#142

Marcelo Jacon, o empresário de Dracena que transformou ideias soltas em três marcas artesanais (Don Jack, Tigela e Heyzeza) | AdamiCast #142

04 de agosto de 2022 • 6 min de leitura

Este texto vem do episódio #142 do AdamiCast

Três marcas, quatro perfis no Instagram, uma mesma filosofia: comida bem feita, sem firula, e disposição de abrir onde ninguém tinha coragem de abrir. O Marcelo Jacon é o empresário de Dracena que idealizou e tocou o Don Jack (hambúrguer artesanal), a Tigela (comida havaiana com toque brasileiro) e a Heyzeza (que há oito meses está conquistando Junqueirópolis e promete chegar a Tupi Paulista em seguida). Ele veio ao AdamiCast pra contar como cada negócio nasceu, e por que crescer sem perder a mão artesanal é o que guia cada passo.

De ideia solta a três marcas

A história do Marcelo com comida começa onde muita história boa começa: na cozinha de casa, com a mãe e a avó. As melhores memórias dele são a farofa da mãe e a barquinha de maionese da avó, receitas que viraram referência afetiva antes de virar negócio. A passagem pra cozinha profissional veio na sequência, e a virada pra empreendedorismo veio quando ele percebeu que o que funcionava na mesa de casa podia funcionar na rua, com outro público, mas com a mesma lógica: produto fresco, ingredientes selecionados, menos é mais.

Daí vieram as três marcas. Don Jack é o hambúrguer artesanal, com a proposta de pão seladinho, hambúrguer grelhado no ponto, queijo bom e molho bem feito, sem aquele monte de firula que vira foto bonita mas não satisfaz. Tigela é o prato com traços orientais, com origem na culinária havaiana dos surfistas (que usavam coco como tigela, arroz, peixe fresco) e um toque brasileiro na temperada. Heyzeza é a aposta mais recente, aberta há oito meses em Junqueirópolis, com público fiel e plano de expansão que pode chegar a 49 ou 62 lugares, dependendo do passo.

A filosofia em comum: produto fresco, sem virar McDonald’s

O que une as três marcas é o cuidado com o que vai pro cliente. Marcelo explica com clareza: a produção é local, artesanal, e tem que continuar assim mesmo com a expansão. Mandar carne de 300 km refrigerada até a unidade ou montar um centro de distribuição único seria mais barato, mas descaracterizaria o produto, e é justamente o que ele não quer. “Se fosse número de lojas, não teria problema, mas em relação à qualidade, me preocupa“, diz, referindo-se à balança entre escala e identidade.

A lógica é simples: cada loja produz localmente, com fornecedor único pra cada categoria (um fornecedor só de carne, por exemplo), e equipe local supervisionada por pessoas formadas pra manter o padrão. É o tipo de modelo que demora pra escalar, mas que não quebra quando cresce. A Tigela, que acabou de lançar delivery (Delivery Much, iFood e WhatsApp), serve de exemplo: implementa a novidade só depois que a operação presencial está redonda, e aí replica.

Abrir longe do centro e outros desbravaram junto

Quando o Marcelo conta a história do Don Jack, lembra que o restaurante foi aberto num bairro que na época era descampado, longe do movimento do centro de Dracena, e que ning&uém bateu nas costas dele dizendo que daria certo. A clientela fez o trajeto, gostou, e o bairro mudou. Depois vieram outros empreendimentos no mesmo padrão: o Bambu no outro lado da cidade, o Mochileiros no São Cristóvão, e cada um foi ocupando espaço que antes ninguém olhava como ponto comercial. É a dinâmica de “se você vai, eu vou”, que muda o mapa gastronômico de uma cidade inteira.

O mesmo princípio apareceu na decisão de abrir a Heyzeza em Junqueirópolis, e agora na fila por Tupi Paulista. Marcelo freia expansão que parece boa no papel porque prefere fazer direito cada passo antes de dar o próximo, e isso incluiu adiar Tupi Paulista pra consolidar Junqueirópolis primeiro. “Quando der para focar aqui na região, a gente vai focar“, resume, e a frase mostra a visão de quem entende que escala sustentável é melhor que escala rápida.

Crescer com a cidade

Marcelo tem uma convicção que aparece em vários momentos do bate-papo: Dracena está no radar pra despontar. Os cursos novos que estão chegando, os investimentos que estão acontecendo, a mudança de comportamento dos consumidores, a circulação de gente de fora: tudo converge pra uma cidade que ainda não mostrou o que vai ser. A conta dele é simples: se Dracena tem 50 mil habitantes, a região toda que consome Dracena passa de 250 mil, e o mercado que parece pequeno visto de dentro é enorme visto de fora.

E tem o lado de quem mora e empreende ao mesmo tempo: quando a cidade cresce, o comércio cresce junto, e o negócio que estava preparado pra atender 50 mil começa a atender 100, 150, com a mesma estrutura. É o tipo de visão que faz Marcelo apostar em expansão sem largar o artesanal, e que faz o empreendedor entender que crescer não é o objetivo final, é o meio de continuar entregando produto bem feito pra uma base maior de clientes.

Onde encontrar Marcelo Jacon

O Marcelo Jacon toca o Don Jack, a Tigela e a Heyzeza, com produção local, atendimento presencial e delivery nas unidades que já operam. Para acompanhar as novidades, os lançamentos e o dia a dia das três marcas: @donjackbrasil (Don Jack), @tige.la_ (Tigela), @heyzeza e o perfil pessoal @marcelojacon_. O convite é simples: se você quer conhecer três propostas de comida artesanal na região, e ver como um negócio começa pequeno e cresce sem virar franquia, segue, experimenta, e volta pra contar. É o tipo de empreender que só funciona quando o cliente volta.

Resumo do episódio

Marcelo Jacon transformou receitas de família em três marcas artesanais: Don Jack (hambúrguer), Tigela (comida havaiana com toque brasileiro) e Heyzeza (em expansão regional). O empresário de Dracena explica como mantém a produção local e artesanal mesmo crescendo, recusa o modelo de distribuição centralizada que barateia mas descaracteriza o produto, e aposta em expansão lenta e consolidada de cada unidade antes de avançar para a próxima.

Principais aprendizados

  • A produção local em cada loja impede que o produto descaracterize quando a marca cresce, mesmo que seja mais cara que centralizar em um centro de distribuição.
  • Implementar inovações como delivery acontece só depois que a operação presencial está sólida, não antes, para evitar comprometer a qualidade.
  • Abrir negócio em bairros descampados e longe do centro atrai outros empreendedores para a região, mudando o mapa comercial de forma orgânica.
  • A consolidação de um local antes de expandir para o próximo é mais sustentável que acelerar o crescimento com estrutura ainda frágil.
  • Uma cidade de 50 mil habitantes com região de consumo de 250 mil oferece mercado muito maior do que parece vista apenas de dentro.

Perguntas respondidas neste episódio

Como funciona a operação das três marcas para manter a qualidade artesanal crescendo?

Cada loja produz localmente com um fornecedor único por categoria, como um fornecedor apenas de carne. A equipe local é supervisionada por pessoas formadas para manter o padrão. Esse modelo demora para escalar, mas não quebra quando cresce.

Por que não centralizar a distribuição de comida entre as unidades?

Mandar carne refrigerada de 300 km de distância ou montar um centro de distribuição único seria mais barato, mas descaracterizaria o produto. Isso é justamente o que não quer fazer, pois afeta a qualidade e a identidade das marcas.

Como começou a história do Marcelo Jacon com comida?

Começou na cozinha de casa com a mãe e a avó, tendo a farofa da mãe e a barquinha de maionese da avó como referências afetivas. Depois fez a transição para cozinha profissional e percebeu que o que funcionava na mesa de casa podia funcionar na rua com outro público, mantendo a mesma lógica de produto fresco e ingredientes selecionados.

Qual é a proposta do Don Jack?

O hambúrguer artesanal com pão seladinho, hambúrguer grelhado no ponto, queijo bom e molho bem feito, sem excesso de ingredientes que não satisfazem. A proposta é simplicidade e qualidade, não firula que vira foto bonita.

Como a Tigela mistura origem havaiana com toque brasileiro?

A Tigela vem da culinária havaiana dos surfistas que usavam coco como tigela, arroz e peixe fresco. O toque brasileiro está na temperada, criando um prato oriental com influência local.

Ouça no Spotify ou assista no YouTube.

Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.