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Três gerações no rádio: a história de Marcelo Borini | #383

20 de março de 2025 • 6 min de leitura

Este texto vem do episódio #383 do AdamiCast

Dracena tem uma rádio que não é apenas uma empresa: é uma história de família que atravessa décadas. Marcelo Borini cresceu dentro da Jovem Pan Dracena, aprendendo desde criança a mexer em cabos, fios e transmissores ao lado do pai. Hoje ele está na parte comercial da emissora e ainda embarcou numa parceria com a Agência Congu, levando para os clientes da região a combinação de rádio e presença digital.

No episódio 383 do AdamiCast, Marcelo contou como tudo começou lá em Osal do Cruz, na década de 1950, com o avô e um alto-falante num poste de madeira no meio da praça. Foi um papo sobre comunicação, mercado, rádio no streaming, fake news, eleições e até sobre carros, porque com o Borini a conversa nunca fica parada num assunto só.

O avô, o alto-falante e o começo de tudo

A história do rádio na família Borini começa antes mesmo do rádio. O avô de Marcelo, lá em Osal do Cruz, instalou um alto-falante num poste de madeira para comunicar a cidade: anúncios de quitanda, velórios na casa da família, avisos em geral. Era comunicação no seu estado mais primitivo e mais comunitário. Em 1951 ele entrou na Rádio Clube de Osal do Cruz, começou na parte comercial, foi crescendo como locutor e vendendo propaganda. Em 1964 já era sócio, em 1976 comprou a parte dos demais e ficou dono sozinho. Em 1984 garantiu a concessão de uma FM, a Califórnia FM, e o negócio virou família.

O pai de Marcelo, Antônio Carlos, e o tio Álvaro seguiram o caminho do rádio. No final dos anos 1980, o avô identificou uma oportunidade em Dracena e chamou o filho para assumir uma emissora aqui. Em 1988, com Marcelo ainda bebê, a família chegou à cidade. A rádio AM local foi transformada, e em 2010 abriu a Jovem Pan Dracena: já afiliada, 100% rede, sem programação local.

O rádio não vai morrer: e os números provam

Marcelo é um defensor convicto do rádio numa época em que muita gente trata o veículo como coisa do passado. Para ele, o rádio é um cama leão: se adaptou à televisão, às redes sociais, ao podcast e ao streaming. Enquanto o jornal impresso encolheu e desapareceu nos interiores, o rádio sobreviveu porque é instantâneo, democrático e, acima de tudo, confiável.

Ele citou dados do Media Trust Study: o rádio é o veículo mais confiável do mundo, com 79% de confiança. As redes sociais ficam na lanterna. Para reforçar, trouxe uma pesquisa de 2024 segundo a qual 83% dos brasileiros ouvem rádio todos os dias, com média diária de 3 horas e 26 minutos. Dentro do carro, no trânsito de São Paulo, no caminho para levar o filho na escola: o rádio ainda é o companheiro de quem precisa de informação com as mãos ocupadas.

Bastidores, choque elétrico e a escola da necessidade

Marcelo nunca quis ser locutor. Desde criança ficava nos bastidores, encostado na parede do estúdio, observando e aprendendo com os técnicos tudo que podia. Foi assim que aprendeu edição de áudio: um dia três funcionários estavam ausentes, o mercado precisava trocar a programação e alguém tinha que fazer. Ele fez. Puro aprendizado pela necessidade, na pressão do ao vivo.

Na parte técnica foi ainda mais fundo. Conta que tomou choques ao fuçar nos transmissores ao lado dos técnicos, uma curiosidade que o fez entender o equipamento de dentro para fora. Hoje, 90% dos problemas técnicos da emissora ele mesmo resolve. O que não dá conta, manda para a fábrica.

Política, prefeitura e a candidatura a vereador

Em paralelo ao rádio, Marcelo sempre esteve ligado à política de bastidor. Quando o prefeito Juliano completou um ano de mandato, ligou e convidou Marcelo para ser Diretor de Comunicação da Prefeitura de Dracena. Ele aceitou e ficou três anos no cargo, período que descreve como de grande aprendizado: para comunicar a prefeitura, é preciso entender de tudo, da agricultura à educação, da saúde às obras.

No ciclo eleitoral seguinte, ele decidiu se lançar candidato a vereador. Fez 80% da campanha pelas redes sociais, passou madrugadas na rádio cuidando da propaganda eleitoral gratuita dos outros candidatos enquanto a equipe da Congu cuidava da dele. Obteve 177 votos e ficou na supplência: resultado que considera positivo para quem nunca tinha sido candidato.

A Agência Congu e a parceria que nasceu de uma campanha

Foi durante a campanha eleitoral que Marcelo conheceu Guilherme e Marcos, os proprietários da Agência Congu. Contratou-os para gerenciar suas redes sociais na eleição e ficou impressionado com o método: roteiros escritos, planejamento estratégico, horários pensados para a luz do sol, tomadas definidas com antecedência. Nada de chegar com celular e improvisar.

Em janeiro do ano seguinte surgiu uma cliente, uma médica que queria anunciar na rádio. Marcelo propôs algo maior: rádio mais gerenciamento de redes sociais. Ligou para Guilherme e Marcos antes mesmo de fechar, trouxe a cliente, e a parceria nasceu ali. Hoje a Congu tem uma sala dentro da Rádio Jovem Pan Dracena, o espaço reformado num sábado inteiro de trabalho, com dois pintores encontrados por acaso na calçada na hora exata em que o teto resistiu à equipe.

Onde encontrar

Marcelo Borini está em Dracena, SP. Acompanhe o trabalho dele e da Jovem Pan Dracena no Instagram: @marceloborinii e @jovempandracena.

Resumo do episódio

Marcelo Borini narra três gerações da família na Jovem Pan Dracena, começando pelo avó que instalou um alto-falante numa praça de Osal do Cruz nos anos 1950, passando pelo pai que expandiu para Dracena em 1988, até hoje com Marcelo na comercialização e em parceria com a Agência Congu. O episódio aborda como o rádio resiste na era digital com 83% dos brasileiros ouvindo diariamente, a formação técnica adquirida na prática junto aos equipamentos, a passagem pela comunicação pública como diretor da prefeitura e a candidatura a vereador, além de como a parceria com a agência de marketing nasceu de uma campanha eleitoral.

Principais aprendizados

  • O rádio mantém 79% de confiança como veículo de comunicação, mais que qualquer rede social, e 83% dos brasileiros o utilizam diariamente com média de 3 horas e 26 minutos.
  • Aprender pela necessidade na prática ao vivo, sem tempo para treino formal, foi como Marcelo adquiriu skills de edição de áudio e resolução de 90% dos problemas técnicos da emissora.
  • A comunicação de uma prefeitura exige conhecimento multidisciplinar que abrange agricultura, educação, saúde e obras públicas, não apenas disseminação de informações.
  • Uma campanha eleitoral bem estruturada em redes sociais depende de planejamento estratégico com roteiros escritos, horários calculados e conteúdo preparado com antecedência, não improviso.
  • Parcerias comerciais podem nascer de relacionamentos profissionais anteriores quando há alinhamento de valores e confiança comprovada nos métodos de trabalho.

Perguntas respondidas neste episódio

Como o rádio sobrevive na era do streaming e das redes sociais?

O rádio se adaptou a cada mudança tecnológica, da televisão ao podcast e streaming. É instantâneo, democrático e confiável, funcionando com as mãos ocupadas, o que explica por que ainda é usado no trânsito, dentro do carro e no caminho para a escola. O jornal impresso desapareceu nos interiores, mas o rádio permaneceu.

Como aprender a trabalhar em rádio e técnica sem curso formal?

A necessidade funciona como escola. Quando funcionários faltam e o mercado precisa de mudanças imediatas, quem está observando nos bastidores do estúdio se vê forçado a executar. Da mesma forma, fuçar nos transmissores ao lado dos técnicos, mesmo levando choques, ensina o funcionamento do equipamento de dentro para fora até resolver 90% dos problemas sozinho.

Como funciona a parceria entre rádio e agência de marketing digital?

A rádio oferece espaço publicitário e o cliente recebe também gerenciamento de redes sociais da agência, com planejamento estratégico integrado. A agência funciona dentro da emissora, combinando presença no meio tradicional com presença digital para ampliar o alcance do cliente na região.

Ouça no Spotify ou assista no YouTube.

Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.