#394

Cartão da Saúde Dracena: a história de Renato Gringo e Dra. Nathalia Suzuki | #394

05 de maio de 2025 • 7 min de leitura

Este texto vem do episódio #394 do AdamiCast

Tem histórias que começam numa balada em Dracena, passam por Punta Cana, chegam a São Paulo para fechar franquia e terminam com um centro de tratamento para autismo sendo construído do zero, com parte do faturamento do próprio grupo. É essa a trajetória do casal Renato Gringo e Dra. Nathalia Suzuki: dois empreendedores que apostaram na região do Pontal do Paranapanema quando tinham muito mais vontade do que capital.

Neste episódio do AdamiCast, Renato e Nathalia contam como saíram de um consultório odontológico de franquia em Junquirópolis para construir um grupo com clínicas em Dracena, Ouro Verde e outras cidades, o Cartão da Saúde Dracena e agora o aguardado Cartão Black, que promete levar consultas médicas gratuitas a famílias que não têm plano de saúde.

Da família de dentistas ao amor pela cirurgia

Nathalia cresceu rodeada de odontologistas. Pai, irmã, a profissão era presença constante em casa. Ela chegou a tentar a medicina por dois anos de cursinho, mas não passou no vestibular estadual. Foi no segundo ano de Odonto que se encontrou, especialmente na área cirúrgica, onde atua até hoje. É especialista em prótese, implante e reabilitação, e afirma que não trocaria a profissão por nada.

Renato veio de um caminho diferente. Natural de Tupi Paulista, perdeu o pai aos 11 anos e desde os 6 já trabalhava, vendendo sorvete de carrinho pela cidade. Passou pela agronomia, por perícias agrícolas, por uma tecelagem montada na adolescência. Formado, foi trabalhar em imobiliária em Presidente Prudente. Quando conheceu Nathalia numa balada em Dracena, ele ainda estava no segundo ano da faculdade. Ela tinha quatro anos a mais e já era formada.

O começo: fé, franquia e a primeira clínica

O ponto de virada foi uma viagem a Punta Cana em 2014. Dentro do mar, Renato conversou com um amigo que havia aberto uma franquia odontológica e relatou bons resultados. Na volta, ele e Nathalia foram a São Paulo fechar o negócio ainda na mesma semana. Compraram a franquia sem ter dinheiro para montar a clínica.

O primeiro destino seria Dracena, mas a família de Nathalia já tinha clínica na cidade e a abertura geraria conflito. No domingo seguinte, o casal saiu de carro sem destino e achou um prédio vago em Junquirópolis, na Rua São Salvador. O imóvel tinha acabado de ser desocupado no dia anterior. Renato ligou na segunda-feira e fechou o aluguel na mesma semana. Nathalia vendeu o carro para viabilizar a estrutura.

Expansão sem parar: Tupi Paulista, Ouro Verde e Dracena

Com a clínica de Junquirópolis no ar, veio Tupi Paulista, cidade natal de Renato. Para montar a segunda unidade sem caixa, ele reuniu três amigos em casa, apresentou o plano num rascunho e convenceu cada um a investir 50 mil reais por 30% da sociedade. A pizza e a Coca-Cola que serviram na reunião custaram menos do que a oportunidade que abriram.

A expansão continuou com Ouro Verde, quando Nathalia estava grávida da primeira filha. A parte médica veio depois, com o ingresso do Dr. Wellington Mazielo como primeiro responsável técnico, que entrou parcialmente em troca de horas de plantão, sem custo inicial. O Dr. Daniel, dermatologista, acompanha a operação há oito anos. Quando a pandemia chegou, o grupo teve de vender a parte médica para honrar compromissos, mas não demitiu ninguém e não atrasou um único pagamento de funcionário nos dez anos de operação.

O Cartão da Saúde Dracena: uma marca registrada

O Cartão da Saúde nasceu da observação de que clínicas médicas populares em Dracena fechavam por não conseguir cobrir o custo operacional. Renato percebeu que trazer médicos de Presidente Prudente exigia pagamento à vista por plantão. Com esse modelo, o Cartão da Saúde passou a oferecer consultas gratuitas em diversas especialidades para os assinantes, com médicos que em sua maioria também atuam no AME ou dão aulas na Unifadra, vinculada à Fundec.

O produto, segundo Renato, não existe igual no Brasil: um cartão de desconto que entrega consultas gratuitas, não apenas descontos. Hoje o grupo tem 50 mil clientes nas clínicas odontológicas e atende pacientes de Brasilândia, Pacaembu, Presidente Wenceslau e outras cidades num raio de 60 a 70 km ao redor de Dracena.

O Cartão Black e a fintech em construção

Um mês antes do episódio, Renato passou em frente à empresa, olhou para a fachada e sentiu que faltava algo. Surgiu o Cartão Black: uma assinatura de dois anos por R$ 199,90, com acesso a especialidades como dermatologia, cardiologia, vascular e outras sem custo, além de um mecanismo de reembolso de até R$ 300 por consulta em três ocasiões por ano, válido em qualquer lugar do Brasil para quando o assinante estiver em viagem.

A próxima etapa é transformar o cartão em um cartão bancário de débito, com chip e aplicativo, por meio de uma fintech em desenvolvimento. O objetivo é atender também pessoas que não têm cartão de crédito e precisam realizar compras online. O lançamento estava previsto para acontecer na quinta-feira seguinte ao episódio.

Antonella e o projeto de centro de autismo

O episódio ganhou uma camada mais pessoal quando o casal revelou que a filha mais velha, Antonella, foi diagnosticada com autismo grau 3 com um ano e oito meses. Hoje ela tem seis anos e meio e evoluiu para grau 2 após 40 horas semanais de terapia ABA. Renato também revelou que fez os testes e se identificou com características do espectro, o que ele atribui ao hiperfoco que direciona para cada novo projeto.

A partir dessa experiência, o casal decidiu destinar uma porcentagem do faturamento do grupo para bancar um centro de tratamento de autismo gratuito, a ser instalado em frente ao Hospital Dia. O plano inicial é atender de 5 a 10 crianças em três salas construídas no fundo do prédio. Para Renato, a convicção veio numa manhã de domingo de ramos, dentro da igreja, como um chamado.

Onde encontrar

Renato Gringo e Dra. Nathalia Suzuki estão em Dracena, SP. Acompanhe o trabalho deles e as novidades do Cartão da Saúde Dracena pelo Instagram: @renatogringo, @nathaliasuzukifernandes e @cartaodasaude.dracena.

Resumo do episódio

Renato Gringo e Dra. Nathalia Suzuki contam como transformaram um consultório odontológico de franquia em Junquirópolis em um grupo de clínicas que atua em Dracena, Ouro Verde e outras cidades da região. O casal explica como criou o Cartão da Saúde, um modelo inovador que oferece consultas médicas gratuitas sem ser apenas um cartão de desconto, e apresenta projetos futuros como o Cartão Black e uma fintech. Além disso, compartilham como a experiência pessoal com autismo da filha os motivou a destinar parte do faturamento para construir um centro de tratamento gratuito.

Principais aprendizados

  • O modelo do Cartão da Saúde surgiu da observação de que clínicas médicas populares fechavam por não conseguir cobrir custos operacionais com médicos que cobravam à vista por plantão.
  • Renato convenceu três amigos a investir 50 mil reais cada um apresentando o plano num rascunho durante uma reunião em casa, resultando em 30% de sociedade para cada sócio.
  • O grupo manteve todos os funcionários sem demissões e sem atrasos de pagamento durante dez anos de operação, incluindo o período da pandemia quando precisou vender a parte médica.
  • O Cartão da Saúde diferencia-se por oferecer consultas completamente gratuitas em diversas especialidades, não apenas descontos, para 50 mil clientes na região.
  • A experiência pessoal com o diagnóstico de autismo grau 3 da filha e a evolução para grau 2 após terapia ABA inspirou o casal a destinar percentual do faturamento para centro de tratamento gratuito.

Perguntas respondidas neste episódio

Como surgiu a ideia de criar o Cartão da Saúde Dracena?

A ideia nasceu quando Renato observou que clínicas médicas populares em Dracena fechavam porque não conseguiam cobrir o custo operacional. Ele percebeu que trazer médicos de Presidente Prudente exigia pagamento à vista por plantão, então desenvolveu um modelo que oferecesse consultas gratuitas para os assinantes do cartão.

Qual é a diferença do Cartão da Saúde para um cartão de desconto comum?

O Cartão da Saúde não é apenas um cartão de desconto, mas um produto que entrega consultas completamente gratuitas em diversas especialidades para seus assinantes. Segundo Renato, esse modelo não existe igual no Brasil.

O que é o Cartão Black e quais são seus benefícios?

O Cartão Black é uma assinatura de dois anos por R$ 199,90 que oferece acesso a especialidades como dermatologia, cardiologia e vascular sem custo, além de um mecanismo de reembolso de até R$ 300 por consulta em três ocasiões por ano, válido em qualquer lugar do Brasil para assinantes em viagem.

Como o casal conseguiu montar a primeira clínica sem ter dinheiro?

Compraram a franquia odontológica sem ter capital para montar a clínica. Encontraram um prédio vago em Junquirópolis que havia sido desocupado no dia anterior, alugaram na mesma semana e Nathalia vendeu seu carro para viabilizar a estrutura.

Como Renato financiou a segunda clínica em Tupi Paulista?

Ele reuniu três amigos em casa, apresentou o plano num rascunho e convenceu cada um a investir 50 mil reais em troca de 30% da sociedade cada um.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.