#255

Da faca na barriga do pai aos 8 anos ao perdão e ao pastorado há 23 anos: a história de Jetro Paiva | #255

28 de setembro de 2023 • 35 min de leitura

Este texto vem do episódio #255 do AdamiCast

No episódio #255 do AdamiCast, em 28 de setembro de 2023, o Pastor Sênior da Primeira Igreja Batista de Junqueirópolis e da Terceira Igreja Batista de Andradina, Jetro Paiva, contou a história que começa com ele nascendo em Rondônia (filho caçula, de um pai pernambucano 47 anos que se casou com a mãe Teresa, uma caboclinha do Paraná de 17 anos), e que mudou pro Mato Grosso do Sul com 8 anos (a vida era sítio, e a televisão ele viu pela primeira vez aos 7), e que o pai era violento (e o episódio mais grave foi o pai colocar uma faca de cabo madrepérola na barriga do Jetro com 8 anos), e que o pai foi embora numa sexta à tarde (deixou a mãe analfabeta, semi-analfabeta, e com 3 filhos no sertão do Mato Grosso do Sul), e que a mãe leu o Salmo 23 e orou pelo pai que tinha ido embora (e o Jetro de 8 anos do lado ajoelhado pediu pra Deus matar o pai), e que com 14 anos tirou a mãe da roça, comprou o primeiro carro, e com 18 anos já tinha casa própria (mas era um vencedor do lado de fora e um derrotado do lado de dentro, com 1 garrafa de whisky por dia), e que a mãe falou pra ele “você é igualzinho ao seu pai” (e isso foi o maior tapa na cara que ele levou), e que com 20 anos teve o encontro com Jesus numa sexta à noite (chorou no quarto, pediu perdão, e Deus disse “pra eu te perdoar, primeiro você tem que perdoar seu pai”), e que no sábado à noite foi pra igreja com a mãe (e a mãe disse “Deus me disse que um dia você ia entrar comigo nessa igreja e nunca mais ia sair”, e faz 29 anos que ele entrou e nunca mais saiu, 23 anos como pastor), e que o encontro com o pai (que já tinha perdido tudo, vivia num barraco, de uma aposentadoria) foi 2 anos depois (o pai pediu perdão, abraçou o filho pela primeira vez na vida, e se ajoelhou na igreja pentecostal, e entregou a vida a Jesus), e que o chamado ao pastorado veio dirigindo pra Caiuá em fevereiro de 99 (Deus disse “quero que você pegue seus diplomas e coloque na gaveta, e vá pra um seminário, e nunca mais você vai trabalhar pro homem”), e que a noiva (5 anos de noivado) entregou a aliança em junho de 99, e que ele foi pra Bauru fazer teologia, e que em 2000 veio pra Junqueirópolis pastorear a PIB (e tá lá até hoje, 23 anos na mesma igreja), e que conheceu a Léia (3 meses e 14 dias de namoro, noivado e casamento, e hoje são 22 anos de casados), e que a filha Esther tem 15 anos e se batizou com 13, e que ele acabou de voltar de Israel (e explica que o batismo, do grego baptizein, significa mergulho, e que Constantino e Santa Helena em 325 instituíram o batismo de criança e a aspersão, e que as imagens vieram do sincretismo com o paganismo romano), e que ele cuida do Saica de Junqueirópolis há 15+ anos (e assumiu o de Dracena também, e em Andradina tem um projeto social com 270 crianças), e que o projeto “Pastores do Bambu” (no sítio dele) reúne 500 pastores do Brasil inteiro (4-5 encontros por ano, com 20 estados representados, o próximo em 27-29 de novembro), e a frase que ele mais repete é que “Deus não tem o bom, tem o ótimo, e enquanto você se segurar no bom, eu nunca vou poder entregar o ótimo”.

Da infância em Rondônia, do pai pernambucano 30 anos mais velho que a mãe, e da faca de madrepérola na barriga do Jetro com 8 anos

O Jetro, lembra ele, é filho caçula, tem duas irmãs mais velhas, e nasceu em Rondônia, e a história da família começa com o pai (pernambucano, com 47 anos) se casando com a mãe Teresa (caboclinha do interior do Paraná, com 17 anos), e ele viveu no sítio até os 8 anos (e viu televisão pela primeira vez aos 7), e a vida era muito diferente de cidade grande, e o pai era “da linha do Lampião, com cara armado, cara perigoso”, e era violento com a mãe e com as crianças, e segundo ele, “meu pai era um homem extremamente violento, era um pernambucano muito difícil, era um cara extremamente duro, era uma criação muito difícil, e a gente sempre vivia em sítio, e meu pai nunca me deu carinho, nunca me deu abraço, nunca brincou, e eu queria muito que meu pai me amasse, e eu fazia de tudo pra chamar atenção, porque eu era o filho homem, e eu queria que ele me amasse, mas meu pai não era aquele cara”, e o episódio mais grave foi quando o pai começou a ajeitar as coisas pra ir embora (tinha vendido umas propriedades em Rondônia, comprou uma caminhonete nova, e a mãe escondeu uns documentos na saia pra não deixar ele ir), e quando viu que a mãe não devolveria, pegou o Jetro e a irmã mais nova (um ano mais velha), trancou num quarto, chamou a mãe, sacou de uma faca grande de cabo madrepérola branco, e colocou na barriga do Jetro, e disse “Teresa, me dá esses documentos senão eu vou matar esse desgraçado”, e segundo ele, “é muito difícil você olhar pra um pai que você cria que te amasse, e de repente você ver muito ódio, muita raiva, e meu pai tava endemoninhado, e quando viu que não ia conseguir, pegou os documentos e foi embora, e nos deixou com a mãe, com duas irmãs, no sertão do Mato Grosso do Sul, e minha mãe era analfabeta, semi-analfabeta, sabia escrever o nome, a vida inteira na roça, e com três filhos”, e na sexta à noite o pai foi embora, e de noite a mãe pegou a Bíblia velha de capa preta, abriu no Salmo 23, e começou a ler de forma precária (e a irmã mais velha chorando, e o Jetro de 8 anos do lado), e disse “o papai foi embora, mas o papai do céu não foi, Deus vai me ajudar a criar vocês, Deus não vai deixar faltar o pão, Deus vai ser o nosso pastor”, e a mãe se ajoelhou no pé da cama, e começou a orar pedindo a bênção de Deus, e começou a orar pelo pai (que tinha acabado de ir embora com uma faca na mão), e disse “Deus, onde o meu marido tiver, onde o Ananias tiver, guarda ele, abençoa ele, salva meu marido”, e o Jetro do lado ajoelhado, com 8 anos, pediu pra Deus matar o pai, e disse “Deus, faz ele bater a caminhonete, eu quero que esse cara morra, mata ele, acaba com esse desgraçado”, e ele sonhava matando o pai todo dia, e o ódio consumiu ele por anos.

Do “você é igualzinho ao seu pai” aos 18 anos, do whisky (1 garrafa por dia), do vencedor derrotado, e da virada na sexta à noite em que chorou no quarto

Do episódio da faca em diante, lembra ele, a vida foi muito difícil (a mãe foi pra roça trabalhar de boia-fria, capinando seringueira, e voltava de tarde com os pedaços do couro da mão do cabo da enxada com sangue, e as irmãs trabalharam de doméstica, e ele começou a trabalhar antes dos 9 anos, engraxando sapato, vendendo sorvete, vendendo pão, e a “faculdade” dele foi a rua), e segundo ele, “minha faculdade foi a rua, eu vendi de tudo, eu trabalhava em oficina, e era muito difícil pra mim ver minha mãe chegar da roça, e meu pai tava em algum lugar bebendo, se prostituindo, andando de carro novo, e a gente não tinha nem o que comer, e esse ódio me consumiu”, e aos 12 anos ele já tinha lido a Bíblia inteira (a mãe muito devota, a igreja era o refúgio da família, e ele cantava na igreja, e tocava, e gostava muito de música), e com 14 anos ele tirou a mãe da roça (comprou o primeiro carro, e com 18 anos já tinha casa própria, e a mãe já não precisava mais trabalhar pra ninguém), e segundo ele, “com 14 anos eu tirei a minha mãe da roça, com 18 eu tinha casa própria, e a minha mãe já não precisava mais trabalhar pra ninguém, mas essa precocidade também foi pelo lado ruim, porque quando eu me tornei independente muito cedo eu conheci o outro lado, conheci a noite, conheci a bebida, conheci as baladas, e com 14 anos eu já era viciado, completamente, bebia todo dia, e com 18 anos eu bebia uma garrafa de whisky por dia”, e ele se define como “um vencedor derrotado”, e segundo ele, “trabalhava muito, estudava muito, namorava muito, e pra todo mundo eu era um cara vencedor, mas por dentro eu me sentia um derrotado, e é até um paradoxo, um vencedor do lado de fora, mas um derrotado do lado de dentro, e tem muita gente assim, gente que é um vencedor lá fora, mas dentro de casa, às vezes com a família, com os filhos, no casamento, a pessoa é um derrotado”, e o ponto de virada veio quando a mãe (que tirava o sapato dele, cobria ele, orava por ele, colocava a mão na cabeça dele) sentou com ele, e disse “Jetro, você tem 18 anos, você já é um homem, e depois de Deus você é tudo que eu tenho, mas você é igualzinho ao seu pai, e você se tornou um homem igualzinho ao seu pai, você não ama ninguém, se você me amasse você não me deixava toda noite esperando, e nunca sei se você vai chegar vivo, vai chegar morto, se você vai bater o carro, e você é um bêbado, você é um viciado, e seu pai era um viciado, e você se tornou um viciado, e o seu pai nunca amou ninguém, e você não ama ninguém, e você usa as pessoas, e você não ama nem você mesmo porque você tá se destruindo”, e segundo ele, “esse foi o maior tapa na cara que eu levei na vida”, e ele prometeu que ia parar (e aguentou 3 dias), e entrou num espiral (percebeu que não tava bem, que a mãe chorava, que ela tava triste, depressiva, mas não conseguia largar, e o vício é uma desgraça), e com 20 anos veio a virada, numa sexta à noite (que ele considera um dia fatídico, porque a outra sexta tinha sido a da partida do pai), e segundo ele, “eu saí com a namorada, mas não quis namorar, fiquei quadrado, deixei ela em casa, fui pra casa, e entrei no meu quarto, uma tristeza, uma angústia, e comecei a chorar, e comecei a falar com Deus como eu nunca tinha falado, e eu disse: Deus, o Senhor tá aí, o Senhor tá me ouvindo, eu quero Te conhecer que nem a minha mãe Te conhece, eu quero ser feliz, eu quero cantar, Deus me liberta, eu sou um viciado, e eu sabia que Ele tava lá, e eu disse: Deus me perdoa, me liberta, me salva, e do jeito que você tá me ouvindo, eu ouvi Deus, e Ele me disse: Jetro, pra eu te perdoar, pra eu te salvar, primeiro você tem que perdoar seu pai”.

Do perdão ao pai, do encontro com o pai no barraco (que já tinha perdido tudo), e da entrada na igreja com a mãe (29 anos atrás, nunca mais saiu)

Naquela mesma noite, lembra ele, ele começou a orar (e disse “Senhor, então eu perdoo meu pai, eu não sei onde meu pai tá, mas o Senhor sabe, onde ele tá, abençoa ele, eu o libero, eu perdoo, me perdoa também, me ajuda, me ensina”), e dormiu que nem criança, e no outro dia não falou nada pra mãe, e quando a mãe pegou a Bíblia pra ir pra igreja no sábado à noite, ele pegou a Bíblia dele (deu uma sacudida na poeira, balançou, colocou debaixo do braço), e a mãe olhou pra ele e disse “você vai pra onde?”, e ele disse “vou pra igreja com a senhora, ué”, e segundo ele, “ela olhou pra mim, fica até arrepiado, e falou: você vai pra igreja, sábado à noite, com a Bíblia debaixo do braço, o que que você aprontou, a coisa foi grave, e eu falei: eu vou, ué, e ela não falou nada, e três quadras a gente foi juntos, e quando nós chegamos no portão da igreja ela parou, olhou pra mim e disse: fala pra mim Jetro o que que aconteceu, e eu falei: mãe, a senhora não vai entender, mas ontem à noite eu clamei por Deus, eu entreguei a minha vida pra Ele, pedi perdão pra Ele, e eu não sei o que que aconteceu, mas alguma coisa aconteceu, e ela olhou pra mim e disse: Jetro, Deus me disse que um dia você ia entrar comigo nessa igreja, e nunca mais ia sair, e eu falei: então é hoje mãe, e faz 29 anos isso, e eu entrei e nunca mais saí, e por isso que eu me emociono”, e o encontro com o pai veio 2 anos depois (com 22 anos, ele descobriu que o pai tava na cidade do pai de um amigo de faculdade, e o pai já tinha perdido tudo, vivia num barraco, de uma aposentadoria, a prostituição e o jogo tiraram tudo dele), e ele foi de carro, e segundo ele, “quando eu desci do carro, foi um choque, meu pai bem baixinho, pernambucano, pequenininho, e ele me viu e teve um choque, e falou: o que que você tá fazendo aqui filho, e eu falei: calma pai, não vim fazer mal, e eu disse: pai eu vim aqui pra pedir perdão pro senhor, porque eu te odiei a minha vida inteira, mas há dois anos atrás eu tive um encontro com Jesus, e Ele me salvou, e Ele me ensinou te perdoar, e eu tenho orado pelo senhor, e eu não tenho mágoa, não tenho ódio, e ele começou a chorar, e foi lindo porque ele me agarrou pelo meio, meu pai nunca tinha me abraçado, aquele dia foi o abraço mais longo que eu dei na minha vida, e a gente se abraçou e chorou bastante”, e ele foi pra uma igrejinha pentecostal pequenininha (de 100, 150 pessoas) onde o amigo ia tocar, e no último banco tava o pai (carequinha), e segundo ele, “eu disse: Deus, eu só queria te pedir, meu pai já tá velho, salva o meu pai, o Senhor me salvou, salvou minha mãe, minhas irmãs, salva meu pai também, não deixa meu pai morrer sem Te conhecer, e naquela noite quando eu subi com a minha Bíblia pra falar de Jesus, pra mim só tinha eu e ele, e eu falei de Jesus, e o que Ele fez na minha vida, e aí eu fiz o apelo, e meu pai veio pra frente, ele levantou e veio, e pra mim ninguém mais precisava se converter, só ele, e eu caminhei e abracei ele, e a gente se ajoelhou juntos, e meu pai entregou a vida a Jesus”, e ele batizou o pai depois, e quando casou em 2000 comprou uma casa pra mãe em Bataguassu (perto das duas irmãs), e o pai foi pra casa da mãe pedir perdão (e disse “quero morrer do seu lado”), e a mãe aceitou (“eu nunca tive outro homem na minha vida, nunca pensei em ter outro homem”), e cuidou dele, e segundo ele, “meu pai faleceu, ele ia fazer 99 anos, e ficaram juntos uns 10 anos, e ela trocou fralda dele, e era muito legal, porque eu ia visitar minha mãe, e chegava na frente da casa deles, meu pai deitado na rede, ela sentada na cadeira, e ela cantava, e continuava cantando, e ela nunca teve mágoa, nunca teve ódio, nunca teve nada assim, cara, e humanamente falando é impossível, e ela amou ele até o fim”.

Do chamado ao pastorado dirigindo pra Caiuá em fevereiro de 99, da noiva que entregou a aliança, e do “Deus não tem o bom, tem o ótimo”

Depois do encontro com Deus, lembra ele, ele mergulhou de cabeça (parou de beber no mesmo dia, era o “líder da balada, líder da noite, líder das festas”, e de uma hora pra outra virou “crente chato”, segundo ele, e os amigos falavam “esse cara pirou”, e uma menina da faculdade o confrontou, e disse “ou você virou viado, ou você virou crente”, e ele respondeu “graças a Deus, a segunda opção cara”), e segundo ele, “eu me embriaguei de Deus, foi muito, eu chapei cara, a minha experiência com Jesus foi tão forte que não tinha o whisky, não tinha cerveja, não tinha sexo, e você experimenta de uma paz, de uma alegria, e eu não precisava de nada daquilo mais, e eu queria mais de Deus, e aí eu comecei a fazer faculdade, trabalhava, mas eu cantava na igreja, eu comecei a tocar, liderar jovem, pregar na praça, e fazia de tudo na igreja”, e em 30 dias ele mudou do MS pra Presidente Venceslau (tinha uma proposta boa de trabalho com contabilidade rural, com um fazendeiro rico que queria ele pra administrar as coisas dele), e formou em Ciências e depois em Direito (turma de 98, junto com o Chicão de Dracena), e o chamado veio dirigindo pra Caiuá, em fevereiro de 99 (tava chovendo, e ele começou a conversar com Deus, e segundo ele, “de novo eu escutei aquela mesma voz, e era o Salmo 24, quem subirá o monte do Senhor, quem estará no seu santo lugar, e Deus me disse: Jetro, todo mundo quer ganhar dinheiro, todo mundo quer vencer, todo mundo quer prosperar, todo mundo quer conquistar as coisas, mas eu quero te fazer uma outra proposta, eu quero que você abra a mão de tudo que você tem, eu quero que você pegue seus diplomas e coloque na gaveta, e eu quero que você vá pra um seminário, pra uma faculdade teológica, eu quero que você aprenda a viver pela fé, e eu quero que você seja um pastor, e que você trabalhe, e nunca mais você vai trabalhar pro homem”), e segundo ele, “pensa numa guerra, porque falar isso é bonito, é poesia, música, é lindo, mas você abrir mão da tua estrutura, é aquela coisa de pular do barco, e do jeito que eu cheguei na igreja naquela noite, eu chorei muito, e abrir a mão, negar-se a si mesmo, e no outro dia fui fazer uma caminhada com a noiva, e falei: ó, preciso falar com você, ontem Deus falou comigo, e ela perguntou: o que que Ele falou, e eu falei: Ele pediu pra mim ser um pastor, abrir mão das coisas, e viver pra Ele, e ela olhou pra mim e falou: você tá brincando né, eu não vou ser mulher de pastor não, mulher de pastor se lasca, todo mundo cuida da vida de mulher de pastor, outra coisa, pastor passa fome, pastor vive de cesta básica dos outros, e eu falei: não, Deus vai cuidar da gente, e ela disse: eu não vou ser mulher de pastor, a gente vai casar, tá tudo certo, e ela se formava no outro ano, e ela falou: tire, tire, tire isso da cabeça, mas não tinha como tirar, e em março de 99 eu fui pra Bauru, e eu abri mão de tudo”), e em junho de 99 a noiva (5 anos de noivado, móveis comprados, aliança comprada) entregou a aliança (“eu não vou ser mulher de pastor”), e ele sofreu, e segundo ele, “homem não chora né, mas eu sofri que nem boi na horta, sofri mesmo assim, porque eu queria que Deus me poupasse daquilo, queria que ela fosse, e aí Deus me disse algo que é muito legal, e eu ensino muito pra os jovens, e Ele me disse: ô Jetro, eu não tenho o bom pra você, eu tenho o ótimo, só que enquanto você ficar se segurando o bom, eu nunca vou poder entregar o ótimo pra você, e entrega esse amor, entrega isso pra mim, e confia, e eu pensei, pô, e essa foi uma das vezes que eu fiquei bravo com Deus, porque a maioria das nossas orações é pra convencer Deus fazer o que a gente quer, e a oração do Pai Nosso qual que é, seja feita a vossa vontade, a gente não quer que Deus faça a vontade Dele, a gente quer que Deus faça a nossa vontade, é esse homem que eu quero, é essa mulher que eu quero, é esse trabalho, ó Deus faz, e tem muita igreja que a gente faz campanha pra convencer Deus, e a oração que Jesus disse é faz a vontade Dele, então pra quem tá nos assistindo talvez você tá brigando com Deus porque você tá querendo o bom, mas quando você pega o bom, quando você entrega pra Deus, e você fica de mão vazia dizendo: Deus, agora não é a minha vontade, é a Tua vontade, não é o meu tempo, é o Teu tempo, cara Deus limpou meu coração”).

Da teologia em Bauru, da vinda pra Junqueirópolis em 2000, da Léia (3 meses e 14 dias de namoro, noivado e casamento), e dos 23 anos na mesma igreja

Depois de abrir mão de tudo, lembra ele, ele foi pra Bauru fazer teologia (morava a semana toda lá, voltava sexta à tarde, sábado de manhã, porque ainda tinha algumas coisas, e a mãe ficava em Venceslau), e em 2000 ele veio pra Junqueirópolis pastorear a Primeira Igreja Batista (convidado pelo Fernando da Farmais, que era de Venceslau, e que falou “cara, você tem que conhecer a igreja lá de Junqueirópolis, eu tenho uns amigos lá, e vim, preguei, eles gostaram de mim, me convidaram, e eu vim pra Junqueirópolis em 2000, e nunca mais saí, tô até hoje, 23 anos, e o único lugar que eu pastoreei é esse, eu me formei em Bauru, fiz teologia em Bauru, e me mudei pra cá”), e ele conheceu a Léia, e segundo ele, “quando eu conheci a Léia bicho, pensa no amor à primeira vista, e a gente namorou, noivou e casou em três meses e quatorze dias, eu tava apaixonado velho, apaixonado mesmo, e a Léia morava em São Paulo, a família dela é de Junqueira, mas ela foi embora muito cedo pra São Paulo, fez faculdade em Marília, depois foi pra São Paulo, e vinha passear de férias pra Junqueira, e quando eu conheci ela bicho, e nós tamo casado há 22 anos, e tá durando graças a Deus”, e a Léia (que a Mariana começou a chamar de sogra antes de conhecer o Jetro, segundo ele) hoje faz Psicologia (segundo ano, em Dracena, “ela voltou a estudar depois de velha”, segundo ele), e a filha Esther tem 15 anos e se batizou com 13, e segundo ele, “eu não obriguei minha filha a se batizar, quantos anos você tinha quando você se batizou filho, 13, e eu podia dizer não com 10 anos, 12, eu nunca disse pra ela que ela tinha que se batizar, por quê, porque é uma decisão dela, e quando no catolicismo batiza criança, não batiza pra arrependimento, batiza por causa de uma religião, a tua mãe diz assim você já é batizado, você já tem uma religião, mas não foi você que escolheu, quem escolheu foi a sua família, então pros evangélicos essa decisão de seguir Jesus, de se arrepender, não pode ser obrigado pela família, não é algo, não é um ritual, é uma decisão pessoal”, e a frase que ele mais repete sobre a vida na igreja é que “o negar-se a si mesmo é todo dia, porque Jesus não segue ninguém, é a gente que segue Ele, e esse é um outro erro da gente, que a gente fala assim Jesus vamos comigo, e não é Jesus que vai com a gente, é a gente que vai com Jesus, e Jesus disse: se alguém quiser me seguir, negue-se a si mesmo, tome a cruz, e não é carregar a cruz, tem cara que pensa que a cruz é a sogra, e o tomar a cruz é ir pra cruz, o apóstolo Paulo diz assim: já estou crucificado com Cristo, a gente precisa morrer todo dia, ir pra cruz é não mais vivo eu, mas agora é Cristo que vive em mim, e essa negação, negar-se a si mesmo, é dizer: eu quero viver a vida que Deus tem pra mim, eu nego o que eu quero, porque o que Deus tem pra mim é melhor do que aquilo que eu penso”.

Do batismo (“baptizein” = mergulho, do padre João Ferreira de Almeida, do Tanque de Betesda, e da mulher menstruada que se purificava), e de Constantino e Santa Helena (do batismo de criança, da aspersão, e das imagens)

Ele acabou de voltar de Israel (pela segunda vez, e aproveitou a viagem pra falar sobre o batismo, que é o que ele explica no podcast), e segundo ele, “a palavra batismo ela não existia na língua portuguesa, quem traduziu a Bíblia pro português foi um padre chamado João Ferreira de Almeida, e ele traduziu do latim pro português, e o Antigo Testamento na Bíblia o original é hebraico, o Novo Testamento original é grego, e a Bíblia foi traduzida primeiro pro latim, e do latim João Ferreira de Almeida traduziu pro português, e não existia a palavra batismo, o verbo batizar não existia, e no grego batismo significa baptizein, que é a palavra batismo é mergulho, mergulhar, afundar, imergir, e na cultura judaica existem nove tipo de batismos, e o que que é batismo pro judeu, é o ritual de purificação, e o judeu tinha que ir pelo menos uma vez por ano no templo em Jerusalém, e quando a gente vai pra Israel agora você todo mundo visita o Tanque de Betesda, o Tanque de Siloé, que tá na Bíblia, e o que que é o Tanque de Betesda, o Tanque de Siloé, era o tanque que as pessoas se batizavam, lógico que não usava essa palavra batismo, usava a palavra purificação, eles mergulhavam, se lavavam literalmente, eles entravam no tanque e se batizavam, se purificavam pra entrar no templo, eles não podiam entrar sem o ritual do batismo da purificação, e a mulher menstruava, e quando a mulher judia menstruava, quando terminava a menstruação dela, ela não podia ter relação com o marido sem antes se batizar, e o que que era o batismo da mulher, era o ritual da purificação da menstruação, que era também ir num rio ou num tanque, mergulhar, se lavar, era até uma questão de higiene”, e por isso, segundo ele, Jesus entrou no Rio Jordão pra ser batizado por João (não precisava jogar água na cabeça), e quando o padre João Ferreira de Almeida foi traduzir a Bíblia, ele teve que escolher entre “Jesus foi até o Jordão pra ser afundado por João” (tradução) ou criar uma palavra em português que não existia (transliteração, do latim baptizo pra batismo), e ele escolheu a segunda, e por isso, segundo ele, o batismo bíblico é mergulho, é morte e ressurreição, e ele explica que a igreja evangélica não batiza criança porque “o batismo na Bíblia é uma decisão de arrependimento, e Jesus diz assim: aquele que crer e for batizado será salvo, e Jesus tinha 30 anos quando foi batizado, e se tinha uma criança que podia ser batizada era Ele, e o reino do céu pertence aos pequeninos, então você não precisa batizar uma criança pra ela ser salva”, e ele explica que o batismo de criança e o batismo por aspersão (jogar água na cabeça) vieram de Constantino (em 325/327) e da mãe dele Santa Helena, que decretaram que “todo o Império Romano é cristão, quem não for cristão vai enfrentar a fúria de Roma”, e segundo ele, “veio a caça às bruxas, e o cristianismo se torna a religião oficial do império, e como é que a pessoa se tornava cristã, batizando, batizando, e como é que vai batizar todo mundo, batiza de mamando a caducando, e é daí que vem o jogar água na cabeça, porque como é que vai batizar uma cidade inteira, jogar no Paranaíba, e tá batizado, tá batizado, e é daí que vem o batismo por aspersão”, e ele explica que as imagens (santos, crucifixos, Nossa Senhora) também vieram desse período, e segundo ele, “no Segundo Mandamento Deus diz assim com muita clareza: você não tenhas outros deuses além de mim, não façais pra vocês imagens nem do que tá no céu, nem na terra, nem de animais, nem de répteis, de nada, e Constantino e a Helena perceberam que os cristãos tinham muita reverência pelo sepulcro dos santos, e eles faziam memoriais, ceia naqueles sepulcros, e eles se ajuntavam ali, e aí vamos fazer uma imagem de Pedro, uma imagem de Paulo, uma imagem de Maria, e aí Constantino nunca deixou as práticas pagãs, e o número de paganismo dentro do Império Romano era muito grande, e o povo era acostumado a adorar Apolo, Zeus, Afrodite, e esse povo agora é obrigado a virar cristão, mas virou cristão por livre e espontânea pressão, e lá dentro dele ele tá acostumado a adorar muitos deuses, e pra esse cara é mais fácil fazer uma oração pra imagem de São Pedro do que pro Jesus que ele não conheceu, e aí não demorou pra começar a canonizar os santos, e começa a multiplicar as imagens, e quando você une a política com a religião você tem que manipular o povo”.

Do projeto “Pastores do Bambu” (sítio dele, 500 pastores, 20 estados), do Saica (lar de Junqueirópolis há 15+ anos, assumiu o de Dracena também, 270 crianças em Andradina), e do “eu me carrego e me esvazio em Deus”

Hoje, lembra ele, a igreja dele é uma igreja grande (quase 80% de jovens, em Junqueira e em Andradina), e ele toca dois projetos enormes, e o primeiro é o “Pastores do Bambu”, que é no sítio dele (pertinho de Junqueirópolis, na mata ciliar do bambuzal que o sogro dele plantou, e que ele herdou da esposa), e segundo ele, “há quatro anos eu moro num sítio, e lá tem um bambuzal que foi meu falecido sogro que plantou, e o sítio ele deixou de herança pra minha esposa, e a gente passou a morar lá, e tem um bambuzal, uma mata ciliar, uma APP, uma reserva, e a gente começou a orar lá embaixo e chamar alguns amigos, alguns pastores, e um foi trazendo o outro, e hoje nós temos quatro cinco encontros anuais, o próximo vai ser agora, 27, 28 e 29 de novembro, e a gente vai reunir 500 pastores do Brasil inteiro, e a gente lota os hotéis de Dracena, de Junqueirópolis, dá um overbook lascado, e sem propaganda, a gente passa três dias, segunda terça e quarta, orando, jejuando, a gente jejua durante o dia, só come à noite, e compartilhando, adorando, ministrando, e no encontro passado tinha 20 estados do Brasil”), e o segundo é o Saica (Serviço de Acolhimento Institucional à Criança e ao Adolescente, que antes era chamado de Lar do Menor, depois Casa do Menor, depois SPI, e agora Saica), e segundo ele, “nós cuidamos do Lar de Junqueirópolis já, nossa, muitos anos, há mais de 15 anos, e quando o André assumiu a prefeitura aqui, não tinha Lar do Menor em Dracena, e os que estavam abrigados aqui, que era de Ouro Verde, foram pra nós pra Junqueirópolis, e daqui também, e Dracena era obrigada a ter um lar, e aí o Dr. Rui falou assim: fala com o pastor Jetro, que a igreja batista lá eles fazem muitos anos que cuidam do lar de Junqueirópolis, e se eles não assumem aqui o lar de Dracena, e aí nós no primeiro semestre do André a gente assumiu aqui o de Dracena também, e em Andradina a gente tem um projeto social com quase 270 crianças”), e ele lida com a pressão de cuidar de tudo isso com um exercício pessoal, e segundo ele, “o que eu faço Mariana, que é um exercício pessoal meu, é assim, eu me carrego e me esvazio em Deus, então eu terminei um dia de atendimento ou uma situação muito difícil, pra onde que eu vou, eu me ajoelho e vou pra cruz, vou pra Deus, e digo: Deus, olha, eu tô te entregando tudo isso, tira todo o peso, tira toda a angústia, toda a carga, me livra, me limpa, me restaura e me capacita, porque eu preciso de forças pra carregar algumas coisas, porque a gente acaba carregando, então se Deus não capacitar a gente você não aguenta, e a velha história da máscara do avião, você cuida primeiro pra poder cuidar de alguém, você tem que tá bem pra cuidar de alguém”, e a frase dele sobre as críticas (que ele diz que recebe muito, como pastor público) é que “uma coisa é ser estilingue, outra coisa é ser vidraça, vidraça vai levar pedrada, e quando a gente professa a fé e não nega a fé, não negocia, tem um preço, sempre, e Jesus disse: se perseguiram a mim, vão perseguir vocês, e às vezes chegam pessoas na igreja e me pedem perdão, e dizem: pastor Jetro eu quero te pedir perdão porque eu tinha ódio do senhor e eu nem te conhecia, então tem gente que não gosta da gente e não sabe nem por que que não gosta, e eu entendo isso, que não é pessoal contra mim, às vezes é contra a posição que você ocupa, e eu tenho uma raiva desse negócio do politicamente correto cara, porque o que eu tenho que falar eu falo, eu não fico tentando colocar um terninho de crente, sabe, um terninho de pastor, o que eu sou eu sou, e o que eu penso eu penso, e o que eu acredito eu acredito, e eu sou pecador igual a você, eu tenho minhas falhas igual a você, pergunta pra minha filha ela vai dizer, e Deus não espera perfeição da gente, o que Deus espera é sinceridade, porque Deus sabe que a gente é pó, que a gente é barro”.

Onde encontrar

O Pastor Sênior Jetro Paiva atende como Pastor Sênior da Primeira Igreja Batista de Junqueirópolis (PIB Junqueirópolis) e da Terceira Igreja Batista de Andradina (TIBA Andradina), com cultos e ministração em Junqueirópolis e em Andradina, e a história dele começa com ele nascendo em Rondônia (filho caçula, de um pai pernambucano 47 anos que se casou com a mãe Teresa, uma caboclinha do Paraná de 17 anos), e mudou pro Mato Grosso do Sul com 8 anos (e a vida era sítio, e a televisão ele viu pela primeira vez aos 7), e o pai era violento com a mãe e com as crianças (e o episódio mais grave foi o pai colocar uma faca de cabo madrepérola na barriga do Jetro com 8 anos, dizendo “me dá esses documentos senão eu vou matar esse desgraçado”), e o pai foi embora numa sexta à tarde (deixou a mãe analfabeta, semi-analfabeta, com 3 filhos no sertão do Mato Grosso do Sul), e a mãe leu o Salmo 23 e orou pelo pai (que tinha acabado de ir embora com uma faca na mão), e a mãe foi pra roça, as irmãs trabalharam de doméstica, e ele começou a trabalhar antes dos 9 anos (engraxava sapato, vendia sorvete, vendia pão, a “faculdade” dele foi a rua), e com 14 anos tirou a mãe da roça, comprou o primeiro carro, e com 18 anos já tinha casa própria (mas era um vencedor do lado de fora e um derrotado do lado de dentro, com 1 garrafa de whisky por dia), e a mãe falou pra ele “você é igualzinho ao seu pai” (e isso foi o maior tapa na cara que ele levou), e com 20 anos teve o encontro com Jesus numa sexta à noite (chorou no quarto, pediu perdão, e Deus disse “pra eu te perdoar, primeiro você tem que perdoar seu pai”), e no sábado à noite foi pra igreja com a mãe (e a mãe disse “Deus me disse que um dia você ia entrar comigo nessa igreja e nunca mais ia sair”), e faz 29 anos que ele entrou e nunca mais saiu (29 anos transformando-se, 23 anos como pastor), e o encontro com o pai (que já tinha perdido tudo, vivia num barraco, de uma aposentadoria) foi 2 anos depois (o pai pediu perdão, abraçou o filho pela primeira vez na vida, e se ajoelhou na igreja pentecostal, e entregou a vida a Jesus), e depois o pai ficou com a mãe nos últimos 10 anos de vida (e a mãe cuidou dele, trocou fralda dele, e ele faleceu aos 99 anos), e o chamado ao pastorado veio dirigindo pra Caiuá em fevereiro de 99 (Deus disse “quero que você pegue seus diplomas e coloque na gaveta, e vá pra um seminário, e nunca mais você vai trabalhar pro homem”), e a noiva (5 anos de noivado) entregou a aliança em junho de 99, e ele foi pra Bauru fazer teologia, e em 2000 veio pra Junqueirópolis pastorear a PIB (e tá lá até hoje, 23 anos na mesma igreja), e conheceu a Léia (3 meses e 14 dias de namoro, noivado e casamento, e hoje são 22 anos de casados, e ela tá fazendo Psicologia em Dracena), e a filha Esther tem 15 anos e se batizou com 13, e ele acabou de voltar de Israel (pela segunda vez), e ele explica que o batismo (do grego baptizein) significa mergulho, e que o batismo de criança e o batismo por aspersão (jogar água na cabeça) vieram de Constantino e Santa Helena em 325/327, e que as imagens (santos, crucifixos, Nossa Senhora) também vieram desse período (do sincretismo com o paganismo romano acostumado a Apolo, Zeus, Afrodite), e que ele cuida do Saica de Junqueirópolis há 15+ anos (e assumiu o de Dracena também, no primeiro semestre do André como prefeito, e em Andradina tem um projeto social com 270 crianças), e que o projeto “Pastores do Bambu” (no sítio dele) reúne 500 pastores do Brasil inteiro (4-5 encontros por ano, com 20 estados representados, o próximo em 27-29 de novembro), e o exercício pessoal dele é “eu me carrego e me esvazio em Deus”, e a frase que ele mais repete é que “Deus não tem o bom, tem o ótimo, e enquanto você se segurar no bom, eu nunca vou poder entregar o ótimo”, e ele atende por Instagram (@prjetro e @pibjunqueiropolisof).

Resumo do episódio

O Pastor Jetro Paiva conta sua trajetória de vida marcada por violência familiar, alcoolismo e transformação espiritual. Começando em Rondônia e mudando para o Mato Grosso do Sul aos 8 anos, ele enfrentou um pai violento que colocou uma faca em sua barriga. Após a saída do pai, trabalhou desde criança para sustentar a família, mas se tornou viciado em álcool na adolescência. Aos 20 anos teve um encontro com Jesus que o libertou do vício e o levou a perdoar o pai. Hoje, após 23 anos pastoreando a Primeira Igreja Batista de Junqueirópolis, coordena projetos sociais significativos e o encontro "Pastores do Bambu" que reúne 500 líderes religiosos de todo o Brasil.

Principais aprendizados

  • A mãe leu o Salmo 23 após o pai sair, confiando que Deus cuidaria da família e orando até pelo marido que tinha ido embora com uma faca na mão.
  • Aos 14 anos retirou a mãe da roça e aos 18 tinha casa própria, mas o sucesso externo escondia um interior tomado pelo ódio e alcoolismo.
  • O encontro com Jesus aos 20 anos exigiu perdoar o pai como condição para ser perdoado, transformando completamente sua vida em uma sexta à noite.
  • O chamado ao pastorado em fevereiro de 1999 exigiu deixar a segurança profissional, o que resultou no término do noivado de 5 anos.
  • Deus não oferece o bom, mas o ótimo, sendo necessário soltar aquilo que se deseja para receber o que Deus tem preparado.

Perguntas respondidas neste episódio

Como funciona o batismo na tradição evangélica?

O batismo vem da palavra grega baptizein, que significa mergulho, afundamento ou imersão. Na tradição evangélica é uma decisão pessoal de arrependimento do adulto, não um ritual obrigatório de criança. Representa morte e ressurreição em Cristo, sendo necessário uma escolha consciente e não apenas uma religião herdada da família.

Por que a Igreja Católica batiza crianças com aspersão em vez de mergulho?

O batismo de criança e a aspersão de água na cabeça originaram-se com Constantino e Santa Helena em 325/327, quando o cristianismo tornou-se religião oficial do Império Romano. Como havia necessidade de batizar toda a população rapidamente, substituíram o mergulho por jogar água na cabeça. Esse período também introduziu as imagens de santos, influenciado pelo paganismo romano acostumado a adorar múltiplos deuses.

Qual era o significado do batismo na cultura judaica?

Na cultura judaica havia nove tipos de batismo, sendo rituais de purificação. Os judeus mergulhavam em tanques como o de Betesda ou Siloé para se purificar antes de entrar no templo. A mulher judia precisava se batizar após o período menstrual antes de ter relação com o marido, sendo tanto questão ritual quanto de higiene.

Como o pastor conduz a pressão emocional de cuidar de múltiplos projetos sociais?

O exercício pessoal é se carregar e se esvaziar em Deus. Após situações difíceis de atendimento, ajoelha-se e entrega todo o peso, angústia e carga a Deus, pedindo limpeza, restauração e capacitação. Compreende que sem a capacitação divina não conseguiria sustentar o trabalho com as crianças e comunidade.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.