#438

Bastidores do futebol profissional: da carreira de jogador a empresário de atletas com Renato Dracena | #438

06 de janeiro de 2026 • 4 min de leitura

Este texto vem do episódio #438 do AdamiCast

Renato Dracena cresceu cheirando grama e ouvindo o apito do pai treinador nos campos da região. Irmão do zagueiro Edu Dracena — multicampeão e ídolo do Santos, Corinthians e Palmeiras — ele trilhou seu próprio caminho no futebol: como jogador pelo interior paulista, pela Albânia e pela Itália, e depois como empresário e agente de atletas. No episódio #438 do AdamiCast, Renato senta com Pedro e Mariana Adame para contar tudo: as glórias, as negociações duras, os bastidores que ninguém vê e os ensinamentos que só a vida real dentro do vestiário pode dar.

De moleque nos campos de Dracena a agente de 20 atletas profissionais

A história de Renato começa num campinho nos fundos de casa, onde ele, o irmão Edu e os amigos do bairro disputavam peladas até o pai chegar do trabalho. Formado nas escolinhas locais, Renato só assinou seu primeiro contrato profissional aos 18 anos — depois de ser visto num jogo da liga amadora pela indicação de um amigo ligado ao Inter de Limeira B. Em poucos dias, estreou no profissional sem ter passado pelas categorias de base. A partir daí, rodou pelo interior paulista, pelo Guarani B, pela Portuguesa Santista e, numa virada inesperada, foi parar na Albânia por um ano inteiro — quando ligar para casa custava R$ 10 o minuto. Depois veio a Itália para tirar a cidadania italiana junto com a mãe e a irmã, uma odisseia que incluiu um advogado que sumiu com o carro alugado e um ex-companheiro de time encontrado por acaso numa cidade interiorana que salvou a família da situação. Com passaporte italiano no bolso, ainda jogou na Série A2 italiana e no América Mineiro antes de, aos 27 anos, tomar a decisão mais difícil: pendurar as chuteiras e se tornar o empresário e braço direito do irmão Edu. Foram anos no Santos, acompanhando treinos, entrando em vestiários, entendendo o funcionamento dos clubes por dentro. Quando Edu se aposentou, Renato já tinha os primeiros atletas próprios encaminhados. Hoje, gerencia 20 jogadores — alguns em parceria com outros agentes — espalhados por clubes do Brasil e de olho no mercado asiático, que paga em dólar e abre portas que a divisão intermediária brasileira não oferece.

O que o episódio ensina

Renato é direto: a maioria dos jogadores não falha por falta de talento, mas por falta de saúde mental e de planejamento financeiro. Ele alerta que chegar é difícil, mas se manter é muito mais difícil — e que as redes sociais viraram um inimigo silencioso do atleta que não sabe usá-las. Fala também sobre a importância de guardar pelo menos 60% do salário durante a carreira, porque o futebol acaba cedo e quem gasta tudo no auge acaba sem estrutura para a vida que vem depois. Outro ensinamento forte: a pressão financeira em cima do atleta-criança é um dos principais motores de decisões erradas. Para Renato, o bom empresário não é o que dá tapinha nas costas, mas o que cobra, orienta e às vezes diz o que o atleta não quer ouvir.

Tópicos do episódio

  • Como Renato começou a jogar futebol profissional aos 18 anos sem passar pelas categorias de base
  • A temporada na Albânia, a saga para tirar a cidadania italiana e as passagens por clubes europeus
  • A decisão de encerrar a carreira aos 27 anos para se tornar empresário e gerenciar a trajetória do irmão Edu Dracena
  • Os bastidores das negociações — incluindo a transferência polêmica de Edu do Corinthians para o Palmeiras
  • Os desafios do mental dos atletas: pressão da torcida, redes sociais e a dificuldade de se manter no alto nível
  • Planejamento financeiro para jogadores e o crescente mercado asiático como alternativa de carreira

Resumo do episódio

Renato Dracena, irmão do zagueiro Edu Dracena, conta sua trajetória do futebol amador ao profissional passando por Albânia e Itália, e depois como empresário gerenciando 20 atletas. O episódio revela os bastidores das negociações, os desafios mentais e financeiros enfrentados por jogadores profissionais, e como o planejamento e a saúde mental são determinantes para quem chega e se mantém no topo.

Principais aprendizados

  • A maioria dos jogadores profissionais falha não por falta de talento, mas por problemas de saúde mental e falta de planejamento financeiro.
  • É essencial guardar pelo menos 60% do salário durante a carreira porque o futebol termina cedo e quem gasta tudo no auge fica sem estrutura para a vida após o esporte.
  • As redes sociais se tornaram um inimigo silencioso do atleta que não sabe usá-las adequadamente.
  • A pressão financeira sobre o atleta-criança é um dos principais motores de decisões erradas na carreira.
  • O bom empresário não é quem apenas elogia, mas quem cobra, orienta e comunica as verdades difíceis que o atleta precisa ouvir.

Perguntas respondidas neste episódio

Como começar uma carreira profissional no futebol sem passar pelas categorias de base?

O percurso não segue um padrão único. Renato Dracena assinou seu primeiro contrato profissional aos 18 anos após ser visto em um jogo da liga amadora por indicação de um amigo ligado ao Inter de Limeira B, estreando no profissional poucos dias depois sem ter passado pelas categorias de base.

Qual é a importância do planejamento financeiro para jogadores profissionais?

O planejamento financeiro é crítico porque a carreira no futebol termina cedo. Recomenda-se guardar pelo menos 60% do salário durante a trajetória profissional, pois quem gasta tudo no auge fica sem estrutura financeira para a vida que vem depois.

Por que chegar no futebol profissional é diferente de se manter nele?

Chegar é difícil, mas manter-se é muito mais difícil. Os atletas enfrentam pressão da torcida, influência negativa das redes sociais e desafios de saúde mental que afetam o desempenho. Além disso, a pressão financeira sobre o atleta-criança motoriza decisões erradas que prejudicam a continuidade da carreira.

Ouça no Spotify ou assista no YouTube.

Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.