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Loja de bike há 20 anos: como Marcelo Butim abriu a Bike Center Dracena com R$ 2.500, venceu o câncer e virou referência | #034

10 de agosto de 2021 • 3 min de leitura

Este texto vem do episódio #34 do AdamiCast

O que leva alguém a trocar a segurança de um emprego fixo por uma loja de bicicletas aberta com menos de R$ 2.500 no bolso? Para Marcelo Butim, a resposta veio do pai: “Se você não arriscar, vai ser um cara frustrado.” No episódio #034 do AdamiCast, Pedro e Mariana Adame receberam Marcelo e Patrícia Butim, donos da Bike Center Dracena, para uma conversa que mistura paixão por ciclismo, superação de um câncer, empreendedorismo com propósito e 20 anos da Copa BD — o campeonato de mountain bike mais longevo do Estado de São Paulo.

De farmacêutico a dono de bike shop: a história da Bike Center

Marcelo começou a pedalar com 16 anos para competir em provas de mountain bike e triatlo. Trabalhava de branco na farmácia, ia e voltava de bicicleta enquanto os colegas chegavam de moto, e guardava cada real que ganhava. Quando um amigo fechou uma grande loja de bikes em Dracena, Marcelo enxergou a oportunidade. Com R$ 2.500 — dinheiro que poderia ter comprado sua primeira moto — abriu a Bike Center em 2001. Patrícia deixou seu emprego para se dedicar à loja, e em 2007 firmaram a sociedade definitivamente, cada um cobrindo uma frente: Marcelo na mecânica de alta performance, Patrícia na gestão e no atendimento.

Em 2007, no auge da forma como triatleta, Marcelo foi diagnosticado com câncer no estômago. Quase um ano e meio de quimioterapia e radioterapia em Jaú devastou sua resistência física. Os amigos de treino sumiram. Quem ficou foi Patrícia. Ela, que até então andava de bike só nos Jogos Regionais, passou a acompanhar o marido nos trajetos curtos — 5 km para quem costumava fechar 100 km. Foi pedalando juntos, devagar, que o casal forjou um vínculo ainda mais profundo. Marcelo se recuperou, Patrícia evoluiu tecnicamente, e hoje os dois vivem praticamente tudo pelo universo da bike: treinos, viagens, aventuras internacionais. Marcelo já pedalou de Dracena até Florianópolis, cruzou a Cordilheira dos Andes de Buenos Aires a Viña del Mar em 23 dias e dormiu em aldeia indígena na Amazônia.

O que o episódio ensina

O maior diferencial da Bike Center não é o estoque — é o conhecimento de quem vende. Antes de qualquer compra, a equipe mede entrepernas, tronco e altura do cliente e projeta o tamanho ideal: detalhe que a maioria das lojas ignora e que é a diferença entre um cliente que se apaixona pelo ciclismo e um que abandona a bike na garagem. Marcelo ensina também que fazer bem-feito e ser honesto é o melhor cartão de visita em qualquer negócio — e que o empreendedor que usa o que vende conquista uma autoridade que nenhuma propaganda compra.

Tópicos do episódio

  • Como abrir uma loja de bicicletas do zero com pouco capital e muita paixão pelo produto
  • Por que o bike fit e a orientação correta na hora da compra fidelizam o cliente
  • O diagnóstico de câncer no estômago e como o ciclismo ajudou na recuperação a dois
  • Como a pandemia aqueceu (e depois travou) o mercado de ciclismo no Brasil e no mundo
  • A Copa BD: 20 anos consecutivos, 93 cidades representadas por etapa e o único campeonato de mountain bike do Estado de São Paulo com essa longevidade
  • As aventuras de cicloturismo: dos Andes à Amazônia, passando por trilhas históricas em Minas Gerais

Resumo do episódio

Marcelo Butim abriu a Bike Center Dracena em 2001 com R$ 2.500, abandonando a segurança de um emprego na farmácia para empreender no ciclismo. Após vencer um câncer no estômago em 2007, recuperou-se pedalando ao lado de sua esposa Patrícia, consolidando uma loja que se diferencia pelo bike fit personalizado e conhecimento técnico de quem vende. O episódio revela como 20 anos de negócio, paixão pelo produto e propósito transformaram uma pequena loja em referência no interior de São Paulo.

Principais aprendizados

  • O diferencial competitivo vem do conhecimento técnico de quem vende, não apenas do estoque disponível.
  • Medir entreperna, tronco e altura do cliente e indicar o tamanho correto da bicicleta é decisivo para o cliente se apaixonar pelo ciclismo.
  • Fazer bem-feito e ser honesto é o melhor cartão de visita de qualquer negócio.
  • O empreendedor que usa e conhece profundamente o produto que vende conquista autoridade que propaganda não compra.
  • O ciclismo foi instrumento de recuperação física e emocional após o diagnóstico de câncer, fortalecendo o relacionamento do casal.

Perguntas respondidas neste episódio

Como começar uma loja de bicicletas com pouco capital?

É possível começar com menos de R$ 2.500 se houver paixão genuína pelo produto e disposição em trabalhar manualmente. O proprietário precisa dominar a mecânica de alta performance e estar disposto a oferecer serviços que grandes lojas ignoram, como o bike fit personalizado e a orientação técnica detalhada no ponto de venda.

O que é bike fit e por que fideliza clientes?

Bike fit é o processo de medir entreperna, tronco e altura do cliente para projetar o tamanho ideal da bicicleta. A maioria das lojas ignora esse detalhe, que faz a diferença entre um cliente que se apaixona pelo ciclismo e um que abandona a bike na garagem sem usar.

Como o ciclismo ajudou na recuperação de um câncer?

Após o diagnóstico de câncer no estômago em 2007 e quase um ano e meio de quimioterapia e radioterapia, o casal começou a pedalar juntos em trajetos curtos, saindo de 5 km para quem costumava fazer 100 km. Pedalando juntos, devagar, forjaram um vínculo mais profundo enquanto a recuperação física avançava.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.