#102

Simone Gomes, jornalista da TV Fronteira: de Rondônia à bancada do FR2 em Presidente Prudente | AdamiCast #102

27 de março de 2022 • 7 min de leitura

Este texto vem do episódio #102 do AdamiCast

Simone Gomes saiu de Rondônia pra apresentar o FR2, o telejornal regional da TV Fronteira em Presidente Prudente, e é uma das principais jornalistas do Oeste Paulista. A história de como ela chegou lá virou exemplo de persistência: seis meses batendo na porta da mesma empresa, esperando vaga, mandando e-mail toda semana, até o telefone tocar.

A conversa aconteceu em 27 de março de 2022, no episódio 102 do AdamiCast, em transmissão extra de domingo, e serve de retrato de uma profissão em que a rotina começa no meio-dia e termina às oito da noite, com bancada no ar, repórter na rua e a responsabilidade de contar histórias pesadas sem perder a humanidade.

De Rondônia a Presidente Prudente: a virada que começou num telefone

Simone nasceu, cresceu e se formou em Rondônia. Fez jornalismo lá, entrou na TV Vilhena (Rede Amazônica, afiliada Globo) como repórter de rua e construiu a base da carreira em cima de pautas pesadas: assalto em fábrica da Coca-Cola, com refém e bandido armado, presenciou com colete à prova de bala. Também na fase em que a internet ainda engatinhava, emplacou uma matéria sobre ciclistas e motos que viralizou pela blogosfera e chegou até a globo.com — a frase “o perigo é evidente, muita vezes a falta de atenção e a imprudência são ingredientes fundamentais para causar acidente” virou meme por anos.

A virada pra Presidente Prudente veio depois de uma conversa com o marido, o Renato, em que ela conta que ouviu uma voz falando pra ir. Os dois largaram tudo em Rondônia, venderam o que podiam, alugaram um galpão pra guardar os móveis e pegaram a estrada. Quando chegaram, sem emprego e sem casa, a realidade da cidade nova bateu antes da resposta profissional. Simone reza, lembra, e o Renato segura a barra.

TV Fronteira: da reportagem à bancada do FR2

Na TV Fronteira, Simone foi batendo na mesma tecla até a porta abrir. Chegou a pedir emprego em maio de um ano e ouviu do gerente que naquele momento não havia vaga, mas “eu não vou esquecer de você”. Manteve o e-mail semanal, manteve a conversa, e a contratação veio meses depois, em 2010. Entrou como repórter de rua, passou dois a três anos nessa função, até pedir pra trocar pra edição de texto em busca de horário fixo. Quando o gerente a convocou pra treinar apresentação de fim de semana, ela topou. Foi a virada de mesa que levou à bancada do FR2, onde está até hoje.

O FR2 é o principal telejornal regional da casa. É uma janela de 26 minutos que Simone divide com a equipe de produção (Gabriel, Roberto e o chefe de redação Vinícius Pacheco), sob a coordenação do gerente de jornalismo. Não é trabalho solo: cada bloco passa por reuniões ao longo do dia, há decisão editorial sobre o que vai ao ar, corte de tempo, comerciais no meio. Quem aparece em tela é só a ponta visível da engrenagem, lembra.

A rotina de doze horas por dia no telejornal

<!–

Simone entra na TV Fronteira ao meio-dia e sai às oito da noite. O horário, diz, não é o glamour que parece. Passa por maquiagem, rua, passagem, bancada, reunião de pauta. A reportagem vai virar notícia ou morrer no corte. O tempo é cronometrado em segundos. É um trabalho de equipe, com chefe, produtores, editores, e a jornalista na ponta final entregando a matéria.

Um detalhe que ela conta com humor: o figurino. A emissora tem parceria com loja de Presidente Prudente que fornece roupa pra apresentadores e repórteres, com sistema de levar na segunda e devolver na sexta. O casal Simone e Pedro Adami (do AdamiCast) já saiu combinando look vermelho é síndrome frequente entre os dois — ela já pensou em montar conjuntos pra evitar coincidência na porta da academia.

Onde encontrar

A conversa foi gravada em Dracena, SP, em transmissão extra de domingo. Simone Gomes apresenta o FR2 na TV Fronteira, afiliada Globo em Presidente Prudente. Para acompanhar a rotina e o noticiário:

@simonegomesjor no Instagram.

O meme da bicicleta, o assalto com refém e o acidente de Martinópolis

<!–

Entre as histórias que Simone carrega, a matéria da bicicleta foi a que mais rendeu longe da fonte original. Gravada em Vilhena no início dos anos 2000, com texto em off e passagem na rua, ela viralizou quando alguém subiu o vídeo no YouTube, foi repostada em blogs grandes da época e terminou em matérias sobre o caso. Até hoje, seguidores resgatam a gravação e ela aparece nos stories. “É bom isso, não vai ser gostoso? Não, eu lembro certinho a frase até hoje.”

Há outras histórias mais pesadas que não saíram do plantão. Em Vilhena, Simone entrou com colete à prova de bala num furo de matéria de assalto a uma fábrica da Coca-Cola; o refém estava liberado quando ela chegou, mas a situação ainda era tensa. Em Martinópolis, já na TV Fronteira, cobriu um acidente grave com mortes, chegando antes da polícia técnica e lidando com a dor da família em tempo real. “É tipo assim, pedaço de um corpo de um relacionamento, outro, eu nunca tinha visto é a bala, né. Não dá pra esquecer de uma coisa.”

A rotina de doze horas por dia no telejornal

<!–

Simone entra na TV Fronteira ao meio-dia e sai às oito da noite. O horário, diz, não é o glamour que parece. Passa por maquiagem, rua, passagem, bancada, reunião de pauta. A reportagem vai virar notícia ou morrer no corte. O tempo é cronometrado em segundos. É um trabalho de equipe, com chefe, produtores, editores, e a jornalista na ponta final entregando a matéria.

Um detalhe que ela conta com humor: o figurino. A emissora tem parceria com loja de Presidente Prudente que fornece roupa pra apresentadores e repórteres, com sistema de levar na segunda e devolver na sexta. O casal Simone e Pedro Adami (do AdamiCast) já saiu combinando look vermelho é síndrome frequente entre os dois — ela já pensou em montar conjuntos pra evitar coincidência na porta da academia.

Onde encontrar

A conversa foi gravada em Dracena, SP, em transmissão extra de domingo. Simone Gomes apresenta o FR2 na TV Fronteira, afiliada Globo em Presidente Prudente. Para acompanhar a rotina e o noticiário:

@simonegomesjor no Instagram.

Resumo do episódio

Simone Gomes é apresentadora do FR2, principal telejornal regional da TV Fronteira em Presidente Prudente. Saiu de Rondônia após uma decisão pessoal e conseguiu emprego na emissora mantendo contato semanal por seis meses, começando como repórter de rua e evoluindo para a bancada. A conversa aborda sua trajetória, a rotina de doze horas diárias no jornalismo televisivo e as histórias que marcaram sua carreira, desde matérias que viralizaram até coberturas de eventos pesados.

Principais aprendizados

  • Persistência estruturada, como enviar e-mail semanal durante seis meses sem desistir, foi o diferencial para conseguir emprego quando não havia vaga imediata.
  • A carreira em telejornal regional envolve doze horas diárias, passando por maquiagem, trabalho de rua, reuniões de pauta e bancada antes de entregar a notícia.
  • Jornalismo televisivo é trabalho em equipe onde repórteres, produtores, editores e apresentadores colaboram, e quem aparece na tela é apenas a ponta visível da engrenagem.
  • Cobertura de eventos pesados como assaltos com reféns e acidentes com mortes exigem que o jornalista lide com situações tensas e sofrimento real das pessoas envolvidas.
  • Movimento de carreira dentro da mesma empresa começando como repórter de rua e evoluindo para edição de texto e apresentação é viável ao conversar com gestores sobre oportunidades.

Perguntas respondidas neste episódio

Como Simone Gomes conseguiu emprego na TV Fronteira sendo de fora?

Simone se mudou de Rondônia para Presidente Prudente após conversa com o marido e começou a buscar oportunidade na TV Fronteira. Pediu emprego em maio e ouviu que não havia vaga, mas manteve e-mail semanal e contato até ser contratada meses depois, em 2010, como repórter de rua.

Qual é a rotina diária de um apresentador de telejornal regional?

Jornalistas entram ao meio-dia e saem às oito da noite, passando por maquiagem, trabalho de rua, passagem, bancada e reuniões de pauta. Cada reportagem pode virar notícia ou ser cortada, com tempo cronometrado em segundos, envolvendo chefe, produtores e editores antes da matéria ir ao ar.

Como é a evolução de carreira dentro de uma emissora de TV?

Simone começou como repórter de rua, passou dois a três anos nessa função, depois pediu mudança para edição de texto buscando horário fixo. Quando o gerente a convocou para treinar apresentação de fim de semana, ela aceitou e isso levou à bancada do FR2, onde está até hoje.

Ouça no Spotify ou assista no YouTube.

Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.