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Policiais civis e casados: a história de Rodrigo e Dani Freitas na DIG, DISE e GOE | #065

16 de novembro de 2021 • 6 min de leitura

Este texto vem do episódio #65 do AdamiCast

Rodrigo e Dani Freitas são policiais civis, casados, e operam juntos na DIG, na DISE e no GOE do interior de São Paulo. Ele entrou na polícia com 19 anos, sem saber direito o que era a profissão, e hoje soma 31 anos de farda. Ela tem 13 anos de DDM, voltou pra DIG e ajuda a segurar o GOE nas operações mais delicadas da região. Os dois atendem principalmente Dracena, com cobertura de toda a Seccional que vai de Adamantina a Presidente Prudente.

Eles se conheceram num curso de imobilização tática, o mata-leão, depois que cada um tinha passado por um casamento terminado. Os gostos combinavam: rock pesado, quadrinhos, culinária de fim de semana. O trabalho uniu. Hoje Rodrigo está de volta na DIG depois de uma temporada no centro de inteligência, e Dani divide o tempo entre a delegacia da mulher e o grupo de operações especiais. São casados, fardados e em campo.

Da primeira arma ao primeiro homicídio resolvido

Rodrigo entrou na polícia aos 19 anos, depois de fazer o exército e tentar a faculdade de direito. Foi pra academia da polícia em São Paulo de terno e gravata, sem saber exatamente o que viria pela frente. Recebeu a arma na mão, fez o estágio rápido, e a primeira cidade foi Ouro Verde, no interior. Ouro Verde, na época, parecia filme de faroeste: só tinha asfalto na avenida principal, e o setor de homicídios era puxado, com casos de faca toda semana.

O caso que marcou a carreira dele foi o duplo homicídio no bairro Brasilândia, em Dracena. Um casal de idosos foi assassinado a machadada, dormindo. O motivo era absurdamente pequeno: uma ligação clandestina de água que o vizinho tinha feito. A investigação começou pelas pegadas no quintal de terra, e uma das pegadas tinha uma marca no calcanhar, compatível com um problema que um dos vizinhos tinha. Quando a equipe foi na casa do suspeito, pediu pra olhar o pé. Calcanhar deformado. Pediu pra entrar. Acharam o machado lavado, mas com sangue incrustado na madeira que não sai, e a camiseta do suspeito manchada. Confrontado, ele confessou na hora. Resolução em poucas horas.

A rotina do GOE e o desafio de operar com pouco

Hoje Rodrigo faz parte do GOE, o Grupo de Operações Especiais que atua em toda a Seccional. São 15 policiais, sendo que os mais novos nem passaram por treinamento ainda. O briefing antes de cada operação mapeia muros, cachorros, presença de armas e de crianças. O equipamento que cada um carrega soma entre 25 e 30 quilos nas costas: colete balístico, carregador extra, cinto tático, fuzil com 5 kg, coldre lateral.

O trabalho é puxado e a estrutura é curta. A maior parte do treinamento do Rodrigo veio de cursos próprios, pagos do bolso, e de uma passagem pelo curso de operações especiais no batalhão da polícia do exército em Campo Grande. O policial brasileiro aprende a improvisar com pouco. A rotina também inclui ocorrências fora de serviço: Dani conta que um dia saiu correndo atrás de um cara com o que parecia ser uma espingarda. Era de pressão, mas você só descobre isso depois que o abordado se esconde. O protocolo nesses casos é sempre acionar a viatura, nunca ir sozinha.

A saúde mental de quem está na ponta

Trinta e um anos de farda deixam marcas. O Rodrigo viu cenas que não saem. O duplo homicídio do casal dormindo a machadada é uma delas. Tem ainda os casos com crianças e abuso sexual que a Dani atendeu na DDM durante 13 anos. Para investigar e prender, é preciso desligar um pouco o emocional na hora. Depois, o corpo cobra.

O interior da polícia civil não tem acompanhamento psicológico formal pra quem está na ponta. O suporte vem na raça, em conversa de colega, do tipo perceber que o outro tá meio pra baixo e puxar assunto. O próprio Rodrigo tem pressão alta. A terapia não é só frescura, é manutenção. Não tem como estar o tempo todo preparado pra coisa pesada se não tiver com quem falar.

Casados e na mesma farda

O encontro deles foi num curso de mata-leão. Os dois já tinham passado por casamentos anteriores. Os gostos eram parecidos: rock, quadrinhos, comida boa. O casamento veio depois, naturalmente, e a vida dupla aconteceu: ela na DDM, ele na DIG, os dois no GOE quando tem operação. A Dani fala que a operação policial com marido ao lado exige um cuidado extra, porque quem você mais se preocupa é quem está mais perto.

O treino conjunto faz diferença. Os dois sabem, em meio a uma situação tensa, o que o outro vai fazer sem falar nada. O olhar de equipe é construído nos briefings, nos cursos, nas horas em campo. Rodrigo elogia a intuição da Dani, ela elogia a paciência dele. Funciona porque os dois entendem que a profissão exige confiança cega no parceiro, e eles treinam isso todo dia.

Onde encontrar

Rodrigo e Dani Freitas atendem em Dracena, SP, com cobertura por toda a Seccional da região de Presidente Prudente. Para acompanhar o trabalho, tirar dúvidas ou mandar mensagem, basta seguir os perfis no Instagram: @danipol1 e @hazyeel.

Resumo do episódio

Rodrigo e Dani Freitas são policiais civis casados que trabalham juntos na DIG, DISE e GOE do interior de São Paulo. Rodrigo acumula 31 anos de farda e Dani tem 13 anos na polícia, tendo começado na DDM. O episódio detalha suas trajetórias profissionais, o caso marcante do duplo homicídio em Dracena resolvido por investigação meticulosa, os desafios do GOE com estrutura limitada, o impacto na saúde mental sem acompanhamento formal, e como o casamento funciona quando ambos atuam em operações de risco.

Principais aprendizados

  • Investigação de homicídio pode ser resolvida em poucas horas através de observação meticulosa, como a análise de pegadas com deformação no calcanhar que identificou o suspeito.
  • O GOE opera com 15 policiais e equipamento que pesa entre 25 e 30 quilos por agente, incluindo colete balístico, fuzil e munição extra.
  • Treinamento de policial no Brasil depende parcialmente de cursos pagos com recursos próprios, já que a estrutura formal é limitada.
  • Polícia civil no interior não oferece acompanhamento psicológico formal, sendo o suporte emocional feito entre colegas através de conversas e observação mútua.
  • Operações policiais entre cônjuges exigem treino conjunto e confiança cega no parceiro, desenvolvida através de briefings, cursos e horas em campo.

Perguntas respondidas neste episódio

Como foi resolvido o duplo homicídio do casal em Dracena?

A investigação começou pelas pegadas no quintal de terra. Uma das pegadas tinha uma marca no calcanhar que correspondia a um problema físico de um vizinho. Ao verificar o pé do suspeito, foi confirmada a deformidade. Na casa dele encontraram o machado com sangue incrustado na madeira e a camiseta manchada. Confrontado, confessou imediatamente.

Qual é o equipamento que policiais do GOE carregam em operações?

Cada policial carrega entre 25 e 30 quilos nas costas durante operações. O equipamento inclui colete balístico para proteção, carregador extra de munição, cinto tático, e fuzil que pesa cerca de 5 quilos.

Como funciona o suporte psicológico para policiais que trabalham em casos pesados?

Não existe acompanhamento psicológico formal oferecido. O suporte vem através de conversas entre colegas, onde um percebe que o outro está emocionalmente abalado e puxa assunto para conversar. Terapia é considerada essencial como manutenção emocional, não frescura.

Como casais de policiais garantem segurança em operações conjuntas?

Treino conjunto faz diferença crucial. Os parceiros aprendem a antecipar ações um do outro sem precisar falar, desenvolvendo leitura de equipe através de briefings, cursos e horas em campo. A confiança cega no parceiro é fundamental e treinada diariamente.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.