Juliana Harumi Raffa, conhecida como Sushiwoman e à frente da Juuh Sushi, contou no AdamiCast como uma promessa feita a um tio virou uma trajetória de quase oito anos que passou pela feira livre de Dracena, cursos oficiais no Japão e, mais recentemente, uma loja própria.
Do Japão à feira de Dracena
Filha de comerciantes, Juliana se mudou para o Japão aos 15 anos com a família, onde os pais se conheceram e trabalharam por quase uma década. Quando voltaram ao Brasil, assumiram a barraca de feira que pertencia aos padrinhos dela, também Comerciantes há anos em Dracena, dando sequência a um negócio que já vendia yakisoba, espetos e lanche grego muito antes do sushi entrar no cardápio.
Um pedido que virou vocação
A virada veio quando um tio alertou que, se ninguém da família aprendesse a fazer sushi, a receita se perderia com o tempo. Foi assim que a tia de Juliana, já idosa e praticamente surda, passou a receita do arroz temperado numa tarde de domingo, na casa da família. Juliana ainda cursava faculdade de farmácia na época e preparava bandejas de sushi nas horas vagas, primeiro para amigos, depois para encomendas cada vez maiores.
Da bandeja para amigos ao maior casamento
O crescimento foi gradual: dos pacotinhos vendidos na faculdade às primeiras encomendas para festas, até chegar a um casamento com quase três mil peças, um dos maiores eventos que já atendeu. Ao longo do caminho, Juliana também investiu em formação, incluindo um curso presencial com um embaixador japonês do sushi, que incluiu prova de proficiência e reforçou a importância do manuseio correto do peixe e da higiene, muito além da simples montagem dos pratos.
Reinvenção durante a pandemia
Com a pandemia, Juliana precisou se reinventar: colocou um trailer em frente à casa dos pais e apostou nas redes sociais para manter as encomendas, já que trabalhava havia anos com delivery e não sentiu o impacto da forma como outros restaurantes sentiram. O crescimento das encomendas eventualmente exigiu um espaço próprio, e assim nasceu a loja no bairro São Cristóvão, pensada inicialmente para ampliar a cozinha e hoje também usada para atendimento no local.
Colegas, não concorrentes
Juliana destacou que não enxerga outros profissionais de sushi como concorrência, mas como colegas de profissão que compartilham as mesmas dificuldades do dia a dia, desde a variação no preço do peixe até a logística de eventos. Depois de quase oito anos de trajetória, ela também revelou planos de aprender a compartilhar mais dos bastidores da produção nas redes sociais, apesar da timidez, e de expandir o cardápio com novidades para o fim de ano.
Onde encontrar
Instagram da convidada: @juuhsushi
Resumo do episódio
Juliana Harumi Raffa, conhecida como Sushiwoman, construiu uma trajetória de quase oito anos na produção de sushi em Dracena, começando com uma receita familiar passada pela tia e evoluindo de vendas em feira livre para uma loja própria no bairro São Cristóvão. O episódio conta como ela equilibrou a faculdade de farmácia com encomendas crescentes, investiu em formação com embaixadores do sushi, reinventou o negócio durante a pandemia com trailer e redes sociais, e hoje planeja expandir o cardápio e compartilhar mais dos bastidores nas plataformas digitais.
Principais aprendizados
- A transmissão familiar de receitas pode ser o ponto de partida para um negócio viável quando há alguém disposto a preservar e desenvolvê-la.
- Cursos presenciais com profissionais qualificados agregam conhecimento sobre manuseio correto do peixe e higiene, fundamentais além da simples montagem.
- O crescimento gradual de um negócio de sushi pode partir de pequenas encomendas entre amigos até casamentos com milhares de peças.
- Adaptação em tempos de crise, como usar trailer e redes sociais, pode manter a demanda quando o modelo tradicional sofre impacto.
- Ver outros profissionais como colegas que enfrentam desafios comuns reduz a pressão competitiva e favorece o relacionamento no segmento.
Perguntas respondidas neste episódio
Como Juliana aprendeu a fazer sushi?
A receita do arroz temperado foi transmitida pela tia idosa de Juliana, numa tarde de domingo na casa da família. Posteriormente, ela investiu em formação através de um curso presencial com um embaixador japonês do sushi, que incluiu prova de proficiência e ensino sobre manuseio correto do peixe e higiene.
Como o negócio de sushi começou na feira de Dracena?
A história iniciou quando um tio alertou que, se ninguém da família aprendesse a fazer sushi, a receita se perderia. A tia de Juliana ensinou o preparo, e ela começou produzindo bandejas nas horas vagas enquanto cursava farmácia, vendendo primeiro para amigos e depois para encomendas cada vez maiores.
Como a pandemia impactou o negócio de Juuh Sushi?
Durante a pandemia, Juliana colocou um trailer em frente à casa dos pais e apostou nas redes sociais para manter as encomendas. Como já trabalhava com delivery há anos, não sentiu o impacto da forma como outros restaurantes sentiram, e o crescimento das encomendas eventualmente exigiu um espaço próprio.
Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.