#454

Do feirante ao delivery de hortifruti: Thiago e Isabela do Hortifruti In Casa | #454

17 de março de 2026 • 5 min de leitura

Este texto vem do episódio #454 do AdamiCast

No episódio #454 do AdamiCast, Pedro Adami recebeu Thiago Valentino e Isabela Martins, o casal por trás do Hortifruti In Casa, de Dracena. Uma história que começa no campo, passa pela feira, sobrevive a uma pandemia e chega até o delivery de vegetais picados e kits prontos para cozinhar. Dois caminhos diferentes que se encontraram e viraram um negócio.

O campo como ponto de partida

Thiago cresceu ligado à agricultura. Filho de produtor rural, aprendeu cedo que trabalho com a terra exige constância e paciência. Quando começou a pensar em empreender, não foi para longe do que sempre conheceu. A ideia era simples: levar produtos frescos direto de quem produz para quem consome, sem intermediários desnecessários.

Isabela trocou a biomedicina pela agronomia

Isabela tinha um caminho diferente traçado. Havia começado a faculdade de biomedicina quando conheceu Thiago. Com o tempo, o mundo do campo foi entrando na vida dela também. Mudou de curso, foi para a agronomia e passou a enxergar o negócio com outros olhos. Não foi uma mudança fácil, mas foi uma mudança honesta: ela foi atrás do que fazia sentido para o que estava construindo junto com Thiago.

A feira como escola

Antes do delivery, antes dos kits, antes da maquina de corte, havia a feira. Thiago e Isabela começaram vendendo hortifruti na feira da cidade. Foi ali que aprenderam o que as pessoas queriam comprar, como reagiam aos preços, o que esgotava primeiro e o que sobrava. A feira foi a escola do negócio, com lição prática toda semana.

A pandemia e os 700 comentarios no Facebook

Quando a pandemia fechou as feiras, o casal precisou se reinventar rápido. Fizeram uma postagem no Facebook perguntando se as pessoas queriam receber hortifruti em casa. Os comentários não pararam: foram 700. Aquele número foi um sinal claro de que havia demanda real para o que eles tinham. O delivery nasceu ali, da necessidade e da resposta que a cidade deu.

Isabela fora e de volta

Por 4 anos e meio, Isabela trabalhou em uma empresa fora do negócio da família. Em setembro de 2025 voltou para o Hortifruti In Casa em tempo integral. A volta não foi de volta ao ponto de partida: o negócio havia crescido, os produtos eram outros, a operação era mais complexa. Ela voltou para uma empresa diferente da que havia deixado.

Os picados e os kits que mudaram o negocio

A grande virada no produto veio com os vegetais picados. Em vez de vender a cenoura inteira, vendiam a cenoura já cortada, lavada, pronta para ir direto para a panela. Isso criou um diferencial claro: conveniência. Com o tempo vieram os kits. O kit sopa com tudo cortado e separado. O kit maionese com os ingredientes certos nas proporções certas. Os potinhos de fruta. A salada de fruta. Cada produto novo foi uma resposta ao que os clientes pediam.

A maquina de R$16.600 e a camara fria

Para escalar os picados, Thiago e Isabela investiram em uma maquina de corte de R$16.600. Foi um investimento alto para o momento, mas necessário para ganhar velocidade sem perder qualidade. O outro grande investimento foi a camara fria, que permitiu armazenar e distribuir os produtos com mais segurança e prazo maior. Cada equipamento veio no momento certo, quando o volume ja justificava a compra.

WhatsApp como canal principal

Todo o delivery do Hortifruti In Casa funciona pelo WhatsApp. Sem aplicativo, sem plataforma de terceiro, sem comissao. O cliente manda mensagem, confirma o pedido e combina a entrega. Simples e direto. O catálogo virtual ainda estava sendo estruturado no momento da gravação, mas a ideia era facilitar ainda mais o processo para quem ainda nao conhecia todos os produtos disponíveis.

A noticia da gravidez pelo telefone

Um dos momentos mais marcantes do episódio foi a história de como Thiago ficou sabendo da gravidez. Ele estava em Tres Lagoas, em uma feira, quando recebeu a ligação. A noticia chegou pelo telefone, longe de casa, no meio do trabalho. Esse detalhe diz muito sobre a vida de quem empreende: os momentos pessoais chegam junto com os dias de trabalho, sem avisar.

O sonho da loja fisica

Thiago e Isabela têm um destino claro na cabeça: uma loja fisica. O delivery resolveu o problema de alcance, mas a loja representa algo além de um ponto de venda. Representa presença, identidade, um lugar onde o cliente entra e ve o negócio de perto. Nao tem data marcada, mas tem direção definida.

Topicos abordados no episodio

  • A origem agricola de Thiago e como o campo moldou o negócio
  • Isabela trocando biomedicina por agronomia por influência de Thiago
  • Os 14 anos de relacionamento e como o negócio cresceu junto com a familia
  • A feira como primeira escola e laboratório de produto
  • A pandemia, o post no Facebook e os 700 comentários que criaram o delivery
  • Os 4 anos e meio de Isabela fora do negócio e o retorno em setembro de 2025
  • Os vegetais picados como diferencial: conveniência como produto
  • Kit sopa, kit maionese, potinhos de fruta e salada de fruta
  • A maquina de corte de R$16.600 e a camara fria como investimentos centrais
  • O delivery inteiro via WhatsApp e o catálogo virtual em desenvolvimento
  • A noticia da gravidez chegando pelo telefone enquanto Thiago estava em Tres Lagoas
  • O sonho da loja fisica como próximo passo

O AdamiCast #454 é um episódio sobre dois caminhos que se encontraram e viraram um negócio. Thiago e Isabela construíram o Hortifruti In Casa com trabalho, adaptação e muita escuta do que a cidade queria. Siga o casal no Instagram: @hortifrutiincasa_, @thiagovalentinos e @isabelamartinss_.

Resumo do episódio

Thiago e Isabela, do Hortifruti In Casa em Dracena, transformaram a venda de hortifruti na feira em um negócio de delivery especializado em vegetais picados e kits prontos. O casal começou a vender na feira como escola prática, se reinventou durante a pandemia após receber 700 comentários em um post no Facebook pedindo entregas em casa, e expandiu com máquina de corte profissional e câmara fria. A trajetória mostra como escuta ao cliente e adaptação levaram o negócio do campo para a conveniência do delivery via WhatsApp, com planos de abrir uma loja física.

Principais aprendizados

  • A feira funciona como laboratório real para entender o que clientes querem comprar, como reagem aos preços e quais produtos têm mais demanda.
  • A pandemia criou oportunidade: quando as feiras fecharam, um post no Facebook com pergunta simples gerou 700 comentários que validaram a demanda por delivery.
  • Vegetais picados e kits prontos transformam um produto commodity em solução de conveniência, criando diferencial competitivo claro no mercado.
  • Investimentos em equipamento devem chegar no momento certo, quando o volume já justifica a compra, como a máquina de R$16.600 e câmara fria.
  • WhatsApp como canal de delivery elimina comissões de terceiros e mantém relacionamento direto com cliente, sem necessidade de aplicativo ou plataforma.

Perguntas respondidas neste episódio

Como começou o negócio Hortifruti In Casa?

O negócio começou na feira da cidade, onde Thiago e Isabela vendiam hortifruti e aprendiam o que as pessoas queriam comprar. Quando a pandemia fechou as feiras, fizeram um post no Facebook perguntando se queriam receber em casa e receberam 700 comentários, o que validou a demanda para criar o delivery.

Qual foi o grande diferencial que mudou o negócio?

O diferencial principal foi oferecer vegetais já picados, lavados e prontos para ir direto à panela. Com o tempo, expandiram para kits como sopa com tudo cortado, kit maionese com ingredientes nas proporções certas, potinhos de fruta e salada de fruta, respondendo sempre ao que clientes pediam.

Como funciona o delivery do Hortifruti In Casa?

O delivery funciona inteiramente via WhatsApp. O cliente manda mensagem, confirma o pedido e combina a entrega. Não há aplicativo, plataforma de terceiro ou comissão. Um catálogo virtual estava sendo estruturado para facilitar ainda mais o processo.

Quanto foi investido em equipamento para crescer?

O principal investimento foi uma máquina de corte de R$16.600, necessária para ganhar velocidade sem perder qualidade ao escalar os vegetais picados. Também investiram em uma câmara fria para armazenar e distribuir produtos com mais segurança e maior prazo de distribuição.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.