No episódio #243 do AdamiCast, em 17 de agosto de 2023, Flávia A. Fontana de Castro, educadora musical há 15 anos em Dracena, pedagoga e estudante de Logoterapia, contou a história que começa com uma menina que aprendeu piano e cresceu cantando na igreja, no sítio da família, e que foi estudar com Luiz Fernando, concertista que vinha uma vez por mês pra Dracena, e que não se contentava com o que já sabia, e que foi indicada pelo próprio Luiz Fernando pra fazer curso com a Josete, aluna do Villa-Lobos, referência no Brasil de musicalização, e que voltou pra Dracena com a certeza de que era aquilo que queria fazer. Foi uma conversa de mais de 2 horas, passando pela primeira turminha de bebês que demorou 2 anos pra encher, pelas 28 salas de aula no município com quase 900 alunos, pela pandemia que tirou todos os bebês e travou a voz, pela Logoterapia que uma amiga convidou na 1ª e na 2ª turma, e que ela só foi fazer na 3ª, e pela frase do Aristóteles que ela mais repete, de que nada está no intelecto se não tenha passado pelos sentidos.
Do piano na infância à aula com Luiz Fernando e ao curso com a Josete, aluna do Villa-Lobos: como a Flávia virou educadora musical
A Flávia cresceu no sítio, e a mãe enfrentou e a levou pra fazer música, e a Flávia enfrentou, e morou com os avós pra poder estudar, e cresceu com piano e órgão, e ganhou um walkman do avô, e ganhou um som, e ganhou um gravador, e teve acesso à música em qualquer lugar. A mãe e a tia cantavam na igreja, e ela sempre cantou na igreja também, e a tia Doraci Monção Castro foi uma das referências. Quando ela fez o curso de interpretação pianística com o Luiz Fernando, o concertista que vinha uma vez por mês pra Dracena, ela falou pra ele que queria fazer um curso bom de musicalização infantil, e ele respondeu “vai procurar a Josete, ela foi aluna do Villa-Lobos”, e a Josete reuniu várias metodologias e criou a dela, e era referência no Brasil, e na mesma semana a Flávia já se inscreveu, e foi pra Jundiaí, e fez o intensivo, e voltou dizendo “é isso que eu quero, é isso que faltava”.
Da decisão de trazer a musicalização pra Dracena à primeira turminha de bebês, 2 anos depois, com a Maria Flor abrindo caminho
Quando a Flávia voltou pra Dracena, ela abriu a escola de música e a turma de musicalização pra bebês a partir de 6 meses, e o pessoal falou “ué, mas criança nenê bebê consegue tocar um piano, um violão”, e deu uma bugada, e ela demorou 2 anos pra ter os primeiros bebês na turminha. Teve um começo com crianças maiores, de 4 e 5 anos, e ela foi introduzindo, e foi persistente, e a primeira bebê de verdade foi a Maria Flor, filha da Ana Helena, que nem esperou os 6 meses e foi com 5 meses e meio, e era uma tagarela, e todo mundo via a Maria Flor tagarelando, e aí começaram a vir os bebês menores. A Betina, a Lorena (a filha da Flávia), a Gabi, e várias outras, e hoje elas estão com 13 anos e pediram uma “aula da saudade” pra voltar a fazer musicalização, e a Flávia topou na hora, e foi o que ela mais guardou dessa história.
Da “musicalização não é bebê tocando piano” à rotina da aula: cantar o nome, coordenação motora, instrumento e relaxamento final
A Flávia explica, e o Pedro e a Mariana, segundo ela, mais admiram no bate-papo, que musicalização é uma abordagem educacional, e que vai dar estímulos sonoros e musicais pros bebês e pras crianças desde os primeiros meses de vida, e que dentro dessa abordagem a gente trabalha concentração, socialização, fala (porque o bebê quando canta ele canta e fala ao mesmo tempo), expressão corporal, lateralidade, subir, descer, abrir, fechar, e tudo isso é ensinável, e a criança precisa aprender. Na Alemanha, lembra ela, as crianças entram pro instrumento e depois continuam fazendo musicalização, e não fica só no instrumento, e abrange mais coisa. A aula tem uma rotina de começo, meio e fim: a primeira música é de identidade (a Flávia canta o nome do bebê), depois vem a parte de coordenação motora e psicomotricidade, depois os brinquedos como recurso, depois o instrumento, e por último o relaxamento final, e são de 12 a 13 atividades por aula, e cada música tem um objetivo específico, e a mãe participa junto com o bebê, e o tempo de concentração do bebê começa com 20 minutos e vai aumentando, e a Flávia tem atividades carta na manga que ela troca na hora quando o bebê chega mais agitado, e essa percepção é o que a mãe de um aluno de Presidente Prudente mais admirou nela.
A diferença que a musicalização faz, segundo a Flávia, aparece no desenvolvimento, e as crianças começam a apresentar diferenças no relacionamento, e a fala fica mais desenvolvida, e a coordenação motora melhora, e a concentração aumenta, e a criança fica mais concentrada e presta mais atenção. O repertório é pensado pra cada faixa etária, lembra ela, e cada música tem um objetivo a ser trabalhado, e quando a criança fica mais velha algumas atividades de quando era bebê voltam na parte instrumental, e ela vai lembrar, e é uma fixação, uma ligação. Por isso, segundo a Flávia, a Flávia defende a primeira infância com unhas e dentes, e a filha dela, a Lorena, é exemplo: com 3 aninhos decorou a história inteira de um livro que a Flávia lia toda noite, e com 5 aninhos o Kauan, o filho, chegou pra ela e disse “mãe, eu sei escrever placa, é o seu nome com F, e troco pelo P, e o K é o K do meu nome”, e foi uma associação que ele fez sozinho, e a Flávia falou “Deus obrigado pela musicalização infantil”.
Das 28 salas no município com quase 900 alunos à escolha pela família e pela musicalização quando nasceu o Kauan
Quando a Flávia entrou no município, lembra ela, a musicalização foi implantada nas escolas, e ela ficou com 28 salas de aula, com 30 alunos em cada uma, e quase 900 crianças, do pré de 4 anos até o quinto ano (uns 8, 10 anos), e era pra ter um dia de 48 horas, e era muito corrido. Aí o Kauan nasceu, e ela fechou a escola de música, e saiu do município, e optou pela família e pela musicalização, e essa foi a escolha. Hoje ela dá aula pra turmas bem menores, com bebês a partir de 6 meses até crianças de 8 anos, e às vezes de 10 e 11, e tem a formatura da musicalização com 8 aninhos, e a criança passa pro instrumento, e a Flávia pergunta “qual instrumento você quer tocar”, e a Lorena escolheu piano, e o Kauan guitarra, e os dois fazem até dois esportes (natação, balé, karatê), e sempre tiveram esporte e música no currículo, e a Flávia nunca se preocupou com sofá sujo de tinta ou massinha, e sim em ter o cantinho certo pra brincar.
Da pandemia que tirou todos os alunos à voz que travou e a Sheila Francisquini que ajudou a recuperar
Quando veio a pandemia, lembra a Flávia, ela perdeu todos os bebês e todos os alunos, e tentou dar aula online por 2 meses, e até criou materiais (biscoitinho em forma de nota musical, sound drum com forma de bolo, castanhola com material reciclável), e passou a semana filmando e o final de semana editando, e a mãe chegou e falou “as aulas estão maravilhosas, mas eu não tô conseguindo fazer, porque a criança olhando a tela não sabe se é a professora ou a Galinha Pintadinha”. Aí ela parou, e a voz travou, e ela dava umas travadas e não conseguia chegar nas notas que ela sempre chegou, e foi fazer exame, e era emocional, e ficou 2 anos e pouco sem dar aula, e olhava o material e falava “não vou usar mais isso”, e quase desistiu, e o que segurou foi a Sheila Francisquini, a amiga e professora de canto lírico, que ela já fazia aula antes da pandemia, e que cuida da voz dela até hoje, e que a ajudou a voltar. “Pandemia pegou todo mundo de calça curta”, resume a Flávia, “acho que não teve ninguém que saiu ileso”.
Da Logoterapia que a Milena convidou na 1ª e na 2ª turma e só foi na 3ª, à frase do Aristóteles: “nada está no intelecto se não tenha passado pelos sentidos”
A Flávia está estudando Logoterapia, e a abordagem que estuda o sentido da vida, e que foi desenvolvida por Viktor Frankl, judeu que ficou nos campos de concentração na Alemanha, e que fala que a sua maior dor pode ser transformada em sentido. Quem convidou foi a Milena, logoterapeuta e professora da pós, de Dracena, que canta com a Flávia na igreja, e que é amiga dela há muitos anos, e que a convidou pra primeira turma da pós, e a Flávia não se inscreveu, e a convidou pra segunda, e a Flávia não se inscreveu, e a convidou pra terceira, e aí a Flávia falou “tudo tem um propósito”, e foi. A Logoterapia, segundo a Flávia, dá valor à questão dos valores, e ela foi entender que o que ela faz dentro da musicalização é muito valoroso, e tem coisas que ela não abre mão, e a Logoterapia tá expandindo, esticando, tirando da zona de conforto, e é o que ela mais fala, e dá pra introduzir dentro da musicalização, e segundo ela, é o que o Pedro e a Mariana mais admiram no AdamiCast, de que dá pra usar as duas coisas juntas.
A frase que a Flávia mais repete, segundo ela, é do Aristóteles: “nada está no intelecto se não tenha passado pelos sentidos”, e é o que ela preza, e acredita, e defende, e o que ela trabalha na primeira infância, e a música é um dos sentidos principais. A música que uma sociedade ouve, lembra ela, é o caminho que a sociedade segue, e as festas infantis hoje em dia tocam funk e música imprópria pra idade, e o TikTok ensina “quica quica” e dancinha, e a criança repete o refrão 30 vezes pra postar o vídeo, e a letra fica no subconsciente, e vai virando uma bolinha de neve, e a Flávia lembra da experiência que fez com as crianças do município: chegou na sala com a caixa de som mais potente da escola, e falou “fecha o olho, abaixa a cabeça, e vou colocar uma música pra vocês ouvirem”, e era música clássica, e tinha criança que chorava, e ela falou “é isso que vocês perderam por não ter acesso, e é fácil de encontrar”. Por isso, segundo ela, a Flávia usa o Instagram pra selecionar o que ela quer, e o que é valor pra ela, e o que é valor dentro do que ela acredita, e é o que ela mais fala pras mães que chegam com a mesma dúvida: apresenta o repertório, mostra os estilos, e dá pra criança a chance de gostar antes de vir pra vida com uma coisa já fixa na cabeça.
Onde encontrar
A Flávia A. Fontana de Castro atende em Dracena, SP, com musicalização infantil a partir de 6 meses, e com turmas pensadas pra cada faixa etária, e com a metodologia da Josete (aluna do Villa-Lobos), e com a rotina de começo, meio e fim, e com 12 a 13 atividades por aula, e com 15 anos de experiência, e com 28 salas de aula no currículo (e quase 900 alunos), e com a Lorena e o Kauan como cobaia (e como prova de que a musicalização funciona), e com a pandemia que quase tirou tudo, e com a Sheila Francisquini que segurou a voz, e com a Logoterapia que expandiu o sentido. Acompanhe pelo Instagram da Flávia @flaviafontana01, pelo Instagram da musicalização infantil @musicalizacaoinfantilflaviafontana, e pelo Instagram do projeto “Criança que Cresce” @criancaquercresce_. Se você quer musicalização pro seu bebê, segundo a Flávia, o que vale é o estímulo desde cedo, e segundo ela, é o que ela mais fala pras mães que chegam com a mesma dúvida.
Resumo do episódio
Flávia A. Fontana, educadora musical em Dracena há 15 anos, conta sua trajetória desde a infância no sítio com piano e canto na igreja até a formação com a Josete, aluna do Villa-Lobos, e sua carreira levando musicalização infantil para 28 salas do município com quase 900 alunos. O episódio aborda como a musicalização desenvolve concentração, socialização, fala e coordenação motora nos bebês, a experiência da pandemia que travou sua voz, e como a Logoterapia expandiu sua visão sobre o sentido e os valores da educação musical.
Principais aprendizados
- Musicalização infantil é uma abordagem educacional que estimula concentração, socialização, fala, expressão corporal e lateralidade desde os primeiros meses de vida, não apenas o toque em instrumentos.
- A rotina eficaz de aula de musicalização segue estrutura definida: identidade (cantar nome), coordenação motora, brinquedos como recurso, instrumento e relaxamento final, com 12 a 13 atividades por sessão.
- Crianças expostas à musicalização desde bebê apresentam desenvolvimento superior em relacionamento, fala mais desenvolvida, coordenação motora melhorada e maior capacidade de concentração.
- O acesso à música clássica e repertório diverso na infância oferece alternativa ao consumo de conteúdo impróprio para a idade e cria oportunidades para a criança desenvolver preferências musicais autênticas.
- A frase de Aristóteles 'nada está no intelecto se não tenha passado pelos sentidos' fundamenta a prática de musicalização, priorizando experiências sensoriais como base da aprendizagem.
Perguntas respondidas neste episódio
O que é musicalização infantil e como funciona na prática?
Musicalização é uma abordagem educacional que oferece estímulos sonoros e musicais desde os primeiros meses de vida, trabalhando concentração, socialização, fala, expressão corporal e lateralidade. A aula segue rotina estruturada com identidade, coordenação motora, brinquedos, instrumento e relaxamento, totalizando 12 a 13 atividades, com a mãe participando junto ao bebê.
Como a musicalização infantil impacta o desenvolvimento das crianças?
A musicalização promove diferenças notáveis no desenvolvimento: a fala fica mais desenvolvida, coordenação motora melhora, concentração aumenta e a criança fica mais atenta. O repertório é pensado para cada faixa etária, e quando a criança cresce, atividades do período de bebê retornam na parte instrumental como fixação e ligação.
Qual a metodologia usada nas aulas de musicalização?
A metodologia é baseada na abordagem da Josete, aluna do Villa-Lobos, que reúne várias metodologias. As aulas incluem rotina de identidade com música do nome, atividades de coordenação motora e psicomotricidade, brinquedos como recurso, instrumento e relaxamento final, com cada música tendo objetivo específico.
Por que expor crianças a música clássica e repertório diverso desde cedo?
A música que uma sociedade ouve orienta o caminho que a sociedade segue. Expor crianças a repertório diverso, especialmente clássico, oferece alternativa ao conteúdo impróprio para a idade presente em festas infantis e redes sociais, permitindo que a criança desenvolva preferências autênticas antes de fixar-se em apenas um estilo.
Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.