No episódio #269 do AdamiCast, em 27 de novembro de 2023, o Juliano Baravelli Vicente (@centermodasdracena e @julianobaravelli), empresário e 3ª geração do comércio de Dracena, dono da Center Modas, contou a história que começa com o avô vindo pra Dracena como barbeiro (e o irmão mais velho da mãe convencendo o avô a fechar a barbearia e abrir uma sapataria, que virou fábrica de sapato, e a mãe feirante cortando flor pra enfeitar as sandálias), e da Center Modas fundada em 1981 (ele tinha 2 anos, é a 3ª geração), e da infância trabalhando na loja dos pais nas férias (era obrigatório, todo mundo ia pro clube e ele ia pra loja), e da faculdade de Publicidade e Propaganda em São Paulo (ficou 1 ano, sentiu falta da família e transferiu), e da 1ª loja multimarcas que ele comprou em 1998 com 18/19 anos (a Carpedinho, ficou 9 anos até 2007), e do 1º desfile que ele fez em 1999 no XTC (com o Daniel Edá produzindo, calça larga, moda clubber, causou na cidade inteira), e dos showrooms e semanas de moda que ele acompanhou de perto (fito eras, depois Morumbi Fashion, depois SPFW), e da mudança pra Center Modas em 2007 pra assumir a loja dos pais, e do trabalho com a irmã e com a mãe (3ª geração, 3 pessoas), e da paixão por vitrinismo e visual merchandising, e da decisão de nichar em 2018 (só feminino, mulher adulta, perfil mais tradicional), e da vitrine de Natal 2018 com balões que fez a 1ª cliente perguntar se era carnaval (mandou foto pra Juliane Machado da VMS, viralizou, saiu no Jornal do Comércio, universidade de moda do Sul usou em aula), e das flores de papel gigante de 2023 (inspiradas em flor de bem-casado, tutorial virou referência na região), e do comportamento do consumidor hoje (pós-pandemia, brilho/luxo/excesso como pós-pós-guerra, autorrealização, elementos naturais, linho voltou com força), e do fast fashion x qualidade (Shein, Forever 21, padrão métrico de roupa que o Brasil não tem, couro sintético que evoluiu, salto alto que caiu, tênis que voltou, ortopédico que ficou bonito), e do calendário de moda invertido (compra inverno em novembro pra chegar em abril, coleção a cada 2 meses em vez de 6), e da indústria calçadista brasileira que é referência mundial (70% gringo nas feiras de SP, maior feira agora é em Gramado), e do filho de 9 anos que já entende inglês cantando (escola desde pequeno, pronúncia perfeita, quer entrar na bateria), e do filho de 18 anos que não gosta de marca estampada (visionário, à frente do tempo), e da mãe (do Sandro/Pedro) que foi cupido (conhecia os dois da faculdade, fez a Mariana ir buscar material na empresa), e da Carol Bass e da Malu Perini que vendem lifestyle, e da frase dele: não dá pra abraçar o mundo, senão você não atende ninguém.
Do avô barbeiro que veio pra Dracena e abriu sapataria com o irmão da mãe (que virou fábrica), da mãe feirante cortando flor pra enfeitar sandália, da Center Modas fundada em 1981 (ele tinha 2 anos), e da infância trabalhando na loja dos pais nas férias
O Juliano é a 3ª geração do comércio em Dracena, e segundo ele, “a Center Modas,presa surgiu com meu avô, eu já sou a terceira geração, meu avô ele era inicialmente ele quando ele veio pra Dracena quando Dracena nasceu, ele veio pra ser barbeiro, ele tinha uma barbearia na Vila Barros, e o irmão mais velho da minha mãe ele foi tipo ficou adolescente foi trabalhar numa sapataria aqui de Dracena na época e fazer conserto de sapato e tudo mais, ele acabou convencendo meu avô a fechar a barbearia e abrir uma sapataria, porque ele tava na área já, tinha uma certa experiência, e meu vô sempre foi muito visionário, ele sempre foi do tipo que é ele falava assim, ele era empreendedor nato, apesar de não ter estudo, era empreendedor nato, e ele topou, e começaram fazendo conserto de sapato, do conserto de sapato acabaram começando a produzir sapato, aí virou uma fábrica de sapato, até então isso a minha mãe era pequena, aí ela ainda costuma falar que ela ficava cortando flor pra pôr porque eles faziam botina, sapatão e rasteirinha, sandália, e a minha mãe fala que quando ela era criança, tipo adolescente, ela ficava cortando flor pra poder enfeitar as esteiras, que era tudo muito manual, e eles vendiam aqui no comércio e vendiam na feira, minha mãe foi feirante, ela ia pra feira pra eles venderem, e meu vô era do tipo assim, até hoje eu conversando com ela, falei assim, me conta alguma coisa que eu não lembro, e ela falou, teu vovô era do tipo assim, disse que uma vez chegou um caminhão de louça em Dracena, ele arrematou o caminhão de louça e foi vendendo na feira, ele achou assim que tinha visão mesmo de comerciante, e os filhos sempre junto participando, aí minha mãe casou, meu pai foi trabalhar junto com a empresa, eles acabaram montando a Center Modas em 1981, eu tinha dois anos quando a Center Modas surge, caramba, e é né, nasci praticamente, e a sapataria e tudo mais, tinha uma outra loja, mas assim a Center Modas ela nasce em 1981 eu com 2 anos de idade, e estamos aí há 42 anos, e a questão da moda sempre teve presente porque eles fabricavam um sapato, e da fabricação passa a ser, eles viram a oportunidade, Dracena tava começando a nascer, era uma cidade que tinha pouquíssimos anos, então assim não tinham lojas, e os anos 80 tava fervendo a economia em volta, e a sua mãe que teve a visão de abrir a loja, eles os irmãos já estavam começando a montar as lojas, e ela e meu pai resolvem montar a Center Modas, e era a princípio só sapatos, de início a loja já era armarinho, vendia sapato, roupa, bolsa, de tudo que precisava, e essa é a primeira loja, essa loja é ali na Princesa Isabel onde hoje é a Cowboy Forever, aí muda pra Roosevelt, a primeira é onde ela é hoje, e a primeira acho que tem a foto da fachada”, e o Juliano cresceu dentro da loja, e segundo ele, “assim trabalhei a vida inteira nas férias, ia fazer pacotes, isso era obrigatório, saiu de férias já tinha o cargo lá, era meu posto, naquela época ainda se embrulhava no papel toda aquela, todo mundo vai pra praia, ele vai pra loja, não mais ou menos isso, o pessoal ia pro clube, eu ia pra loja, os amigos iam, nós estamos no clube, eu tô trabalhando, mas assim fez parte, acho que foi muito bom, dá uma bagagem bacana, eu não me arrependo de ter passado por isso, trabalhar é gostoso, e então assim já vivi dentro da loja, toda minha adolescência, voltei pra Dracena aí procurando alguma coisa para fazer, ainda tava na faculdade, e comprei a loja que foi a Carpedinho, com 18 anos novinho, 18 pra 19 anos, foi uma enfrentar sozinho uma loja com a cidade tal, muita inexperiência, apesar de ter vivido dentro, eu não tinha experiência em administração, em gestão e tudo mais, então assim fiz muita coisa errada, muita cagada, mas por outro lado eu acho que foi um período muito bacana da minha vida, era final dos anos 90, então assim a moda tava começando a efervescer, a moda brasileira tava começando a ganhar uma cara, e aí eu tava participando de tudo isso, foi muito bacana, eu tava dentro do que era uma multimarcas, então eu tava assim dentro dos showrooms vendo tudo acontecer, semana de moda começando, tipo nem existia São Paulo Fashion Week ainda, vinham os fito eras fashion, que depois deu Morumbi Fashion, São Paulo Fashion Week, e eu tava participando de tudo isso, foi uma coisa muito bacana, e é pra onde eu cheguei hoje, ter esse conhecimento, ter esse know-how do que é o negócio da moda, acho que poder ver essa revolução que aconteceu, participar, te ajuda muito nos dias de hoje”.
Da faculdade de Publicidade em São Paulo (1 ano, sentiu falta e transferiu), da 1ª loja Carpedinho comprada com 18 anos em 1998, e do 1º desfile clubber no XTC em 99 com Daniel Edá produzindo (calça larga, causou em Dracena)
O Juliano tentou seguir Publicidade e Propaganda em São Paulo, mas voltou, e segundo ele, “quando eu fiz 17 anos eu fui pra São Paulo fazer faculdade, minha formação é em Publicidade e Propaganda, coitado, mas exerci muito pouco, sorte na área de Publicidade, por isso tá parecendo novinha, só que assim eu sempre fui muito ligado em família, muito apegado à minha família, então foi até difícil, fiquei dois anos em São Paulo e não consegui ficar, não consegui ter essa distância, vim uma vez por mês, e acabei não conseguindo ficar lá, transferi minha faculdade aqui pro interior, e aí tinha 18 pra 19 anos, e aí eu comprei a minha primeira loja porque eu tava aqui em Dracena e já tinha essa experiência de família em loja, e sempre gostei disso, e eu fiz especialização em marketing com voltado pro varejo, mas assim uma coisa que me despertou uma paixão foi história da moda, aí eu comecei a estudar isso, porque não é só vender, você tem que saber o que você vende, se você é um médico você vai estudar pra sua profissão, se você é um advogado você vai estudar pra sua profissão, e por que não o comerciante, se você não sabe o que você vende, se você entende o que você vende, você vende melhor também, você acaba tendo referência, você acaba sendo uma referência para aquilo, tanto que é personal stylist, a moda adora pegar nomes em inglês, mas você já tava no marketing a galera adora também falar tudo em inglês”, e a 1ª loja dele foi a Carpedinho, e segundo ele, “a Carpedinho era uma loja multimarcas, eu tava dentro dos showrooms vendo tudo acontecer, e aí surgiu uma outra paixão que foi a história da moda, e aí eu comecei a estudar isso, e era final dos anos 90, e eu comprei a loja, 98, foram 9 anos, aí depois continuou com a mesma mulher que ela continuou na loja e eu fui pra Center, e aí eu fiquei, estou na Center praticamente desde essa época, desde 2007, na época meus pais estavam precisando de alguém que assumisse a loja, e já estavam um bom tempo na trajetória, então aí eu acabei indo indo pra loja, tava com toda essa bagagem de cuidar realmente de uma loja, de já estava com muito mais experiência, e apesar de que eu cheguei na Center, a Center era uma loja que já existia há muitos anos, ela já tinha uma cultura, e eu chego causando querendo causar, e aí como os sócios da época acho que eles me odeiam assim, sabe, que estragou a loja, não apesar de que eu sou amigo de todos eles, tem uma afetividade por todo mundo, ótimo relacionamento por todo mundo que passou na loja, mas nesse período eu lembro que as funcionárias arrepiavam, porque é, e eu sempre fui assim, outra além da moda que caminha junto isso foi o visual merchandising, o vitrinismo, e eu queria mudar tudo, e a todo momento eu era muito novo ainda, o gás tava a assim sabe, aquela coisa que chegava na loja 6 da manhã, trabalhava até às 11 da noite, mexendo, e às vezes trocava as meninas adoravam porque trocava uma prateleira, tipo agora tô não gostei, vamos mudar de novo, sério, elas amavam, e reformava a loja tipo assim, e assim era uma loja que já vinha de uma cultura, tinha algo estabelecido, então aí vamos entrar na Center Modas”, e o 1º desfile dele em 1999 causou na cidade, e segundo ele, “logo que eu peguei a loja, poucos meses depois eu fiz a gente fez um desfile lá no XTC, o Daniel Edá que é daqui de Dracena, ele tava também no começo da carreira, ele que veio produzir esse desfile, ele tava bem no começo da carreira, tava na Vogue, e foi assim um marco, porque estavam todos acostumados com essa moda, e de repente a gente trazia o cenário clubber, totalmente diferente do que acontecia na cidade, causou, na cidade tava tudo começando a acontecer, as cidades maiores só se falava na moda clubber, e aí a gente trouxe calças largas, uma roupa mais tal, então assim esse desfile pra mim foi muito marcante, foi se eu não me engano em 99, começo de 99, isso porque foi tipo uma ruptura do até o formato do desfile, eu lembro que na época foi criticado porque falavam nossa, mas porque você tava acostumado com mil pivôs e tudo mais, e de repente foi um filhote super cool com as modelos seguindo bem tendência de passarela, e então assim trazer uma coisa que estavam fazendo realmente, isso a gente fez uma coisa muito moderna, e aí eu acho que nesse período tudo começa a surgir pra mim, eu começo a criar minha identidade, ficar mais apaixonado pelo que eu tava fazendo ali, e aí eu fiquei na loja Carpedinho até 2007 que aí depois eu fui pra Center Modas, e foram anos incríveis, de descoberta mesmo, muita experimentação, muita inovação”.
Da mudança pra Center Modas em 2007 pra assumir a loja dos pais, do trabalho com a irmã e com a mãe (3ª geração na loja), e da paixão por vitrinismo e visual merchandising que virou marca registrada
Em 2007, o Juliano assumiu a Center Modas dos pais, e segundo ele, “em 2007 na época meus pais estavam precisando de alguém que assumisse a loja, e já estavam um bom tempo na trajetória, então aí eu acabei indo pra loja, tava com toda essa bagagem de cuidar realmente de uma loja, e apesar de que eu cheguei na Center, a Center era uma loja que já existia há muitos anos, ela já tinha uma cultura, e eu chego causando querendo causar, e aí como os sócios da época acho que eles me odeiam assim, sabe, que estragou a loja, não apesar de que eu sou amigo de todos eles, tem uma afetividade por todo mundo, ótimo relacionamento por todo mundo que passou na loja, mas nesse período eu lembro que as funcionárias arrepiavam, e eu sempre fui assim, outra além da moda que caminha junto isso foi o visual merchandising, o vitrinismo, e eu queria mudar tudo, e a todo momento eu era muito novo ainda, o gás tava a assim, aquela coisa que chegava na loja 6 da manhã, trabalhava até às 11 da noite, mexendo, e às vezes trocava as meninas adoravam porque trocava uma prateleira, tipo agora tô não gostei, vamos mudar de novo, sério, elas amavam, e reformava a loja tipo assim, e era uma loja que já vinha de uma cultura, tinha algo estabelecido”, e a 3ª geração hoje está dentro da loja, e segundo ele, “sou eu minha mãe e minha irmã, que hoje nos três estamos na loja, é filh, eu e meu filho depois a gente vai entrar no assunto dele, e o trabalho com a irmã é caso de amor e ódio, segundo ele, “olha, é um caso de amor e ódio, a minha irmã, ela até falou assim, a pessoa que você mais briga nesse mundo é ela, com certeza, tá do lado, não tem como, é um caso assim, porque a gente além de trabalhar junto, a gente é muito amigo, então a gente tá junto nas baladas, na balada a gente tá junto no trabalho, então é praticamente a vida toda assim, é junto, então que tá do lado da loja ali, por uns momentos bons e ruins, e a família é aquela coisa, você tem uma liberdade maior, então assim você acaba tipo e quando vocês saem em barzinho vocês se pegam falando de trabalho, acontece, mas assim tentam se policiar, a gente tenta se policiar também, trabalha o dia inteiro, a gente tenta se policiar até porque tá com mais gente e tal, então assim é fica chato ficar falando, mas acontece, falar que não acontece, aconteceu isso hoje tal tal, então assim a gente tipo, você viu, você lembra, tal, então acaba entrando um pouco nesse assunto dia inteiro do lado, não tem como, a gente trabalha assim junto mas separado, que cada um no seu computador, mas às vezes você tá do nada conversando, a galera tá otária assim né, é porque às vezes a pessoa lembra que tinha que, ah lembro, você fala, e aí todas essas mudanças que você foi fazendo na loja foi bem aceita pelos seus pais ou não, porque tem um choque de geração aí, olha assim eu nunca tive objeção em nenhum momento, eles tiveram objeção só que a adaptação é difícil, então assim você chegar e, a minha mãe é a pessoa mais fácil nessa questão, ela sempre foi muito aberta, apesar dela tá no comércio há muito tempo, ela é muito aberta à novidade, ela tem os receios dela, é as manias dela tal, mas assim com equipe é muito difícil porque é aquela coisa, você tá acostumado a trabalhar de uma maneira e de repente você chega e fala não vamos mudar, o pessoal assusta, o novo sempre assusta, a gente é muito receosos com o novo, assim então ser ser humano, sempre que você traz uma proposta nova em qualquer coisa que seja, você acaba tendo objeções”.
Da decisão de nichar em 2018 (só feminino, mulher adulta, perfil tradicional), da vitrine de Natal 2018 com balões que viralizou no Brasil, e das flores de papel gigante de 2023 que viraram referência
Em 2018 o Juliano parou de trabalhar com masculino e focou só em feminino, e segundo ele, “até 2018 eu trabalhava com masculino e feminino na loja, esse ano eu passei a trabalhar só com feminino, eu parei de trabalhar com masculino, então eu falei assim, eu precisava de uma coisa que fosse extremamente feminina, que desse essa identidade pra loja, agora a gente só é pra mulher, e assim foi a hora que eu vi, eu falei assim não é o que eu quero fazer, é o que eu quero criar, e das suas vitrines essa que mais causou, e essa causou, e assim a vitrine do ano passado de Natal ela foi super repercutiu, esse ano eu criei uma vitrine no começo do ano com flores de papel, eu não sei quantas pessoas foram na loja pra pedir pra eu ensinar a fazer as flores, todas as empresas de coração de festa aqui, se de Irapuru for, ah quem fez essas flores, pronto, ele já tem que gravar um reels falando como que fazer as flores, e na época eu falei assim, ah eu vou fazer um vídeo, um tutorial ensinando a fazer isso, e assim foi uma coisa, mas de onde você pegou, qual é o molde, falei não tenho, não tenho, porque na verdade assim era uma flor que eu peguei de uma flor de bem-casado, gostei dessa flor, eu quero reproduzir ela no tamanho gigante, e eu fui fazendo, e botei toda a minha equipe pra fazer, todo mundo mexendo e cortando, e foi uma coisa que”, e a vitrine de Natal 2018 é a história mais marcante dele, e segundo ele, “essa foi 2018, Natal de 2018, ia ser virada, eu tinha visto essa vitrine, eu não lembro se foi Bergdorf, uma uma loja Sax não, assim inspiração né, tinha tido a inspiração tal, e falei nossa eu quero fazer essa vitrine, fiz, quando ficou pronta achei o máximo, minha realização, achei lindo, ficou lindo, falei assim nossa, sou, acabou, comade cara, isso tipo assim eu e minha irmã a gente trabalhou no fim de semana vitrine, fazendo, tudo isso foi um trabalho do caramba, mas assim chegamos a um resultado final e eu achei lindo, cara aí na segunda-feira era que a minha equipe chegou na loja, elas olharam e falaram assim, é Natal ou carnaval, e aí a primeira cliente que entrou na loja falou assim, nossa, já fez a vitrina de carnaval, nossa, Jesus, eu falei assim não, eu vou desmontar, eu falei assim não eu vou desmontar cara, eu vou desmontar tipo não vou deixar isso, vou botar uma árvore de Natal que eu já tenho aqui vai, e pronto, e beleza, falei não vou deixar, mantive, e nessa época eu tinha feito um treinamento com a Juliane Machado, que é uma visual merchandising, que ela é da VMS, pra mim é a melhor visual merchandising do Brasil hoje, melhor empresa de visual merchandising, e eu tinha feito um treinamento com ela, e eu mandei a foto pra ela, ela falou, ju, e a minha vitrine de natal tal tal tal, ela falou assim nossa amei, posso postar, falei pode, beleza, isso eu conversei com ela era noite, eu tava indo pra São Paulo no ônibus, cara no outro dia a hora que eu abri o meu celular tipo de manhã no outro dia, eu tinha desligado pra não acabar bateria, acho que tinha umas 20 mensagens, todas as empresas de visual merchandising ou sites que falavam disso estavam me pedindo, posso postar essa foto, posso repostar essa foto, posso, cara aquilo assim até a Ainos, que é uma empresa de moda, é uma universidade de moda do Sul, ela usou essa foto numa aula que eles falavam assim criação fora da caixa, e foi publicada no Jornal do Comércio que é o jornal da área de varejo de calçado, e eu falei assim isso me fez pensar muito, porque eu falei assim, a gente talvez não é que você está no lugar errado ou está fazendo errado, talvez você só não está fazendo, falando com a pessoa certa também, a coisa certa no lugar errado, e não sei nem se dá pra chamar de errado ou certo porque seria a identidade da loja, mas tipo é que realmente você usou entre aspas uma estranheza pra tua equipe, pra um pessoal que parente não tá acostumado com isso, aqui porque rompe com o padrão, foi o que a gente falou, é vermelho, verde, ele tipo não usou nem as cores, então assim é a proposta”.
Do comportamento do consumidor hoje (pós-pandemia, brilho/luxo/excesso como pós-pós-guerra, autorrealização, elementos naturais, linho que voltou com força), do fast fashion x qualidade, e do conforto que venceu a beleza
O Juliano falou bastante sobre o comportamento do consumidor pós-pandemia, e segundo ele, “tendência, eu acho que existe assim ciclos, a gente teve uma quebra de ciclo no final da segunda guerra mundial, acabou o ciclo da austeridade e veio um ciclo de uma nova elegância, todo mundo o look o visual da mulher passou a ser muito mais feminino, depois disso a gente vem com uma quebra de ciclo agora pós-pandemia, porque todo mundo acaba na verdade acaba uma guerra, sim sim, é um pós-guerra, todo mundo clausurado, um período que todo mundo ficou em casa se vestindo de pijama, pijama, a roupa passou a ser o pijama e o tênis, então aí você vê o que que surge, o brilho em excesso, o luxo em excesso, é como se aquilo porque você tem necessidade de doar o teu sentimento, então é meio que psicologicamente falando, isso é um comportamento do consumidor, isso pra quem estuda já tava previsto lá no meio da pandemia já era previsível, quando pandemia passar, pessoal já sabia que acontecer, vão explodir cores, porque vem o fenômeno do rosa pink, todo mundo em casa de pijama cinza e do nada quer se mostrar, é então assim é muito vai ter muito brilho, passando isso agora já uma próxima etapa que já tá comprida essa fase, a gente vê que os elementos naturais estão vindo muito forte, então a gente tem muita palha, muito crochê, a gente vê muita flor, muita flor aplicada, muita flor bordada, então assim é você já viveu essa necessidade de tá mais bem produzida, agora você já passa pra uma linha de autorrealização consigo mesmo, é uma coisa mais de você com você mesmo, a natureza, o autoconhecimento, então assim a onde entra os linhos, algo mais tecido natural, você vê que esse verão a gente já tá vendo muito isso, Nossa na hora que eu vi a quantidade de linho, falei agora eu me encontrei, eu acho tão gostoso, só rim de passar, mas é bonitinho o amassadinho nele também, é um tecido nobre, e era difícil antes de achar assim, é meio que sazonal, mas assim agora a gente vê muito isso, e é você vê muito elementos naturais, a galera que tinha as camisas guardadas de vovó, de pai, aí pode usar tudo que tá na moda agora, muda todo o corte, mas tá lá o linho, é não ele vem tecnológico, então ele vem diferente, não que ele não é amoroso porque é um tecido natural, mas assim ele tem uma tecnologia totalmente diferente, e a mesma coisa a gente fala, existe muito preconceito por exemplo com couro sintético, couro sintético evoluiu demais, e não é o mesmo que o de 40 anos atrás, às vezes um produto de couro sintético tem uma qualidade tão boa quanto de um couro, sim ele dura, a indústria da moda é uma das indústrias mais efervescentes, tem muito estudo pra criar um tecido novo, uma solução nova, um produto, pra conforto, palmilhas novas, isso é constante, não para, e a gente tá esquecendo dos sapatos, e a evolução dos sapatos também, porque 10 anos atrás quando eu fui procurar algo ortopédico e bonito não se tinha tanto, hoje essa linha ortopédica ela é muito bonita, ela é muito moderna, mudou também, hoje na verdade todas as marcas elas estão focadas em conforto, qualquer marca que você pegue ela é pensada em oferecer conforto, palmilha ortopédica, estrutura para um pé que tenha joanete, qualquer marca das mais baratas às mais caras estão preocupadas com isso, e a indústria calçadista brasileira é referência no mundo inteiro, tanto que com a pandemia teve muitas marcas que diminuíram produção, muitas marcas deixaram de vender no mercado nacional pra vender só pra mercado externo, faturam em dólar, e a gente o Brasil é muito referência, tanto que você vai em feira de sapato hoje 70% é gringo, vem pro Brasil pra isso, e a maior feira de calçado hoje é no Sul, a feira de Gramado”, e sobre o que é mais procurado hoje, segundo ele, “conforto, tanto que pós-pandemia a venda de salto alto caiu muito, Nossa, tênis agora tá em alta, alta, alta, hoje vamos falar de mulher que é meu segmento, o feminino, ela chega procurando conforto, aí dentro do conforto ela vai buscar beleza, mas ela não vai sair com uma coisa só porque ela é bonita, o que aconteceu muitos anos atrás sim, a mulherada saía machucada, chegava o pé sangrando, salto altíssimo, mil truques pra poder sair com sapato, hoje em dia não, até pelo público que eu atendo, mulheres usando 39 levando 38, tem que encaixar no pé, dolorido, nunca que você ia ver um homem fazendo isso usando número menor pra ficar bonito”.
Do calendário de moda invertido (compra inverno em novembro pra chegar em abril, coleção a cada 2 meses em vez de 6), do fast fashion x qualidade, da Carol Bass e da Malu Perini que vendem lifestyle, e do filho de 9 anos que entende inglês cantando
Sobre o calendário de moda, o Juliano explicou, “preparar as coleções porque tipo no nosso calor tem que pensar no inverno, é uma bola de cristal, porque você tá comprando inverno em novembro e verão em abril, porque você compra em novembro pra começar a chegar em abril, no final de março já começa a chegar, tem muita disparidade também, que assim é uma coisa que tá começando a mudar, mas ainda é, por exemplo a gente lança coleção de inverno em fevereiro, não é pra o nosso, é que a gente segue muito o calendário europeu, americano, que é o inverso, mas assim você acaba acompanhando esse calendário, só que o Brasil não tem o mesmo clima, não adianta assim nós vamos começar ter inverno em abril, e se for aqui talvez não tenhamos, tipo como esse ano, esse ano não tivemos praticamente nada de inverno, só pegamos uma semana também terrível, e o verão é mais fácil, é um período mais longo, você tem mais tempo pra vender verão, tirando essa semana de frio a restante do ano pra nós aqui é, então mas assim tem a questão de coleção, então assim a coleção de inverno você não vai vender ela no verão, apesar de talvez, vamos supor no verão eu tenho sandália, mas ela é da coleção de inverno, ela vai ter uma carinha de inverno, vai ter uma cor de inverno, vai ter uma cartela de cores daquela estação, e aí o verão já tá com toda aquela mudança das cores, e eu falo que hoje quem trabalha com moda trabalha com produto altamente perecível, muda constantemente, e a gente quando você começou lá com a Carpedinho, que fazia tudo diferente, a gente também não via isso porque a gente não tinha internet, naquela época a gente tinha coleção de inverno e verão, então você tinha 6 meses pra trabalhar, eu ia lá fazer uma coleção, eu trabalhava com ela 6 meses, depois ia fazer de novo mais 6 meses, agora não, a cada 2 meses, dificulta muito, porque assim o pessoal tem acesso à informação, ah você montava às vezes uma vitrina, um look, um desfile, alguma coisa, o pessoal às vezes estranhava ou achava diferente porque a galera que conhecia isso era a galera que consumia alguns tipos de revistas, você tinha que ir lá comprar pra poder entender, hoje é Instagram, lembro nessa época passava o programa Sandy e Junior, aí a gente tinha muita roupa que fazia parte do figurino do programa, eu corria na loja e botava roupa na vitrine, já ficava de olho, porque não tinha assim, você não tinha a única associação que você poderia fazer era a casa da vitrine, não dava pra mandar, não tinha WhatsApp, não tinha nem e-mail, era assim a hora que o pessoal começasse a ver a vitrine, porque todo mundo saía pra ver vitrine, a roupa que tava no programa já tava de lei, era de chupar um sorvete, comer um dog e passar nas vitrines, e uma coisa que eu não esqueço, hoje a questão da marca ela diminuiu muito da necessidade do consumo de marca, o pessoal não tem mais vontade de usar a marca tal, porque lá no final dos anos 90 se você não tivesse um jeans com a etiqueta tal você não fazia parte da turma, era muito segmentado, e hoje em dia a meninada não faz mais essa questão, é questão de eu gosto disso ou não, e pelo menos da minha época eu comprava e usava até acabar, hoje em dia o pessoal acha que é mais hem, consome mais grife, e a mulher tem uma necessidade muito maior, o homem compra muitas vezes um tênis, usa até acabar, a mulher usa até sair de moda, às vezes pode ser dois meses, e a mulher não vai usar um jeans ela vai querer, mulher ela precisa de quantidade, às vezes você preza a qualidade, eu não ligo de pagar caro nisso porque eu sei que vou usar até acabar, e a mulher tem uma oferta muito maior e uma necessidade de consumo muito maior, e hoje assim o maior fenômeno da moda brasileira em questão de venda não é que eu acho que ela tem a melhor coleção nem nada, é a Carol Bass, a Carolina Bass, a marca dela foi vendida o ano passado pro grupo Arezzo por um valor absurdo, mas por quê, porque ela vende um estilo de vida, que toda consumidora quer ser ela, na verdade quer ser ela, criar uma persona ali, a mulher vai muitas mulheres vão na loja dela procurando aquilo, e tem um casal que eu sigo da internet que eles falam muito sobre investimento que é a Malu Perini e o Bruno Perini, a Malu tem a marca de moda dela, tem a roupa dela lá que ela vende tudo lá, e ela vende essa identificação, o número de conversão dela é estrondoso porque realmente o pessoal quer ser ela, quer se vestir como ela, quer morar como ela, quer investir como ela, não sei o que como ela, ela passa a ser o objeto, não vamos pôr como objeto de desejo, mas de identificação, e aquilo é meu ideal, sonho do consumo no sentido de quero ser, é o ideal, talvez, e não é muito real, e aí gera o quê, frustração, rede social tem muito disso, eu sempre brinco, você vai viajar de férias, saiu, ficou uma semana, voltou, daqui uma semana você tem vontade de viajar de novo, você segue umas 200, 300 pessoas no Instagram, todo dia que você abre tem alguém viajando, parece que todo mundo viaja menos você, e isso é uma bola de neve, vai chegar uma hora que vai explodir, vai né, a gente vê, acaba afetando psicologicamente, e a geração de hiperconsumo de tudo, hiperconsumo de informação, e isso assim é uma bola de neve”, e sobre o filho de 9 anos, segundo ele, “ele tá com nove, faz 10, já tá na pré-adolescência, e ele adora, às vezes ele fala assim ah vou gravar um vídeo, vou gravar pro meu canal, ele nem tem canal, e ele é apaixonado por música, e eu amo samba, e às vezes ele tipo tá em domingo em casa ele fala assim, pai põe a música de domingo, já tá criando uma memória, tem muito essa questão da memória afetiva, e ele é uma pessoa emotiva 200%, extremamente emotiva, tudo pra ele remete alguma lembrança, outro dia chegou pra mim e falou assim, vai descobrir uma música, você vai amar, e eu falei, que música, será, e chegou com Astrud Gilberto, falei meu Deus, você tem 9 anos como você gosta disso, e ele falou, é às vezes ele tava no aleatório e viu, às vezes não é nem o que ele mais prefere, mas tipo chama atenção, meu pai vai gostar, ele começa a linkar algumas coisas desse tipo, e ele é muito ligado em música, é porque ele entende o inglês, ele porque falou, às vezes na conversação ainda não é tão bom porque não tem com quem conversar, mas como tá na escola desde pequeno e gosta de música, ele ouve as coisas e já entende, se essa música ou não, e ele tem a dança, e ele quer entrar na bateria, doido, doido, doido, algo bem silencioso, super super me cobrando, e ele é meu melhor companheiro de viagem, e essa questão da memória afetiva, eu falei assim, por exemplo, uma viagem, quando você faz uma viagem com alguém, você vai criar tanta memória, tanta, que talvez um ano de convivência não vai criar, por quê, porque você vai viver experiências que vão ficar marcadas, e talvez aquela coisa do cotidiano a gente acaba deixando, mas é gostoso, e a gente guarda algumas coisas a mais”.
Onde encontrar
O Juliano Baravelli Vicente é a 3ª geração do comércio em Dracena, dono da Center Modas, e a história dele começa com o avô vindo pra Dracena como barbeiro (e o irmão mais velho da mãe convencendo o avô a fechar a barbearia e abrir uma sapataria, que virou fábrica de sapato, e a mãe feirante cortando flor pra enfeitar as sandálias), e da Center Modas fundada em 1981 (ele tinha 2 anos, é a 3ª geração, hoje ele, a irmã e a mãe tocam juntos), e da infância trabalhando na loja dos pais nas férias (era obrigatório, todo mundo ia pro clube e ele ia pra loja), e da faculdade de Publicidade e Propaganda em São Paulo (ficou 1 ano, sentiu falta da família e transferiu), e da 1ª loja multimarcas que ele comprou em 1998 com 18/19 anos (a Carpedinho, ficou 9 anos até 2007), e do 1º desfile que ele fez em 1999 no XTC (com o Daniel Edá produzindo, calça larga, moda clubber, causou na cidade inteira), e dos showrooms e semanas de moda que ele acompanhou de perto (fito eras, depois Morumbi Fashion, depois SPFW), e da mudança pra Center Modas em 2007 pra assumir a loja dos pais, e do trabalho com a irmã e com a mãe (3ª geração, 3 pessoas, amor e ódio de quem trabalha junto 24h), e da paixão por vitrinismo e visual merchandising, e da decisão de nichar em 2018 (só feminino, mulher adulta, perfil mais tradicional, não dá pra abraçar o mundo), e da vitrine de Natal 2018 com balões que fez a 1ª cliente perguntar se era carnaval (mandou foto pra Juliane Machado da VMS, viralizou, saiu no Jornal do Comércio, universidade de moda do Sul usou em aula de criação fora da caixa), e das flores de papel gigante de 2023 (inspiradas em flor de bem-casado, tutorial virou referência na região, gente de Irapuru foi lá pra aprender), e do comportamento do consumidor hoje (pós-pandemia, brilho/luxo/excesso como pós-pós-guerra, autorrealização, elementos naturais, linho voltou com força, brilho explodiu com o rosa pink), e do fast fashion x qualidade (Shein, Forever 21, padrão métrico de roupa que o Brasil não tem via projeto de lei, couro sintético evoluiu demais, salto alto caiu, tênis voltou, ortopédico ficou bonito e moderno), e do calendário de moda invertido (compra inverno em novembro pra chegar em abril, coleção a cada 2 meses em vez de 6, produto altamente perecível), e da indústria calçadista brasileira que é referência mundial (70% gringo nas feiras de SP, maior feira agora é em Gramado, polo de Jaú e Birigui), e do filho de 9 anos que já entende inglês cantando (escola desde pequeno, pronúncia perfeita, quer entrar na bateria, emotivo 200%, melhor companheiro de viagem), e do filho de 18 anos que não gosta de marca estampada (visionário, à frente do tempo, outdoor, quer ser diferente), e da mãe (do Sandro/Pedro) que foi cupido (conhecia os dois da faculdade, fez a Mariana ir buscar material na empresa, apresentou mesmo sem abrir a boca, e 9 anos depois perguntou se ele tinha certeza), e da Carol Bass e da Malu Perini que vendem lifestyle (a consumidora quer ser elas, isso gera frustração porque não é real), e da frase dele: o que deu errado você lembra o resto da vida detalhe por detalhe, o que deu certo você vai lembrar, mas o que deu errado é o que você conta, e a longo prazo passa a ser melhor que o que deu certo. Siga a Center Modas no Instagram: @centermodasdracena, e o Juliano no @julianobaravelli.
Resumo do episódio
Juliano Baravelli é a terceira geração do comércio em Dracena, herdeiro de uma trajetória que começou com o avô barbeiro que se tornou sapateiro. Fundou a Center Modas em 1981 aos 2 anos de idade, trabalhou na Carpedinho de 1998 a 2007 e hoje gerencia a loja com a mãe e irmã, focando em moda feminina adulta. O episódio aborda sua paixão por vitrinismo e visual merchandising, as transformações no comportamento do consumidor pós-pandemia, as mudanças no calendário de moda e a indústria calçadista brasileira como referência mundial.
Principais aprendizados
- O nicho bem definido é essencial para o varejo: em 2018 a Center Modas parou de trabalhar com masculino e focou só em feminino adulto, porque não é possível abraçar o mundo inteiro.
- Pós-pandemia o comportamento do consumidor passou por ciclo de brilho e luxo em excesso, similar ao pós-segunda guerra, seguido por busca de elementos naturais e autorrealização.
- O calendário de moda funciona invertido no Brasil: compra-se inverno em novembro para chegar em abril, e as coleções mudam a cada 2 meses em vez de 6 meses.
- Conforto venceu beleza no sapato feminino: salto alto caiu drasticamente após pandemia e mulheres hoje buscam conforto primeiro, depois beleza dentro dessa possibilidade.
- A indústria calçadista brasileira é referência mundial, com 70% de estrangeiros visitando feiras em São Paulo e a maior feira de calçado do Brasil agora localizada em Gramado.
Perguntas respondidas neste episódio
Como começar a trabalhar com moda sem experiência em gestão?
Trabalhar na loja dos pais ou familiares nas férias desde cedo fornece bagagem prática. Além disso, estudar a história da moda e o que você vende melhora significativamente a capacidade de venda e cria uma base sólida para entender o negócio.
Como as vitrines de impacto afetam a marca e alcance de uma loja?
Uma vitrine criativa que quebra padrões pode gerar repercussão nacional. A vitrine de Natal 2018 da Center Modas com balões viralizou, sendo compartilhada por empresas de visual merchandising, publicada no Jornal do Comércio e usada como case de criação fora da caixa em universidade de moda do Sul.
Qual a importância de estudar história da moda para quem trabalha no varejo?
Estudar história da moda permite entender referências, contextos de tendências e criar identidade própria na loja. Assim como um médico estuda medicina e um advogado estuda direito, o comerciante precisa estudar para ser referência no que vende.
Como o comportamento do consumidor feminino diferencia em relação ao masculino quanto a conforto e durabilidade?
A mulher tem maior necessidade de quantidade e consome mais rapidamente, frequentemente usando roupas até sairem de moda em vez de até desgastarem. O homem tende a comprar menos peças e usá-las até o fim, enquanto a mulher busca variedade e maior volume de compras.
Como funcionam os ciclos de tendência no comportamento do consumidor pós-pandemia?
Após a pandemia houve um ciclo de brilho e luxo em excesso, similar ao que ocorreu após a segunda guerra mundial. Esse ciclo está dando lugar a outro focado em autorrealização, elementos naturais como linho e crochê, e busca por autoconhecimento.
Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.