Quando Filipe Santos chegou a Dracena vindo de Osasco, ainda perto dos 18 anos, ele trazia na bagagem a lembrança de uma cidade cheia de lojas e shoppings. Anos depois, já casado com Michele, natural de Tupi Paulista, essa memória viraria o ponto de partida de um negócio que hoje é referência em moda masculina na região. O casal comanda a Galli Estilo Masculino, uma loja que em dois anos passou de uma aposta arriscada a nome recorrente quando o assunto é roupa de homem em Dracena.
Neste episódio do AdamiCast, Michele e Filipe contam como a Galli nasceu quase por acaso, o que aprenderam sobre o comportamento do cliente masculino e por que decidiram apostar em atendimento consultivo num nicho que a região tratava com descaso.
De Osasco a Dracena: a trajetória antes da loja
Filipe conta que sua história com Dracena começou no trabalho: passou pela Medral e depois por uma empresa da região antes de partir para empreender por conta própria. Hoje, boa parte do seu tempo ainda é ocupada por um escritório de engenharia que ele toca com o irmão, prestando serviços para órgãos públicos via licitação. Foi essa atividade, nas palavras dele, que bancou a Galli.
A ideia da loja surgiu num improviso típico dele. Filipe é do tipo que decide rápido, mas se impôs uma regra: deixar a ideia dormir três noites antes de agir. A primeira aposta seria outra, uma máquina para locação. Foi numa loja masculina em Rancharia, atendido pelo lojista Cristiano, que a semente da Galli foi plantada.
Como nasceu a Galli
O nome veio de uma busca simples: Filipe queria algo curto, de quatro letras, fácil de repetir e de estampar numa sacola. A inspiração veio de uma antiga rotisseria que ele teve em Curitiba, a Galo Gordo, que os clientes chamavam carinhosamente de galo. De galo para Galli foi um pulo. Só depois de decidido ele pesquisou o significado e gostou de descobrir que remetia a algo forte e resistente.
Da ideia à inauguração foram apenas dois meses. O casal chegou a viajar ao Chile poucos dias antes da abertura, marcada estrategicamente para 9 de agosto, véspera do Dia dos Pais. A corrida contra o tempo, incluindo uma corrida literal para não perder o voo de volta, rendeu boas histórias.
A virada de estratégia: das peças sem marca às grifes
A Galli não começou como é hoje. No início, Filipe apostou em roupas de ótima qualidade, mas sem marca, vindas de confecções do Sul. O problema apareceu rápido: sem uma régua de referência, o cliente não conseguia avaliar se o preço era justo. O primeiro faturamento ficou 50% abaixo da meta.
A solução foi migrar para o modelo multimarcas, com grifes consolidadas como Ogochi, Calvin Klein e Atomy. Cada marca exige cadastro, volume mínimo de compra e critérios rígidos para o lojista ser aprovado. A mudança, junto com uma remodelagem completa da loja, destravou o crescimento.
Atendimento como diferencial
Para Michele, que vem da área de vendas mas nunca tinha trabalhado com roupa, o coração do negócio é o atendimento consultivo. Nada de oi, o que você precisa: a proposta é entender o cliente, para que serve a peça, qual o evento, e montar um look completo mesmo quando o orçamento é curto. A equipe de consultoras, Jéssica, Geovana, Andreia e as demais, é treinada nessa filosofia.
Esse cuidado se estende a públicos que a região costuma ignorar. A Galli trabalha com plus size, algo que Michele defende com convicção por ter visto o próprio pai penar para achar roupa, e também atende os magros e os muito altos. A loja combina tudo num verdadeiro ecossistema masculino: no segundo andar funciona a barbearia do Saconato, com mais de 13 anos de experiência, e um espaço de convivência onde os clientes fecham negócios e fazem network.
Ternos, locação e o resultado de dois anos
O que começou com dez ternos comprados para testar virou um dos carros-chefe: nos últimos 60 dias, mais de 90 locações. A Galli passou a atender uma demanda que antes fugia para Presidente Prudente. Num único evento fechado, o casal chegou a vender 30 ternos numa noite.
O resultado apareceu nos números. No mês correspondente à abertura, dois anos depois, a loja faturou dez vezes mais do que no primeiro mês. Filipe faz questão de creditar o crescimento à equipe e às parcerias que foram surgindo pelo caminho, de sócios e colaboradores a clientes que viraram amigos.
Onde encontrar
A Galli Estilo Masculino fica em Dracena, SP, na região da rua Rosuvel, subindo em direção à Perpétuo Socorro. Para acompanhar as novidades, siga a loja no Instagram em @galli_oficial, e os anfitriões em @eumichelemonteiro.s e @filipesantos6892.
Resumo do episódio
Michele e Filipe Santos transformaram uma lembrança de Filipe sobre cidades com muitas lojas em um negócio de sucesso: a Galli Estilo Masculino. Partindo de uma aposta inicial com roupas sem marca, o casal mudou para multimarcas consolidadas e criou um modelo de atendimento consultivo focado em montar looks completos. A loja, que também abriga uma barbearia e oferece locação de ternos, cresceu dez vezes em faturamento no primeiro ano e hoje é referência em moda masculina na região.
Principais aprendizados
- O cliente masculino precisa de uma régua de referência de marca para avaliar se o preço da roupa é justo.
- Atendimento consultivo que monta looks completos e entende a ocasião do cliente é mais efetivo que vendas genéricas.
- Trabalhar com plus size e públicos ignorados pela região, como muito altos e magros, abre um mercado desatendido.
- Serviços complementares como barbearia e espaço de network no mesmo local criam um ecossistema que retém clientes.
- Ternos para locação em região sem essa oferta concentrada representa um carro-chefe com potencial de ocupar demanda que fugia para outras cidades.
Perguntas respondidas neste episódio
Por que a Galli mudou de roupas sem marca para multimarcas?
No início, a loja vendia roupas de qualidade mas sem marca, e os clientes não conseguiam avaliar se o preço era justo. O faturamento ficou 50% abaixo da meta. A solução foi migrar para multimarcas consolidadas como Ogochi, Calvin Klein e Atomy, o que destravou o crescimento.
Como a Galli atende públicos que costumam ser ignorados?
A loja trabalha especificamente com plus size, clientes magros e muito altos, combinando tudo num ecossistema masculino completo. No segundo andar funciona uma barbearia e existe um espaço de convivência onde clientes fecham negócios e fazem networking.
Qual foi o desempenho da locação de ternos?
A locação de ternos começou como teste com dez unidades e virou um dos principais negócios. Nos últimos 60 dias foram realizadas mais de 90 locações, atendendo demanda que antes fugia para Presidente Prudente. Num único evento, a loja vendeu 30 ternos numa noite.
Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.