avô, ele faleceu com 96 anos, e ele andava, ele mexia, e ele era ativo, e a minha mãe herdou isso dela, e a gente percebe que quem se mexe, quem se cuida, quem faz atividade física, quem tem alimentação boa, e quem se expõe ao sol, e quem tem uma vida ativa, envelhece melhor, e a gente vê isso na prática, e a gente vê o oposto também, o cara que não se mexe, que fica só em casa, que fica só no sofá, que só assiste televisão, e que não tem vida social, e esse cara envelhece muito mal, e a gente vê isso no consultório, a gente vê o paciente que chega com 70 anos, e tá com o joelho destruído, e com osteoporose, e com sarcopenia, e com um monte de problema, e a gente fala, o senhor faz atividade física, não, o senhor não faz nada, o senhor só fica em casa, e a gente fala, pô, o senhor tem que sair de casa, o senhor tem que se mexer, o senhor tem que caminhar, e aí o cara começa a fazer, e daqui a pouco tá melhor, e isso é muito legal, e isso é muito importante, e é uma coisa que a gente fala toda hora no consultório, e que a gente tenta passar pro pacientes, e que a gente tenta passar pra comunidade, e que a gente tenta passar nas redes sociais, porque a gente tem uma responsabilidade de passar essas informações, e a gente tem uma responsabilidade de cuidar da saúde da população, e a gente tem que fazer isso da melhor forma possível”.
Do “se não sabe, fala eu não sei”, do “ajudar a população e ajudar o próximo”, e da cerveja, do São Paulo, e da viagem com o filho de 16 anos
A frase dele sobre o exercício da medicina, lembra ele, é a do professor que ele nunca esqueceu, e segundo ele, “uma das coisas mais nobres que tem na medicina é você chegar uma hora e falar assim, se você não sabe, você fala eu não sei, e chega um ponto que às vezes é difícil acontecer isso, é difícil, mas tem alguma hora que em algum momento, em algum caso, que não é que você não sabe, você precisa às vezes de uma opinião, e você fala, ó, como que eu vou tratar isso, e dá uma opinião pra mim, o que que você faria nesse caso aqui, e isso é uma coisa que a gente tem que ter na vida, não só na medicina, em tudo, e a gente aprende muito com isso, e a gente cresce muito com isso, e a gente vira um profissional melhor com isso, e é uma coisa que eu tento passar pro meus colegas, pros residentes, pros alunos, e é uma coisa que a gente tem que ter na vida, e a gente tem que ter essa humildade, e essa coragem de falar eu não sei, e isso é uma coisa que me marcou muito na faculdade, e que eu levo pra vida”, e a frase dele sobre o objetivo de ser médico é a mais importante do bate-papo, e segundo ele, “o objetivo da gente, o objetivo de tudo isso, de gente ter feito medicina, e de ter passado por tudo que a gente passou, é ajudar a população e ajudar o próximo, e isso é uma coisa que me motiva todo dia, e isso é uma coisa que me faz levantar todo dia, e isso é uma coisa que me faz ir pro hospital todo dia, e isso é uma coisa que me faz operar todo dia, e isso é uma coisa que me faz atender todo dia, e isso é uma coisa que me faz ser médico todo dia, e isso é uma coisa que eu tenho muito orgulho, e que eu tenho muita gratidão, e que eu agradeço muito a Deus por isso, e a minha família por isso, e os meus pacientes por isso, e a minha equipe por isso, e a cidade de Dracena por isso, e a região por isso, e a faculdade por isso, e os meus professores por isso, e tudo que eu sou hoje é por causa disso, e o que eu posso fazer é continuar fazendo, e continuar ajudando, e continuar servindo, e isso é o que me move”, e a frase dele sobre Dracena é que “aqui é uma praça muito boa pra trabalhar, e atende um raio muito grande, e a gente atende uma região de mais de 150.000 habitantes, e a gente consegue resolver mais de 90% dos casos, e a gente tem uma equipe que faz quase tudo, e a gente é considerado o departamento mais organizado do hospital, e isso é uma coisa que me orgulha muito, e que me motiva muito, e que me faz querer continuar aqui, e que me faz querer continuar fazendo medicina aqui, e que me faz querer continuar cuidando da população daqui”, e ele termina o bate-papo com bom humor, e segundo ele, “eu confesso que lógico a gente tava com friozinho na barriga, mas não cara, mas foi muito bom, vocês me deixaram bem à vontade, isso é a cerveja falando, com pouca cerveja também, foi pouquinho, tom, mas assim não tem que tomar um pouquinho só, não pode tomar muito também, porque senão aí vai perde a linha, perde a linha, perde a linha, mas de verdade fico feliz de ter vindo aqui, e espero que tenha sentido à vontade, e espero que tenha gostado do bate-papo, e como eu falo pra todo mundo que passa por aqui, todo mundo que passa por aqui deixa um presente pra gente, a língua até enrolou agora aqui, e algum momento que a gente tiver conversando a gente vai lembrar da sua trajetória, da nossa conversa aqui, vai poder nos inspirar, e o que a gente gosta aqui de ouvir é isso, a história e inspirações que vai poder refletir lá na frente, e sempre de alguma coisa as portas estão abertas, e Obrigadão por ter vindo aqui, e é isso”.
Onde encontrar
O Dr. Giovanni Bottazzo atende como Médico Ortopedista em Dracena, SP, com consultório próprio, com atendimento na Santa Casa de Dracena (no ambulatório de Ortopedia, no centro cirúrgico, e no pronto-socorro), e com atendimento no ambulatório do INSS, e a história dele começa com ele nascendo em Dracena (filho do engenheiro eletricista, e a mãe professora, hoje diretora de escola, e ele é o primeiro médico da família), e o pai sempre falou pra ele “filho, faz medicina, medicina é uma profissão legal”, e desde cedo ele se direcionou pra medicina, e sempre se viu sendo cirurgião (e nunca se viu sendo médico clínico), e queria fazer cirurgia vascular, e no 5o ano da faculdade fez estágio em ortopedia, e se encontrou, e prestou residência em ortopedia, e se formou na Famema (Faculdade de Medicina de Marília, que era particular e estadualizou em setembro do primeiro ano dele, e que ele adorou, e se considera dracenense e mariliense), e fez residência em Marília também (foram 9 anos na cidade), e se especializou em joelhos, e teve chance de ficar em São Paulo (fez uma especialização lá, e segundo ele, “São Paulo é terrível, eu realmente não me adaptei”), e foi convidado pra voltar pra Dracena, e aceitou, e hoje é parte da equipe de Ortopedia da Santa Casa de Dracena (que atende uma região de mais de 150.000 habitantes, e que resolve mais de 90% dos casos, e que é considerada “o departamento mais organizado do hospital”), e a equipe atende no ambulatório, no centro cirúrgico, no pronto-socorro, e a ortopedia mudou muito nesses 24 anos (ele vai pra 25 anos de formado, jubileu de prata), e a tendência é deixar o paciente menos tempo imobilizado (mobilidade precoce, incisões menores, materiais avançados), e a hérnia de disco hoje é feita por endoscopia (com 1 semana o paciente já tá andando), e a cirurgia eletiva tem risco cirúrgico diminuído a praticamente zero (com avaliação cardiológica, pré-anestésica, e todos os exames pré-operatórios), e a cirurgia do quadril é considerada a cirurgia do século (resultado espetacular, paciente entra mancando e sai sem dor), e a frase dele sobre humildade médica é “uma das coisas mais nobres que tem na medicina é você chegar uma hora e falar assim, se você não sabe, você fala eu não sei”, e a frase dele sobre o objetivo é “o objetivo de tudo isso, de gente ter feito medicina, é ajudar a população e ajudar o próximo”, e ele atende por Instagram (@drgiovanibottazzo).
Resumo do episódio
Dr. Giovanni Bottazzo, ortopedista da Santa Casa de Dracena, conta como o incentivo do pai engenheiro levou-o à medicina, a descoberta da ortopedia no quinto ano de faculdade, a formação na Famema em Marília, a recusa em ficar em São Paulo e o retorno a Dracena. Aborda a evolução da especialidade com procedimentos menos invasivos, mobilidade precoce dos pacientes, a importância do trabalho em equipe na ortopedia do hospital, saúde óssea no envelhecimento com enfoque em osteoporose e hábitos de vida, além da humildade médica como princípio fundamental.
Principais aprendizados
- A ortopedia evoluiu para procedimentos menos invasivos com incisões menores, permitindo mobilidade precoce e recuperação mais rápida do paciente.
- Hérnia de disco é tratada por endoscopia com câmera de vídeo, permitindo que o paciente caminhe uma semana após a cirurgia.
- Osteoporose é mais comum em mulheres pós-menopausa devido à diminuição de estrógenos que afeta o metabolismo ósseo.
- Saúde óssea no envelhecimento melhora com exposição ao sol para vitamina D, atividade física com impacto e alimentação rica em cálcio.
- Trabalho em equipe médica permite que profissionais peçam segunda opinião, reduzindo riscos e melhorando decisões de tratamento.
Perguntas respondidas neste episódio
Como a hérnia de disco é tratada na ortopedia moderna?
A hérnia de disco é feita por endoscopia com uma câmera de vídeo pequena através de uma incisão reduzida. O procedimento remove a lesão com cortes mínimos e o paciente consegue caminhar uma semana após a cirurgia, diferente dos tempos antigos com incisões enormes e longos períodos de imobilização.
Qual é a diferença entre cirurgia eletiva e urgência em ortopedia?
Cirurgia eletiva permite preparação completa com exames pré-operatórios, avaliação cardiológica e pré-anestésica para reduzir risco a praticamente zero. Urgência como fratura requer operação imediata sem todos os cuidados. Na eletiva, se o paciente estiver gripado, a cirurgia é cancelada e remarcada para quando melhorar.
O que pode ser feito para melhorar a saúde óssea no envelhecimento?
Três ações principais melhoram a saúde óssea: exposição ao sol com protetor para vitamina D (essencial para absorção de cálcio), atividade física com impacto como caminhar ou subir escadas (osso responde ao impacto), e alimentação rica em cálcio de leite, queijo, iogurte, vegetais verde-escuros e peixes, com suplementação orientada por médico se necessário.
Por que osteoporose é mais comum em mulheres pós-menopausa?
Quando a mulher atinge a menopausa, diminui o nível de estrógenos, causando um déficit no metabolismo ósseo. Por isso mulheres começam mais cedo a ter esse problema comparado aos homens, embora ambos possam desenvolver osteoporose com a idade.
Por que pedir opinião de colegas é importante no trabalho médico?
Às vezes um colega não envolvido emocionalmente com o caso consegue pensar melhor e oferecer perspectiva valiosa. Além disso, admitir que não sabe e pedir ajuda é considerado uma das coisas mais nobres na medicina, demonstrando humildade profissional e melhorando o cuidado ao paciente.
Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.