A nutricionista Mayara Fortunato e o endocrinologista Dr. Caio Bitencourt voltaram ao estúdio do AdamiCast no dia seguinte ao Dia do Nutricionista, dessa vez para um episódio inteiro sobre emagrecimento na era das canetas emagrecedoras. Entre eles, uma cumplicidade de quem já trabalha junto há anos: ela cuida da nutrição, ele cuida do tratamento clínico, e os dois se complementam nas respostas o tempo todo.
O papo passa por tirzepatida, semaglutida, mitos de consultório e os riscos de comprar remédio sem acompanhamento médico, mas ganha outra camada quando os próprios apresentadores, Pedro e Mariana, entram na conversa como pacientes reais dos dois convidados. Vale um aviso logo de início: Dr. Caio é parceiro do AdamiCast, e essa relação de paciente e profissional é declarada aqui de forma transparente. Nenhuma informação deste texto substitui uma consulta médica, e nenhum dado sobre dose ou protocolo deve ser tomado como indicação pessoal.
Mitos que colocam o emagrecimento em risco
Um dos primeiros pontos que Mayara e Dr. Caio derrubam é o mito do metabolismo lento. Segundo eles, antes dos 60 anos não costuma haver um motivo fisiológico isolado que justifique a dificuldade de emagrecer atribuída só à idade, mesmo sendo essa a explicação mais repetida em consultório. A dupla também questiona o apelo comercial de produtos com “proteína adicionada” espalhados pelas prateleiras, de água a cerveja anunciada como fonte proteica. Para eles, na maioria dos casos o valor nutricional real é baixo e a promessa funciona mais como marketing do que como benefício de saúde.
Outro mito atacado é a ideia de que déficit calórico é o único caminho para emagrecer. Mayara explica que reduzir demais a quantidade de comida pode atrapalhar pacientes em uso de medicação para emagrecimento, que muitas vezes já chegam ao consultório comendo pouco demais. Nesses casos, o trabalho da nutricionista costuma ser orientar a comer mais, não menos, para preservar massa muscular e manter o metabolismo funcionando.
Hábito como base, medicamento como ferramenta
Para os dois convidados, o primeiro obstáculo de quem começa um tratamento não é a comida, é a atividade física. Quando a pessoa consegue manter a rotina de exercícios, o restante dos hábitos, como alimentação, sono e água, tende a se organizar em volta dela. O exercício não vale só pelo gasto calórico da hora do treino: ele também melhora sono, disposição e a relação com a comida ao longo do dia.
Sobre o protocolo ideal de emagrecimento, a resposta dos dois foi direta: primeiro vêm exercício, sono, água e alimentação, e só depois entra a medicação, como reforço, nunca como substituto. Os convidados alertam ainda sobre o risco de abandonar o tratamento no meio do caminho: quem para sem orientação corre o risco de voltar ao mesmo peso da balança, mas com mais gordura e menos massa muscular do que tinha antes de começar.
Os riscos de comprar sem acompanhamento
Um dos trechos mais fortes do episódio é sobre a banalização da tirzepatida e de medicações parecidas, compradas sem receita ou de procedência duvidosa. Dr. Caio conta que já recebeu pacientes com efeitos colaterais que não batem com o perfil conhecido da medicação, o que levanta dúvidas sobre a origem real do produto usado. Segundo ele, existem contraindicações, entre elas pancreatite recorrente e alguns nódulos suspeitos de tireoide, e por isso a avaliação médica prévia não é burocracia, é segurança.
Vale reforçar o alerta que os próprios convidados fazem ao longo da conversa: nenhum tipo de emagrecedor deve ser usado sem acompanhamento profissional, e nada neste post substitui uma consulta com endocrinologista ou nutricionista. Dose, tempo de uso e indicação são decisões clínicas individuais, que dependem de exames e histórico de cada paciente.
Quando o consultório vira parte da própria história
O episódio ganha um tom mais pessoal quando Pedro e Mariana contam a própria experiência como pacientes de Mayara e Dr. Caio, uma relação de anos que os dois apresentadores fazem questão de declarar abertamente no ar. Pedro relembra a época em que chegou a 125 quilos e parou de se pesar, e o processo posterior de emagrecimento, marcado por perda de peso seguida de reganho parcial ao longo dos anos seguintes, algo que os convidados explicam como parte esperada do processo quando o hábito não acompanha o tratamento.
Mariana, por sua vez, fala sobre um histórico difícil de relação com a comida, que a levou a buscar ajuda nutricional e, mais tarde, acompanhamento médico, depois de resistir por um bom tempo à ideia de usar medicação. Ela também conta que a endometriose, com dor recorrente todos os meses, teve o primeiro mês de alívio depois da mudança na alimentação, um dos momentos mais emocionantes do próprio tratamento. Quem se identifica com esse tipo de dificuldade encontra no episódio um relato acolhedor, mas o convite dos próprios convidados é sempre o mesmo: procurar orientação profissional.
Saúde da mulher e saúde do homem: lipedema, endometriose e testosterona
Mayara e Dr. Caio dedicam parte do episódio ao lipedema, condição inflamatória que atinge sobretudo mulheres e que, segundo eles, costuma ser mal compreendida até por quem já frequenta academia. Um alerta importante: musculação feita da forma errada para esse tipo de quadro pode piorar a inflamação em vez de ajudar, o que reforça a importância de acompanhamento especializado. Sobre a gestrinona, usada em alguns casos de lipedema e endometriose, os convidados frisam que a indicação é sempre caso a caso, porque existem situações em que o uso pode prejudicar mais do que ajudar.
Do lado da saúde masculina, o alerta é sobre a falta de hábito de fazer exames de rotina. Dr. Caio comenta que é comum receber homens jovens com testosterona baixa sem que eles saibam, simplesmente por nunca terem feito o exame antes para ter um parâmetro de comparação. Segundo ele, hábitos como perda de gordura e musculação tendem a favorecer a testosterona ao longo do tempo, e o primeiro passo é sempre buscar avaliação médica para entender o que é normal para aquele corpo específico.
Como filtrar informação de saúde nas redes sociais
Perto do fim, o papo vira uma crítica direta a quem vende protocolo de emagrecimento nas redes sociais sem formação na área. Para os convidados, o fato de alguém ter emagrecido não credencia essa pessoa a orientar terceiros, porque o resultado individual não conta a história completa: pode haver cirurgia, procedimento estético ou uma combinação de fatores que não aparece na legenda da foto de antes e depois.
Mayara e Dr. Caio admitem que até para eles, profissionais da área, filtrar tanta informação disponível na internet não é simples. O critério que os dois recomendam para quem assiste é fácil de lembrar: desconfiar de quem promete resultado igual para todo mundo, e priorizar sempre profissional com registro e avaliação individual antes de seguir qualquer recomendação de saúde.
Onde encontrar
O episódio foi gravado em Dracena, SP. Para acompanhar o trabalho dos convidados, siga @nutrimayarafortunato (Mayara Fortunato) e @dr.caiobiten (Dr. Caio Bitencourt) no Instagram.
Resumo do episódio
Mayara Fortunato, nutricionista, e Dr. Caio Bitencourt, endocrinologista, conversam sobre emagrecimento na era da tirzepatida e de outras medicações análogas, derrubando mitos como o do metabolismo lento e o do déficit calórico como único caminho. Os dois alertam sobre os riscos de comprar medicação sem acompanhamento médico e contam o próprio caso: Pedro e Mariana, pacientes de anos, relatam perda e reganho de peso e o alívio de sintomas de endometriose. A conversa também passa por lipedema, saúde hormonal masculina e os riscos de seguir orientações de influenciadores sem formação na área. O fio condutor é que medicação funciona como ferramenta em cima de hábito, nunca no lugar dele.
Principais aprendizados
- Segundo Mayara e Dr. Caio, antes dos 60 anos não costuma haver justificativa fisiológica isolada para atribuir a dificuldade de emagrecer apenas a um metabolismo mais lento.
- Déficit calórico não é a única via de emagrecimento: pacientes em uso de tirzepatida costumam chegar comendo pouco demais, e o trabalho nutricional muitas vezes é orientar a comer mais, não menos.
- Abandonar o tratamento sem orientação pode levar a voltar ao mesmo peso na balança, mas com mais gordura e menos massa muscular do que antes.
- Musculação feita de forma incorreta pode piorar o quadro de lipedema em vez de ajudar, o que reforça a importância de acompanhamento especializado.
- Ter emagrecido não credencia ninguém a orientar terceiros sobre emagrecimento: resultado individual não conta a história completa por trás dele.
Perguntas respondidas neste episódio
O metabolismo fica mais lento com a idade e dificulta o emagrecimento?
Antes dos 60 anos não costuma haver justificativa fisiológica isolada para explicar a dificuldade de emagrecer apenas pela desaceleração do metabolismo. Na maioria dos casos, fatores como sedentarismo e alimentação pesam mais do que a idade em si.
Só o déficit calórico é suficiente para emagrecer?
Não. Reduzir demais a quantidade de comida pode até atrapalhar o tratamento, especialmente em pacientes que usam medicações como a tirzepatida, que já reduzem naturalmente o apetite. O acompanhamento nutricional busca equilíbrio, não só corte de calorias.
É seguro usar medicamentos como tirzepatida sem acompanhamento médico?
Não. Existem contraindicações reais, como pancreatite recorrente e nódulos suspeitos de tireoide, além do risco de comprar produto de procedência duvidosa. A avaliação médica prévia é o que diferencia o uso seguro do uso banalizado.
Por que algumas pessoas reganham peso depois de emagrecer?
O reganho costuma acontecer quando o resultado foi sustentado apenas pela medicação, sem mudança real de hábitos como alimentação, sono e atividade física. Quando o tratamento é interrompido sem essa base construída, o corpo tende a voltar ao padrão anterior.
Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.