Tem gente que abre uma empresa com reserva no banco e plano de cinco anos. Daniel e Lorena abriram a Nova Ótica devendo 14 mil reais em vidro, com poucas armações na vitrine e moedas de um cofrinho no caixa para conseguir dar troco. No primeiro dia de inauguração, sem saber direito o que esperar, venderam onze receitas e descobriram que tinham algo nas mãos.
Neste episódio 476 do AdamiCast, o casal sentou com a gente para contar uma trajetória que começa muito antes da loja: na perda, na gratidão e nas pessoas que apareceram na hora certa.
Um menino que perdeu quase tudo cedo
Daniel nasceu em Dourados e veio para Dracena em 1996, ainda menino, morar com a mãe e os irmãos. Em menos de três anos, a vida virou de cabeça para baixo: perdeu um irmão em junho de 1999 e a mãe em novembro do mesmo ano. Ficou sem o núcleo familiar quase de uma vez, ainda adolescente.
O que segurou Daniel não foi sorte, foi gente. Padrinhos, um “tio Zé” que o chamou para morar junto sem nem ter parentesco, famílias que abriram a porta. Ele faz questão de dizer que é grato a tudo e a todos, e que ninguém cresce sozinho.
O vendedor que nasceu no dia do vendedor
A primeira virada veio com trabalho. Um feirão de calçados abriu a porta para um emprego no comércio, e Daniel se descobriu vendedor de verdade no grupo Baravelli. Brinca que nasceu no dia primeiro de outubro, Dia do Vendedor, como se já fosse destino.
Foi atendendo no Baravelli que ele cruzou com a futura sogra sem saber: ela ia “ver sapato” para avaliar o rapaz de quem a filha tinha falado. Daniel atendia sem desconfiar de nada. Já estava namorando a Lorena, conseguindo estabilidade, e a vida começava a tomar rumo.
Aprender a montar óculos do zero
Quando surgiu o convite para trabalhar numa ótica, Daniel ficou apavorado. Não entendia nada do ramo, saía “do pé para a cabeça”, literalmente, de calçado para óculos. Mas alguém acreditou nele e o empurrou. Tirou uns dias, foi até Dourados aprender a montar óculos e medir lentes com um profissional da família, e voltou com um ofício novo nas mãos.
Nesse mesmo período, um homem que Daniel considera como pai assinou como seu fiador, sem ele nem pedir, para que tivesse onde morar. É outra dessas mãos estendidas que ele cita até hoje com a voz embargada.
Da vitrine vazia ao sucesso da inauguração
Abrir a Nova Ótica foi um salto no escuro. Entraram devendo 14 mil reais, com pouquíssimas armações, e o pai colocou as moedas do cofrinho no caixa para o troco. Daniel repetia para a Lorena, no dia da abertura: “será que vai vender?”. Venderam onze receitas logo de cara, e ela ficou encantada.
Dali em diante, o que sustentou o crescimento foi um jeito específico de trabalhar: ótica familiar, foco em excelência e qualidade, e honestidade no que se combina com o cliente. Parceiros de mídia da região acompanharam desde a inauguração, e o negócio foi se firmando devagar, no boca a boca de quem foi bem atendido.
Dracena como polo e a expansão para Tupi Paulista
Com o tempo, Daniel percebeu que Dracena tinha virado um polo: gente de 10, 12 quilômetros ao redor já não considera mais isso distância. Foi aí que veio o olho em Tupi Paulista, onde a Lorena nasceu e ele tinha décadas de clientes e amizades, incluindo a do saudoso doutor Roberto Hirota.
A história do prédio em Tupi quase virou outra coisa: alugaram, pintaram, subiram em andaime, e o plano original mudou no meio do caminho. Mesmo assim, enquanto pintava lá no alto, ouvia gente passar perguntando o que seria ali, e respondia que ia ser uma das melhores óticas da região, sem o cliente saber que o “doido” no andaime era justamente o dono.
A parceria que sustenta o negócio
A Lorena é descrita por Daniel como “parceiraça”, de um coração enorme, que ajudaria o mundo inteiro se pudesse. Vinda de uma família de Tupi Paulista com esse mesmo traço, ela entrou de cabeça na operação: cuidava do filho pequeno e ainda aprendeu a montar óculos junto.
No fim da conversa, Daniel resumiu a filosofia que ensina às meninas da equipe: ele não tem um patrão, tem vários, porque cada cliente é um patrão. E a regra é simples: atenda como você gostaria de ser atendido. Por isso a Nova Ótica virou o que é.
Onde encontrar
A Nova Ótica está em Dracena, SP, e o bate-papo completo foi gravado no estúdio do AdamiCast. Para acompanhar o trabalho do casal e da loja, siga no Instagram: @oticanovaotica, @daniel_otica e @lorenacomisso.
Resumo do episódio
Daniel e Lorena abriram a Nova Ótica devendo 14 mil reais em vidro, com praticamente nada na vitrine, e venderam onze receitas no primeiro dia. O episódio conta como uma trajetória marcada por perdas precoces, gratidão e pessoas que apareceram na hora certa transformou-se em um negócio que virou polo óptico da região, expandindo para Tupi Paulista com filosofia de excelência e honestidade.
Principais aprendizados
- Começar um negócio sem capital inicial é possível se houver foco em qualidade e excelência, como fez o casal ao abrir com débitos e poucas armações.
- O boca a boca de clientes bem atendidos é motor de crescimento, especialmente em cidades pequenas onde a reputação viaja rápido.
- Uma ótica familiar prospera quando trabalha com honestidade no que se combina com o cliente, construindo confiança duradoura.
- Perceber mudanças no mercado local, como Dracena virar polo, abre oportunidades de expansão para cidades vizinhas já conhecidas.
- A parceria genuína entre sócios que compartilham valores e estão dispostos a aprender juntos sustenta o crescimento do negócio.
Perguntas respondidas neste episódio
Como Daniel começou no ramo de ópticas sem experiência?
Ele tirou alguns dias para aprender a montar óculos e medir lentes com um profissional da família em Dourados. Saiu do ramo de calçados para óculos sem conhecimento prévio, mas alguém acreditou nele e o empurrou para fazer essa mudança.
Qual era a situação financeira quando a Nova Ótica foi inaugurada?
Entraram no negócio devendo 14 mil reais em vidro, com muito poucas armações na vitrine. Tinham apenas moedas de um cofrinho para dar troco, e ainda assim venderam onze receitas no primeiro dia de abertura.
Como a loja cresceu após a inauguração?
O crescimento foi sustentado por um jeito específico de trabalhar: ótica familiar com foco em excelência e qualidade, honestidade no que se combina com o cliente, e parceiros de mídia que acompanharam desde o início. O negócio foi se firmando pelo boca a boca de quem foi bem atendido.
Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.