#492

Fisioterapia Pélvica na Gestação: a história de Taís Lara e Ari Roda | #492

24 de setembro de 2026 • 5 min de leitura

Este texto vem do episódio #492 do AdamiCast

No episódio #492 do AdamiCast, gravado em Dracena, SP, a fisioterapeuta pélvica Taís Lara volta ao programa para falar de um assunto pouco discutido: como a fisioterapia pélvica prepara o corpo da mulher para a gestação, o parto e o pós-parto. Ao lado dela está Ari Roda, influenciadora digital e sua paciente, que já havia passado pelo AdamiCast antes e retorna para contar uma história diferente da primeira vez.

A conversa nasce de um contraste real: o primeiro filho de Ari nasceu de cesárea, em 2019, depois de um trabalho de parto que não evoluiu. A segunda filha, em julho de 2026, nasceu de parto vaginal, sem anestesia, numa banqueta dentro do quarto da maternidade. Entre um parto e outro, o que mudou foi o acompanhamento com a fisioterapia pélvica, e é esse fio que costura o episódio inteiro.

Fisioterapia pélvica não é só coisa de grávida

Taís abre o papo desmontando um mal-entendido comum. Ela conta que, dando aula de Pilates para um aluno homem, percebeu como a ideia de fisioterapia pélvica ainda fica presa à imagem da bola de exercício e da gestante. Na prática, a especialidade trata prolapso, incontinência urinária, dor durante a relação sexual, endometriose e alterações da bexiga, tanto hiperativa quanto hipoativa, em mulheres de qualquer fase da vida.

Ela também observa algo que diz mais sobre o sistema de saúde do que sobre as pacientes: a maioria chega ao consultório pela indicação de amigas, pela comunicação e pelas redes sociais, não por encaminhamento médico. Para Taís, o ideal é procurar a fisioterapia pélvica antes mesmo de engravidar, e não esperar o terceiro trimestre, porque o assoalho pélvico precisa de força e de mobilidade para que o parto vaginal seja facilitado.

Da cesárea ao parto normal: a virada de Ari Roda

Ari lembra que, na primeira gestação, o preparo foi mais superficial. Já na segunda, com acompanhamento mais próximo da fisioterapia pélvica, incluindo atendimento específico para uma dor pélvica que sentiu ainda grávida, a experiência foi completamente diferente. No relato do segundo parto, ela descreve a fase em casa, a bolsa rompendo, a ida para a maternidade e a lembrança, na hora do expulsivo, das orientações recebidas nas sessões com a Taís.

Um dos pontos mais didáticos do episódio é a explicação de Taís sobre como o estado emocional da mulher interfere fisicamente no trabalho de parto: quanto mais tranquila a mãe está, mais o corpo favorece a dilatação. A posição do corpo também conta: segundo o relato do episódio, deitar com as pernas bem abertas pode dificultar a abertura da pelve, enquanto uma posição como a banqueta, com leve fechamento no joelho, ajudou a bebê de Ari a descer mais rápido.

O que pouca gente conta sobre o puerpério

O episódio abre espaço para um lado menos comentado da maternidade: a tristeza que pode aparecer no fim da tarde, mesmo quando tudo está bem com o bebê. Ari descreve esse sentimento como uma mistura de cansaço físico e mudança brusca de rotina e identidade, algo que reconhece ter sentido nos primeiros dias depois do parto. Se esse tipo de tristeza persistir, o caminho é buscar apoio profissional, médico ou psicológico.

O episódio também toca em outro ponto real do pós-parto: as visitas que chegam para ver o bebê e esquecem de perguntar como a mãe está, o que reforça a importância de uma rede de apoio, incluindo o papel do parceiro nesse período.

Ferramentas usadas na reabilitação do assoalho pélvico

Parte da conversa mostra, na prática, como funciona o trabalho de fortalecimento e relaxamento do assoalho pélvico. Taís apresenta equipamentos usados na preparação para o parto e na reabilitação pós-parto, incluindo dispositivo de treino perineal e ferramentas de biofeedback, que ajudam a paciente a perceber a própria contração muscular durante os exercícios.

A ideia central, segundo Taís, é comparar esse trabalho ao treino de qualquer outro grupo muscular: existe força, resistência e flexibilidade a desenvolver, e cada protocolo é ajustado individualmente por avaliação profissional, não seguindo uma receita padrão para todas as pacientes.

Bexiga, rotina e o tabu da incontinência

Na reta final do episódio, o assunto vira rotina do dia a dia: mulheres que seguram a vontade de ir ao banheiro por causa do trabalho, que bebem pouca água, ou que acham normal levantar à noite para urinar. Taís reforça que esses hábitos podem estar ligados a disfunções do assoalho pélvico e que vale a pena observar o próprio padrão em vez de normalizá-lo.

Uma ferramenta simples citada no episódio é o diário miccional, um registro de horários e volume de líquido ingerido e eliminado ao longo de 24 horas, usado para identificar padrões antes de qualquer diagnóstico. Ari também comenta que recebe relatos de seguidoras jovens, inclusive de cidades grandes, que sofrem com incontinência e sentem vergonha de falar sobre isso, o que mostra que o tema ultrapassa qualquer geografia.

Onde encontrar

O episódio #492 do AdamiCast foi gravado em Dracena, SP. Para acompanhar o trabalho da Taís Lara, fisioterapeuta pélvica, siga @fisiopelvica_taislara no Instagram. Para acompanhar a Ari Roda, siga @ariroda_.

Resumo do episódio

No episódio #492 do AdamiCast, a fisioterapeuta pélvica Taís Lara recebe de volta sua paciente Ari Roda, influenciadora digital, para falar sobre fisioterapia pélvica na gestação e no pós-parto. O episódio parte do contraste entre os dois partos de Ari: uma cesárea em 2019 e um parto vaginal em julho de 2026, após acompanhamento com a Taís. Ao longo da conversa, Taís explica por que a fisioterapia pélvica vai muito além da gestação, tratando desde incontinência urinária até dor na relação sexual, e detalha ferramentas usadas na preparação para o parto e na reabilitação pélvica. O episódio também aborda o lado menos falado da maternidade, como a tristeza do pós-parto e o tabu em torno da incontinência urinária em mulheres jovens.

Principais aprendizados

  • A fisioterapia pélvica trata prolapso, incontinência urinária, dor na relação sexual, endometriose e alterações de bexiga, não sendo exclusiva da gestação.
  • O ideal, segundo Taís Lara, é procurar a fisioterapia pélvica antes de engravidar, e não apenas no terceiro trimestre.
  • No relato de Ari Roda, a posição do corpo na hora do parto (banqueta, com leve fechamento no joelho) ajudou a favorecer a descida do bebê.
  • Dispositivo de treino perineal e ferramentas de biofeedback fazem parte do trabalho de reabilitação do assoalho pélvico no pós-parto.
  • Segurar a vontade de urinar por causa da rotina de trabalho e considerar normal levantar à noite para ir ao banheiro podem indicar disfunções do assoalho pélvico.

Perguntas respondidas neste episódio

O que a fisioterapia pélvica trata, além da gestação?

Segundo Taís Lara, a fisioterapia pélvica trata prolapso, incontinência urinária, dor durante a relação sexual, endometriose e alterações de bexiga, tanto hiperativa quanto hipoativa. A especialidade atende mulheres em qualquer fase da vida, não apenas gestantes.

Quando é o momento certo de procurar a fisioterapia pélvica na gestação?

De acordo com Taís, o ideal é buscar o acompanhamento antes mesmo de engravidar, já que o assoalho pélvico precisa de força e mobilidade para facilitar o parto vaginal. Ela observa que muitas mulheres só procuram esse cuidado perto do terceiro trimestre.

Qual foi a diferença entre os dois partos de Ari Roda?

O primeiro filho de Ari nasceu de cesárea, em 2019, após um trabalho de parto que não evoluiu. A segunda filha nasceu de parto vaginal, sem anestesia, em julho de 2026, depois de um acompanhamento próximo com a fisioterapia pélvica ao longo da gestação.

Que ferramentas são usadas na reabilitação do assoalho pélvico?

O episódio mostra equipamentos como dispositivo de treino perineal e ferramentas de biofeedback, usados tanto na preparação para o parto quanto na reabilitação pós-parto. Segundo Taís, o trabalho é comparável ao treino de qualquer grupo muscular, com protocolos individualizados por avaliação profissional.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.