O Pe. Marcelo Henrique Gonzalez Dias tem 36 anos, nasceu em Pacaembu e hoje é vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Glória, em Tupi Paulista, onde atua desde 2023. Foi batizado, crismado e ordenado na mesma igreja da cidade natal, Nossa Senhora das Graças, mas o caminho até lá passou por dúvida, silêncio e uma pergunta feita no momento certo.
No episódio #497 do AdamiCast, gravado ao vivo em Dracena, ele conta como um adolescente de família católica pouco praticante, que ia à catequese porque tinha que ir, acabou no seminário. A conversa também passa pela rotina de um padre do interior paulista, pela relação dos jovens com a Igreja e por um plano simples para 2027.
Uma família católica e uma crise de fé em silêncio
Nascido em 1990, Marcelo cresceu numa família católica, mas sem muita prática. Fez a primeira comunhão aos 10 anos e a crisma aos 14, e lembra que ia à catequese porque tinha que ir. Na crisma, fez algo de que hoje se arrepende: recebeu o sacramento sem se confessar, porque ninguém cobrou.
Perto dos 15 anos, a morte de João Paulo II, em 2005, e a leitura de O Código Da Vinci abriram uma crise de fé que ele viveu em silêncio. Em vez de largar tudo, foi estudar a história da Igreja por conta própria. Nessa fase, lembra de ter pedido a Deus: “se o Senhor existe, eu quero acreditar no Senhor”.
A pergunta feita na confissão
Na Quaresma de 2006, numa confissão, o padre perguntou se ele já tinha pensado em ser padre. Marcelo respondeu na hora que sim. O curioso é que, naquele período, ele ainda se perguntava como poderia ser padre se nem tinha fé direito.
Em casa, o espanto foi natural: o filho mais velho, que nem frequentava a igreja, queria virar padre, e havia expectativa de faculdade. Com o tempo, a vocação do filho acabou aproximando os pais da igreja.
Oito anos de seminário em Marília
Ele entrou no seminário em fevereiro de 2008, em Marília. A formação durou oito anos: um ano de propedêutico, três de filosofia e depois a teologia, na Faculdade João Paulo II, além de estágios pastorais em Marília, Tupã, Flórida Paulista e Oriente. Marcelo explica que é padre diocesano, diferente de quem pertence a ordens como franciscanos, dominicanos e jesuítas.
Para quem é tímido, a vida de padre é um exercício de sair da zona de conforto, e ele aprendeu a falar em público na prática, conduzindo a liturgia nos estágios. Sobre o discernimento, resume com uma imagem: o seminário é o namoro, a ordenação é o casamento. Depois veio o telefonema do bispo marcando a ordenação, e ele foi ordenado padre em 2017, na igreja de Pacaembu.
Da região à paróquia de Tupi Paulista
Como padre, passou por Paulicéia e Santa Mercedes, depois por São João do Pau d’Alho e Nova Guataporanga, com o distrito de Terra Nova, e desde 2023 está em Tupi Paulista. A Diocese de Marília tem três regiões pastorais, e ele conta a diferença entre uma cidade de pouco mais de dois mil habitantes e outra de cerca de quinze mil.
Entre os momentos que mais o marcaram, está a confissão e a unção de uma pessoa na Santa Casa de Tupi Paulista, a caminho de São João do Pau d’Alho, que morreu poucas horas depois. Ele também lembra a concelebração de surpresa na Basílica de São Pedro, em Roma, no Jubileu de 2025, ao lado de outros padres da região.
Quem cuida do padre, os jovens e o plano para 2027
Para ele, “pra ser um bom confessor, tem que ser um bom penitente”: o padre também se confessa, tem direção espiritual, amizades e um retiro anual do clero. Sobre os jovens, vê a Geração Z mais interessada em religião do que a dele, cita o recorde de batismos de adultos na França e diz que muitos aparecem, somem e voltam no acampamento. Em Finados, porém, vão poucos jovens ao cemitério.
Ao falar do fim do ano litúrgico, ele passa por Todos os Santos, em 1º de novembro, Finados, em 2 de novembro, Cristo Rei e o início do Advento, em 29 de novembro, e diz que “a morte é pedagoga para a vida”. Para 2027, o plano é simples: alguns minutos de oração logo de manhã.
Ele também lembra que foi de ônibus até o antigo cinema de Dracena para ver A Paixão de Cristo, aos 14 anos, e que nada mudou na hora. Por isso, diz, aprendeu a ter paciência com o tempo de cada pessoa.
Onde encontrar
O episódio #497 foi gravado em Dracena, SP. O Pe. Marcelo é vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Glória, em Tupi Paulista, na Diocese de Marília.
Instagram do Pe. Marcelo Henrique Gonzalez Dias: @pe.marcelohenriquegonzalez
Resumo do episódio
O Pe. Marcelo Henrique Gonzalez Dias, 36 anos, natural de Pacaembu, é vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Glória, em Tupi Paulista, desde 2023. Criado numa família católica pouco praticante, ele passou por uma crise de fé na adolescência, depois da morte de João Paulo II e da leitura de O Código Da Vinci, e a resolveu estudando a história da Igreja. Na Quaresma de 2006, uma pergunta feita numa confissão, se ele já tinha pensado em ser padre, deu rumo à vocação, e em 2008 ele entrou no seminário em Marília. No episódio, ele fala dos oito anos de formação, da vida de padre no interior paulista, da relação dos jovens com a Igreja e de um plano simples de oração matinal para 2027.
Principais aprendizados
- Uma crise de fé pode ser enfrentada com estudo: aos 15 anos, o Pe. Marcelo foi estudar a história da Igreja por conta própria em vez de abandonar a dúvida.
- Uma pergunta feita na hora certa pode mudar um rumo: na confissão da Quaresma de 2006, ouviu "você já pensou em ser padre?" e respondeu na hora que sim.
- "O seminário é o namoro, a ordenação é o casamento": os oito anos de formação, com acompanhamento psicológico e espiritual, servem para testar a vocação antes do compromisso definitivo.
- "Pra ser um bom confessor, tem que ser um bom penitente": quem orienta os outros precisa aceitar conselho e correção, por isso o padre também se confessa e tem direção espiritual.
- Ele viu A Paixão de Cristo no cinema de Dracena aos 14 anos e nada mudou na hora, e hoje usa isso para ter paciência com o tempo de cada pessoa.
Perguntas respondidas neste episódio
Como o Pe. Marcelo Henrique Gonzalez Dias decidiu virar padre?
Criado numa família católica pouco praticante, ele passou por uma crise de fé na adolescência e resolveu a dúvida estudando a história da Igreja. Na Quaresma de 2006, numa confissão, o padre perguntou se ele já tinha pensado em ser padre, e ele respondeu na hora que sim. Em fevereiro de 2008, entrou no seminário em Marília.
Quanto tempo dura a formação para ser padre no seminário diocesano de Marília?
No caso do Pe. Marcelo, a formação durou oito anos: um ano de propedêutico, três de filosofia e depois a teologia, na Faculdade João Paulo II, em Marília, além de estágios pastorais em Marília, Tupã, Flórida Paulista e Oriente. Ele foi ordenado padre em 2017, na igreja de Pacaembu onde também foi batizado e crismado.
Em qual paróquia o Pe. Marcelo Henrique Gonzalez Dias atua e por onde ele já passou?
Ele é vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Glória, em Tupi Paulista, na Diocese de Marília, desde 2023. Depois de ordenado, passou por Paulicéia e Santa Mercedes, por São João do Pau d'Alho e Nova Guataporanga, com o distrito de Terra Nova, antes de chegar a Tupi Paulista.
Como o Pe. Marcelo vê a relação dos jovens com a Igreja hoje?
Ele acredita que os adolescentes de hoje demonstram mais interesse por religião do que a geração dele, e cita o recorde de batismos de adultos na França como sinal de um movimento mundial. Também observa que muitos jovens aparecem, somem e voltam em eventos como o acampamento, e que em Finados vão poucos jovens ao cemitério.
Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.