#396

Mãe e filha na estética: a história de Heliete e Laís Crociolli | #396

13 de maio de 2025 • 6 min de leitura

Este texto vem do episódio #396 do AdamiCast

Há histórias que começam no fundo do quintal e crescem por décadas, atravessam pandemia, mudam de endereço e ainda assim se reinventam com mais força do que antes. É o caso de Maria Heliete Belotto Crociolli, esteticista facial e designer de sobrancelhas com mais de 30 anos de carreira, e de sua filha Dra. Laís Crociolli Martins, biomédica esteta e micropigmentadora. Juntas, elas formam uma dupla que já se tornou referência na região de Dracena, SP.

No episódio 396 do AdamiCast, mãe e filha sentaram para contar como tudo começou, o que cada uma escolheu como especialidade, como negociaram a divisão entre empresa e família, e o que move duas mulheres que, mesmo com décadas de diferença de experiência, continuam estudando, testando técnicas em si mesmas e recusando acomodação.

O começo: uma manicure, uma sugestão e um curso no Senac de Prudente

A história de Heliete começa há mais de 30 anos, com uma vizinha manicure chamada Bel que foi fazer as unhas dela em casa e, de passagem, perguntou: "Por que você não começa a trabalhar com sobrancelha?" A pergunta ficou. Heliete conversou com o marido, e os dois toparam. O pai dela construiu um fundo de quintal para virar salão, a irmã Maira entrou junto fazendo pé e mão, e Heliete foi toda semana para Presidente Prudente fazer o curso do Senac, que na época não era específico: penteado, maquiagem, corte, tudo junto.

Com clientela crescendo e espaço apertado, o pai construiu outro cômodo na frente da casa, a Bel veio trabalhar junto, e o negócio ganhou forma. Com o tempo, Heliete foi se especializando: primeiro em sobrancelhas, depois em limpeza de pele, depois em depilação. Mas foram sempre os sábados de casamento, arrumando noivas e madrinhas das 7h ao fechamento, que marcaram os anos mais intensos da carreira.

A chegada da filha e as pioneiras do fio a fio

A Laís cresceu vendo a mãe trabalhar. Quando uma amiga chegou de Presidente Prudente com as sobrancelhas feitas fio a fio, uma técnica ainda desconhecida em Dracena, foi Laís quem achou aquilo incrível e convidou a mãe para fazerem o curso juntas. As duas viraram pioneiras da técnica na cidade. Depois vieram mais cursos, mais aparelhos, mais especializações. Laís ficou com a micropigmentação, e Heliete continuou no design.

Para além da sobrancelha, Laís seguiu para a Biomedicina e hoje acumula duas formações que ela quer unir em uma técnica própria, desenvolvida ao longo de um ano de estudo, ainda sem nome, que ela planeja lançar na nova clínica. O botox chegou no começo do ano passado. A próxima novidade já está nos bastidores.

O que a pandemia mudou

Heliete trabalhava seis dias por semana, com sábados tomados por noivas. As filhas, que moravam em Prudente e em Maringá, chegavam no sábado e partiam no domingo, e ela via pouco delas. Quando a pandemia veio, algo virou. Ela decidiu parar com cabelo e maquiagem, doou toda a bancada para Laís e para outras pessoas, e escolheu ficar com o que mais gostava: limpeza de pele e design de sobrancelha. Foram 25 anos de um ritmo que ela reconhece como necessário naquele momento, mas que não queria mais.

Ela conta com honestidade um episódio marcante: em um final de semana, enquanto trabalhava, foi internada com hemorragia intestinal em Maringá. Nenhum familiar pôde estar lá, porque havia noivas no sábado e aquela era uma responsabilidade que ela não podia deixar para outra pessoa. Amigas ficaram com ela no hospital. Esse momento ficou.

A mudança para a nova clínica e a filha que tirou a mãe da zona de conforto

Foram mais de 20 anos no mesmo endereço. Quando Laís decidiu mudar para uma clínica maior, em um prédio com nove salas, ela simplesmente avisou a mãe: ou ela vinha junto, ou ficava. Heliete resistiu um pouco, admite isso. Tinha uma carta de clientes fiéis, o espaço estava funcionando. Mas a filha convenceu, o marido apoiou, e as obras duraram uns seis a oito meses.

O resultado: duas salas completamente diferentes, cada uma com a personalidade de quem trabalha lá. A sala de Heliete é clara, cheia de luz porque ela precisa enxergar cada detalhe. A sala de Laís tem teto diferenciado e iluminação aconchegante, pensada para o momento em que a cliente deita na maca e olha para cima. Quem entra na clínica e ainda não leu o nome na porta já sabe qual é a sala de quem.

Autoestima não é só estética

Ao longo do bate-papo, as duas voltam sempre ao mesmo ponto: o trabalho que elas fazem mexe com algo além da aparência. Heliete tem clientes de 27 anos, pessoas que chegavam antes de a Laís nascer e ainda voltam. Uma delas lembra dos cachinhos da Laís pequeninha e hoje traz o filho também. Esses laços são parte do trabalho tanto quanto a técnica.

Laís conta um caso que não esquece: uma cliente veio fazer remoção de micropigmentação. Tinha uma sobrancelha muito marcada, ficou deprimida, o marido não conseguia mais olhar para ela. Ao final do processo, as duas brindaram com champanhe. "Nasceu outra mulher", disse Heliete. É assim que elas entendem o próprio trabalho: vai além da estética, é saúde mental.

Onde encontrar

Heliete e Laís atendem em Dracena, SP. Acompanhe o trabalho delas no Instagram: @helietecrociolli e @dralaiscrociolli.

Resumo do episódio

Heliete Crociolli iniciou uma carreira em estética há mais de 30 anos a partir de uma conversa casual com uma vizinha manicure, evoluindo de um fundo de quintal para uma clínica profissional. Sua filha Laís, biomédica esteta e micropigmentadora, cresceu dentro do negócio, tornou-se pioneira em técnicas como fio a fio em Dracena e convenceu a mãe a fazer uma mudança significativa para uma nova clínica. Juntas, elas refletem sobre como 30 anos de dedicação, estudo contínuo e ajustes pessoais durante a pandemia moldaram uma dupla que entende seu trabalho como impacto na saúde mental e autoestima, não apenas na aparência.

Principais aprendizados

  • Uma conversa casual com uma vizinha pode disparar uma carreira de três décadas em um setor especializado.
  • A pandemia serviu como ponto de virada para renegociar rotinas insustentáveis, mesmo após 25 anos de dedicação.
  • Filhos que crescem dentro do negócio familiar podem levar a família para inovações e mudanças estruturais importantes.
  • Ser pioneira em uma técnica na região exigiu disposição para viajar, estudar e trazer conhecimento novo para a comunidade.
  • O trabalho em estética e design de sobrancelhas impacta saúde mental e autoestima, indo além da aparência física.

Perguntas respondidas neste episódio

Como começou a carreira de Heliete em estética?

Uma vizinha manicure chamada Bel sugeriu que Heliete começasse a trabalhar com sobrancelha durante uma visita em casa. Heliete conversou com o marido, os dois toparam, e o pai construiu um fundo de quintal para virar salão. Depois ela fez o curso do Senac em Presidente Prudente.

Qual foi a técnica que Heliete e Laís pioneiraram em Dracena?

Quando uma amiga chegou de Presidente Prudente com as sobrancelhas feitas fio a fio, uma técnica ainda desconhecida em Dracena, Laís achou incrível e convidou a mãe para fazerem o curso juntas. As duas viraram pioneiras da técnica na cidade.

O que mudou na rotina de Heliete após a pandemia?

Heliete trabalhava seis dias por semana com sábados dedicados a noivas. Quando a pandemia chegou, ela decidiu parar com cabelo e maquiagem, doou toda a bancada, e escolheu ficar com o que mais gostava: limpeza de pele e design de sobrancelha.

Por que Heliete se mudou para a nova clínica?

Laís decidiu mudar para uma clínica maior em um prédio com nove salas e simplesmente avisou a mãe que ou ela vinha junto, ou ficava. Apesar de resistência inicial, Heliete foi convencida pela filha e pelo apoio do marido.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.