No episódio #253 do AdamiCast, em 20 de setembro de 2023, Germana Fernanda de Souza, Médica Infectologista e Atleta Competidora de Três Tambores, contou a história que começa com ela nascendo em Dracena (filha única, pai jogou futsal anos na cidade, mãe Leda, avô falecido tinha propriedade perto da balança), e que se apaixonou por cavalos aos 7-8 anos (pai comprou animais, levou pra fazenda), e que fez equitação na Estância do seu João Autone (todo mundo que começou três tambores começou lá), e que teve aulas com o Jair (hoje com o Inc), e que fez as provinhas até os 17 anos, e que decidiu fazer medicina (e o pai disse “você é minha única filha, não vai estudar fora”), e que tentou Santos (cursinho, e o pai rezou pra ela não passar), e que teve um acidente na estrada (motorista dormiu, bateu em caminhão, irmão machucou), e que acabou indo pra Presidente Prudente (Unoeste), e que se formou com 25 anos, e que o diretor da faculdade a convidou pra dar aula, e que foi pra região (Tupã, Euclides da Cunha, depois Dracena), e que se especializou em UTI, e que trabalhou 10 anos no HR de Presidente Prudente, e que em 2018 foi coordenadora da UTI de Nova Andradina (1 ano), e que hoje é infectologista da Prefeitura de Dracena (atende na AM, na UTI da Santa Casa, na Unimed, e a cada 15 dias no CTA de Presidente Venceslau e em Nova Andradina), e que durante a pandemia ela foi a única infectologista morando em Dracena, e que coordenou o SEMAC e a montagem da UTI COVID, e que ficou 15 dias com os filhos na casa dos pais (o pai passava o prato pelo vidro), e que começou o mestrado durante a pandemia (sobre a vacina do COVID em animais), e que durante a pandemia voltou aos cavalos (no haras do avô, em frente à balança), e que montou o haras com 10 animais, 4 baias, 3 alqueires, e que tem a Pimentinha (égua zaina principal, que já trouxe vários prêmios) e a River ta Fame (égua tordilha, recordista mundial em Avaré), e que ela e o filho Enzo (de 11 anos, gêmeo do Artur) competem juntos, e que ela fraturou o 4º dedo do pé quando o tambor caiu em cima da égua, e que colocou a bota de volta e competiu, e que ganhou 1º lugar e chorou ao pegar o troféu, e a frase que ela mais repete é que “a mulher tem que inspirar, não afastar, e a gente tem que continuar correndo atrás do nosso sonho de criança”.
Da paixão por cavalos aos 7 anos (pai comprou animais, levou pra fazenda), da Estância do seu João Autone, do Jair que ensinou as provinhas, e do “primeiro amor foi pelos cavalos”
A Germana, lembra ela, nasceu em Dracena e é filha única, e o pai dela jogou futsal anos na cidade (jogava contra Corinthians, contra Palmeiras, ganhou tudo), e a mãe é a Leda (que tava assistindo o podcast ao vivo), e o avô (já falecido) tinha uma propriedade ali perto da balança que tava parada, e o pai comprou alguns animais quando ela tinha uns 7-8 anos, e ela ia pra fazenda, e começou a gostar, e falou “pai eu quero fazer equitação”, e começou na Estância do seu João Autone, e segundo ela, “todo mundo que começou três tambores começou lá”, e ela teve aulas com o Jair (que era o orientador na época, e que hoje tá com o Inc), e ela fez as provinhas até os 17 anos, e segundo ela, “o Jair me conhece desde pequenininha, eu conhecia desde os 16-17 anos quando a gente fazia as provinhas”, e o detalhe é que o custo era muito elevado (cavalos caros, manter cavalo era muito mais caro que hoje), e ela teve que escolher entre manter o cavalo e estudar medicina, e ela optou por não fazer, e segundo ela, “o primeiro amor foi pelos cavalos, e o segundo foi pela medicina, e eu fui desencanei, estudei, trabalhei”, e esse amor pelos cavalos ficou guardadinho até a pandemia, quando ela voltou a ter contato com eles.
Do “pai falou que não ia estudar fora” e do acidente que adiou o vestibular, da Unoeste em Prudente, e dos “5 anos de faculdade e o diretor me convidou pra dar aula”
A decisão pela medicina, lembra ela, veio contra a vontade do pai, e segundo ela, “meu pai falou assim “não, você é minha única filha, não vai estudar fora, você vai fazer alguma coisa que viaja e fica em casa””, e ela ignorou, e tentou Santos (cursinho), e o pai “rezou pra ela não passar”, e segundo ela, “no caminho pra prestar Santos, o motorista dormiu no volante, bateu na traseira de um caminhão, machucou meu irmão, e atrasou meu vestibular, e eu ia curtir até o final de semana de praia, não rolou, e aí eu falei “Deus quer que eu fique em casa, meu destino é ficar próximo de casa, vou pra Prudente””, e ela se mudou pra Prudente, fez os 5 anos de medicina na Unoeste, e ela lembra que o pai ia lá toda semana (“será que ela tá estudando mesmo, não queria deixar”), e no último ano de faculdade o diretor da faculdade convidou ela pra dar aula, e segundo ela, “antes de terminar a residência eu já estava dando aula, com 25 anos, eu era magrinha, cara de 18, era difícil impor respeito, as pessoas duvidavam, e eu tive que ralar muito”, e a frase dela sobre o início é emblemática: “dentro da sala de aula foi difícil, as pessoas tinham que te impor respeito, falavam “você é muito criança, você nem terminou a faculdade ainda”, e eu falava “já me formei, vai””.
Da infectologia, da especialização em UTI, dos 10 anos no HR de Presidente Prudente, da coordenadora da UTI de Nova Andradina em 2018, e do “eu não sei falar não, então os empregos iam entrando”
Depois de formada, lembra ela, ela fez clínica médica pra depois fazer infectologia (que era direta, sem precisar de clínica antes), e segundo ela, “eu prestei a prova do SUS e fui chamada na última lista, e a vaga era no Hospital do Ipiranga em São Paulo, mas eu falei “não sou fã de morar em São Paulo, quero ir pra passear, não sou fã daquele trânsito, eu gosto da vida no campo, eu gosto de vida tranquila, amei Prudente””, e ela ficou em Prudente 10 anos trabalhando na UTI do HR, e em 2018 teve a oportunidade de ser coordenadora da UTI de Nova Andradina (ficou 1 ano, e fez a parte de comissão de infecção hospitalar), e depois que a UTI passou pro governo e trocou a empresa, ela continuou só na comissão de infecção hospitalar, e segundo ela, “até hoje, a cada 15 dias eu vou pra Nova Andradina, eu fico à distância pra discussão dos casos, eu faço a liberação de antibióticos pelo sistema do meu computador, e tenho o aplicativo no meu celular, então tô 24 horas online trabalhando pro hospital de Nova Andradina”, e o jeito dela de ir abraçando oportunidades é emblemático: “eu não sei falar não, então os empregos iam entrando, eu só ia encaixando, e conforme eu ia dando mais eu ia diminuindo os plantões, e hoje eu não faço nada de pronto-socorro mais, faço só UTI e infectologia e os três tambores”.
Da pandemia, dos 15 dias com os filhos na casa dos pais e do “pai passava o prato pelo vidro”, da coordenação do SEMAC e da UTI, e do mestrado sobre a vacina do COVID em animais
A pandemia, lembra ela, foi a fase mais marcante (e mais difícil) da vida dela, e segundo ela, “atendi uma paciente que veio da França um mês antes, falei “tá chegando, é mais próximo do que a gente imagina, alertei todo mundo que precisava montar um plano de contingência, e a secretária de saúde me ligou no primeiro dia de mestrado pedindo reunião de urgência”, e ela conta que tinha acabado de entrar no mestrado e teve que dar plantão nos primeiros 15 dias, e segundo ela, “meus filhos ficaram na casa dos meus pais, eu ia de carro, e meu pai passava o prato pra mim pelo vidro, e eu fechava o vidro, então fiquei 15 dias só indo na minha casa e indo pro hospital, totalmente isolada, porque eu não sabia como ia ser, se eu poderia adquirir ou transmitir”, e ela montou o SEMAC (que era uma estrutura fora do hospital pra receber pacientes de COVID), ajudou a montar a UTI, e coordenou tudo, e segundo ela, “eu era a única infectologista morando em Dracena, eu dava plantão na UTI, no semac, no ambulatório do município, e saía de lá 9-10 horas da noite, e tinha amigas que mandavam mensagem pedindo ajuda, e eu não conseguia atender todo mundo, e a gente foi superando com muito uso de paramentação, e o detalhe é que teve muita gente que desenvolveu burnout e depressão na pandemia, e graças a Deus eu não tive, mas o covid foi um momento que acelerou o processo de quem já tava com algum parafuso solto”, e o mestrado dela, lembra ela, era sobre a vacina do COVID em animais, e ela fez o trabalho relacionado à parte experimental da vacina, e segundo ela, “o que era pra concluir em 2 anos eu fiz em 3, porque não dava, mas eles foram super solícitos, entenderam a fase, e eu concluí o mestrado em cima disso, ficou bem ligado à área”.
Do retorno aos cavalos no haras do avô (em frente à balança), das 10 animais, 4 baias, 3 alqueires, da Pimentinha (égua principal), da River ta Fame (recordista em Avaré), e do “volta ao sonho de infância”
Durante a pandemia, lembra ela, ela voltou a ter contato com os cavalos no haras das Três Gêmeas (que fica ali em Oswaldo Cruz), e segundo ela, “comprei um animal, comprei o segundo, comprei o terceiro, falei “preciso de um espaço pra mim”, e o meu avô (que hoje é falecido) tinha uma propriedade ali na frente da balança que tava parada, conversei com a minha avó, com o meu pai, falei “posso arrendar da família”, e montei o meu haras lá, que era o meu sonho de infância, ficou guardadinho, e eu achei que não fosse algo do meu alcance porque cavalos Quarto de Milha são valores elevados, e durante a pandemia tudo que eu fui adquirindo eu fui investindo nessa parte, e era o meu escape, não gastei com terapia, eu gastei com cavalo”, e o haras hoje tem 10 animais, 4 baias, piquetes, 3 alqueires, uma funcionária que cuida, e um treinador que vai 3 vezes por semana montar nos animais dela, e a égua principal é a Pimentinha (égua zaina, castanha bem escura puxada pro preto, muito grande, que já trouxe vários prêmios, e que veio do Marinaldo, o treinador que ela conheceu quando levou a River ta Fame pra Avaré), e a River ta Fame (égua tordilha) é recordista mundial em Avaré, e segundo ela, “sou apaixonada por ela, os olhinhos brilham, ela é linda, e hoje é a River que tá com o recordista mundial lá em Avaré, e eu olho pra ela e me lembro daquela história toda do COVID e do Marinaldo que cuidou da minha égua enquanto eu não podia”, e a frase dela sobre os cavalos é: “hoje eu tenho meia horinha, 40 minutos, eu corro lá pra ver eles, dou um tempinho, dou um abraço, e eu tenho uma conexão muito grande com eles, principalmente com ela, ela conversa comigo de alguma forma, sabe, o olhar”.
Da fratura do pé (tambor caiu em cima), da bota colocada de volta, do 1º lugar chorando ao pegar o troféu, dos 18-17 segundos, e do Enzo (filho) competindo junto
A competição, lembra ela, é uma delícia mas exige muito do corpo, e segundo ela, “os três tambores são muito rápidos, 18 segundos, eu já fiz 17,7, é milésimo, a gente briga por milésimo, o primeiro lugar foi um segundo diferente do segundo, é uma arrancada na reta, e os giros rápidos, e o arranque é o ponto principal, e o corpo sente muito (abdômen, quadril, coluna, pernas, braço, tudo)”, e ela lembra que fraturou o 4º dedo do pé quando o tambor caiu em cima (a égua saltou no terceiro tambor, e comprimiu o pé contra o animal), e segundo ela, “furei a juntinha do pé, a fratura foi completa, eu tirei a bota, coloquei gelo, falei “acho que quebrou”, coloquei a bota de volta, falei “vou correr e vou competir, pedi ajuda, me apoia aqui na cintura que eu vou subir com o pé direito, o pé esquerdo que eu fraturei”, subi do lado contrário, montei, ganhei o 1º lugar, e chorei na hora de pegar o troféu, falei “gente, mereci isso em primeiro lugar, cortou ou não a bota, cortou, mas ganhou””, e o detalhe é que a fratura meio que alinhou no lugar (a bota era tão firme que não ia nem tirar do lugar), e o filho Enzo (de 11 anos, gêmeo do Artur) também compete os três tambores, e segundo ela, “ele monta na Pimentinha, compete os três tambores, dá o mesmo tempo que eu, e não treina (a cada 15 dias), e ele fala “prepara que eu vou te passar nesse ritmo, eu vou te passar logo, porque sou levinho, não tem peso nenhum””, e a categoria dela é amador principiante (ela voltou a competir há 4 anos, e não tem pontuação ainda pra subir), e na amador Master ela já foi contra os treinadores (e ficou em 5º e 6º com seus dois animais).
Da mãe solo de gêmeos, da Genilda (funcionária 10 anos), do “47kg” e do machismo na carreira, e da frase “a gente tem que inspirar, não afastar”
Do lado pessoal, lembra ela, ela é divorciada, foi casada 5 anos, e tem os gêmeos Artur e Enzo de 11 anos (“tudo mocinha, tudo mocinha”, e segundo ela, “mãe de gêmeos menina é correr, por isso que eu sou acelerada, é dar conta de dois, e minha amiga fala “vai sim, porque a Germana ela dá conta, ela é sozinha, ela tem 5-6 empregos, ela é mãe de gêmeos, ela é atleta de tambor, ela tem um haras, ela faz tudo, por que que você não vai?””), e a Genilda (funcionária dela) mora com ela há 10 anos (desde quando os gêmeos eram crianças, e segundo ela, “ela se aposentou, ficou 2 meses fora, voltou, faz diferença, uma pessoa de confiança com duas crianças ali, a vida corrida, e a gente é tão acostumada com ela como se ela fosse de casa, e as crianças sentiram muita falta”), e o detalhe é que ela tinha 47kg na época da faculdade (era magra demais, chamavam de oliva/palito, e segundo ela, “o IMC era desnutrida, abaixo da curva, e minha sogra falava “você vai ver quando fizer 30 anos como seu metabolismo vai mudar”, e eu fiz 30 anos e um que faz 10 anos que ela fala, tem 27, e parece que no outro dia fiz, não sei o que aconteceu”), e o machismo que ela sofreu na carreira, segundo ela, “foi difícil impor respeito, as pessoas chegavam e falavam “você é muito criança, nem terminou a faculdade ainda”, e eu tive que ralar muito pra impor respeito, e sofri perseguição por ser mulher, por ser nova, por ser jovem, e com 47kg se destacando, e as pessoas enfrentam, falavam “tem nem tamanho pra brigar””, e a frase que ela mais repete sobre isso é: “hoje eu tô com 64kg, com Pimentinha, eu tô aqui, e a gente tem que inspirar, não afastar, porque a mulher quando ganha muito espaço as pessoas se assustam um pouco, e a gente tem que se impor, e a gente tem que continuar correndo atrás do nosso sonho de criança, porque não tem que ter fim, tem que ter começo, meio, e vai continuar tendo recomeço”, e o detalhe é que ela é mãe solo de gêmeos, trabalha como infectologista em vários lugares (Prefeitura, AM, UTI Santa Casa, Unimed, Nova Andradina, Venceslau), tem haras com 10 cavalos, compete três tambores com a Pimentinha e a River ta Fame, e ainda faz mestrado, e a frase que ela mais repete é que “a gente tem que continuar correndo atrás do nosso sonho de criança, porque não tem que ter fim, tem que ter começo, meio, e vai continuar tendo recomeço”.
Onde encontrar
A Dra. Germana Fernanda de Souza atende como Médica Infectologista em Dracena, SP, com consultório dentro do Pronto Atendimento da Unimed (que tem sala limpa e sala de isolamento pra COVID), e trabalha também como infectologista da Prefeitura de Dracena (ambulatório do município), na UTI da Santa Casa de Dracena, e a cada 15 dias vai pra Nova Andradina (liberação de antibióticos à distância pelo sistema) e pro CTA de Presidente Venceslau, e a história da carreira começa com ela se apaixonando por cavalos aos 7 anos (pai comprou animais, levou pra fazenda), com a equitação na Estância do seu João Autone, com as provinhas com o Jair até os 17 anos, com a decisão pela medicina contra a vontade do pai, com o acidente que adiou o vestibular, com os 5 anos na Unoeste em Presidente Prudente, com o convite do diretor pra dar aula aos 25 anos, com a especialização em UTI, com os 10 anos no HR de Prudente, com a coordenação da UTI de Nova Andradina em 2018, com a chegada da pandemia (em que ela foi a única infectologista morando em Dracena, e coordenou o SEMAC e a montagem da UTI, e ficou 15 dias com os filhos na casa dos pais, com o pai passando o prato pelo vidro), e com o mestrado sobre a vacina do COVID em animais, e a história dos cavalos volta durante a pandemia (com a compra dos animais, a montagem do haras do avô em frente à balança, com 10 animais, 4 baias, 3 alqueires, com a Pimentinha como égua principal, com a River ta Fame como recordista mundial em Avaré, com a história do Marinaldo (treinador de Avaré) que cuidou da River durante a pandemia, e com a fratura do pé que ela superou voltando a competir e ganhando 1º lugar), e ela é mãe solo de gêmeos (Artur e Enzo de 11 anos, e o Enzo já compete junto com ela na Pimentinha), e a Genilda (funcionária 10 anos) mora com ela desde quando os gêmeos eram crianças, e ela é de Dracena (filha única, pai jogou futsal anos na cidade, mãe Leda, avô tinha propriedade perto da balança), e a frase que ela mais repete é que “a gente tem que continuar correndo atrás do nosso sonho de criança, porque não tem que ter fim, tem que ter começo, meio, e vai continuar tendo recomeço”, e a frase emblemática sobre a carreira é: “a mulher tem que inspirar, não afastar, e a gente tem que se impor, e a gente tem que continuar correndo atrás do nosso sonho”. Acompanhe a Germana pelo Instagram @germanasouza (tem fotos de todos os animais e vídeos das competições). Se você quer empreender em medicina e esporte ao mesmo tempo, segundo a Germana, o que vale é abraçar todas as oportunidades que aparecem (ela mesma tem 5-6 empregos e 3 alqueires de haras), lembrar que o segredo é não falar não (os empregos iam entrando, ela só ia encaixando, e conforme ia dando mais ela ia diminuindo os plantões), e lembrar que “a gente tem que continuar correndo atrás do nosso sonho de criança, porque não tem que ter fim, tem que ter começo, meio, e vai continuar tendo recomeço”, e segundo ela, é o que o Pedro e a Mariana, segundo ela, mais admiram no AdamiCast, de que “quem olha de fora vê o resultado, mas não sabe a luta por trás, e a gente tem que se importar menos com o que os outros vão falar, e a gente tem que continuar correndo atrás do nosso sonho”.
Resumo do episódio
Germana Fernanda de Souza é médica infectologista e atleta de três tambores que concilia carreira em várias instituições de saúde em Dracena e região, maternidade solo de gêmeos, mestrado sobre vacina COVID em animais e administração de haras com 10 cavalos. Sua trajetória começa aos 7 anos com a paixão por cavalos na Estância do seu João Autone, passa pela medicina na Unoeste contra a vontade do pai, pelos 10 anos trabalhando na UTI do HR de Presidente Prudente, pela coordenação do SEMAC e montagem da UTI COVID em Dracena durante a pandemia, e retorna aos cavalos durante o isolamento como forma de escape, competindo e ganhando prêmios mesmo com lesões.
Principais aprendizados
- O custo elevado de manter cavalos Quarto de Milha foi a razão pela qual Germana escolheu estudar medicina aos 17 anos, abandonando temporariamente a equitação.
- Durante a pandemia, Germana foi a única infectologista morando em Dracena e coordenou sozinha o SEMAC e a montagem da UTI COVID, dando plantão em múltiplos locais.
- Os três tambores exigem velocidade extrema medida em milésimos de segundo, com tempos de 17 a 18 segundos, demandando muito do corpo e força na arrancada inicial.
- Germana retornou aos cavalos durante a pandemia como escape, investindo recursos em um haras no terreno do avô em frente à balança, adquirindo 10 animais e construindo a infraestrutura necessária.
- Mulheres que conquistam muito espaço profissional enfrentam assustamento social, exigindo imposição de respeito e continuidade na busca dos sonhos sem recuar frente às críticas.
Perguntas respondidas neste episódio
Como é competir em três tambores?
Os três tambores exigem velocidade extrema, com competições medidas em milésimos de segundo. O tempo varia entre 17 e 18 segundos, sendo fundamental a arrancada na reta como ponto principal. A modalidade exige muito do corpo, afetando abdômen, quadril, coluna, pernas e braço, com competidores brigando por milésimos de diferença entre primeiro e segundo lugar.
Quanto custam cavalos Quarto de Milha?
Cavalos Quarto de Milha têm valores elevados. Essa barreira financeira levou Germana a escolher entre manter um cavalo e estudar medicina aos 17 anos. Durante a pandemia, ela investiu recursos em adquirir 10 animais para seu haras, indicando que era preciso acumular recursos financeiros para fazer isso.
Como funciona a coordenação de infectologia à distância?
A coordenação à distância funciona por meio de sistema de computador e aplicativo no celular, operando 24 horas online. O infectologista faz liberação de antibióticos pelo sistema, podendo ficar à distância para discussão dos casos. Germana usa esse modelo indo a cada 15 dias a Nova Andradina para realizar essas funções.
Como Germana voltou aos cavalos durante a pandemia?
Durante o isolamento, Germana comprou animais gradualmente e conversou com a família para arrendar uma propriedade do avô em frente à balança. Montou seu haras com 10 animais, 4 baias e 3 alqueires, contratando uma funcionária para cuidar e um treinador que vai três vezes por semana montar nos animais. Descreveu isso como escape da pandemia ao invés de fazer terapia.
Como Germana continuou competindo com fratura no pé?
Ao fraturar o quarto dedo do pé quando o tambor caiu em cima da égua, Germana tirou a bota, colocou gelo, depois recolocou a bota. Pediu ajuda para subir do lado contrário do pé lesionado, montou e competiu, ganhando primeiro lugar. A bota se manteve tão firme que a fratura se alinhou no lugar, permitindo sua participação.
Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.