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Fisioterapia integrativa em Dracena: a história de Eslley Kozan | #482

21 de agosto de 2026 • 5 min de leitura

Este texto vem do episódio #482 do AdamiCast

Eslley S. Kozan é fisioterapeuta há 22 anos em Dracena, cidade onde recebe pacientes desde bebês de poucos dias de vida até moradores da terceira idade. Osteopata, especializado em acupuntura sistêmica e auricular e em terapias regenerativas injetáveis, ele chega ao AdamiCast #482 para contar como uma lesão no joelho, ainda na adolescência, o tirou do esporte e o colocou dentro de um consultório, e como um degredo de dez meses no interior do Mato Grosso acabou confirmando que o lugar dele sempre foi Dracena.

Ao longo da conversa, ele defende uma ideia que atravessa boa parte do episódio: quase nunca a dor está onde ela dói. Existe sempre algo escondido, uma lesão primária que o corpo tenta compensar, e é essa compensação que dói. É essa lógica que guia o trabalho dele há mais de duas décadas, da quadra de basquete que ele deixou para trás até o consultório que hoje ocupa um prédio novo, com salas dedicadas para cada fase da vida.

Da quadra de basquete ao consultório

Eslley saiu de casa aos 12 ou 13 anos para jogar basquete em Fernandópolis, depois em São José do Rio Preto e por quase cinco anos em Ribeirão Preto. Foi nessas cidades que colecionou as lesões de joelho que, aos 18 anos, encerraram a carreira nas quadras. Foi ali, tratando as próprias contusões, que ele teve o primeiro contato real com a fisioterapia.

Na hora de escolher a faculdade, chegou a cogitar medicina. A decisão final, no entanto, foi mais prática do que vocacional: a mensalidade de fisioterapia cabia melhor no orçamento da época. “E foi onde eu aprendi a me cuidar. E hoje eu cuido das pessoas também”, resume ele, mais de duas décadas depois.

Os dez meses no Mato Grosso

Recém-formado, com apenas dois meses de profissão e a primeira pós-graduação em osteopatia já em andamento, Eslley aceitou uma vaga em um posto de saúde de Nortelândia, cidade de cerca de dez mil habitantes no interior do Mato Grosso. Montou o próprio consultório dentro de casa e passou dez meses atendendo longe de tudo o que conhecia.

O período não foi fácil. Ele chegou a sofrer um acidente de carro e ficou internado. Quando finalmente passou no concurso da prefeitura, uma conquista que garantiria estabilidade, fez as malas no dia seguinte e voltou para Dracena. A viagem foi cheia de imprevistos: maca desmontada dentro do carro, vidro emperrado debaixo de chuva, e ele chegou com um torcicolo.

Mesmo antes de decidir voltar, ele já sabia, de certa forma, para onde estava indo. “Eu ficava sentado na escrivaninha e escrevia Dracena, Dracena e rabiscava Dracena”, contou no programa. “No final das contas, fiquei dez meses lá, acabei voltando, e deu certo aqui.”

Vinte e dois anos de consultório em Dracena

De volta à cidade, Eslley construiu uma trajetória de 22 anos, boa parte deles no mesmo endereço. Recentemente, mudou para um prédio novo, o que permitiu separar o atendimento por função: uma sala dedicada a bebês, outra para avaliação postural com equipamentos de análise mais detalhada, além dos espaços de atendimento adulto.

Ele conta que já atendeu quatro gerações de uma mesma família e que trata pacientes que o acompanham há praticamente duas décadas. É também nesse contexto que ele comenta a chegada, prevista para os próximos anos, de um curso de fisioterapia na Unifadra em Dracena, o que pode formar profissionais direto na região.

A dor nem sempre está onde ela dói

O centro da conversa é a forma como Eslley entende o corpo. Para ele, toda dor é sintoma de uma compensação, e toda compensação nasce de uma lesão primária que, na maioria das vezes, é indolor e passa despercebida. É essa lesão original que o tratamento precisa encontrar, não apenas o ponto onde a dor aparece.

Um dos exemplos que ele traz é o de uma paciente atendida recentemente por uma dor lombar persistente, cuja origem acabou sendo um implante dental. Segundo ele, cada dente do corpo tem relação muscular e até visceral, e é justamente esse tipo de conexão que costuma escapar de um olhar mais superficial. Sobre hérnia de disco, ele é direto: “nós não curamos a hérnia de disco, nós damos qualidade e função para essas regiões.”

Prevenção no esporte: corrida e beach tennis

Com o crescimento da corrida e do beach tennis na região, Eslley percebe no consultório o reflexo direto dessa mudança de hábito. Segundo ele, boa parte das dores em corredores amadores vem de detalhes que passam batido: tênis inadequado para o tipo de pisada, discrepância entre os membros ou troca pouco frequente de calçado.

Ele defende que corrigir esses pontos não serve só para evitar dor, mas também melhora o desempenho, já que o corpo passa a gastar menos energia compensando desequilíbrios. É um raciocínio que aplica tanto para quem corre por saúde quanto para quem busca resultado competitivo.

Da primeira infância à terceira idade

A amplitude do trabalho de Eslley vai de bebês com poucos dias de vida até pacientes com mais de 100 anos. Em recém-nascidos, os encaminhamentos costumam vir de pediatras e envolvem questões como refluxo e disquezia, quase sempre em parceria com fonoaudiólogos e dentistas.

Na outra ponta, ele fala da fisioterapia como ferramenta de autonomia para quem envelhece. “Você quer levantar sozinho com 60 anos?”, costuma perguntar aos pacientes mais velhos, resumindo em uma frase o motivo pelo qual tantos idosos continuam frequentando o consultório, alguns deles há décadas.

Onde encontrar

O AdamiCast #482 com Eslley S. Kozan foi gravado em Dracena, SP. Para acompanhar o trabalho dele, acesse o Instagram @eslleykozan.

Resumo do episódio

Eslley Kozan, fisioterapeuta há 22 anos em Dracena, trabalha a partir da ideia de que quase nunca a dor está no lugar onde ela dói: existe sempre uma lesão primária, muitas vezes indolor, que gera uma compensação, e é essa compensação que dói. No consultório, isso vale tanto para hérnia de disco e dores relacionadas à corrida quanto para casos inesperados, como uma dor lombar causada por um implante dental. O atendimento vai de bebês com poucos dias de vida a pacientes com mais de 100 anos.

Principais aprendizados

  • Segundo Eslley Kozan, a lesão primária costuma ser indolor e é ela, não a dor em si, que precisa ser tratada.
  • Um implante dental pode gerar dor lombar, porque cada dente tem relação muscular e visceral com outras regiões do corpo.
  • Perna mais curta que a outra ou pisada diferente faz a sobrecarga do corpo se distribuir de forma desigual durante a corrida.
  • Eslley Kozan trata hérnia de disco dando qualidade e função à região, não revertendo a lesão em si.
  • O consultório de Eslley Kozan já atendeu bebês com apenas três dias de vida.

Perguntas respondidas neste episódio

Por que a dor nem sempre está onde a lesão realmente começou, segundo Eslley Kozan?

Porque, segundo o entendimento de Eslley Kozan, a lesão primária costuma ser indolor e gera uma compensação no corpo, e é essa compensação que dói. Tratar só o ponto da dor, sem encontrar a lesão original, tende a não resolver o problema de verdade.

Um implante dental pode causar dor lombar?

Pode. Cada dente do corpo tem relação muscular e também visceral com outras regiões, então um implante dental pode interferir em questões mecânicas, biológicas e fisiológicas, inclusive gerando dor na lombar.

Uma perna mais curta que a outra pode causar dor em quem corre?

Sim. Quando há diferença de comprimento entre as pernas ou uma pisada diferente, a sobrecarga do corpo passa a se distribuir de forma desigual durante a corrida, o que tende a sobrecarregar mais um dos lados e favorecer o surgimento de dores.

Fisioterapia consegue curar hérnia de disco?

Não cura no sentido de reverter a lesão, mas dá qualidade e função para a região afetada. O disco que já extrusou não regride nem regenera, mas o tratamento melhora a mobilidade e alivia a dor associada.

A partir de que idade a fisioterapia atende bebês, segundo Eslley Kozan?

O consultório de Eslley Kozan já atendeu bebês com apenas três dias de vida, trabalhando questões como refluxo, assimetria craniana e disquezia, muitas vezes em conjunto com pediatras, fonoaudiólogos e dentistas.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.