Leandro Tadeu chegou pela primeira vez ao AdamiCast ainda nos primeiros episódios do podcast, quando Pedro e Mariana mal tinham perdido a timidez de falar para uma câmera. Um ano e meio depois, ele voltou para um papo mais maduro: sobre os 17 anos que completou no Grupo Proeste Chevrolet, sobre liderança e, principalmente, sobre o que significa ser líder de si mesmo antes de liderar qualquer equipe.
Dezessete anos e um mercado que não para de mudar
Diretor executivo do Grupo Proeste, Leandro entrou no setor automotivo em um momento em que o Brasil ainda falava de quatro grandes marcas: Chevrolet, Fiat, Volkswagen e Ford. Duas décadas depois, ele viu a Ford sair do mercado nacional e assistiu, de perto, a uma transformação que classifica como mais rápida do que qualquer outra que a indústria já tinha vivido.
Para ele, a pandemia acelerou um processo que já estava em curso: o acesso à informação, as redes sociais e a tecnologia mudaram a velocidade com que as pessoas descobrem, comparam e compram. E o próprio comportamento do consumidor mudou junto. As gerações mais novas, segundo Leandro, já não têm o mesmo apego pela posse de um carro que os pais e avós tinham. O que importa agora é a mobilidade, não a chave no bolso.
Começar do zero e crescer no próprio quintal
Leandro começou como consultor de vendas, virou gerente de usados, depois gerente de concessionária, e em 2020 assumiu a diretoria executiva do grupo. Ele credita boa parte do que aprendeu a uma frase do próprio patrão: “os melhores cresceram no fundo do meu quintal”. Hoje mais de 30 funcionários do grupo têm acima de 15 anos de casa, um número que ele usa para provar que a Proeste realmente entrega plano de carreira.
Ele contou histórias de colegas que começaram lavando carro e hoje são gerentes, de mulheres que entraram como recepcionistas e hoje administram concessionárias inteiras. Para Leandro, colocar mulheres em posições de liderança nunca foi discurso: é prática recorrente dentro do grupo, e ele destaca que elas entregam resultado igual ou superior aos homens, ganhando o mesmo.
A lição sobre empatia que ele não esperava receber
Durante uma mentoria que criou para cerca de 70 pessoas da empresa, Leandro pediu que cada participante perguntasse a colegas e familiares quais qualidades enxergavam neles e o que gostariam de ver melhorar. A resposta que ele recebeu de duas pessoas foi que precisava desenvolver mais empatia. Para alguém que sempre acreditou ter essa habilidade, foi um golpe duro de engolir, mas que o levou a estudar o tema a fundo.
Chegou à conclusão de que empatia de verdade não é apenas se colocar no lugar do outro, mas se colocar na condição do outro, entendendo que a experiência de cada pessoa é única. E que, muitas vezes, ajudar de verdade significa perguntar o que a outra pessoa realmente precisa, em vez de oferecer aquilo que a gente acha que deveria oferecer.
Autoconhecimento, autocontrole e automotivação
O nome do módulo de mentoria que ele conduz, Líder de Si, resume a base da conversa: antes de liderar qualquer equipe, é preciso reconhecer os próprios sentimentos, saber controlar a resposta que se dá a eles e entender o que motiva a si mesmo. Leandro citou o conceito de inteligência emocional de Daniel Goleman para explicar por que, no fim das contas, contratamos pessoas pelas respostas certas, mas demitimos pelo comportamento errado.
Ele também falou sobre a diferença entre desejo, sonho e delírio, e como pequenos hábitos, os chamados mini hábitos, são o caminho real para transformar uma intenção em rotina, sem a frustração de metas grandes demais para sustentar.
Legado, família e o carro como memória afetiva
A conversa passou por assuntos mais pessoais: o carro como objeto de memória afetiva, ligado à lembrança do pai, do avô, de uma época. Leandro falou sobre a rotina com a esposa, sobre os nove anos de casamento completados naquela semana, e sobre como equilibrar diretoria de três concessionárias e vida pessoal só foi possível quando aprendeu, de fato, a delegar.
Encerrou o papo com uma reflexão sobre legado, inspirada na pergunta de Mário Sérgio Cortella: se você não existisse, que falta faria? Para Leandro, a resposta passa por projetos como o Gato de Rua, campanha social que o grupo tocou em Adamantina e que arrecadou recursos suficientes para triplicar a meta inicial de castrações de animais, e pelo propósito que ele tenta entregar a cada pessoa que passa pela empresa.
Onde encontrar
Instagram do convidado: @leandrotadeualvesdasilva
Grupo Proeste: @proeste.adamatina, @proeste.tupa, @proeste.dracena, @proeste_piraju, @proestelencois, @proeste_chevroletbtu, @proeste_saomanuel, @proeste_avare
Resumo do episódio
Leandro Tadeu, diretor executivo do Grupo Proeste Chevrolet, retorna ao AdamiCast para discutir seus 17 anos no setor automotivo, a transformação acelerada do mercado e sua filosofia de liderança. O episódio aborda como começar do zero e crescer dentro de uma organização, a importância da empatia verdadeira e do autoconhecimento, e como ser líder de si mesmo antes de liderar equipes, temas que formam a base de seu módulo de mentoria.
Principais aprendizados
- A pandemia acelerou mudanças no comportamento do consumidor, que agora valoriza mobilidade sobre a posse do carro, transformando como o setor automotivo opera.
- Empatia genuína significa se colocar na condição do outro e entender que a experiência de cada pessoa é única, não apenas oferecer aquilo que se acha que deveria oferecer.
- Pequenos hábitos, chamados mini hábitos, são o caminho real para transformar uma intenção em rotina, sem a frustração de metas grandes demais.
- Inteligência emocional explica por que contratamos pessoas pelas respostas certas, mas demitimos pelo comportamento errado.
- Plano de carreira efetivo é demonstrado pela prática, com mais de 30 funcionários do grupo tendo acima de 15 anos de casa e histórias de crescimento desde posições iniciais.
Perguntas respondidas neste episódio
Como começar uma carreira sem experiência?
É possível começar em posições operacionais como consultor de vendas, gerente de usados ou lavador de carro, crescendo internamente conforme se desenvolve. Dentro de uma organização com plano de carreira estruturado, o crescimento segue para funções de gerência e liderança.
Por que as mulheres não ocupam posições de liderança?
Não há razão para isso. Mulheres em posições de liderança entregam resultado igual ou superior aos homens e devem ganhar o mesmo. Colocar mulheres em posições de liderança é prática e não apenas discurso.
O que é ser líder de si mesmo?
É reconhecer os próprios sentimentos, saber controlar a resposta que se dá a eles e entender o que motiva a si mesmo. Esse autoconhecimento, autocontrole e automotivação formam a base antes de liderar qualquer equipe.
Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.