No episódio 464 do AdamiCast, Pedro e Mariana Adame recebem Juliano Morelli Odo, o nome por trás do “Salgados do Ju”, uma marca que se tornou sinônimo de sabor e crocância em Dracena e região. Com uma história que mistura a herança familiar na gastronomia, a superação de traumas do passado e uma transição de carreira improvável — de montador de móveis e motorista de usina a empresário de sucesso —, Juliano compartilha os bastidores de um negócio que começou com três pães caseiros e hoje produz dezenas de milhares de salgados semanalmente. É um relato emocionante sobre como a intuição, o apoio da família e a coragem de arriscar podem transformar uma renda extra em um império gastronômico.
A trajetória de Juliano é marcada por “idas e vindas” que testaram sua resiliência. Durante a conversa, ele detalha como superou o receio de empreender, herdado da falência do restaurante da mãe nos anos 90, e como encontrou na fabricação de salgados sua verdadeira vocação. O episódio aborda desde os primeiros passos técnicos, como a escolha do maquinário e a padronização das receitas, até os desafios culturais de mudar de cidade e adaptar o produto ao paladar do consumidor local. Prepare-se para conhecer uma história de persistência que prova que o sucesso “não tem tempo ruim” para quem está disposto a colocar a mão na massa.
Das ferramentas de montagem ao forno: o início de tudo
Antes de se tornar o “Ju do Salgado”, Juliano dedicou anos de sua vida ao setor de montagem de móveis em grandes lojas de Dracena. No entanto, o sangue empreendedor falava mais alto. O estalo para o negócio atual veio de forma despretensiosa em 2021, quando ele postou fotos de pães caseiros que fizera para o consumo da própria família. O sucesso foi imediato: uma vizinha pediu para comprar um, depois outro, e logo Juliano estava estudando panificação para aprimorar suas receitas. Ele recorda com humor que o primeiro “laboratório” foi um pequeno forno elétrico que produzia apenas três pães por vez, exigindo uma logística de fermentação e sono que poucos teriam paciência de seguir.
A transição para os salgados aconteceu por sugestão de sua tia, uma salgadeira experiente. Juliano começou produzindo coxinhas de mandioca manualmente, usando um espremedor de batatas doméstico. Trabalhando na usina durante o dia e na cozinha à noite, ele logo percebeu que precisava escalar a produção. Foi então que, mesmo endividado pela construção da casa própria, ele tomou a decisão ousada de investir em maquinário profissional. Esse passo foi fundamental para transformar o negócio caseiro em uma operação de delivery estruturada, que rapidamente conquistou os moradores de Nova Independência.
O desafio da padronização e o “Choque Cultural” em Dracena
Um dos pontos altos do episódio é o relato honesto de Juliano sobre a mudança para Dracena em 2024. Após consolidar o “Salgados do Ju” em Nova Independência com mini-salgados de 10 gramas servidos no copo, ele enfrentou uma barreira inesperada ao retornar à sua cidade natal. O público dracenense, acostumado com salgados maiores, não aceitou bem o formato mini, gerando situações inusitadas e reclamações curiosas. Juliano não se deixou abater e, com faro comercial aguçado, decidiu padronizar toda a produção para 20 gramas, mantendo os 11 sabores que são o diferencial da marca.
Juliano explica que o segredo de seus salgados está na tecnologia aliada ao tempero caseiro. A máquina, longe de tirar o sabor, garante que o recheio seja generoso e uniforme, indo de ponta a ponta na massa. Além disso, ele investe em processos de empanamento e fritura que garantem um produto sequinho e crocante, mesmo após o transporte. Essa atenção aos detalhes rendeu ao “Salgados do Ju” o selo de “Super Restaurante” no iFood, com avaliações que o colocam entre os favoritos da cidade ao lado de marcas extremamente tradicionais.
Superação emocional e o retorno ao empreendedorismo
Nem tudo foi uma linha reta de sucesso. Juliano compartilha um momento de profunda crise emocional quando, ao vender seu delivery em Nova Independência, viu o novo proprietário não manter o padrão de qualidade, o que afetou a reputação da marca que ele tanto zelava. Desanimado, ele chegou a passar em testes para voltar a ser motorista profissional. No entanto, um encontro providencial com outro comerciante em Tupi Paulista, que pediu para revender seus produtos, foi o sinal que ele precisava para entender que seu lugar era à frente das panelas e das máquinas de salgados.
Hoje, Juliano opera em uma fábrica própria de 100 metros quadrados anexa à sua residência, permitindo que ele esteja perto da família enquanto gerencia uma produção que chega a 30 mil unidades por semana. Com planos de expansão para novas cidades e investimentos em câmaras frias, ele encara os “boletos” não como um peso, mas como o combustível que o motiva a acordar cedo e buscar o melhor para seus clientes. A história do Ju é um exemplo de que, no empreendedorismo, a persistência é tão importante quanto a receita.
Tópicos do episódio
- De montador de móveis a empresário: a coragem de mudar de vida.
- O início com três pães caseiros e o trauma da falência familiar nos anos 90.
- A evolução técnica: do espremedor de batata manual ao maquinário industrial.
- Como o “Salgados do Ju” conquistou Nova Independência e se expandiu para a região.
- O impacto das redes sociais na fidelização de clientes e no marketing digital.
- O “choque” do mini-salgado em Dracena e a necessidade de adaptação cultural.
- Bastidores do iFood: como alcançar a nota máxima e ser um super restaurante.
- O papel fundamental da família e do suporte da esposa e sogra no negócio.
- Planos futuros: revenda para novas cidades e automação da fábrica.
Resumo do episódio
Juliano Morelli Odo conta sua trajetória de transição de montador de móveis e motorista para empresário bem-sucedido com o Salgados do Ju, marca que cresceu de três pães caseiros para 30 mil unidades semanais. O episódio detalha os passos técnicos iniciais com maquinário profissional, a superação de um choque cultural ao expandir de Nova Independência para Dracena com padronização do tamanho dos salgados, e como a resiliência frente à crise emocional de vender o delivery impulsionou seu retorno ao comando da produção.
Principais aprendizados
- O primeiro sucesso veio de forma despretensiosa em 2021 ao postar fotos de pães caseiros nas redes sociais, gerando demanda imediata de vizinhos e clientes.
- Investir em maquinário profissional mesmo endividado pela construção da casa própria foi fundamental para escalar a produção de forma estruturada.
- A padronização do tamanho dos salgados de 10 para 20 gramas foi necessária ao expandir para Dracena, onde o público tinha preferência por unidades maiores.
- O segredo dos salgados combina tecnologia de máquinas com tempero caseiro, garantindo recheio generoso, uniforme e produto crocante mesmo após transporte.
- Hoje o negócio opera em fábrica própria de 100 metros quadrados com produção de até 30 mil unidades semanais, mantendo o padrão de qualidade que resultou no selo de Super Restaurante no iFood.
Perguntas respondidas neste episódio
Como começou o Salgados do Ju?
O negócio nasceu em 2021 de forma casual, quando Juliano postou fotos de pães caseiros feitos para consumo da família nas redes sociais. Uma vizinha pediu para comprar e isso gerou demanda imediata. Ele começou estudando panificação para aprimorar receitas, utilizando um pequeno forno elétrico que produzia apenas três pães por vez.
Como Juliano expandiu de pães para salgados?
A transição para salgados aconteceu por sugestão da sua tia, uma salgadeira experiente. Ele começou produzindo coxinhas de mandioca manualmente com um espremedor de batatas doméstico enquanto trabalhava na usina durante o dia. O crescimento exigiu investimento em maquinário profissional mesmo estando endividado.
Por que mudou o tamanho dos salgados ao chegar em Dracena?
Ao expandir de Nova Independência para Dracena em 2024, o público dracenense acostumado com salgados maiores não aceitou bem o formato mini de 10 gramas servido no copo. Reclamações e situações inusitadas levaram Juliano a padronizar toda a produção para 20 gramas, mantendo os 11 sabores.
Como o Salgados do Ju alcançou o selo de Super Restaurante?
A marca conquistou a distinção de Super Restaurante no iFood através de avaliações altas dos clientes. O diferencial é o tempero caseiro aliado à tecnologia das máquinas, que garante recheio generoso e uniforme, além de processos de empanamento e fritura que deixam o produto sequinho e crocante mesmo após transporte.
Qual é a atual capacidade de produção do Salgados do Ju?
Juliano opera em uma fábrica própria de 100 metros quadrados anexa à sua residência, produzindo até 30 mil unidades de salgados por semana, o que permite que ele esteja perto da família enquanto gerencia o negócio.
Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.