Três marcas, quatro perfis no Instagram, uma mesma filosofia: comida bem feita, sem firula, e disposição de abrir onde ninguém tinha coragem de abrir. O Marcelo Jacon é o empresário de Dracena que idealizou e tocou o Don Jack (hambúrguer artesanal), a Tigela (comida havaiana com toque brasileiro) e a Heyzeza (que há oito meses está conquistando Junqueirópolis e promete chegar a Tupi Paulista em seguida). Ele veio ao AdamiCast pra contar como cada negócio nasceu, e por que crescer sem perder a mão artesanal é o que guia cada passo.
De ideia solta a três marcas
A história do Marcelo com comida começa onde muita história boa começa: na cozinha de casa, com a mãe e a avó. As melhores memórias dele são a farofa da mãe e a barquinha de maionese da avó, receitas que viraram referência afetiva antes de virar negócio. A passagem pra cozinha profissional veio na sequência, e a virada pra empreendedorismo veio quando ele percebeu que o que funcionava na mesa de casa podia funcionar na rua, com outro público, mas com a mesma lógica: produto fresco, ingredientes selecionados, menos é mais.
Daí vieram as três marcas. Don Jack é o hambúrguer artesanal, com a proposta de pão seladinho, hambúrguer grelhado no ponto, queijo bom e molho bem feito, sem aquele monte de firula que vira foto bonita mas não satisfaz. Tigela é o prato com traços orientais, com origem na culinária havaiana dos surfistas (que usavam coco como tigela, arroz, peixe fresco) e um toque brasileiro na temperada. Heyzeza é a aposta mais recente, aberta há oito meses em Junqueirópolis, com público fiel e plano de expansão que pode chegar a 49 ou 62 lugares, dependendo do passo.
A filosofia em comum: produto fresco, sem virar McDonald’s
O que une as três marcas é o cuidado com o que vai pro cliente. Marcelo explica com clareza: a produção é local, artesanal, e tem que continuar assim mesmo com a expansão. Mandar carne de 300 km refrigerada até a unidade ou montar um centro de distribuição único seria mais barato, mas descaracterizaria o produto, e é justamente o que ele não quer. “Se fosse número de lojas, não teria problema, mas em relação à qualidade, me preocupa“, diz, referindo-se à balança entre escala e identidade.
A lógica é simples: cada loja produz localmente, com fornecedor único pra cada categoria (um fornecedor só de carne, por exemplo), e equipe local supervisionada por pessoas formadas pra manter o padrão. É o tipo de modelo que demora pra escalar, mas que não quebra quando cresce. A Tigela, que acabou de lançar delivery (Delivery Much, iFood e WhatsApp), serve de exemplo: implementa a novidade só depois que a operação presencial está redonda, e aí replica.
Abrir longe do centro e outros desbravaram junto
Quando o Marcelo conta a história do Don Jack, lembra que o restaurante foi aberto num bairro que na época era descampado, longe do movimento do centro de Dracena, e que ning&uém bateu nas costas dele dizendo que daria certo. A clientela fez o trajeto, gostou, e o bairro mudou. Depois vieram outros empreendimentos no mesmo padrão: o Bambu no outro lado da cidade, o Mochileiros no São Cristóvão, e cada um foi ocupando espaço que antes ninguém olhava como ponto comercial. É a dinâmica de “se você vai, eu vou”, que muda o mapa gastronômico de uma cidade inteira.
O mesmo princípio apareceu na decisão de abrir a Heyzeza em Junqueirópolis, e agora na fila por Tupi Paulista. Marcelo freia expansão que parece boa no papel porque prefere fazer direito cada passo antes de dar o próximo, e isso incluiu adiar Tupi Paulista pra consolidar Junqueirópolis primeiro. “Quando der para focar aqui na região, a gente vai focar“, resume, e a frase mostra a visão de quem entende que escala sustentável é melhor que escala rápida.
Crescer com a cidade
Marcelo tem uma convicção que aparece em vários momentos do bate-papo: Dracena está no radar pra despontar. Os cursos novos que estão chegando, os investimentos que estão acontecendo, a mudança de comportamento dos consumidores, a circulação de gente de fora: tudo converge pra uma cidade que ainda não mostrou o que vai ser. A conta dele é simples: se Dracena tem 50 mil habitantes, a região toda que consome Dracena passa de 250 mil, e o mercado que parece pequeno visto de dentro é enorme visto de fora.
E tem o lado de quem mora e empreende ao mesmo tempo: quando a cidade cresce, o comércio cresce junto, e o negócio que estava preparado pra atender 50 mil começa a atender 100, 150, com a mesma estrutura. É o tipo de visão que faz Marcelo apostar em expansão sem largar o artesanal, e que faz o empreendedor entender que crescer não é o objetivo final, é o meio de continuar entregando produto bem feito pra uma base maior de clientes.
Onde encontrar Marcelo Jacon
O Marcelo Jacon toca o Don Jack, a Tigela e a Heyzeza, com produção local, atendimento presencial e delivery nas unidades que já operam. Para acompanhar as novidades, os lançamentos e o dia a dia das três marcas: @donjackbrasil (Don Jack), @tige.la_ (Tigela), @heyzeza e o perfil pessoal @marcelojacon_. O convite é simples: se você quer conhecer três propostas de comida artesanal na região, e ver como um negócio começa pequeno e cresce sem virar franquia, segue, experimenta, e volta pra contar. É o tipo de empreender que só funciona quando o cliente volta.
Resumo do episódio
Marcelo Jacon transformou receitas de família em três marcas artesanais: Don Jack (hambúrguer), Tigela (comida havaiana com toque brasileiro) e Heyzeza (em expansão regional). O empresário de Dracena explica como mantém a produção local e artesanal mesmo crescendo, recusa o modelo de distribuição centralizada que barateia mas descaracteriza o produto, e aposta em expansão lenta e consolidada de cada unidade antes de avançar para a próxima.
Principais aprendizados
- A produção local em cada loja impede que o produto descaracterize quando a marca cresce, mesmo que seja mais cara que centralizar em um centro de distribuição.
- Implementar inovações como delivery acontece só depois que a operação presencial está sólida, não antes, para evitar comprometer a qualidade.
- Abrir negócio em bairros descampados e longe do centro atrai outros empreendedores para a região, mudando o mapa comercial de forma orgânica.
- A consolidação de um local antes de expandir para o próximo é mais sustentável que acelerar o crescimento com estrutura ainda frágil.
- Uma cidade de 50 mil habitantes com região de consumo de 250 mil oferece mercado muito maior do que parece vista apenas de dentro.
Perguntas respondidas neste episódio
Como funciona a operação das três marcas para manter a qualidade artesanal crescendo?
Cada loja produz localmente com um fornecedor único por categoria, como um fornecedor apenas de carne. A equipe local é supervisionada por pessoas formadas para manter o padrão. Esse modelo demora para escalar, mas não quebra quando cresce.
Por que não centralizar a distribuição de comida entre as unidades?
Mandar carne refrigerada de 300 km de distância ou montar um centro de distribuição único seria mais barato, mas descaracterizaria o produto. Isso é justamente o que não quer fazer, pois afeta a qualidade e a identidade das marcas.
Como começou a história do Marcelo Jacon com comida?
Começou na cozinha de casa com a mãe e a avó, tendo a farofa da mãe e a barquinha de maionese da avó como referências afetivas. Depois fez a transição para cozinha profissional e percebeu que o que funcionava na mesa de casa podia funcionar na rua com outro público, mantendo a mesma lógica de produto fresco e ingredientes selecionados.
Qual é a proposta do Don Jack?
O hambúrguer artesanal com pão seladinho, hambúrguer grelhado no ponto, queijo bom e molho bem feito, sem excesso de ingredientes que não satisfazem. A proposta é simplicidade e qualidade, não firula que vira foto bonita.
Como a Tigela mistura origem havaiana com toque brasileiro?
A Tigela vem da culinária havaiana dos surfistas que usavam coco como tigela, arroz e peixe fresco. O toque brasileiro está na temperada, criando um prato oriental com influência local.
Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.