#154

Lilian Lopes, a representante comercial da Band FM que começou como babá e transformou uma caminhonete verde na marca mais vista de Dracena | AdamiCast #154

13 de setembro de 2022 • 9 min de leitura

Este texto vem do episódio #154 do AdamiCast

Começou como babá na casa do pediatra Dr. Fábio em Dracena, passou a adolescência inteira trabalhando como empregada doméstica, e foi parar na contabilidade da irmã em Junqueirópolis, onde ficou quinze anos. Quando a irmã sugeriu que ela fosse pra Camboriú lavar saquinhos de areia e vender, ela voltou pra região, entrou numa banca lotérica, e descobriu que vender era a profissão que queria pra vida. Lilian Lopes é a representante comercial da Band FM em Dracena, a “loira” que todo mundo reconhece na rua pela caminhonete verde com o nome dela adesivado no vidro, e que conta no AdamiCast #154 a história de como uma moça criada pra servir em casa virou a vendedora que a região conhece pelo nome, e que acha que o limite nunca chega de verdade.

De babá em Dracena a quinze anos na contabilidade da irmã

Lilian é de uma família de cinco irmãos, com um irmão e quatro irmãs, e cresceu em Dracena. O primeiro emprego veio cedo, ainda na adolescência, como babá na casa do Dr. Fábio Lourival Martins e da Neusa Segatto, pediatra conhecido da cidade. O tipo de emprego que naquela época era a primeira porta de entrada pra menina que precisava começar a trabalhar, e a casa do Dr. Fábio foi uma espécie de escola: aprendeu a lidar com gente, com criança, com a pressão de quem não pode errar. Passou depois por outra casa de família, onde também trabalhou como empregada doméstica, até a irmã abrir um escritório de contabilidade em Junqueirópolis, cidade onde a família morava, e chamá-la pra trabalhar no escritório. Quinze anos, contabilidade de papéis, horário de chegar 7h45, e a lição do pai severo: “você é minha filha, mas não é melhor que ninguém, vai pra rua, volta, e não falta um dia.”

A interrupção veio quando uma irmã sugeriu que ela fosse pra Camboriú, em Santa Catarina, tentar a vida sozinha. “Vai pra lá que você lava saquinhos de areia e vende.” A frase era de quem conhece o irmão, e sabia que a adaptabilidade dela era o maior capital. Lilian foi, e voltou com a certeza de que vender era o que queria fazer da vida. Entrou numa banca lotérica em Junqueirópolis, e começou a aprender o ofício que ela hoje trata como filosofia: “quem trabalha com venda nunca, nunca vai ficar desempregado, porque você tem a liberdade de fazer o seu horário, de ser dono do seu tempo, e de fazer resultado aparecer.” A frase soa como manifesto porque, pra ela, é.

A virada: vender como jeito de ver o mundo

O que diferencia a Lilian de outras vendedoras não é a técnica, é a postura. Onde a maioria chega pra empurrar pacote, ela chega pra entender o negócio do cliente. “Eu não vou na empresa só pra vender. Eu vou pra olhar o que tá faltando, o que tá precisando, e trazer uma solução.” O resultado, segundo ela, é que depois de um ano e meio de conversa com a região, o número vem, e o cliente vira parceiro, e o parceiro vira amigo, e o amigo vira o tipo de relação que sustenta o negócio por anos. A equipe da Band FM em Dracena, Fred, Reginaldo, Van, Letícia, Daiane, Talinhos Ortega, Sida, Leandro, confia nela porque ela mostra número, não porque é cobrada. “Um dia eu falei pro Fred: não fica me cobrando, eu mostro o resultado. E quando a pessoa mostra número, não tem por que ficar em cima.”

O horário da Lilian não cabe em jornada CLT. É comum ela estar às oito, nove da noite indo numa empresa deixar pastinha com proposta debaixo da porta, deixar cartão de visita, mandar mensagem perguntando se pode passar no dia seguinte. “É 24 horas que eu amo, é Band FM 24 horas.” A frase parece exagero de vendedora empolgada, mas é a tradução honesta de quem trata o trabalho de representação comercial como se fosse negócio próprio, com a liberdade e a pressão que isso traz. A mídia que ela vende, a rádio com 80 afiliadas no país, tem a marca, mas o resultado de cada mês é dela, e isso muda completamente a forma como ela se comporta com cliente, concorrência, e tempo.

A Band FM e a caminhonete verde que virou marca

O símbolo mais visível da Lilian não é o sorriso, é a caminhonete. A Band FM de Dracena tem uma caminhonete verde personalizada com o nome dela e da emissora, e o carro é tão presente na região que as pessoas vêem de longe e já sabem: “é a Lilian.” A ideia do carro adesivado veio dela própria, num episódio que ela conta com humor: o Fred, gerente da emissora, perguntou se ela preferia manter a cor anterior ou trocar, e ela respondeu sem pensar: “Quero verdão, chega de visitar gente de carro pequeno, eu quero que vejam de longe que a Lilian chegou.” O investimento foi da ordem de cem mil reais, e ela justifica o gasto com a mesma lógica de sempre: “quando a pessoa olha a caminhonete, a marca é a empresa que eu amo, e a minha identidade tá lá junto.”

A escala da Band FM ajuda a explicar a diferença. São oitenta afiliadas no Brasil, e a emissora ocupa um espaço de comunicação local que não é concorrência de TV nem de digital, é o veículo que o comerciante da região ouve no carro a caminho da loja. A Lilian não vende pacote de trinta segundos, vende resultado, e o resultado é o cliente entrando na loja. A história que ela conta do pedreiro que catava papelão e a quem ela deu um prato de comida, e que hoje “trabalha e ganha muito mais que isso”, virou uma das histórias de efeito que ela usa pra lembrar por que o trabalho de comunicação existe: não é só veicular marca, é mexer com a vida real de quem está do outro lado do microfone.

A loira que reconhece cliente na rua, e a relação que vai além do comercial

A parte que mais emocionou a conversa, e a que justifica a escolha do título “loira” que todo mundo usa, é a lógica de relação que a Lilian construiu. A frase que ela repete como mantra, e que surgiu do curso de desenvolvimento pessoal que ela fez em São Paulo, é direta: “o limite não chegou ao fim, ele vem.” A aplicação prática está em como ela trata cada cliente, parceiro, e estranho. Um exemplo citado por ela, que ficou na conversa: uma gerente de banco que sabia o nome do cliente que não se achava importante o suficiente pra ser chamado, e que, quando foi atendido por ela na pandemia, começou a chorar. “Ninguém nunca olhou pra mim, e você sabe o meu nome.” A reação da Lilian foi de quem sabe que esse é o trabalho de comunicação real: tratar gente como gente, antes de qualquer contrato.

O resultado disso, em trinta anos de carreira comercial, é o tipo de relação que faz o marido dela, descrito pela própria Lilian como “cara fechada, parece bravo mas é bravo de preocupada”, ser o contraponto da própria energia dela, e que completa a história. A filha Camila, que é assessora e professora, é a terceira peça do quebra-cabeça, e aparece na conversa com a leveza de quem sabe que a mãe é pública. A frase final que a Lilian escolhe pra resumir a postura é simples, e é o que aparece no detalhe do dia a dia: “eu nunca vou esquecer o que a minha mãe me ensinou, que é o que eu tento passar pra todo mundo. Você trata bem, você fala bem, e o resto vem.” Não é frase de efeito, é o código de quem vende há trinta anos sem queimar cliente.

Onde encontrar Lilian Lopes

A Band FM de Dracena atende a região com sessenta e seis anos de história, e a Lilian Lopes é a representante comercial que toca o contato direto com os empresários e comerciantes da região. Para acompanhar a rotina, os bastidores e as lives de negócio, siga @lilianlopesbandfm. A conversa com o AdamiCast é o tipo de história que mostra o que acontece quando uma profissional comercial decide que vender não é empurrar pacote, e quando a marca pessoal é construída na relação, e não no contrato.

Resumo do episódio

Lilian Lopes começou como babá e empregada doméstica, passou 15 anos na contabilidade da irmã, descobriu a profissão de vendedora em Camboriú e hoje é a representante comercial da Band FM em Dracena, conhecida pela caminhonete verde adesivada com seu nome. A conversa revela como ela transformou a venda de um exercício de empurrar pacotes em uma filosofia de entender o negócio do cliente, construir parcerias duradouras e tratar gente como gente antes de qualquer contrato, consolidando uma marca pessoal que a região reconhece pelo nome.

Principais aprendizados

  • Quem trabalha com venda tem liberdade de fazer seu horário, ser dono do seu tempo e fazer resultado aparecer, garantindo que nunca ficará desempregado.
  • A diferença entre vendedoras não está na técnica, mas na postura de entender o negócio do cliente e trazer solução em vez de apenas empurrar pacote.
  • O cliente que começa como parceiro se torna amigo, e essa relação de amizade é o que sustenta o negócio por anos.
  • A marca pessoal é construída na presença constante e na identidade visual consistente, como a caminhonete verde que virou símbolo na região.
  • O trabalho de comunicação real consiste em tratar gente como gente, reconhecendo sua importância, antes de qualquer contrato ou interesse comercial.

Perguntas respondidas neste episódio

Como começar uma carreira em vendas sem experiência prévia?

A experiência em vendas pode vir após trabalhos anteriores que ensinem a lidar com pessoas e pressão. O primeiro passo é entrar num negócio onde se venda algo, como uma banca lotérica, para aprender o ofício na prática e descobrir se vender é realmente o que se quer fazer da vida.

Qual é a diferença entre vender e apenas entregar pacotes?

A diferença está em chegar na empresa não só para vender, mas para olhar o que está faltando e o que está precisando, trazendo uma solução. Esse método faz com que o cliente se torne parceiro, depois amigo, gerando relação que sustenta o negócio por anos.

Quanto investimento é necessário para criar uma marca pessoal visível?

O investimento em marca pessoal pode ser significativo, como uma caminhonete personalizada com nome e logo da empresa, que pode custar cem mil reais. O gasto é justificado quando a identidade pessoal fica vinculada à marca profissional, deixando-a reconhecível na região.

Por que manter relações pessoais com clientes é importante na venda?

Reconhecer o nome do cliente e tratar cada pessoa como alguém importante, especialmente aqueles que não se acham merecedores de atenção, muda completamente a relação. Esse tipo de atenção emocional transforma clientes em parceiros leais que voltam ao longo dos anos.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.