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A cor que te representa: a história de Márcia Fávaro | #426

23 de outubro de 2025 • 6 min de leitura

Este texto vem do episódio #426 do AdamiCast

Em 2004, Márcia Fávaro colocou uma mochila nas costas e saiu atendendo clientes de Junquerópolis até Panorama. De ônibus. Um dia inteiro na estrada, tanque ou bidê para lavar o cabelo, o que houvesse. Hoje ela tem um salão do jeito que sempre quis e uma especialidade que vai muito além do loiro: a consultoria de cor e imagem que analisa sua pele, seus olhos, seus acessórios e te diz qual é a sua cor de verdade.

Márcia foi convidada do episódio #426 do AdamiCast e contou uma trajetória de vinte anos que passou pela especialização em mechas, uma crise pessoal na pandemia e uma virada que ela chama de providência divina.

Da mochila ao salão: vinte anos de ofício

Ela começou em Marília. Voltou para cá, trabalhou com João Carlos Escarpante, que mais tarde faleceu. Depois passou a atender a domicílio. O circuito era longo: Junquerópolis, cidades vizinhas, Panorama. A mãe achava que era loucura. E ela ia mesmo assim, de mochila, o dia inteiro na estrada. Lavava cabelo no tanque, no bidê, na duchinha higiênica. Até que não deu mais para manter aquela vida.

Alugou um espaço pequeno com o que tinha. Uma cadeira, um lavatório e um espelho. Ficou ali por muito tempo até conseguir trocar de ambiente. Trocou algumas vezes de salão, sempre crescendo, até construir o espaço que é hoje, do jeito que queria.

De tudo um pouco a especialista em mechas

No começo fazia tudo. Sobrancelha, depilação, unha, cabelo, noiva. Passava o dia inteiro com a noiva, atendia madrinhas, tinha sala de noiva no último salão antes do atual. Até que o mercado foi se especializando e ela precisou escolher. Escolheu loiro. Mas loiro, ela explica, não é qualquer cor. São mechas, são todas as técnicas que envolvem clareamento, do loiro extremo até a morena iluminada. Dentro desse universo já tem o suficiente para uma carreira inteira de estudo.

O mercado cresceu tanto que tentar ser bom em tudo resulta em ser mediano em tudo. O investimento em estudo e produto é enorme. E um cabelo loiro saudável exige análise: teste de mecha, avaliação do fio, da descoloração que o cabelo aguenta. Um cabelo virgem, que nunca recebeu química, pode simplesmente não suportar. Não é regra que dá para copiar de uma pessoa para outra.

A pandemia, a crise e a coloração pessoal

Na pandemia, Márcia passou por um processo pessoal difícil. Perdeu o feeling. Tudo ficou igual, as cores sumiram da vida dela. Fazia o cabelo bonito, mas o bonito tinha ficado igual para todo mundo. Cópia de cópia. Ficou frustrada. E foi nesse deserto que chegou a coloração pessoal.

Ela chama de providência divina. A coloração pessoal analisa a temperatura, a profundidade e a intensidade da pele, o contraste entre as cores naturais do rosto: cabelo, sobrancelha, cílios, íris. Determina em que estação do ano a beleza da pessoa se encaixa, primavera, verão, outono ou inverno, e a partir daí define quais cores harmonizam com aquele rosto. Não é só para o cabelo. Vale para roupa, acessório, batom, esmalte e até para a cor da parede do consultório.

Como funciona a consultoria

A primeira consulta dura uma hora e meia. Márcia analisa sem maquiagem porque precisa ver as manchas, a cor da boca, as olheiras, o tom real da pele. No final entrega um PDF com tudo documentado e uma cartela física, aquelas amostras de cor para levar na bolsa na hora de comprar roupa. Na cartela tem cabelo, acessório, maquiagem, esmalte, estampas e também as cores que não harmonizam e devem ficar longe do rosto.

Um detalhe que ela mostra na prática: o acessório dourado ou prateado muda a cor do dente. Coloca o metal errado, o dente amarela na hora. Coloca o certo, parece que a pessoa acabou de fazer clareamento. A cartela de cor inclui metal também. Não é opcional na análise.

O visagismo: antes de cortar, simular

Junto com a coloração pessoal, Márcia faz o visagismo simulado. Tira uma foto e trabalha no aplicativo para mostrar como a pessoa ficaria com diferentes comprimentos e cortes, respeitando o formato do rosto, o ângulo, os quadrantes. Hoje usa inteligência artificial para fazer um vídeo em 360 graus: a pessoa vê o cabelo de trás também, não só de frente.

Uma cliente queria o cabelo bem curtinho. Márcia fez a simulação e a cliente envelheceu uns 20 anos na imagem. Ela mandou a foto para o marido, que estava fora de casa. Ele ficou tão bravo que ficou sem falar com ela, achando que ela já tinha cortado de verdade. Até ela voltar e mostrar que era só uma simulação, aí fizeram as pazes.

O preto não é básico

A cor errada envelhece. Não é figura de linguagem. O tom do cabelo, a roupa, o acessório, tudo isso pesa o semblante quando não harmoniza com a cartela da pessoa. Márcia teve o cabelo muito platinado a vida inteira porque era tendência. Depois que fez a própria consultoria, olhou as fotos antigas e ficou horrorizada. Tinha um salão inteiro pintado de rosa. O rosa não tem nada na sua cartela.

E o mito que ela mais precisa desfazer: o preto não é básico. Só duas cartelas suportam preto. Branco também não é para todo mundo. Os extremos são cores muito intensas. Quem não tem preto na cartela pode usar, mas tem que tirar a peça do rosto e compensar com acessórios que harmonizem. A tendência de agora é a naturalidade: cabelo de uma cor só, sem muito contraste, maquiagem leve. Quanto mais harmônico, mais belo.

Onde encontrar

Márcia Fávaro atua em Dracena (SP). Para consultas ou mais informações, siga no Instagram: @marciafavaro_.

Resumo do episódio

Márcia Fávaro começou sua carreira em 2004 atendendo clientes de mochila entre cidades do interior e hoje é especialista em coloração pessoal e visagismo. Após vinte anos de experiência, passando por especialização em mechas e uma crise durante a pandemia, ela desenvolveu um método que analisa tom de pele, olhos e acessórios para determinar quais cores harmonizam com cada pessoa, oferecendo consultoria que vai além do cabelo e inclui roupas, maquiagem e até elementos da decoração.

Principais aprendizados

  • A especialização em uma técnica como mechas e coloração é mais lucrativa e sustentável que tentar oferecer vários serviços de forma mediana.
  • Um cabelo loiro saudável exige análise individual de teste de mecha e descoloração que o fio aguenta, não sendo regra copiável de uma pessoa para outra.
  • A coloração pessoal determina a estação de beleza de cada pessoa (primavera, verão, outono ou inverno) e define quais cores harmonizam com seu rosto.
  • Cores extremas como preto e branco não funcionam para todas as cartelas de cor pessoal e podem envelhecer o semblante quando mal harmonizadas.
  • O acessório dourado ou prateado muda visualmente a cor do dente, sendo fator importante na análise de harmonia de cores pessoal.

Perguntas respondidas neste episódio

Como funciona a consultoria de cor pessoal?

A primeira consulta dura uma hora e meia e analisa a pessoa sem maquiagem para ver as manchas, a cor da boca, as olheiras e o tom real da pele. Ao final, é entregue um PDF documentado e uma cartela física com amostras de cor para roupas, acessórios, maquiagem, esmalte e estampas que harmonizam com cada pessoa, além das cores que devem ficar longe do rosto.

O que é a coloração pessoal e como ela funciona?

A coloração pessoal analisa a temperatura, profundidade e intensidade da pele e o contraste entre cabelo, sobrancelha, cílios e íris para determinar em qual estação do ano a beleza da pessoa se encaixa: primavera, verão, outono ou inverno. A partir disso, define quais cores harmonizam com o rosto, sendo aplicável a cabelo, roupa, acessório, batom, esmalte e até cor da parede.

Qual a importância do tom de metal (dourado ou prateado) na consultoria de cor?

O acessório dourado ou prateado muda visualmente a cor do dente. Usar o metal errado faz o dente parecer amarelado, enquanto o metal correto causa o efeito oposto, como se a pessoa tivesse acabado de fazer clareamento. Por isso, o metal está incluído na cartela de cor e não é opcional na análise.

Por que o preto e o branco não funcionam para todas as pessoas?

O preto e o branco são cores muito intensas. Apenas duas cartelas suportam preto, e branco também não é para todo mundo. Quem não tem essas cores na sua cartela pessoal pode usá-las, mas deve tirar a peça do rosto e compensar com acessórios que harmonizem para não envelhecer o semblante.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.