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Fisioterapia em Dracena: a história de Luciana Sanae Ota | #481

18 de agosto de 2026 • 6 min de leitura

Este texto vem do episódio #481 do AdamiCast

A Unifadra/Fundec, em Dracena, acaba de conquistar a autorização do MEC para o curso de Fisioterapia, com início previsto para 2027. À frente do projeto estão duas mulheres: Luciana Sanae Ota, fisioterapeuta e futura coordenadora do curso, e Vanessa Andreto, vice-diretora acadêmica da instituição. As duas foram ao AdamiCast contar como a novidade nasceu e o que ela representa para quem mora na região.

O papo passa por sensores que preveem queda em idosos, inteligência artificial usada com responsabilidade e parcerias que já ajudam gente da cidade. Mas o coração do episódio é outro: a história pessoal que fez Luciana escolher, ainda aos dezessete anos, ficar na fisioterapia para sempre.

Fisioterapia 4.0: tecnologia a serviço do cuidado humano

Luciana apresenta um conceito que já circula entre profissionais da área: a fisioterapia 4.0, movida por tecnologia vestível e inteligência artificial. Sensores acoplados ao corpo do paciente registram detalhes do jeito de andar, da postura e do equilíbrio que, antes, exigiam horas de avaliação manual. Com idosos, por exemplo, o sistema consegue apontar sinais de risco de queda antes que ela aconteça, permitindo uma intervenção preventiva em vez de um socorro depois do acidente.

A telerreabilitação segue a mesma lógica. Muitos pacientes recebem orientação de exercícios para fazer em casa, mas o profissional raramente sabe se o exercício foi feito, e se foi feito do jeito certo. Com acompanhamento remoto, isso muda: o fisioterapeuta consegue identificar quem está executando errado e corrigir a rota antes que o erro vire lesão. Para Luciana, o resultado prático é uma fisioterapia mais individualizada, sem perder o que ela chama de cuidado centrado na pessoa.

Inteligência artificial: ferramenta, nunca substituta do cuidado

O tema da IA voltou várias vezes na conversa, e Luciana usa uma imagem simples para explicar a posição da instituição: a inteligência artificial é como uma chave de fenda, o resultado depende de quem está segurando a ferramenta. Por isso, o curso de Fisioterapia da Unifadra nasce apoiado em um tripé declarado: evidência científica (com bases como PubMed, Lilacs e SciELO), tecnologia e inovação, e humanização.

A ressalva que as duas convidadas fazem é importante: a IA pode ajudar num diagnóstico ou até apoiar a correção de provas do próprio vestibular, sempre com supervisão humana, mas ela não substitui a conversa entre profissional e paciente. Como resume Luciana, a máquina não tem sentimento para acolher alguém que está dando o seu máximo e ainda assim sofrendo.

Um curso de cinco anos, com prática desde o primeiro ano

O curso de Fisioterapia da Unifadra terá cinco anos de duração, em período noturno, pensado para quem já trabalha durante o dia. Um dos diferenciais destacados é o contato com a prática clínica desde o início da formação, e não só nos últimos semestres. A ideia, segundo as convidadas, é que o aluno descubra cedo se aquela é mesmo a profissão certa para ele, em vez de perceber isso só depois de formado.

O interesse pela nova graduação já apareceu antes mesmo da primeira turma começar: várias pessoas formadas em educação física da própria Unifadra já se matricularam. As inscrições seguem abertas, com vestibular presencial ou online, podendo ser feito em casa ou nos computadores da instituição, já que o prazo pela nota do Enem se encerrou.

Reconhecimento sem visita técnica: a conquista da Unifadra

Um dos pontos altos da conversa é institucional: o curso de Fisioterapia foi autorizado pelo MEC sem visita técnica, algo que Vanessa trata como reconhecimento direto da qualidade da instituição. Para quem não é da área, o detalhe pode passar despercebido, mas significa que o histórico de avaliação e o projeto pedagógico da Unifadra já convenceram o órgão regulador sem necessidade de fiscalização presencial.

A expectativa é que, no futuro próximo, o curso ganhe uma clínica-escola e um centro de reabilitação multidisciplinar dentro da própria universidade, cruzando fisioterapia com pedagogia, psicologia, medicina, enfermagem e educação física.

Parcerias que já movimentam a região

Mesmo antes de a primeira turma começar, a Unifadra já constrói pontes com instituições da região. Em Dracena, a parceria com a AVAÚ deve ampliar os serviços que a entidade oferece à comunidade. Em Presidente Prudente, a visita à Lumen rendeu, além de uma futura parceria de entrega de cadeiras de rodas para famílias de Dracena, um reencontro emocionante: Luciana reviu, na direção da instituição, uma colega que se formou junto com ela em 2002.

As convidadas também contaram sobre a visita a uma residência terapêutica da região, sem revelar a cidade por respeito aos moradores. Os detalhes ficaram no coração de quem ouviu: o morador fã de filme de monstro que só assiste ao mesmo clássico, a festa de aniversário temática pedida por outro, o cuidado individual de cada história. Um retrato de humanização que, segundo Luciana, renova a esperança na humanidade.

A trajetória de Luciana: de Presidente Prudente ao banquinho de madeira

A história pessoal de Luciana começa em Presidente Prudente, onde ela entrou na graduação de Fisioterapia da Unesp em 1999, com apenas dezessete anos, e se formou em 2002. Depois, fez mestrado em Bioengenharia, num programa interunidades entre Unesp e as USPs de Ribeirão Preto e São Carlos, antes de chegar à coordenação do novo curso em Dracena.

Mas o que a fez escolher a fisioterapia para a vida toda não foi a sala de aula. Foi uma mãe. Durante a graduação, Luciana via, todos os dias, uma senhora sentada num banquinho de madeira no ambulatório da Unesp, ao lado da filha com deficiência, esperando o transporte da prefeitura que só passava mais tarde. Sem celular para se distrair, a mãe inventava histórias olhando para uma nuvem ou para uma árvore, só para segurar o dia. Luciana se lembra de ter pensado, na época, que aquela mulher fazia tudo aquilo porque queria, um dia, ver a filha andar. Foi ali, testemunhando essa espera silenciosa, que ela decidiu: se ficasse na fisioterapia, aprenderia como ajudar. E é essa possibilidade de ajudar que, segundo ela, a motiva até hoje.

Onde encontrar

A gravação deste episódio aconteceu em Dracena, SP, sede do AdamiCast. Para acompanhar o trabalho de Luciana Sanae Ota, siga @lucianasanae no Instagram. As novidades institucionais da Unifadra/Fundec, incluindo o curso de Fisioterapia e a Feira de Profissões de outubro, você acompanha em @unifadra.

Resumo do episódio

A Unifadra conquistou autorização do MEC para o curso de fisioterapia, com início previsto para 2027, sem passar por visita técnica. O curso usa sensores vestíveis e inteligência artificial para tornar avaliações como marcha e risco de queda em idosos mais rápidas e precisas, mantendo a decisão clínica e o cuidado com o paciente sempre nas mãos do profissional. Desde o primeiro ano, os alunos já têm contato direto com pacientes por meio de práticas extensionistas voltadas à comunidade.

Principais aprendizados

  • No curso de fisioterapia da Unifadra, sensores vestíveis com inteligência artificial reduzem a minutos avaliações que levariam cerca de uma hora na clínica.
  • Parâmetros do jeito de andar do idoso, medidos por sensores, ajudam a prever risco de queda antes que ela aconteça.
  • Na Unifadra, a inteligência artificial é tratada como ferramenta de apoio, nunca como substituta da relação entre profissional e paciente.
  • O curso de fisioterapia da Unifadra foi autorizado pelo MEC sem visita técnica, quando a proposta pedagógica e o histórico da instituição já demonstram qualidade.
  • A Unifadra usa inteligência artificial também para apoiar a correção do vestibular, sempre com supervisão humana.

Perguntas respondidas neste episódio

Sensores conseguem prever risco de queda em idosos no curso de fisioterapia da Unifadra?

Sim. No curso de fisioterapia da Unifadra, alguns parâmetros do jeito de andar do idoso, avaliados por sensores vestíveis, são preditivos de queda. A partir desses dados é possível estimar, de forma quantitativa, a chance de uma pessoa sofrer uma queda, o que permite uma intervenção preventiva antes do acidente acontecer, em vez de um atendimento só depois dele.

A inteligência artificial substitui o atendimento do fisioterapeuta no curso da Unifadra?

Não. No curso de fisioterapia da Unifadra, a inteligência artificial pode ajudar a chegar a um diagnóstico, mas não substitui a conversa entre profissional e paciente. Ela não tem sentimento para acolher alguém que está dando o seu máximo e ainda assim enfrentando dificuldade, então a tomada de decisão continua sendo do profissional.

O curso de fisioterapia da Unifadra foi autorizado pelo MEC sem visita técnica?

Sim. O curso de fisioterapia da Unifadra foi autorizado pelo MEC sem visita técnica, porque a proposta pedagógica enviada era bem elaborada e a instituição já tinha histórico consistente em avaliações anteriores de outros cursos. A equipe técnica do MEC analisou a documentação e autorizou direto, sem necessidade de fiscalização presencial.

Como funciona a telerreabilitação no curso de fisioterapia da Unifadra?

Na telerreabilitação trabalhada pelo curso de fisioterapia da Unifadra, o paciente faz exercícios domiciliares e o profissional acompanha à distância, já que muitas vezes não é possível saber se o exercício está sendo feito e se está sendo feito do jeito certo. Sensores permitem esse acompanhamento remoto, ajudando a identificar quem está executando errado e corrigir antes que o erro vire lesão.

O curso de fisioterapia da Unifadra oferece contato com pacientes desde o primeiro ano?

Sim. Desde o início da graduação, os alunos do curso de fisioterapia da Unifadra já têm contato direto com pacientes, dentro do que a instituição chama de prática precoce. Esse contato acontece por meio de atividades extensionistas, que oferecem serviço à comunidade, em vez de deixar a prática clínica só para os últimos semestres do curso.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.