#135

Pedro Crepes e Churros, o negócio que nasceu da história do Pedro | AdamiCast #135

14 de julho de 2022 • 5 min de leitura

Este texto vem do episódio #135 do AdamiCast

Tem negócio que nasce de uma receita de família, e tem negócio que nasce de uma história de vida. O Pedro Crepes e Churros é os dois. Adréia, Jefferson e o Pedro, o filho autista que dá nome, cara e sentido pra tudo, sentaram no AdamiCast pra contar como um curso de seis meses em Santos virou carrinho na rua, quiosque no papel e marca registrada no coração da região.

A história de uma família que virou negócio

Quando a gente pergunta como tudo começou, Adréia já emenda de onde a história realmente começa: na maternidade, e não na cozinha. Casal, sempre quis filho biológico, não veio. A decisão de adotar apareceu antes do negócio, e mudou a vida deles antes do churros. Vieram de Cubatão, onde a mãe biológica de Jefferson tinha crescido cuidando de oitenta crianças num projeto social, e onde ele mesmo tinha sido adotado. O Pedro chegou em 30, 60, 90 dias de convivência, e o processo correu até a juíza determinar o que ninguém da família tinha dúvida: o Pedro era deles, e ninguém tirava.

Quando veio o diagnóstico de autismo, veio também a frase da psicóloga do Fórum: “você está preparada pros preconceitos?”. Adréia conta que entendeu na hora. Não era dó nem medo, era acolhimento que o Pedro precisava, e foi isso que eles foram aprender a fazer.

O Pedro, a estrela do negócio

Se você perguntar em Ouro Verde quem é o Pedro, a resposta vem rápido: é o garoto do desenho no carrinho. Foi uma amiga em Cubatão que transformou duzentas fotos do Pedro num personagem que virou logo, adesivo, post do Instagram, marca. “Eu queria o Pedro de MasterChef“, lembra Adréia, e o resultado foi tão certeiro que o pessoal reconhece o Pedro na rua, na farmácia, no mercado. Não é o churros que chama a atenção primeiro, é ele.

Jefferson conta que esse é justamente o motivo de levar o Pedro em todo evento que dá. “Ele é a estrela, a festa chapou da última vez que a gente foi“, diz. E quando perguntam por que o Pedro não apareceu nesse episódio, a explicação é simples: se o Pedro vai, quem faz o churros?

Do Instituto Gourmet ao quiosque em Ouro Verde

Adréia fez um curso presencial de seis meses no Instituto Gourmet, em Santos, pra aprender a fazer churros “de verdade”, com a fórmula, a temperatura e os macetes. “Não é só qualquer olho, aí é canela e açúcar“, explica, e cita os detalhes da massa, da farinha de São Paulo, das especiarias. Quando terminou, voltou dizendo pro chef que o churros dele era maravilhoso, e ele respondeu: “agora você não pára“.

A carretinha adaptada foi o começo. Hoje já tão esperando o financiamento do Banco do Povo sair pra abrir um quiosque em Ouro Verde. Atendem a região, com cliente de Dracena que já liga avisando que tá indo pra lá. E a divisão do trabalho é clara: Adréia faz a massa, Jefferson administra, orça, planeja, e não se mete na panela.

O cardápio: do churros à marmitinha

O carro-chefe é o churros nos sabores tradicionais: doce de leite, chocolate, creme de avelã, Romeu e Julieta (goiabada com requeijão). Tem o churros espanhol, maior, pra mergulhar no copinho. E tem a marmitinha de churros, invenção deles que nasceu na pandemia: oito mini churros de 16 a 18 centímetros cortados ao meio dentro de uma caixinha, pensada pra festa infantil onde um churros inteiro é desperdício. A cliente mandou foto perguntando se faziam, eles fizeram, e virou produto.

Os crepes também têm cardápio cheio: frango com catupiry, calabresa, misto, presunto, Romeu e Julieta, e até crepe de hot dog. Tudo feito na hora, sem vitrine aquecida, sem produto parado. Cinco minutos do pedido à entrega, churros quentinho na mão.

Onde encontrar Pedro Crepes e Churros

O Pedro Crepes e Churros atende em Ouro Verde, SP, com cliente de Dracena e região. O quiosque próprio está saindo em dois a três meses, mas enquanto isso eles rodam com o carrinho em eventos e sob encomenda. Contato e cardápio atualizado pelo Instagram @pedrochurrossecrepes. Adréia e Jefferson também compartilham a rotina em @andreiafranczak e @franczakjf.

Resumo do episódio

Pedro Crepes e Churros nasceu da história de uma família que adotou o Pedro, diagnosticado com autismo, e transformou a paixão pela culinária em negócio. Adréia realizou um curso de seis meses no Instituto Gourmet em Santos para dominar a arte do churro, enquanto a marca ganhou identidade visual através de um desenho do Pedro que virou adesivo e marca registrada. O negócio começou em um carrinho adaptado e está em expansão para um quiosque em Ouro Verde, atendendo clientes de Dracena e região.

Principais aprendizados

  • O negócio nasceu de um propósito familiar: a decisão de adotar o Pedro foi anterior ao churro e mudou a vida dos pais antes de qualquer receita.
  • O personagem Pedro tornou-se o maior diferencial da marca, levando clientes a reconhecer a identidade visual na rua, na farmácia e no mercado antes mesmo do produto.
  • Adréia completou um curso presencial de seis meses no Instituto Gourmet em Santos para aprender churro de verdade, com fórmula, temperatura e técnicas específicas.
  • A marmitinha de oito mini churros foi criada durante a pandemia como solução prática para festas infantis, nascendo de uma sugestão de cliente que virou produto.
  • A operação divide responsabilidades claras: Adréia cuida da massa, Jefferson administra, orça e planeja, mantendo funções bem definidas no negócio.

Perguntas respondidas neste episódio

Como começar um negócio de churros e crepes sem experiência?

É necessário fazer um curso presencial de seis meses em um instituto especializado para aprender a fórmula, temperatura e técnicas corretas. O Instituto Gourmet, por exemplo, oferece esse aprendizado com detalhes sobre a massa, farinha e especiarias necessárias para fazer churro de verdade.

Qual é o diferencial de uma marca de food truck?

A identidade visual e a história por trás do negócio são essenciais. Transformar o rosto ou história de quem originou o negócio em marca registrada faz clientes reconhecerem o produto na rua, na farmácia e no mercado, criando conexão emocional com a marca.

Como inovar um produto tradicional?

Ouvir o cliente e criar soluções práticas para necessidades específicas. A marmitinha de oito mini churros surgiu quando uma cliente questionou se era possível fazer porções menores para festas infantis, onde um churro inteiro seria desperdício.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.